segunda-feira, 24 de outubro de 2016

turistando no centro histórico

Pra quem leu o post anterior - turistando na cidade baixa, hei de confessar que, entre o almoço e o fim de tarde  no charmoso bairro, dei uma esticada até o centro histórico. É claro que o tempo se limita à escolhas, mas não vou ao centro sem a velha e boa passadinha no Mercado Público (reabastecer a lata de erva mate e garimpar coisas gostosas com preços menos exorbitantes é sempre bom!). Confesso que muitas vezes já fui ao mercado com qualquer desculpa, quando, na verdade, só queria devorar a banana split da Banca 40; que agora chegou mais pertinho da minha casa e posso ir a pé...

Mas o que realmente me levou a pisar rapidamente no centro foi a exposição
 Simões Lopes Neto - onde não chega o olhar prossegue o pensamento

Estive na abertura da exposição; evento super prestigiado onde reencontrei amigos da cidade que me recebeu ainda jovem (de Pelotas trago anos de vida e aprendizado, amigos muito queridos, meu amor e duas filhas. Embora seja filha de Cachoeira do Sul, também tenho Pelotas como querência). Mas na noite de encontros o tempo passou "ligeiro como um gato" e deixei pra observar posteriormente o  mundo do escritor, o tempo da sua existência e seu legado.

(acho que o click quando descíamos as escadas foi pra mostrar que apagamos as luzes?!)

Mas então... voltei pra curtir com calma cada fração dessa história! Além da trajetória do escritor, a exposição compreende a família, o universo mítico das Lendas do Sul e o regionalismo dos Contos Gauchescos. Entrar no hall do Santander Cultural é sempre muito bacana, e dessa vez a grande tela te transporta aos pampas gaúchos!



sintonia: Pelotas = Vitor Ramil = estética do frio = satolep


Numa grande parede com palavras imantadas, o visitante pode criar sua frase 
(mas antes, porém, precisa entender algumas palavras do dicionário "gauchês"):
- gaudério: gaúcho de nascença
- despacito: devagar, com calma
- peleia: briga, luta, disputa.
- guaiaca: cinto com bolsos de couro
- querência: terra natal


E como (lá dentro) caiu a noite, me despedi no maior estilo turista, com uma das minhas pelotenses preferidas:  Laurinha, nascida numa madrugada gelada de inverno, ao sopro do vento minuano!

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#ficaadica - 1:  a exposição  ficará no Santander Cultural até 18 de dezembro. Aproveite que a Feira do Livro tá chegando e reserve o tempo - cada minuto valerá a pena! 

#ficaadica - 2: Não deixe de dar uma esticadinha até o subsolo do Santander Cultural;  alegrar os olhos com os produtos de criação na Koralle (tintas, pincéis, canetas e outras lindezas que eu adoro!!!) e tomar um cafezinho no cofre (sim, o Café do Cofre do Santander é inusitado e super charmoso)


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 #naestradacomlugastal
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Um comentário:

disse...

Só uma mãe muitoooo babona, pra chamar uma moça "grandona" de Laurinha.
kkk
Lindo passeio, como é bom redescobrir a cidade onde vivemos.
Bjos