quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O que Disney nos ensina

O post de hoje é para pra quem empreende e batalha dia após dia (e tiver paciência para a longa leitura!!!);
Gosto dos textos que retratam cases de sucesso, principalmente porque eles também trazem alguma história de dificuldade nos trajetos. Por isso partilho essa matéria publicada na Zeroda última semana - caderno Cultura, escrita pelo arquiteto e ilustrador Cristiano Chaui.


A capacidade de arriscar tudo por suas ideias é o traço distintivo do criador de Mickey Mouse.

"Ouvimos recentemente o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, diante do castelo de Cinderela, na Walt Disney World, em Orlando. Dizia que o tempo para emissão de vistos para turistas do Brasil e da China seria reduzido em 40% até o fim deste ano, e apresentou medidas para facilitar o processo. Embora a alguns possa parecer curioso o lugar escolhido para esse pronunciamento, sem dúvida ele traz um significado bastante forte, e Obama sabe muito bem disso.
Há já bastante tempo o mundo Disney é um fenômeno singularíssimo para o turismo mundial. Desde a inauguração de sua primeira versão, em 1955, na Califórnia, seu criador procurava conceber um lugar fantástico, que não fosse somente um parque ou experiência, mas quase um sonho. Richard Schickel, um dos biógrafos de WD, chegou a dizer que "o simbolismo é quase perfeito demais" nesse mundo. Já em 1959, o premiê russo, Nikita Khruschev, em meio a uma turnê pela América, quis passear pelo parque - por então, com 4 anos de existência - juntamente com sua esposa, Nina. No entanto, quando foi informado que essa visita teria que ser cancelada por questões de segurança, chegou a esbravejar... Muito enfurecido gritava que havia sido "privado do prazer de visitar a cidade da fantasia". A iniciativa revolucionaria o conceito dos parques de diversão, elevando sua qualidade à enésima potência. Algo que encanta a todos que o visitam, mas especialmente aos brasileiros, que agora poderão colocar seu chapeuzinho com orelhas do Mickey Mouse com maior facilidade. 
Quem foi, afinal de contas, o idealizador desse mundo de sonhos, que não cessa de encantar crianças e adultos de todo o planeta? Walter Elias Disney, uma figura de influência indiscutível no mundo do entretenimento e das novas tecnologias. Ao contemplar figuras de criadores como ele, chama especial atenção a capacidade que tiveram de desenvolver as próprias habilidades e talentos, pois isso é algo que todos buscam de algum modo, independente da área em que atuamos. E podemos ter certeza de que Disney tem muito a ensinar-nos a esse respeito!
 Pois o sucesso pessoal de Walt, mais do qeu no desenho animado em si - que teve tantos profissionais lhe dando suporte-, foi o modo primoroso com que abriu novas frentes e inovou dentro do mundo do entretenimento, com que entusiasmou e motivou multidões de desenhistas, coordenou talentos e superou obstáculos.
Nas diversas biografias da vida e obras de Disney, fica evidente a sua capacidade de empreender e arriscar tudo por suas ideias, mesmo contando com pouquíssimos recursos e um ambiente adverso. Com Disney, podemos entender literalmente a máxima: "Gaste o que deva, ainda que deva o que gaste". Desde a sua primeira empresa, a Laugh O'Gram, fundada em 1922 com seu irmão Roy, foi sempre um empreendedor bastante audaz. Mas baseava-se para isso em bons talentos que trabalhavam ao seu lado e numa desmensurada busca pela excelência e qualidade.
Em 1927, diante de uma puxada de tapete do seu distribuidor, e do abandono de vários de seus desenhistas, foi que essa sua primeira empresa faliu, e que Disney, juntamente com Roy e uns poucos gatos pingados, teve de se reerguer das cinzas. E se reergueu rápido: um ano depois, quando tudo parecia desmoronado, Disney se introduziu ferozmente como o mais brilhante criador dentro da animação. Lançava nada menos do que o rato que revolucionou o cinema dos anos 20/30: Mickey Mouse. Esse fenômeno conquistou o mundo e passou de longe todos os outros curtas animados da época, além de introduzir o som e a fala dos personagens, algo inédito até então. 
Estava apenas nascendo aí a primeira inovação de uma série. O torque de Walt, que sempre puxou por novas frentes de trabalho e novos projetos, foi responsável - entre outras - pela introdução da cor nos desenhos animados; a introdução do brainstorming, do storyboard e da moviola no processo de criação; pelo primeiro desenho animado de longa metragem, Branca de Neve e os 7 anões, de 1937; pelo pioneirismo no uso da câmera multiplano, em Pinóquio; primeiro parque temático em grande escada, com a Disneylândia, no início dos anos 50; entre tantos e tantos outros. Quando morreu de câncer de pulmão, em 1966, já tinha concebido a Disney World e o Epcot Center, na Flórida, e tinha ainda muitíssimos sonhos e projetos a realizar. Um empreendedor e tanto.
Se algo se destaca desse vulcão criativo além da capacidade de antever tantas tendências e conceitos da sua área, é pelo resgate que dá a tantos valores humanos positivos - família, virtudes, da vida, e da alegria de viver - tão presentes até hoje em todas as produções da empresa que fundou. Nos seus 65 anos de vida, foi duramente atacado por muitos por pregar esses valores considerados "poucos realistas". mas o fato é que realmente buscava ser coerente com o que apresentava."


