segunda-feira, 22 de maio de 2017

Intervenção artística & portas lindas

Seguindo a estrada por onde andei em abril, hoje é dia de aportar a canoa na Ilha da Madeira! Lugar de paisagens lindas, clima ameno e muitas alternativas a serem visitadas e conhecidas, minha parada foi na capital, Funchal. Do Mercado dos Lavradores ao Jardim Botânico, do Monte (aonde, literalmente, se desce 2 km de ladeira em carrinhos de vime - adorei!!!) ao Cabo Girão (onde o visual 580mts acima do oceano te faz sentir nas alturas). Ah... é a terra natal do jogador mais vaidoso do mundo -  Cristiano Ronaldo, e na propriedade do bonitão, às margens do oceano, há uma vasta estufa, de onde os alimentos colhidos são doados às escolas locais. (legal, né?!?!!)


(na falta de cadeira a paradinha-básica-pra-descansar-as-pernas foi na canoa do vizinho!)

Um dia na cidade é desafiador - há muito o que ver, mas era o tempo que eu tinha. Guardei a manhã pra visitar os lugares mais tradicionais e turísticos, e a tarde ficou livre pra bater pernas pelo centro histórico. Havia duas atrações que eu queria conhecer, o Museu do Brinquedo (meus mais sinceros e profundos suspiros por essa experiência) e o projeto Arte Portas Abertas. Uma exposição a céu aberto, sem taxa de ingresso, sem tempo de visitação, colírio puro para os olhos e oxigênio puro. As esquecidas portas da parte antiga, de casas abandonadas, algumas em ruínas, foram restauradas e ganharam vida (também ofereceram vida, arte e alegria ao local!). Uma vasta intervenção artística sobre a vida quotidiana da cidade. Nas longas e estreitas ruas onde as portas estão distribuídas, há também muitas mesas e restaurantes.










terça-feira, 16 de maio de 2017

Cultura africana em terras portuguesas

Quem lembrar dos tempos de escola, mais precisamente das aulas de história, recordará do Tratado de Tordesilhas - que versava sobre a linha imaginária a 370 léguas das ilhas de Cabo Verde, referência para divisão de terras entre Portugal e Espanha lá pelo final do século XV. Pois bem, lá nos meus 11/12 anos jamais imaginaria visitar a região, e a vida é realmente uma caixinha de surpresas - muitos tantos anos depois, tive essa oportunidade!

A República de Cabo Verde é formada por 10 ilhas, e numa delas estive recentemente. Pra quem pensou "será onde judas perdeu as botas", informo: na pequena e colorida cidade chamada Mindelo, localizada no coração de São Vicente, há, sim, um belo par de botas perdido num fio de luz,e qualquer turista ou visitante que se preze não saberá para qual lado olhar; a bela e calma Mindelo encanta sob diversos ângulos! Cidade espalhada, desprovida de prédios, povo tranquilo, sério sem deixar de ser simpático. Portuária com arquitetura colonial, mantém antigas e preservadas casas formando uma linda paleta de tons pastéis. Terra de Cesária Évora, de cultura, de forte influência africana e, consequentemente, intensas cores nos mercados públicos, do artesanato em palha e da praia de areia grossa, água gelada-azul-turquesa!

Usei a maior parte do meu tempo caminhando e conversando; puxei papo nas lojinhas,  no mercadão, no café, na padaria, no açougue, no museu. Era alguém direcionar o olhar a mim e eu dava partida pra conversa - ok...às vezes eu abordava a pessoa antes mesmo dela me olhar!!! Com os turistas a língua portuguesa é a escolhida;  entre eles falam um dialeto típico o qual não se entende absolutamente nada. Dicas preciosas de onde ir?!?! No meu caso foi em vão escolher um caminho específico - a cada esquina algo diferente chama a atenção e fica fácil desobedecer a rota inicial. Um pedacinho da África no oceano Atlântico, e na praça central tem wifi! 






Um agradecimento especial ao Silverio, guia local que me acompanhou por horas de caminhada e compartilhou frações da cultura e costumes locais!










