terça-feira, 30 de outubro de 2012

Programa TUDO ARTESANAL - especial lugastal


Nessa semana, o Programa Tudo Artesanal chegou à casa de vocês num formato diferente - um especial lugastal foi preparado com muito amor, desta vez dirigido pelo queridíssimo apresentador do programa, Peter Paiva.

Pra quem escreveu pedindo, seguem os links,  exibido durante essa semana na Rede Aparecida. Quem não tiver acesso ao canal, sem problemas -  todo o programa está disponível no Youtube!

Pra quem quiser os moldes dos projetos apresentados, é fácil - escreva para contato@tudoartesanal.com.br e solicite o envio dos mesmos!

Pra quem está a  fim de assistir os projetos fracionados, aqui estão! É só clicar no assunto!







Assistam, escrevam e contem o que acharam, o que querem aprender nos projetos lugastal do Tudo Artesanal, e, sobretudo, mãos à obra!!! A gente quer te ver costurando conosco!









terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eu conto as horas pra poder te ver!


Janeiro de 2003. Cheguei em Brasília de mala, cuia e mudança. Tempos difíceis aqueles!!!!! Depois de dois dias inteiros dirigindo literalmente de norte a sul, leste a oeste, com um mapa no colo (que gps que nada...), pra tentar entender a logística da tão falada cidade projetada, era momento de tentar compreender o vocabulário local. Sim, estava no mesmo país, mas tudo era tão diferente! O sotaque, a culinária, os costumes, etc, etc, etc. Mas eu sou brasileira e não desisto nunca, e não demorou pra me sentir em casa naquela terra árida onde a toalha de banho seca em menos de 5 minutos. Dificuldades contornadas, tudo dominado - Brasília arrebatou meu coração.! Foi lá que criei minhas filhas, que, felizes, usavam hawaianas (todo mundo usa!!!!!) nos pezinhos durante o ano todo, e viva o verão! Foi lá que encontrei amigos queridos, daqueles "para sempre", foi lá que segui minha história. 

Mas a vida é inconstante, e foi de lá que me despedi em 2010, com muitas lágrimas que insistentemente me escapavam dos olhos (odeio despedidas, vocês sabem disso!!!!). O cenário mudou completamente, e hoje me sinto "tão bem quanto"na capital gaúcha - pra ser sincera, a felicidade é a gente quem faz! Volto à Brasília, sempre que posso - faço questão de ir à rodoviária comer pastel da Viçosa;  ir na feirinha bisbilhotar os lançamentos tecnológicos (rsrsrsrsr),  no parque da cidade olhar a roda gigante da Nikolândia, almoçar carne de sol na 111sul, curtir os azulejos de Athos Bulcão, o chopp do bar Brasília. Adoro respirar o ar seco, comprar flores na catedral, andar despretenciosamente de carro pela esplanada (AMO!!!!!), tomar cafezinho no setor comercial sul. Nunca mais sentei debaixo dos coqueiros na praça dos 3 poderes, lá é tão lindo - estou me devendo esse programinha bom.

Programas e nostalgias à parte, o que eu gosto mesmo é de rever tantas pessoas queridas que fazem parte da minha vida!  Saber que posso ir e voltar sempre que quiser, porque hoje eu amo morar em Porto Alegre. É isso aí, Brasília, me espera porque neste sábado a equipe lugastal chegará por aí com o Patch Encontro e, é claro, o mate quente pra derreter no auge da seca!




domingo, 21 de outubro de 2012

Sim, eu brinco de bonecas!


As Tildas que me perdoem, mas hoje não falarei nelas!!!!!!

Eu sei, eu sei... já passei da época de brincar de bonecas. Mas como a vida é minha e brinco do que eu quiser, há alguns anos me permito brincar muiiiito com minhas Blythes. Já falei muitas vezes delas por aqui - e quem acompanha o flickr lugastal sabe que há tempos elas estampam muitas das minhas melhores fotos! Apelidadas de "bonecas de marmanjas", não basta tê-las, é preciso curtí-las! É aquele amor no estilo "amor ou ódio", sem meio termo... do jeito que eu gosto!