p.s: Tia Linha curtiu; e você???


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Prêmio Sebrae Mulher de Negócios


Contar uma trajetória profissional em até 100 linhas, não ultrapassando 500 palavras; um briefing de criação, desenvolvimento e resultado do negócio, não é moleza. Em 2011, recebi o convite pra participar do Prêmio  Sebrae Mulher de Negócios; inicialmente hesitei, mas diante da possibilidade de receber um consultor do Sebrae na lugastal e ter  um feedback sobre o andamento dos negócios me impulsionou a participar. Em tempo hábil enviei o texto, e logo no início de janeiro li no twitter que o Prêmio tivera recorde de participações no Rio Grande do Sul. Semanas depois, recebo com alegria a notícia informando que havia passado para a próxima fase; fui visitada, novamente avaliada, e, por último, foi necessário entregar uma série de documentos. 
Na última quinta-feira ocorreu a cerimônia de entrega do prêmio, e, com imensa alegria minha história foi escolhida entre as 9 finalistas do Rio Grande do Sul. 
No dia 8 de março, duas gaúchas concorrerão ao prêmio nacional, a psicóloga Cecília Machado, de Cachoeira do Sul, na categoria empreendedora individual, e a pelotense Maria Helena Jeske, de Pelotas, na categoria empreendedora coletiva, e, com certeza, representarão as 334 mulheres empreendedoras gaúchas que participaram da etapa estadual!
Meu agradecimento carinhoso à equipe lugastal, aos amigos queridos, leitores do blog, clientes e à minha paciente família - sem todos vocês minha história empreendedora não seria completa! (obrigada, tia Linha, que também me acompanha nessa trajetória!)

