domingo, 8 de maio de 2016

sweet home


Dia desses mexi numas caixas que estavam fechadas desde a mudança de Brasília. Fazia ideia do que teria lá, embora vagamente. O que procurava não encontrei, mas resgatei algo que simbolizou o início da minha família - um retângulo de etamine emoldurado e amarelado, que bordei não lembro exatamente quando, mas faz tempo!

Devo tê-lo bordado na época que casamos, lembro dele em cima da porta do nosso primeiro home sweet home. Senti saudade!  era uma casa "diferentona" e deliciosa. Metade em madeira, a outra em alvenaria, tinha grandes janelas onde o sol entrava sem pedir licença. O sobradinho, como chamávamos, era composto por apenas duas peças e vários ambientes - numa parte ficava a cozinha, escritório, closet e banheiro, na outra sala, quarto e varanda (o banheiro era minúsculo, e foi muito bom viver lá!).  Na verdade eram duas peças que dividimos como achávamos que seria bacana - (e era, muito)! Cada móvel daquele doce lar tinha uma história - alguns herdamos da família do marido, outros levei do meu apartamento de estudante. Juntos,comporiam a partir de então a nossa história familiar!  Mas essa descrição toda só por lembrar que o quadrinho de ponto cruz decorava a entrada do sobradinho?! Sim e não - o que me trouxe foi a ideia de um começo, e lá se vão 20 e poucos anos! Naquela casa nasceu nossa primeira filha, e depois muitas vezes trocamos de lar. A família aumentou, outra guriazinha chegou, mudamos de cidade e o sweet home seguia com nossa história e identidade.

Quantas vezes quando nos deparamos com o desconhecido a gente não se questiona "será que estou preparada pra isso"? Às vezes, nessa pausa reflexiva, desistimos de tentar; noutras, seguimos em frente. Sou feliz por persistir e acreditar nas minhas histórias e apostas - a família, a maternidade, as buscas profissionais. E esse quadrinho que bordei em ponto cruz simboliza um pouquinho dessas crenças e apostas que fiz, e das quais cuido dia a dia, ano a ano. Viver num home sweet home não significa que a casa é maravilhosa, perfeita e decorada como nas revistas - é  muito mais! - traduz que dentro desse lar existem pessoas unidas em todos os momentos, com respeito e muito amor!

Nesse segundo domingo de maio, dia das mães, esse quadrinho bordado em ponto cruz, trouxe a lembrança do início da nossa família. Há alguns anos eu me questionei se estaria preparada pra ser mãe. Concluí que não, ainda era muito jovem e havia outras experiências a serem vividas antes da maternidade. Que bom que "me desobedeci", assumi o risco e tentei! Nosso lar é doce, às vezes salgado... mas nele há sempre um baita amor!


4 comentários:

Andrea Riserio disse...

Que delícia de lembrança Lu! Sou destas que planeja demais e realiza de menos, estou mudando isso...beijos

disse...

Todos deveriam ter um Lar doce! As famílias devem se empenhar mais para conquistar esse Lar doce Lar! Beijo Lu e sucesso sempre na família e nos negócios.

Vanise Dariva disse...

Nossa Lu!!! Acredita que fiz um bordado igualzinho a esse antes de casar (isso já deve fazer uns 17 anos)e com ele fiz uma toalhinha de louça a qual ficou guardada por muitos anos depois que mudei de casa. Há pouco tempo, organizando algumas coisas resgatei-a. E agora amei a ideia de fazer um quadrinho igual ao seu. Ah,e tenho um bule super parecido com esse, se não for igual que ganhei da minha mãe. Beijos e que Deus a conserve sempre com esse bom gosto.

Graciane Ivanow disse...

Adorei ler seu post, me senti observando o início da sua família no seu lar doce lar e me recordei do meu primeiro tbm, do primeiro dia que entrei no meu lar... até hoje tenhos alguns móveis e bons objetos para relembrar... e seguir em frente, em momentos doces e salgados como os seus. Bjs.