Já tive épocas com mais tempo livre em que usava longas  horas costurando/bordando//vestindo/fotografando, etc, inclusive com direito à acidentes, do tipo a boneca cair de uma ponte no meio do mato, e eu buscar um quase herói para resgatá-la no meio das ávores, em pleno tarde de Natal - fazendo aquele ar blazê do tipo "será que dá pra ti me ajudar e buscar minha boneca que caiu 5 mts de altura???". 

Elas já têm muitas milhas de viagens acumuladas nos seus "passaportes", de norte a sul do país, e em algumas outras viagens bacanas que fiz. Muita gente já me olhou "atravessado", sem esconder a expressão de surpresa. Mas afinal, o que uma mulher com 1,80 faz com uma boneca a tiracolo????  Não há respostas, nem quero dá-las- me divirto assim, do meu jeito, no meu estilo. 

Minhas bonecas já participaram de exposições em semana de moda, Casa Cor, visitaram cozinhas de restaurantes bacanas (com direito à fotos com equipe de chefs), foram estrelas de matérias de jornais, já me apresentaram outras adultas "bonequeiras" queridas e viciadas na mesma brincadeira. Já comemoraram o aniversário de 1 ano da revista Make, visitaram monumentos bacanas, visitaram o urso panda no zôo, comemoraram Páscoa, tomaram banho de chuva, brincaram de ser miss, curtiram a chegada da primavera, dançaram ballet. Afinal, o que é que as Blythes têm































Recebi ontem a nova edição da revista Craft&Cia, e quem estampa a capa? Elas, as cabeçudas esquisitas e lindas! Semana retrasada também estavam no caderno Donna da ZH, e por aí segue a lista. Na feira Artesanal de Porto Alegre, levei duas das minhas "meninas"pra decorar o estande, com camisetas lugastal, e quem visita a loja, se prestar atenção nos detalhes, encontrará sempre uma delas em algum cantinho especial!





quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Alinhavos, gestão & muita emoção!


Bom dia! A pauta do post de hoje era outra, completamente outra... tia Linha comentaria um email recebido da leitora Adriana da Silva, sobre ações diante de momentos de desânimo, dificuldades, etc. Porém, nem tudo é alinhavado na ordem que queremos; no meio dos processos surgem surpresas, e comecei o dia com o email da Dóris, artesã de Florianópolis, que me fez parar um pouco pra refletir. Impossível não se emocionar, no meio desse mundo que tantas vezes é tão ríspido e ardido, essa dose extra de carinho me desarmou e até perdi o fio da meada... digo, o teor do post! Mas deixar as emoções fluirem livremente também é muito bom, e hoje me permito fazê-lo!
Adriana, tua sugestão de pauta será postada logo logo... prometo! Dóris, muito obrigada pela sinceridade, e por abrir seu coração de maneira tão clara e sincera! 

Pra todas as leitoras lugastal, meu imenso agradecimento. Inspirar suas histórias e criações é o que me motiva a seguir o caminho, com, cada vez mais, força e determinação! 

Amo vocês!