Eu juro que tentei tomar um banho no mar de água azul e congelante!

Para ver mais fotos acesse instagram @lugastal 
e use a hashtag #naestradacomlugastal

terça-feira, 9 de maio de 2017

Casa Rosa - um espaço para criativos!

Hello navegantes do blog lugastal! Quem me acompanha há anos nessa estrada, sabe que recentemente fiz várias alterações no meu negócio. Diante de um novo cenário econômico nacional, e uma qualidade de vida que não fazia inveja a ninguém, as mudanças foram necessárias, e, no meio desse planejamento e nova direção, voltar a escrever e nos conectar por aqui estava entre as prioridades. É fato, no decorrer dos meses os blogs perderam força para as redes sociais; todos têm pressa, poucos se permitem o hábito da leitura. Mas não importa, esse canal pra mim é precioso, foi aqui que dei início à toda essa história e por aqui seguirei presente, com quem quiser (e se permitir) ler. Todos bem vindos sempre!!!! Escrevi esse post ontem, mas depois de visitar a exposição The Art of the Bricks, ela pulou na frente. Senta aí que vai ter textão!


Pauta de hoje é sobre as perguntas que mais escuto nos últimos meses: "o que está acontecendo no estúdio lugastal? o que é a casa rosa?". Tento explicar, mas há momentos em que explicações em excesso só confundem; além disso, acredito que pra tudo há um tempo. E ele, o tempo, chegou!
(aqui na casa há seguem as inspirações, sonhos, amor, criatividade...)


O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO ESTÚDIO LUGASTAL?
Desde o final do ano passado vinha planejando um reposicionamento da marca lugastal no mercado. Em janeiro e fevereiro houve uma grande reestruturação no  meu negócio; algumas ações estavam planejadas, outras foram executadas diante de situações diversas das quais não tive arbítrio. Reduzi bastante as atividades de varejo; em Porto Alegre há ótimas lojas com tecidos e aviamentos;  decidi focar minha energia aonde acredito ser o meu diferencial. Hoje trabalho com tecidos das coleções lugastal e alguns lançamentos especiais, além de itens de matéria prima não disponíveis com facilidade no mercado, com vendas focadas no mercado online. Inseguranças e incertezas se fazem presentes, é claro, mas com a convicção de que minha essência se mantém. Diante algumas surpresas, decidi fazer o que me cabia: arregaçar as mangas e virar mais uma página da história lugastal; trabalhei incessantemente todo verão, sem praia, sem férias, com o calor escaldante porto alegrense, no intuito de reformular uma fase lugastal mais madura, mais ponderada e fazer muito bem aquilo que me é natural. 

O QUE É A CASA ROSA?
No mesmo endereço, nos mesmos cômodos, com os mesmos móveis; incansáveis horas de trabalho depois, novas e intensas cores, em março havia uma mesma casa com nova identidade. Por que o nome CASA ROSA? Observadora que sou, caminhava na calçada e ouvi duas pessoas indicando a "casa rosa" como referência do ponto de ônibus.  Gostei da ideia, até porque meu desejo era de receber outros moradores por aqui. Um espaço tão bacana merecia outras artes, e o estúdio lugastal ganhou nova vizinhança e visitantes - há encontros criativos acontecendo com frequência por aqui!

Em meados de março saí por aí para uma viver uma experiência super especial com uma pessoa mais especial ainda - minha mãe. Por meses planejamos esse momento, e, como uma longe viagem também exige disciplina, foi excelente para reordenar meus novos rumos e atividades. Não foi apenas uma viagem de turismo, foi um tempo pra mim, e eu precisava dele!!! Ao voltar, fui atropelada pela avalanche de feriados - país funcionando em "modo avião". Segui no rumo dos planos, preparei minha participação no primeiro evento do segmento artesanal onde o estúdio lugastal não se apresentava num formato varejista, a feira Scrap&Patch que aconteceu há poucos dias em Brasília. 


