segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

por um mundo mais COLETIVO!


Já dizia o escritor americano Robert Collier  "O sucesso é a soma de pequenos esforços - repetidos o tempo todo". E quando o sucesso é resultado de pequenos esforços COLETIVOS, não é mais bacana ainda!?!?! 

Passei meus quase 15 dias de verdadeiras férias fazendo NADA (ou TUDO o que precisava realmente); se pra mim a palavra DESCANSO tivesse vários sinônimos, seriam eles: Garopaba, ler na rede, olhar para o mar, tomar banho de mar, pular ondas, tomar caldos nas ondas (excelente pra curar qq resquício de sinutite e uruca), sorvete, chimarrão & caipirinha (não necessariamente nessa ordem), não passar lápis nem rimel nos olhos, tampouco corretivo nas olheiras, usar chinelo de dedo AND caminhar pela cidade. E como quem caminha, observa, e quem observa, encontra,  numa manhã nublada encontrei uma esquina prá lá de interessante. Confesso: o que me chamou a atenção foi um sapato com suculentas, e nem foi preciso me aproximar muito pra ver que aquela era uma iniciativa bacanérrima!!! (criativa e inquieta não se controla ao ver os recadinhos  handmade traduzidos em plaquinhas divertidas!!!). 

Não sei exatamente de quem é a iniciativa, conversei rapidamente com uma moradora das redondezas que cuidava de um canteiro, e me explicou que, no verão, o espaço não fica tão bem cuidado porque a maioria dos "cuidadores" (moradores locais) ganham uma grana extra fazendo freelas para os turistas. Mesmo assim, o terreno estava fofo, deu gosto de conhecer!

Acredito cada vez mais em ideias e ações COLETIVAS e nas inúmeras possibilidades de abrangência. E se a máxima "a união faz a força", aqui a união literalmente rende frutos, mais precisamente hortaliças e temperos. Parabéns à desconhecida galera que cuida da HORTA COLETIVA de Garopaba (Santa Catarina), ideia simples, bacana e super simpática!!!


Fred #oreidalugastal  curtiu a proposta super/mega/hiper/coletivamente bacana!!!!


# ficaadica: pra quem se sentir carente, vale encostar uma cadeira de praia e 
improvisar  um "momento divã"!


(dizem por aí  que suculentas se adaptam super bem à ambientes com pouco sol e algum chulé!)


(mas até o recado é fofo, né?!?!?! e eu adoro ferradura pendurada!!!)


Curtiu?!?! Mãos à horta! 

domingo, 15 de janeiro de 2017

Greenery - por um ano mais VERDE!

Este é um post que estava "na fila de espera" há semanas e todos os dias ele assopra no meu ouvido: "ei, Lu, não esqueça de mim!!". Mas aqui está... porque o 2017 será VERDE!


Todo final de ano é a mesma história, eu e toda galera do mundo DIY (faça você mesmo), moda, design, etc esperamos a Pantone anunciar qual será a COR DO ANO! Pra quem já ouviu falar mas não sabe exatamente o que é, a Pantone é uma empresa americana considerada "autoridade em cores", e desde 2000 divulga quais cores influenciarão as próximas criações e coleções, e rapidamente se tornam referência mundial nos mais variados setores. No ano passado, pela primeira vez, a marca escolheu uma dupla para reinar sem limites- rose quartz e blue serenity (escrevi post sobre elas no Casa&Cia - clica AQUI). 

Em meados de setembro do ano passado a  Pantone anunciou o TREND REPORT  antecipadamente, numa paleta bem variada, ensejando criativas e inúmeras composições.  CURIOSIDADE: sabe como funciona o processo de escolha das "cores queridinhas do ano"? Durante as dezenas de desfiles da Semana de Moda de Nova York, são observadas quais as 10 cores predominantes nos looks e cenários - e essas serão as referências da próxima estação! 

Eis o "Fashion Color Report" do verão 2017/2018!!!

(Está na minha WISH LIST/2017: dominar as agulhas de crochê!!!)


Mas voltando ao processo de escolha da cor do ano... como o verde tingiu muitas passarelas nas coleções de verão, o Greenery (Pantone 15-0343) foi eleita THE COLOR OF THE YEAR. Em contraponto ao estressante estilo de vida atual, o verde esperança (que mistura verde musgo e amarelo intenso) chegou numa proposta de revitalizar, refrescar, renovar, e reconectar o mundo à natureza!

No site da Pantone foi explicada a escolha:  “Greenery é a cor dos recomeços. Seu tom cítrico levemente amarelado evoca aqueles primeiros dias da primavera, quando o verde da natureza começa a renascer, restaurar, renovar. Sua associação com folhagens e a exuberância da vida ao ar livre sinalizam ao consumidor o momento de respirar fundo, se oxigenar e revigorar.
Greenery é o tom neutro da natureza. Quanto mais submersas as pessoas estiverem na vida moderna, mais elas sentirão a necessidade de imergir na beleza física do mundo natural. Essa mudança se reflete na proliferação de todas as coisas “Greenery” no nosso dia a dia, do planejamento urbano à arquitetura, passando pelo design e lifestyle. Antes uma constante periférica, a cor está agora sendo puxada para o primeiro plano, se tornando uma matiz onipresente no mundo.”

Que venha o "ano verde", da cor da samambaia, da grama, do suco detox, do limão, do alface,  do abacate, da erva mate e do chimarrão (que faz  meus dias serem mais verdes e animados)!



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

ano novo, novos caminhos!

