terça-feira, 2 de setembro de 2014

as cores do meu mundo!

(arquivos pinterest)

Fico louca quando penso no quanto a rotina engole os dias. Tenho aquela sensação de que o tempo voa, de que há tantas coisas que gostaria de fazer, às vezes um sentimento de impotência por não realizar tudo o que gostaria. Sob outro ângulo preciso me convencer: tenho mente inquieta, e quanto mais tempo eu tiver disponível, mais e mais ideias e projetos vou querer realizar; logo, não é questão de tempo, minhas inquietações são absolutamente saudáveis para o meu perfil. 

Não me considero inconstante, tampouco bipolar - como qualquer pessoa, oscilo saúde, humor e disposição em doses hormonais; muitas vezes controlo com mais segurança, noutras não - exatamente a vida como ela é! Também não sei se eu gostaria daquela vida falsa que muita gente finge ter - só sorrisos em momentos únicos de extrema felicidade. Felicidade, pra mim, é viver uma vida normal, e entre a normalidade do meu dicionário, incluo momentos de lágrimas, ansiedade, saudade, dificuldade, conquistas, frustrações, orgulho, e, é claro, alegrias.  E nesse vai e vêm dos dias, também oscilo entre viagens constantes e períodos de rotina, do tipo levantar muito cedo, levar filhas no colégio, organizar a casa, sair pra trabalhar, cumprir as tarefas do dia, voltar pra casa, etc, posso afirmar que, da mesma forma como adoro fugir da rotina, também  adoro viver sob seus efeitos.

Curto cada pedacinho do meu lar, o que não significa dizer que ele é perfeito. Como a vida, meu lar tem bagunças, tem cantos que adoro, outros que preciso arrumar, limpar, e aí por diante; mas é o meu espaço, e não há lugar no mundo onde eu  me sinta tão bem! Cada pedacinho da minha casa faz parte da minha história, com meu marido, com minha família. Têm dias em que eu gostaria de passar o dia inteirinho em casa, fazendo tudo aquilo que muitas vezes me falta tempo, mas meu ritmo de ariana não me permite pular um dia de trabalho. 

A verdade é que, todo final de tarde, quando me aproximo de casa, posso olhar a luz acesa pela janela e me dá uma sensação muito boa de conforto; em poucos minutos estarei lá dentro, no meu mundo, no meu ninho; entre as muitas cores (muitas delas descombinando entre si), numa linguagem que me faz sentir bem!

3 comentários:

Retalhinho Chic disse...

Concordo. Também vivo nesse ritmo doido que a vida nos impõe. Às vezes tenho vontade de nem sair na rua, outras, queria sumir daqui. Já dei tanto murro em faca e nada mudou, então quando você "deixa estar" a coisa muda. Diz um provérbio chinês que "a vida acontece onde você está" e nada podemos fazer a respeito. Trabalhei uma vida inteira em busca de um objetivo e foram anos de luta, de tentativas, de "cortes" que a vida sabe dar como ninguém, e de repente quando menos esperava eis que surge a oportunidade. O que antes seria um estouro de champanhe não passou de um levantar de sobrancelhas! Os anos passam "céleres" e a gente aprende a viver a vida como ela é. Sem se preocupar tanto com os anos que inevitavelmente já passaram. Simplesmente rotina ou não, temos que superar de algum modo. Hoje, atravesso um período "dificuldade e realização" e sei que não combinam entre si. Mas vamos levando a vida! E saiba que muito do seu trabalho me ajudou a crer que sempre vale a pena tentar, e ver tantas coisas lindas me inspiraram desde sempre! Me sinto feliz em poder viver nessa sintonia de beleza, cores e experiências! E quem está sempre escancarando um sorriso emborrachado, ahh... esse não viveu! Opa! Era só pra comentar, me empolguei!! Beijos Lu! Vy Potel

Tati disse...

Lu,

Tuas palavras sempre tão acolhedoras, o texto de hoje me tocou em especial, pois acredito na sinceridade e fico incomadada com os sorrisos forçados, falsos que convivemos no dia a dia. Cada pessoa é diferente da outra e seria tão melhor conviver com sinceridade e transparência, mas aí somos muitas vezes rotuladas como instaveis e bipolares...Vai entender a loucuraa do mundo de hoje.
Obrigada por você compartilhar essas mensagens verdadeiras e inspiradoras.
Beijos
Tati - Flor Urbana

Andrea Poletto disse...

Oi Lu... Sempre procuramos nos entender e nos conhecermos, e posso dizer que lendo o primeiro parágrafo que escreveu poderia ser dito que foi para mim. Adorei o post, bjs e sucesso sempre!
Andrea