Aqui estou de volta, agora, sim, com a casa organizada, e desenvolvendo projetos específicos com total personalidade e carinho. A Casa Rosa abre em dias específicos, sempre informados pelos perfis de instagram lugastal ou Criações em Família. Em dias específicos acontecem oficinas criativas  de croché, costura básica, encadernação, e outras novidades virão a seguir - as oficinas também são previamente comunicadas pelas redes sociais diretamente por suas professoras - convidadas da Casa.


Por enquanto essas são as informações que tenho pra compartilhar, e tenham certeza, tudo tem sido executado e pensado com todo o meu carinho! Tem um pouquinho de toda essa história no canal lugastal do youtube - passa lá!

Em tempo:
- Nesta quinta e sexta-feira, dias 11 e 12, a casa estará aberta das 13 ás 19h, com novidades lindas para o dia das mães. 
- Produtos disponíveis na loja virtual (clique AQUI)
- visitantes em Porto Alegre que desejem conhecer o espaço, façam contato pelo whats. sempre tem café quentinho, e se não tiver, a gente passa na hora!
- se vc respira criatividade e precisa de um espaço bacana pra fazer um pequeno evento/oficina/reunião, faça contato;
-  qq dúvida chame no whatsapp (51) 993506184




segunda-feira, 8 de maio de 2017

A arte de sentir!


"Muitas pessoas me perguntam de onde vem minha inspiração. É uma pergunta difícil, porque a inspiração vem de muitas fontes!" Com essas e mais algumas pontuais afirmações, o americano Nathan Sawaya recebe os visitantes da exposição The Art of the Brick. No vídeo de boas vindas, o ex advogado fala sobre seu processo de criação com mini blocos de lego. Com quantas peças se faz uma obra de arte?!?! 


Pinghing Hand - 1601 peças

Em 2016, quando a exposição chegou ao Brasil, não tive oportunidade de visitá-la; num único dia de trabalho em São Paulo a extensa e demorada fila não me permitiu. Fiquei com vontade, mas não tinha o tempo disponível. Eis que hoje, numa manhã de folga em Brasília, pude realizar esse desejo, e confesso que dentro das escuras salas com iluminação focada nas coloridas peças, viajei, me encantei, refleti, senti vida e emoção! E com a frase mais clichê do mundo "tudo tem seu tempo", pois as salas eram só minhas; talvez fosse a única visitante da exposição logo no início da semana. 

Impossível descrever o sentimento; diversas, variadas e coloridas obras estão espalhadas, aguardando suspiros e olhares brilhantes! Emoção pura, inspiração total! 

Red Guy - 21.682 peças

Apples - criadas para trabalhar a proporção de escala
1292 peças

Celebrando as diferenças:
"Se todos tivéssemos a mesma cabeça, este mundo seria um tanto sem graça, você não acha?"
Circle Torso: 10305 peças
Triangle Torso: 9147 peças
Square Torso: 9957 pecas

The Scream 
3991 peças

Blue
"Nade contra a corrente! Siga seu próprio caminho! Descubra sua coragem interior"

Self 
14060 peças
"Não é fácil dar um salto no escuro. Antes, eu era advogado. Não há nada de errado em ser advogado, mas sempre soube que havia outro "eu", um  "Eu-artista", a espreita dentro de mim. Até que um dia decidi liberar o "Eu Artista", e desde então não olhei mais para trás".
(não resisti. fiz uma selfie da obra self)

No ateliê: "toda forma de arte tem suas próprias ferramentas e matérias-primas. Por trás de cada escultura, há um processo de construção sofisticado. O artista costuma fazer esboços de seus trabalhos. Para criar peças permanente, Nathan desenvolveu uma cola especial, e cada pequeno bloco é revestido com uma substância adesiva.


Computer -
5690 pecas

Tiger-Giraffe
 criada em homenagem ao "cruzamento" de um brinquedo com artes plásticas
 1650 peças


Pencil Yes - 9800 peças


A exposição ficará em Brasília até 4 de junho, no Shopping Iguatemi. Super recomendo!