segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

conexões na medida exata

(foto Danibat para  estúdio lugastal)

Não poucas vezes me vejo refletindo a respeito do assunto tão presente e tão controverso: as conexões! Há muitos anos seu usuária assídua das redes sociais, e posso afirmar que foram (e são) uma super ferramenta no meu  craft business. São as redes que reduzem a saudade que sinto da filha mais velha;  é pelas redes que acompanho minha caçula, quando não está comigo, que me conecto à quem gosto e me faz bem; que me comunico com parceiros de trabalho. Ah... impossível não admitir - elas (as redes sociais) já me reaproximaram à pessoas que fizeram parte de momentos do passado, e talvez sem elas não teríamos tais oportunidades (eu adoro reencontrar amigos que perdemos pela estrada).

As mesmas redes nos afastam de quem realmente não faz diferença, muitas vezes, nos roubam a atenção em mais tempo do que necessariamente deveriam. Enfim, a pergunta que não cala: qual o limite das conexões? Quanto tempo de vida diária seria suficientes para os relacionamentos virtuais? Mas e os reais relacionamentos, aonde ficam nesse contexto?

No meu caso, por mais reflexões feitas, não há a resposta exata. Há dias em que, SIM, eu exagero; há dias em que me conecto o tempo suficiente, mas como equilibrar? A linha entre o normal e o exagero é tênue, e muitas vezes me passa despercebida. Me assusto quando me vejo no sofá, teclando com minha filha que está no quarto - mas sempre é tempo correr pra dar um abraço beeeem apertado e um cheirinho no pescoço com beijinho de boa noite. Por falar em filhos, conexões e limites, dia desses assisti a um vídeo e várias vezes fiz questão de ver novamente - o link está AQUI.  Penso no vídeo quando, em minhas divagações solitárias, cai a ficha no sentido de que o velho e bom piquenique tem um valor imensurável; de que o abraço apertado, sorriso sincero e olho no olho renovam a energia do mais duro dia, enfim... gosto de pensar a respeito de. 

Adoro usar as redes sociais, adoro me conectar e saber, em tempo real, o que acontece no mundo, mas também adoro (e muito) tomar um chimarrão e olhar o por do sol; 



p.s: eu vivi 25 anos sem telefone celular - me comunicava com pai e mãe, deixava recados, encontrava (às vezes desencontrava) os amigos e a vida transcorria em índices da mais absoluta normalidade. Hoje não me vejo vivendo sem a conexão em tempo real dentro da bolsa. Tempos modernos!?!?!

3 comentários:

Estela Vidal Ribeiro disse...

É engraçado mesmo pensar que há alguns anos atrás viviamos de forma tão diferente! Também não vivo sem esses aparelhos maravilhosos e ainda me encanto com as melhorias que trouxeram para a nossa vida. Mas também vira e mexe me pego pensando sobre essa tal medida certa... Difícil dizer! Acho que o fato de pararmos para refletir sobre ela já é um bom sinal. Significa que sabemos que é bom, mas que precisa de limites.
Boa semana!
Beijo
Estela

disse...

Realmente não vivemos sem, masssss temos que ficar atentas sempre, o aconchego de um abraço é muito melhor que qualquer bate papo. Em uma propaganda do canal GNT sobre a lista do que fazer em 2015, Xico Sá (jornalista) fala que deseja "menos rede social e mais rede na varanda". Concordo com ele.
Que as redes sociais sejam apenas ferramentas que nos auxiliam e não que nos guiam.
Beijosssss

Carina disse...

Lu, esse vídeo é a minha voz gritando! E o tom, com certo desespero, do rapaz em ser ouvido e compreendido, impressiona. Realmente, como as pessoas estão, muitas vezes, tão perto e tão distantes. Não tenho twitter, facebook,instagran, e afins... A questão de 3 meses tenho whatsapp por uma questão de economia. Não abro mão de um bom encontro pra meia horinha de papo se for o caso, ou de um telefonema se a distancia geográfica não permitir um contato físico. Ouvir as entonações de cada expressão, de cada olhar, o volume de cada risada... isso não tem preço. Não estou nem aí quando me criticam por eu não estar nas redes. Minha resposta é: " Minha rede é a vida e minha conexão é com Deus."
Beijokas