tela pintada por Re Barillari


"Os primeiros momentos são de superação. Superei a impossibilidade, superei meu desconhecimento sobre bebês, depois sobre fazer comida, sobre ser mãe. Não fazia a menor ideia da "dor e da delícia" que iria viver, que vivo. Tornei-me a Dona Cotinha, uma personagem no estilo anos 20, que cuidava da casa, do marido, do filho e tentava ficar "ajeitadinha". Aos poucos a realidade foi tomando conta e percebi que ainda existiam uns litros de criatividade, interesses, curiosidade e necessidade de produzir mais, enfim eu ainda existia debaixo daquela mãe toda que me esforçava em ser. 
Nessa busca de mim, entendi que minha área não envolvia a mesa de um escritório (tentei trabalhar com o marido). Precisava me reinventar (ideia clixezona, mas era isso mesmo). Uma nova vida nova tomava conta de tudo. Eu estava ali dentro. 
Resolvi sentar à máquina. Fazer umas "coisinhas". Fiz. Fui procurar outras "coisinhas" para fazer... encontrei um monte de sites, de blogues, de pessoas no facebook. Alguns me chamaram a atenção, mas houve quem me inspirasse mesmo. Fiquei fã. Vi que fazer o que se gosta é parte de ser quem se é. Foi interessante ver que existia uma pessoa fazia as "coisinhas" de que gosto. Uma pessoa mesmo, que tinha família, marido, filhas, cachorro (agora tem gato) e até uma parceira que pelo jeito é seu braço direito dentro de casa. E essa pessoa é grande!!! A primeira vez que percebi seu tamanho foi uma surpresa. Engraçado os esteriótipos que temos. Não via ninguém GG (ela é bem alta para mim que não cheguei a 1,60) fazendo coisinhas miúdas e megafofas... ainda bem que agora penso diferente. Essa "alemoa" mostrou que é possível realizar sonhos. Transformou um sobrado caidão num lugar acolhedor. Por enquanto, conheço pelas fotos. Quando entro lá (em meus pensamentos) é um lugar de temperatura agradável, cheirinho gostoso (posso jurar que ou tem cheirinho de bolo ou de flor) e é muito colorido. Aposto que quem entra lá bota a mão em tudo. Eu tenho vontade de tocar nas almofadas, nos enfeites, nos quadrinhos. Dá vontade de sentar e bater papo. Até chimarrão (sou mais da água de coco, vivo na praia) tenho vontade de tomar!!
Então resolvi acompanhá-la através da net. E a Lu, é ... ela deixa a gente chamá-la de Lu mesmo, viria para minha cidade para um Patch Encontro, uma aulona em que se aprende coisinhas bem legais. Ansiosa, já me inscrevi. E aguardava o momento. 
Foi então que vi que o tamanho dela era G por dentro. Aquele clima acolhedor nos arrebatou. Queríamos bater foto com tudo que lembrasse ela. Conversar. Sem perder os detalhes da aula, claro. 
Sobre fotos: ela também gosta de registrar tudo. E nos homenageava fotografando nossas coisinhas: a necessaire de uma, a bolsa que a outra fez, a tilda criada na aula, um detalhe aqui outro ali. Juntou todos esses retalhinhos e criou um vídeo. Faz isso em todo Patch Encontro e nós podemos vivenciar de novo aqueles momentos, mantendo nossa chama acesa.
tempo passa, cada um segue sua vida, seja viajando pelo Brasil todo ensinando e fazendo crafts, como a Lu, ou cuidando da casa, marido, filhos, como eu; seja fazendo os crafts como eu, ou passando bons momentos com a família, como a Lu. Enfim, o tempo passou. 
Na minha empolgação, desatei a postar fotos do que eu era capaz. Dos meus crafts, das minhas "coisinhas". E não é que minhas coisinhas fizeram um sucessozinho?! Recebi encomendas, depois mais umas, outras. E uma amiga, após insistir longamente, me convenceu... estava na hora de eu entrar nesse mar. Minha amiga Zeizinha faz pijamas lindos, saias de rodar e montes de fofurices. Decidi: era a hora.
Quis ter uma marca, um nome, uma logo, alguma coisa que me identificasse, que transparecesse um pouco de mim. Como o Augustinho de "A Grande Família", ficava entre um nome e outro, indo e vindo sem decidir, apesar de já ter sido feita minha escolha. Eu estava insegura. Eu precisava de um respaldo pra a minha decisão. E pedi ajuda. Pedi mesmo. Falei com algumas pessoas pelas quais tenho grande respeito e consideração. Minha amiga mandou um Day Doll, claro..., minha profe de Literatura Tânia, alguns amigos deram sua opinião. E não era apenas gosto. Alguns fazia relações com as sete notas musicais e assim ía. Até que vi aquele botãozinho da Lu, no face, verdinho. Bateu a coceira. Perguntei para ela. (Me senti muito folgada nessa hora, até fiquei envergonhada mesmo). E não é que ela mandou um "Day Doll, sem dúvida"?!!! Ela era grande mesmo!... afinal não somos amigas de infância e ela doou seu tempinho, seu pensamento só para mim! para me ajudar também. Fiquei aliviada, a escolha estava certa.
Fui atrás de fazer a logo. Fiz. Gostei. Etiquetas. Fiz. Cartão de vistitas. Fiz. Adesivo (adoro!). Fiz. Tag. Fiz. Sacolinhas crafts. Comprei. Fita que combinasse com a logo. OK!
Começaram as entregas. A cada sacolinha me sinto uma mulher de sucesso... rsrsrs Estou montando meu atelier virtual, este blog, lojinha no Elo7, mas um passo de cada vez. Quando puder, arrumo um sobradinho... Aos poucos a inspiração se torna mesmo transpiração. Ainda sou uma pessoa com família, marido, filhos, cachorro, casa para cuidar, muito para aprender, mas agora tenho meus projetos, meu interesse em criar brinquedos pedagógicos de tecido (minha veia de professora não me deixa rsrsrs), enfim, faço minhas "coisinhas" ... e continuo me inspirando na Lu Gastal e suas "coisas" GG."   http://dorisdaydoll.blogspot.com.br/

