domingo, 17 de abril de 2016

ensaios de uma dança colorida

Quem, nessa semana, visitou a décima edição da feira Brazil Patchwork Show em SP, ou nos acompanhou nas redes sociais, conferiu o resultado da exposição "A DANÇA DAS CORES" no espaço lugastal. O projeto surgiu para homenagear a edição festiva do evento, e às coleções das empresas parceiras Fernando Maluhy  (tecidos "50 tons") e  Círculo S/A (lãs Mollet "78 cores) - e dele nasceram muitas bailarinas (bonecas de pano) produzidas do mesmo molde e com diferentes personalidades. 

Pra concretizar esse projeto, muitas horas de trabalho se passaram, e 6 mãos habilidosas trabalharam em conjunto, na mais perfeita sintonia! O trabalho iniciou há quase 40 dias atrás - feitos os moldes de ambas as bonecas (em tamanho normal e mini), foi hora de escolher as cores do collant, para, depois, compor com as cores do tutu. Como em Porto Alegre não há grande variedade de tule, um bom e demorado "garimpo" debaixo de temporal pelas lojas da rua 25 de março foi necessário (esqueça o glamour e facilidade sempre que buscares a realização de algo especial!!!). E os próximos dias se resumiram a costuras, muitas costuras - a máquina, a mão. Aos poucos as bailarinas foram tomando forma, cada uma do seu jeito... 

Não consigo escolher etapa preferida, mas tenho uma queda pelo início e final do processo - o planejamento e os detalhes finais. Quando todas estavam costuradas, era o momento especial - escolher a cor do cabelo que comporia com cada uma delas, bem como os acessórios (coroa, sapatilha, flores, mini pompons, maquiagem). Se lhe parecer fácil, esqueça - esse é o momento que demanda bastante atenção! Meu olhar é exigente, e até que ele verdadeiramente se apaixone por cada detalhe, não deixará minhas mãos finalizarem cada boneca.


Algumas etapas eram feitas em série: as sapatilhas feitas em biscuit eram coladas, pé por pé, trançadas e amarradas em todas as pernas finas.  


Bailarinas devidamente costuradas, com cabelo costurado, sapatilhas coladas... cada uma ganhou sua "sessão make up"! 


Depois disso, cada boneca ganhou o tutu da cor do collant, e os detalhes (coroa, flores ou pompons). Depois, etiqueta lugastal e estavam prontas para bailar!


Sabe quando o trabalho parece não ter fim? Foi exatamente isso que senti. Mas teve fim... e na medida em que cada uma delas era finalizada, fui colando na janela do ateliê, que rapidamente coloriu a tarde nublada daquele sábado.


Depois que as "meninas" viajaram de avião (na minha mala de mão, é claro), finalmente chegaram ao seu destino - e distribuí-las harmoniosamente também foi um gostoso desafio! Algumas horas para a montagem... as bailarinas foram suspensas em fitas de cetim e fios de naylon; algumas dançavam entre um bambolê, outras em diferentes posições. Colírio para meus olhos -  vê-las todas em diferentes movimentos e cores fez valer cada etapa do trabalho!




E como falei no início do post, nenhum projeto lugastal acontece sozinho - agradeço aos parceiros Fernando Maluhy tecidos, Círculo S/A, à equipe WR eventos, à equipe lugastal  e a cada uma das pessoas que reservou um minuto pra prestigiar nosso trabalho!

Para conferir mais fotos da exposição, clique: facebook/lugastal, instagram lugastal ou coloque as hatshtags: #lugastal #brazilpatchworkshow #adancadascores


terça-feira, 12 de abril de 2016

10 anos de Brazil Patch Show!

Comemorar datas, na minha opinião, é puro resultado de conquistas - e aí entra saúde, trabalho, perseverança etc. Quando soube que a BRAZIL PATCH SHOW faria 10 anos em 2016, rapidamente me vieram breves cenas  de edições passadas. 

A feira nasceu na mesma época em que eu ensaiava os primeiros passos como artesã, e na sua terceira edição, a advogada Luciana tirou férias no trabalho em Brasília pra poder viver a experiência de ser expositora em São Paulo. Tempos de pura aventura!!!! Dividi o espaço com um ateliê do sul, e me fui de malas (várias) e cuia pra terra da garoa! É claro que nada é tão fácil quanto parece... mas isso a gente esquece - em 2008 a artesã Lu Gastal participava com um baita orgulho da maior feira do segmento patchwork/artesanato de SP! 

Era época do flickr, a primeira rede social que conheci em tempos em que nada se falava no assunto, e a galera com gostos afins já se encontrava pela página de fotos. Por lá aconteceram muitos encontros, trocas, e algumas amizades perduram no tempo, por lá deixei várias recordações daquela participação na feira. (fotos AQUI).