Preciso voltar um ano pra começar o post!  Era 17 de dezembro de 2015, e me sentia exausta, totalmente escassa de entusiasmo e energia. Saí tarde do estúdio, faríamos férias coletivas na próxima quinzena e tudo precisava ficar organizado. Ao chegar em casa, fui arrumar a mochila; na madrugada seguinte viajaria com a família para o deserto do Atacama, no Chile. As meninas e o marido tinham tudo organizado, eu sequer pesquisara no amigo google detalhes e dicas para uma viagem de aventura. Enquanto dobrava meia dúzia de peças (sim... não queria excessos!), prometi à mim mesma que não acabaria o ano de 2016 da mesma maneira - escassa de energia e totalmente sem tempo pra mim!

O "retiro familiar" seria o programa ideal para me encontrar com eles (e comigo mesma). Aquele era o limite; meu corpo e minha mente enviavam constantes sinais de que desacelerar era preciso. Foram 10 dias de muita estrada... e, entre longas caminhadas pelos locais mais áridos por onde já estive, buscava incessantemente respostas: afinal, qual é o meu propósito? O que me conecta a um público tão grande e carinhoso? A costura? Projetos criativos? Ações empreendedoras? O varejo de tecidos lindos? Eu mesma??? Ou seria tudo isso, junto e misturado?!

Pelas terras desérticas, entre a diversidade local e tantos detalhes, eu muito pensei, mas nada concluí; era momento de curtir o momento e as surpresas que lugares desconhecidos nos proporcionam. Em áridos cenários, as cores eram sempre presentes, desde a cruz envolta em lãs com pompons nas extremidades (comum nas casas de todos os vilarejos locais) aos balangandãs pomponzísticos pendurados nas orelhas da lhamas soltas pelos campos cor de palha. Sem falar na riqueza do artesanato feito pelos nativos. Quanta energia havia por lá!




Voltei para casa pronta para iniciar o 2016, que, desde cedo, se apresentou mais escasso do que terras por onde andei. Sem nenhuma outra folga ou saldo de férias (quem empreende me compreende!!!), estava de volta à casa rosa com aberturas azuis, cores que escolhi para o mundo lugastal. Não demorou para o ano novo mostrar mudanças (até eu, que adoro mudanças, assustada fiquei!). Enquanto opiniões políticas divergentes geravam as mais variadas agressões, o cenário avisava que o ano seria tenso... e intenso! Para quem tinha um negócio a gerir com recursos limitados, o momento era de total reavaliação; afinal, quais seriam as reais demandas? E assim transcorreu o ano, dia a dia com muito suor, cores e buscas criativas para driblar as dificuldades, que não foram poucas. 

Além de buscar o equilíbrio pessoal X profissional, seguia me questionando: o que me conecta à tantas pessoas de uma forma tão intensa? Entre o vai e vem de semanas difíceis, num país totalmente escasso de boas notícias, não deixar a peteca cair foi tarefa das mais árduas!  Precisei ajuda; muito mais do que entender a vulnerabilidade, era hora de administrar fantasmas, inseguranças e o medo de fracassar. Os meses se passavam  e eu seguia, literalmente, um dia após o outro na gestão do meu negócio;  observando o mercado, e buscando minhas respostas. Seria necessário ajustar tantos movimentos diversos da marca lugastal e optar por alguns - escolhas são sempre difíceis porém necessárias! E como disse o poeta Fernando Pessoa, "navegar é preciso, viver não é preciso".

Saldo positivo de 2016: o ano em que parei para me observar!!! Um ano de perdas e ganhos, no mais literal sentido das palavras;  chorei a partida de dois amigos queridos, e sorri (grata) para outros que se aproximaram.  Se o ano foi escasso de grana, foi abundante em conquistas e descobertas; e eu, aos 45` do segundo tempo do jogo (ou aos 45 anos de idade) me vi criança outra vez - procurando o que deixei pra trás na minha história e na essência do meu trabalho. Ao fim de longos 12 meses e diversos acontecimentos, finalizei 3 projetos importantes aos quais me dediquei no decorrer dessa estrada: lançamento de uma boneca linda,  da nova coleção de tecidos com assinatura lugastal, além da coleção de acessórios, batizada como "movimento espiral lugastal". Os três trabalhos foram frutos dos novos planos da marca, em total alusão aos relacionamentos e acontecimentos, sempre espirais!!! 

Antes que as luzes do ano se apagassem, minha amiga e ex sócia Martinha me surpreendeu com a notícia: seguirá carreira solo. Não terei mais a companhia da parceira do dia-a-dia; mas a decisão estava tomada e não me restou nada além de aceitar e entender que  a vida segue! (à ela sou grata, tivemos 5 anos de trabalho e mútuo respeito).

Mas o que farei na casa rosa de aberturas azuis?!?!?! o que de melhor e mais genuíno me cabe: conectar pessoas, inspirar e contribuir com o mercado artesanal na mais pura essência e identidade lugastal!!  E assim seguirei na estrada! (Aguarde 2017: a casa rosa dará o que falar! Em janeiro estará fechada, uma super/mega promoção de tecidos e produtos será apresentada na loja virtual e em breve contarei mais novidades).


À todos que acompanham meus movimentos circulares e inquietos, minha sincera e constante GRATIDÃO! Em cada ação lugastal há um misto de AMOR, PERSEVERANÇA e CARINHO, e à esse "trio" atribuo as energias que recebo (quem planta, colhe, não é verdade?!). Tenho a  certeza de que seria muito mais cômodo seguir em 2017 com as mesmas ações,  mas é preciso respeitar minha vida, minha família e minhas buscas, entre elas uma maior conexão entre eu - Luciana, a marca lugastal e todos vocês que aqui lêem minhas mais verdadeiras e transparentes palavras!!! Novos caminhos nos esperam!

Vale da Morte - deserto do Atacama - 
essa estrada me mostrou que novas curvas seriam importantes!