domingo, 14 de outubro de 2012

Mulheres que se reinventam

A matéria da jornalista Priscila Pasko está nas páginas 8 e 9 da revista VOTO - política e negócios. Versa sobre o craft - designação do artesanato "moderninho"  e envolto com qualidade junto ao produto final. Quem acompanha meu trabalho sabe que minha busca por reinvenções é constante, e dividir a matéria com a também blogueira Graziella Moretto, uma das queridas Garotas Prendadas, é uma super alegria! 

Seguem, abaixo, alguns trechos. A revista está nas bancas e em formato digital.



"O craft é uma expressão que engloba o que é feito a mão. Um conceito mais moderno, de peças criadas com a preocupação de design, de divulgação e de detalhes, explica a artesã Luciana Gastal, que há quase 10 anos deixou a advocacia para trabalhar com o artesanato.

Desde 2009 ela passou a se dedicar em tempo integral à marca lugastal, que agrega segmentos como a loja física, em Porto Alegre, um espaço virtual, uma confraria de "costureiras moderninhas", linha de produtos, desenvolvimento e criação de uma coleção de tecidos, além do evento Patch Encontro, uma espécie de "grande aula" sobre patchwork que é realizada mensalmente em diferentes capitais brasileiras. 

Em tempos em que a atenção é disputada e exigida a todo momento, o artesanato surge como uma atividade mais reflexiva. "As pessoas estão muito carentes, precisam conversar, porém as conversas se traduzem em palavras tecladas, sem entonação, sem sorrisos, sem olho no olho", argumenta Luciana Gastal. "Penso que esse resgate às práticas manuais será uma excelente saída para essa imersão, de maneira a unir e reunir pessoas ao redor de um crochê, por exemplo, ou de uma atividade de tricô, pintura ou costura. O que importa é a interação", defende ela. 

A atriz e colunista do blog Garotas Prendadas, Graziella Moretto, também compartilha da mesma opinião. Ela afirma que, após sem envolvimento com o artesanato (aprendeu a fazer crochê aos 6 anos de idade), passa menos tempo em frente ao computador - exceto para pesquisas sobre o craft, além de ter se tornado menos ansiosa. "O craft fez uma revolução na minha vida. Eu realmente passei a apreciar apenas as coisas que realmente importam, e não gasto meu tempo com inutilidades", relata a paulista de 40 anos.