No ano seguinte não tiver oportunidade de visitar... mas no outro, em 2010, caminhei muito, curti cada estande do evento e encontrei um montão de gente querida que  não via há bastante tempo - post AQUI.

(Rita Paiva)

Em 2011 já tinha aberto meu negócio criativo, portanto,  prestigiar o evento e conferir as tendências era programação certa! - post AQUI.

(Rogério Chiavarelli)



Em 2012, eu e Rita Paiva montamos um espaço de "boas vindas" aos visitantes da feira,  a PATCH DOCERIA! Pura paixão... post e fotos AQUI! Dentro da feira, o estande lugastal também recebeu clientes de todo país, com muitos beijos e abraços!





Em 2013 a feira deixou de acontecer no Colégio São Luiz. Apesar de ser um local de excelente localização, já não comportava tamanho público. Naquele ano, o shopping Frei Caneca recebeu o público do segmento artesanal; o espaço lugastal trouxe a proposta de reunir um só espaço tudo o que artesãos/designer precisam para criar livremente - mais fotos AQUI.




Como a edição de  2014  aconteceu antes da Páscoa (e eu adoro a época do coelhinho), preparei uma mesa alusiva à data. com sugestões de decor criativa.




Em 2015, novas mudanças - o evento se mudou para o Centro de Eventos Pro Magno. Muita gente reclamou (distância, bla bla bla), mas eu achei a estrutura excelente para o padrão da feira. (sobre reclamações falarei noutro post! rsrsrsrsr). E nesse ano quem estacionou por lá foi a KOMBI Rita Paiva & Lu Gastal, num cenário totalmente piquenique - muitas selfies e sorrisos saíram de lá!



Bem... aqui estamos em 2016 - 10 anos de feira - dos quais 7 tive o privilégio de participar! E pra comemorar essa história, preparei pra edição de aniversário a exposição A DANÇA DAS CORES! No site WR eventos  tem todas as informações.

Eu te espero no espaço lugastal- com cores, tecidos lindos, muitas bonecas e, é claro, criatividade!!!







sábado, 2 de abril de 2016

Parabéns pra nós!

Nos tantos finais de tarde dos tempos de Cachoeira, em que sentava com a amiga Joice na esquina entre as ruas Sete e Major Ouriques pra ver os vai e vém dos carros e das pessoas, os planos futuros eram muitos - tantos que nem recordo da maioria (aos 15 anos a mente viaja sem carimbar passaporte e o céu é o limite);  mas não pensava que viveria numa cidade grande! Eis que, perto dos 18,  migrei para Pelotas, que, pra mim, já era bem extensa e exigia atenção!  Mas a vida, digo, a estrada dá voltas - qdo me sentia quase uma pelotense nata, mudei de mala, cuia e família pra capital federal, e aquela cidade grande no meio do cerrado não tardou a me acolher, mostrando que nela era possível o cultivo de bons hábitos do interior. Cidade gostosa de morar, Brasília era pequena, mesmo sendo grande. 

Era final de 2009 e, por escolhas/oportunidades/destino, decidimos voltar aos pampas. Foi tudo muito rápido; decisão do casal feita, lágrimas e incertezas, encaixotamos a casa e em dois meses chegávamos de mala, cuia, família, gato, cachorro e papagaio na capital dos gaúchos.

Porto Alegre nos recebeu, digamos... em plena TPM... fazia um calor desgraçadamente intenso! E logo vi que ess era, sim, uma cidade grande!!! - meu conhecimento de ir e vir se resumia ao raio de 400 mts de casa, e o GPS fixado por uma ventosa no vidro do carro era quase a salvação diária. Tinha de me acostumar com tamanho calor e umidade; com nomes de ruas, entender que não havia lógica nos endereços. Diferente de Brasília, adaptar-se ao trânsito de Porto Alegre foi meu maior obstáculo. Quando o sinal abria, caso meu amigo-de-todas-as-horas GPS não me avisasse qual direção seguir, eu era literalmente coberta de buzinas, gritos e gestos que é melhor nem comentar (pensava que, por ser fevereiro, os motoristas aqui eram  "esquentadinhos".  Baita engano!)

Poucas semanas depois, entendi que conheceria melhor as redondezas se andasse a pé, pegasse táxi e lotação, e  pouco tempo depois já me sentia quase uma porto alegrense - até me deslocava sem depender da muleta tecnológica  (e como não demorei pra ter a experiência do carro arrombado, o tal GPS logo se foi no "combo" do furto).

Saber que Porto Alegre comemoraria seus 238 anos no mesmo dia em que eu faria 39 nos tornou mais próximas! E, desde então, todo 26 de março essas duas gurias se abraçam para agradecer por mais um ano de vida!


Parabéns pra nós! Que venham nossos próximos!