domingo, 2 de novembro de 2014

Sim, ela existe!

Novembro em Porto Alegre é sinônimo de Feira do Livro, de fim de tarde na praça, programinha tudo de bom e descobertas. Quem me lê por aqui sabe que tenho uma amiga que se chama Gabriela, e assim como eu, ela devora as crônicas da Martha Medeiros como quem toma sorvete de pistache. Bem, soube que a escritora autografaria na feira seus novos livros;  um excelente momento para visitar a feira, comprar o presente da minha amiga queridona, e me presentear com um programinha tudo-de-bom, no estilo eu comigo mesma

Nesse sábado saí mais cedo do estúdio; passei rapidamente em casa pra pegar um guarda-chuvas (sim, feira do livro em Porto Alegre também é sinônimo de dias chuvosos) e me perfumei- afinal, conhecer minha musa inspiradora merecia um perfume dos bons. No caminho pensava, o que diria para a musa? Ela existirá mesmo? Minha amiga Gabi disse que sim, ela existe; na semana passada se encontraram numa festa e ela, a amiga, também jornalista, ao ser apresentada  para ninguém mais, ninguém menos que Martha Medeiros, ficou atônita e foi incapaz de explicar o quanto a musa nos é querida - as palavras lhe fugiram e com um ar blasê ela apenas respondeu "muito prazer, Gabriela". Bem, caberia à mim, esta humilde advogada que enveredou para o mundo das cores e da costura e com vocês partilha aqui no blog as angústias e alegrias de viver o mundo craft, o dever de vingar esse lapso  - Martha Medeiros tinha de saber que neste mundo há duas gurias (nem tão gurias assim), girafas, que do alto dos seus 1,80cm suspiram, riem e se emocionam com sua sábia, poética e real escrita.

Cheguei na praça e já de longe pude enxergar a fila (assim como eu e a Gabi, há muita gente que também adora a musa Martha); grande coisa, não me encolho com fila, tampouco por ficar em pé, e estava lá pra isso mesmo! Já com os livros debaixo do braço, me enfiei no meio das pessoas, e na ponta dos pés (hehehehe... imaginem eu, uma girafa, esticando o pescoço...) vi a musa Martha, grandiosamente sentada numa mesinha que não maior do que  80cm. Naquele momento meu coração bateu forte, descobri que ela é de verdade,  para minha surpresa, gente como a gente. 

Comprei dois exemplares, o Liberdade Crônica e o Felicidade Crônica, e como num sorteio de par ou ímpar, coloquei meu nome num marcador e o da Gabi no outro, para aleatoriamente serem autografados. Os próximos 120 minutos dessa história se passaram entre muitos passos à frente, um pacote de pipoca doce, algumas varizes insistentemente avisando que era hora de sentar, e muitos pensamentos, entre eles, "o que eu diria à musa?". Enquanto minha vez não chegava, observava a escritora atendendo um a um, sorrindo selfie a selfie, autografando livro a livro. Meus olhos atentavam para o carinho que circulava naquele espaço, e, por vezes (dentro das devidas proporções), não pude deixar de fazer alusão ao carinho que recebo de vocês nas feiras e eventos que participo, dos beijos e dos abraços,das palavras sinceras. Duas horas de fila depois...e chegou minha vez! Não fiz nenhuma selfie, o verdeiro intuito da programação era a dedicatória pra amiga aniversariante. Consegui até falar, mesmo sabendo que nossa musa devia estar exausta e talvez sem  absorver tantas declarações, e à ela contei que fui buscar seu carinho pra presentar a amiga. 


p.s: à Gabi o destino escolheu a edição Felicidade Crônica, nada menos justo para um presente de aniversário!

3 comentários:

Juni disse...

Oi Lu, é muito bom quando conhecemos pessoas que admiramos e o melhor é enxergar que são pessoas como nós, nem melhores e nem piores, iguais a nós! Afinal, neste mundo somos todos iguais...mas, por muitas vezes, "endeusamos" algumas figuras e nestes momentos como o que você relatou, descobrimos que nossas inspirações são iguais a nós, e como é bom, não é mesmo?
Parabéns pelo gesto de afeto e ternura demonstrado à sua amiga, ela deve ter adorado!
Beijos, tenha uma excelente semana, cheia de luz e energias positivas.

Patricia Merella disse...

Ah...que maravilha,gostaria muito de conhecer e abraçar voce e Martha Medeiros,beijinhos

Gabi Mazza disse...

Ah se a nossa cartomante de almas soubesse dessa história, escreveria uma linda coluna na ZH!!!! Adorei minha Siamesa, ainda mais que o presente vem com o valor emocional agregado, imensurável!!! Love you