Conheci  o  empreendedorismo aos 9 anos, quando fazia pulseiras e as vendia nas férias. Anos depois, vivendo o pragmático mundo jurídico, redescobri o artesanato, e, em seguida, comecei ensaios empreendedores; atenta ao prestígio do artesanato com a comunidade de Brasília (onde morava),  passei a participar de feiras mensais nos fins-de-semana. O valor do espaço era alto, mas as vendas me incentivavam a prosseguir. Assim nasceu meu ateliê, e me descobri cada vez mais imersa no mundo empreendedor. Chegou a hora de investir em conhecimento, e em 2006 aproveitei férias do trabalho para cursar o Empretec. Não me sentia apta a empreender, mas seguia meus projetos com afinco. Ainda exercendo advocacia, conheci as redes sociais antes delas se tornarem famosas, comecei a blogar e a lugastal começou a ser conhecida (o blog hoje tem mais de 2000 seguidores, com média de 45.000 acessos mês).
Em 2010 mudamos para Porto Alegre; hora de organizar o novo lar, adaptar filhas na escola e enquanto a recolocação profissional no mercado jurídico era difícil, a marca lugastal se solidificava no mercado artesanal, através de referências jornalísticas de blogs e revistas. Aquele era o momento de deixar os medos de lado! Com apoio das pessoas importantes na minha vida, esboçava o plano de negócios, folheava classificados e caminhava em busca do lugar ideal que se adequasse à minhas necessidades – localização e custo. Visitei lojas com diferentes propostas; percorri e analisei o comércio, para, então, desenhar um negócio pequeno, único e inovador no mercado do patchwork, e assim idealizei a lugastal, um misto de loja com ateliê. 
Enquanto reformava o imóvel pequeno e muito antigo, costurava sem parar e produzia mercadorias para começar o negócio. Com auxílios financeiros familiares e intermináveis horas de trabalho, a loja foi inaugurada em junho de 2010. Dias depois recebo um concorrente “de peso”: a Copa do Mundo, e disputar com o futebol “não há quem possa”! Questionava a força de um comércio de bairro; poucas pessoas andavam na rua, possivelmente  assistindo jogos em suas TVs; aquela era hora de batalhar!
Como lojas do segmento fechavam aos sábados e ofereciam cursos de costura mensais, propus à clientela dias especiais divulgados no blog, como o Cupcake Day, além oficinas avulsas de costura para iniciantes, e outras idéias que trouxessem o público feminino para dentro do meu pequeno comércio (sábados chuvosos passaram a ser nossos melhores dias de venda).
Artesãos parceiros foram fundamentais; peças eram garimpadas conforme o estilo e proposta lugastal – inovação, profusão de cores e originalidade.  Quando já tínhamos clientes, produtos e vendas, nos faltava um detalhe importantíssimo: planejamento. As dificuldades, acertos e erros eram partilhados no blog em posts semanais, dando início à coluna Alinhavos&Gestão. Futuros empreendedores acompanhavam os textos com assiduidade, garantindo ao blog recordes nos acessos semanais e fortalecendo a marca. Hoje recebo relatos frequentes de pessoas que empreenderam motivadas pelos textos e sugestões da coluna, o que me dá a certeza de que partilhar experiências é fundamental.
Como os recursos financeiros eram escassos, conquistar clientes com simplicidade e criatividade foi a fórmula encontrada.  Não tínhamos capital de giro; se comprávamos tecidos, tínhamos de vender para pagá-lo. Aos poucos a loja caiu no gosto da clientela, a divulgação “boca a boca” funcionava bem, enquanto  escrevia pequenas notas e enviava para jornalistas. Essa foi uma excelente e econômica forma de mostrar a lugastal; aproveitando textos e fotos de qualidade postados no blog. Pequenas ações são sempre pensadas para as clientes; sorteios mensais e atendimento personalizado. Busco motivá-las sempre, pois além de oferecer produtos e matéria prima, a lugastal oferece inspiração!
Os meses seguintes à abertura da loja foram de crescimento discreto; muitos erros, alguns acertos. Passamos a vender produtos pelo blog; a loja virtual entrou no ar, mas não tive estrutura para mantê-la, as horas eram insuficientes e eu não sabia delegar. Essa, aliás, é minha maior dificuldade - nesse primeiro ano participei de todos os processos de criação/ execução dos produtos, sobrecarregando meu tempo.
Em 2011 nasceu o primeiro projeto paralelo à loja, o Clube do Pano. Atenta à dificuldade das pessoas em comporem estampas, propus a artesãs o  envio de um kit com  tecidos organizados em cores, através de  pagamento fixo mensal.  Hoje o Clube do Pano representa 10% do faturamento mensal, e em novembro teve crescimento de 60% em número de associadas pagantes, distribuídas em diversos estados brasileiros.
Outra forma de aumentar o faturamento e prospectar novos clientes é participar de feiras do segmento, hoje escolhidas de acordo com as estratégias da lugastal.
No nosso pequeno negócio, todas as sobras de produção são reutilizadas; retalhos médios são unidos na produção de pequenas peças; os pequenos viram flores em galhos secos. A idéia agrada o público, cada vez mais atento à preservação e reutilização.
Com um ano de funcionamento, a ansiedade e a sensação de que os dias eram insuficientes me fizeram procurar auxílio, era hora de implantarmos gestão em nossos processos. Com apoio de consultores, começamos o trabalho determinando rotinas (antes executadas desordenadamente). Atualmente estudamos os valores, missão, visão, e planejamento estratégico para 2012.
O capital de giro continua pequeno e as despesas são criteriosamente pagas.  Me apoio constantemente em textos empreendedores; negocio preços e prazos e  busco a solidificação da marca no mercado artesanal! Em julho de 2012 será lançada nacionalmente a linha de tecidos lugastal, em parceria firmada com a empresa líder no mercado têxtil para patchwork. Hoje trabalho quase 14 horas-dia; geramos três empregos diretos, sete indiretos, e os resultados aumentam discretamente – de dezembro (2010) a novembro o lucro líquido, no acumulado, cresceu 21%.  Financeiramente, vivo um dos momentos mais “apertados” da vida profissional -  o sorriso é proporcional aos planos! Os dias têm sido uma gostosa “rotina sem rotina”, e aos  40 anos, consegui, finalmente, encontrar um trabalho sem cara de trabalho. Pieguices à parte, sem esconder que há dias em que me sinto exausta e desanimada, digo sempre: em tudo, absolutamente tudo o que faço, há muito amor e dedicação! 


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

MAKE rita paiva chegando no pedaço!

Tenho certeza que não sou a única a esperar com ansiedade a chegada da revista Make nas bancas.  Embora seja assinante, não resisto e compro antes de recebê-la em casa. Também não escondo minha admiração pelo trabalho da amiga Rita, batalhadora e, como já falei noutras vezes, uma das primeiras pessoas que acreditou no meu artesanato, lá em meados de 2006. 