Muito se fala, também, nos benefícios provocados pelo artesanato, uma tarefa considerada quase terapêutica. No entanto, a professora-adjunta do curso de Terapia Ocupacional da UnB Andrea Gallassi ressalta que fazer artesanato não designa o método em si. "A Terapia Ocupacional é uma profissão da área da saúde que faz uso de atividades em geral como recurso terapêutico, seja na promoção e tratamento de saúde ou na prevenção de agravos", explica a professora. O artesanato, portanto, é mais um dos diversos recursos terapêuticos utilizados em um setting de terapia ocupacional.

Ainda assim, Andrea destaca que a intervenção em terapia ocupacional pode ser um facilitador e disparador de determinados processos, e deve, necessariamente, fazer sentido  para quem a realiza. "A busca por uma melhor compreensão e o entendimento dos processos que ocorrem na vida da gente são tarefas que devemos desempenhar para que sejamos sempre pessoas melhores para nós mesmos e para se relacionar com as pessoas".

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

para minhas crianças!




bolo de chocolate com leite condensado - sorvete de creme - parque de diversões - festinhas de aniversários com cama elástica - brigadeiro de colher - biscoitos de mel - sofá/tv/cobertor - fotos - muitas fotos - sorrisos - viagens -  banho de chuva - abraços - apertos - beijos - mais apertos - pernas pro ar - cumplicidade - cafuné -  compreensão - limites - amor incondicional. 


Laurinha e Lulu, à vocês, todo o amor que trago no braço direito, no olhar e no coração. 
Para sempre!


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A primeira Singer a gente nunca esquece!

Já no domingo, minha semana anunciava que chegaria com ondas de tsunami - muito trabalho e decisões importantes (atividades decorrentes da minha mente puramente inquieta e alguns acontecimentos inerentes aos negócios). Depois de duas feiras consecutivas, é claro que a loja pedia um cuidado extra na organização e decoração, e foi por aí que comecei - no próprio domingo, pra adiantar!

Pois na segunda-feira, naquele exato momento em que dá vontade de bater a porta e sair correndo (quando a bagunça impera sobre à possível e futura ordem), eis que alguém bate à porta:  era meu amigo, o carteiro! Sorridente, sempre, daquelas pessoas que parecem nunca ter problemas na vida, me entregou um pacote grande em papel pardo - sedex, com a exclamação "hoje tem presente!!!". Ri sozinha, adoro presentes (mente quem disser que não gosta!!!!). 

O presente veio de São Paulo, mais precisamente de Indaiatuba, sede do escritório da Singer Brasil; em formato de um livro comemorativo aos 160 anos da marca. O cartão, gentilmente escrito pelo presidente Valter Bezerra, agradecia a participação de quem agrega, acredita, faz e escreve com a Singer novos capítulos de dedicação, amor e conquista. Enchi o coração de alegria, e guardei meu presente para curtir com calma, logo mais à noite.


No sossego (nem tanto) do lar, folheei página por página, curti foto por foto, ilustração por ilustração. Eu ADORO ler as histórias corporativas, acompanhar detalhes de como as empresas nascem/crescem/se consolidam no mercado. Pensei na Singer que tinha na casa da minha mãe, no quarto dos fundos, onde se passava as roupas. Ao lado, sempre ficava a latinha de óleo com rótulo verde e vermelho. Lembrei de um carnaval em Cachoeira, na minha adolescência, num dia em que "finquei o pé" para que minha avó costurasse em tempo quase real uma mini saia verde. Ela bem que relutou, acho (tenho certeza) que não estava a fim de trabalhar no feriado, e no meio da minha insistência, argumentei que ela usasse a Singer da mãe,  que era tri boa! Tadinha da vó, lá se foi pro quartinho e por horas costurou a saia, bem curtinha (exigência primordial da encomenda) e verde limão - e eu dancei a madrugada inteirinha com as pernas compridas de fora e  mini saia novinha em folha! Deliciosas lembranças de um tempo que não volta!

