sexta-feira, 4 de setembro de 2015

verás que um filho teu não foge à luta!

(foto Danibat)

Não sou pessoa de gritar aos quatro ventos minhas escolhas políticas, nem nos tempos de universidade, quando levantar uma bandeira vermelha era moderninho. Escolhas e modernidades à parte, sempre cumpri com meus deveres de cidadã,  comparece às votações, muitas vezes sem vontade, noutras trabalhei como mesária. 

Nas lembranças dos desfiles da semana da Pátria, o que lembro dos tempos de  Cachoeira (mais precisamente, da infância) era que a gente torcia para que não chovesse.Algumas vezes eu marchei com o colégio (e uma fitinha verde/amarelo era presa com alfinete na blusa azul claro do uniforme), noutras nos esprememos na beira da calçada "pra ver a banda passar"! Anos depois, quando morei em Brasília, assistir à parada do 7 de Setembro era um baita programa - nem o sol escaldante do cerrado, nem os baixos índices de umidade do ar tampouco madrugar na esplanada pra conseguir um lugarzinho nas arquibancadas me afastavam do prazer de ver a comunidade em dia de desfile (muitos fuxicos eu fiz enquanto o sol raiava na capital federal... e eu lá estava com a cestinha de costura esperando o tempo passar).  Escolas, organizações e exército se distribuíam por quase 3 horas de marcha magistralmente ensaiada. Independente das posições políticas, dava pra senti o orgulho de tantas e tantas pessoas, desde as que desfilavam, até as que torravam a cabeça no sol por horas a fio - dentre elas, EU

Vários anos se passaram, e nunca mais tive a oportunidade de ir à parada do 7 de Setembro (principalmente depois de assistí-la com a presença dos Dragões da Independência e Esquadrilha da Fumaça - glamour e encanto maior  não há);  E não me venha com aquele bla bla bla de que Brasília é terra de corruptos - todos nós, brasileiros, elegemos nossos "melhores" representantes.

Hoje fui a um comércio e encontrei a proprietária com uma fitinha de gorgurão verde/amarela presa à camisa (igual àquelas que usávamos nos áureos tempos em Cachoeira do Sul). Meu olhar ficou ali preso, confesso que achei estranho, e tive uma vontade imensa de copiar sua atitude, mas não o fiz. Estou triste com o Brasil que minhas filhas adolescentes estão vivendo; não é mais possível assistir tv para um despretensioso chimarrão no final da tarde - notícias negativas, pessimistas e tragédias são o domínio da pauta, não me sinto segura, dirijo desconfiada olhando para os lados. Como cidadã e empresária me sinto envergonhada, trabalho muito (eu disse MUITO) e me sinto uma formiguinha diante da carga tributária e do inexistente retorno que nos é oferecido. Ser empresário no Brasil é para os fortes - cada vez mais nosso país incentiva a informalidade, exigindo absurda burocracia  e altos impostos às empresas ativas. Enfim... confesso que é preciso muita força e determinação pra não desanimar diante do cenário atual.

Pois bem... neste 7 de setembro não providenciei fitinhas verde/amarelas pra colocar na roupa, nem pendurei bandeira do Brasil na janela, mas sigo firme, na luta, batalhando dia a dia e em busca de dias melhores.  É fato - tá dureza suportar as dificuldades do dia-a-dia, mas eu acredito que o trabalho esteja na  minha fração de auxílio. De nada adianta reclamar e cruzar os braços, é preciso agir e produzir, cada um no seu tempo, cada um na sua proporção! Portanto, nesse sábado abriremos o estúdio em horário normal, das 10 às 17; acreditamos que essa é a nossa homenagem nessa data atualmente pouco festiva. 

Avante, pátria amada! 
sou brasileira e não desisto nunca!


Um comentário:

Eliane Lima disse...

Oi boa noite também penso como você e cada vez trabalho mais é ganho menos mas não desisto antes de tudo sou brasileira e dou gaúcha trago no sangue a história de lutas r guerras do meu estado.Beijos Eliane Lima