Na verdade, os tempos mudam, os gostos evoluem, e o amor pela costura é atemporal!


Mas o tempo é implacável, e eu, neta de mulheres prendadas, jamais havia pensado em costurar. Vida inconstante essa, não é?!?!?!?! Minha primeira Singer Bella chegou num dia das mães - não sabia nem como tirá-la da caixa, tampouco como fazê-la funcionar! Já havia costurado algumas vezes na Singer da irmã, mas não sabia manuseá-la com precisão - e com escassa paciência assisti a fita de VHS pra entender as instruções (ai... VHS! ok, eu sou antiga!!!) e voilá... mãos à obra! Tempos depois, comprei uma "auxiliar" para minha Bella, dessa vez uma Singer Facilita, e depois uma Singer Quantum - todas as três estão comigo e funcionam muitíssimo bem, obrigada! Como canta o sertanejo Sérgio Reis "não interessa se ela é coroa!!!", umas revisões esporádicas deixam o meu trio em perfeita sintonia!


Hoje trabalho com outras marcas, até para ter o conhecimento e experiência em indicar qual a máquina de costura que se encaixa na demanda das clientes e leitoras lugastal (escrevam sempre, meninas, tenho o maior prazer em auxiliá-las em suas escolhas!). Porém, em casa, lá estão as minhas três meninas, nascidas em 1998, 2001 e 2006, respectivamente.

Bem, meu presente é verdadeiramente lindo, recheado de histórias e momentos bacanas. Ficará na loja, disponível para todas as clientes que quiserem ler e curtir! Puro cuidado e atenção com parceiros e colaboradores. 


Obrigada, Singer, pelo carinho; é uma alegria imensa fazer parte dessa história, e que venham os próximos 160 anos!



p.s: esclarecimento importante: não estou ganhando absolutamente nada para escrever este post!

domingo, 7 de outubro de 2012

Despedir dá febre!

Os últimos 15 dias foram uma verdadeira imersão no trabalho - atividades intensas, muitos encontros e novidades. Findos planejamentos, execução e desmontagem do Festival de Patchwork de Gramado e  feira Artesanal de Porto Alegre,  hoje foi dia de parar - a hora do descanso, e, por quê não dizer, da saudade. 

Foram duas semanas de emoções totalmente oscilantes - da forma com que conheci/encontrei/ reencontrei pessoas muito especiais, foi hora de me despedir de um grande amigo, e como já expus aqui no blog várias vezes, eu odeio despedidas! Se dar tchau numa sala de embarque de aeroporto já me aperta, mesmo sabendo que aquele momento nada mais é do que um "até breve", despedir-se para sempre corta o coração, mais especificamente o meu (com o qual tenho a mais total intimidade, por isso falo com precisão! risos...). Despedir dá febre, escreveu João Guimarães Rosa na obra  Grande Sertão Veredas, e é pura verdade!

Nesse intenso período de trabalho, meu amigo/companheiro da última década se foi, e nunca seria suficiente o tempo que tivemos para a despedida. Por dias trabalhei com a "cabeça aguada", por vezes foi impossível disfarçar. Eu sei, eu sei, animais são animais, mas é isso mesmo, ele era meu amigão; não deitava na minha cama, mas ficava ao meu lado em silêncio quando meu coração pedia companhia. Quietinho, sem questionar nem palpitar, seu olhar me entendia - em perfeita sintonia; era meu amigo e ponto final. 

Na semana em que assisti o comercial da gaúcha Panvel - A história de Sofia, a saudade apertou - meu companheiro faz muita falta! Lembrei de um comentário popular "quando perdemos algo que gostamos muito, ganhamos outro presente muito especial". É claro que nada supre nem substitui o amor, mas aquece o coração! 


p.s: meu presente chegou em formato diferente; arranha o sofá, ronrona no colo, e atende por Mingau.