Mas chega de blá blá blá,  a edição 27 está colorida e cheia de novidades! Fiquei feliz  com a oportunidade de dividir com as leitoras Make as experiências da viagem a Houston; a matéria com macacos de meia está coloridíssima, do jeito que eu adoro (saudades do meu macaco Caco e irmãos que há foram embora); tem páscoa Coisas da Dóris, a tecelagem da Mercedes, que tem uma lojinha linda em Pirinópolis - vale a pena conhecer. Telas lindas de Gustavo Rosa, páscoa Chocolatria, com embalagens da amiga Sinhana, a matéria mundo retrô (AMEI!), e, é claro, a matéria de capa que trouxe fotos encantadoras. Ah, o Caderno de Explicações foi elaborado com muito carinho nesse mês - especial Páscoa, com produtos da loja lugastal nas cores azul aqua e verde.




Sou fã de carteirinha da Make, desde o lançamento,e colaboro com a revista sempre que possível. A amizade com a Rita me é realmente importante (Dothan nos flagrou num momento "nós merecemos", em Old Town Spring), e os anúncios lugastal são preparados com muito carinho para fazerem parte de tão lindas páginas!


 Eu curti, e vocês???

Tem revista Make à venda na loja lugastal!



domingo, 5 de fevereiro de 2012

para reflexão de blogueiros e leitores!




Recebi esse texto pela internet; li várias vezes e "reservei", com dizem os cozinheiros. É perfeito pra reflexão! Não identifiquei autoria (nem no google), mas o teor merece ser partilhado, e é com ele que começo a segunda-feira, desejando uma super semana pra todos nós! 


"Alguém sabe me explicar, num português claro e direto,sem figuras de  linguagem, o que quer dizer a expressão no frigir dos ovos”? 
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida, seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. 
Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo. 
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.  
 Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha; são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão. 
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese…etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou. 
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco… 
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho. 
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda."


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A hora do mate na semana da saudade!

Começando bem o feriado dessa quinta-feira; para os desavisados - o dia de Nossa Senhora de Navegantes é lembrado em todo país, e, geralmente, festejado com feriado nas cidades banhadas por rio ou mar - como é o caso de Porto Alegre. Gaúcho que se preze adora começar o dia tomando um mate quente, mesmo sob as temperaturas elevadas da época, e é isso que faço nesse momento!

Pegando uma carona no assunto... não perdi esse hábito durante os anos em que moramos em Brasília; o chimarrão era diário, quando não tomado duas vezes por dia - pela manhã e à tardinha. Por onde ia, levava minha mateira - uma espécie de sacola onde se carrega o kit - garrafa térmica, cuia, bomba, e, é claro, a erva mate! Aliás, esse único ingrediente era comprado com "ágio" em escassos estabelecimentos comerciais, ou levado na mala - encomenda certa sempre solicitada às visitas amigas! 

Há tempos combinei um post pro blog Quitandoca, com uma "receitinha básica" do simples e bom chimarrão. Dias atrás, numa passada rápida pela cidade, levara meus apetrechos pra matear no fim do dia - e a tarde de jogar conversa fora com a amiga Glau foi perfeita para as fotos. A big lousa onde ela anota as receitas recebeu, dessa vez, algumas lições rápidas de como se fazer o verde amargo, embora as linhas tenham se perdido no decorrer da escrita! (quer ver a "receita" inteira? tá AQUI!)


  (hábito, vício ou tradição? não importa...a hora do mate equilibra o dia!)



Eis que recebemos a companhia da Ruby - que provou, não sei se gostou (deixou claro o quanto achou quente), e registrou o making off da diversão! "De quebra" fui recebida com arroz de leite - delícia que me faz lembrar os áureos tempos em Cachoeira do Sul!




A tarde seguiu com um café no maior estilo mineiro, mas sobre isso a Ruby contou lá no Meu Canto Minha Prosa!  



Foram dias de poucos encontros... dificilmente quando viajo consigo ver todos que gostaria - nesses momentos o tempo não corre a meu favor, e na hora de voltar sempre dá aquele aperto no coração. Pra matar a saudade antecipada, uma volta pela Esplanada dos Ministérios - sem dúvida o visual que mais aguça minha lembrança - e a promessa que sempre faço à mim mesma de voltar em breve! E na semana em que começamos lembrando a SAUDADE, nada melhor do que recordar o que foi bom!


- fotos dos blogs Quitandoca e Meu Canto Minha Prosa, a última clicada pela motorista em tarde nostálgica de trânsito zero. A hora do mate é o nome do programa da Rádio Rural, apresentado pelo amigo Ernesto Fagundes - e  O dia da Saudade é uma crônica escrita pela jornalista Sibele Negromonte, no Correio Braziliense da última semana. (adoro o mundo globalizado!!!)

- tem uma matéria bem legal  na Zero de hoje - A festa de Nossa Senhora dos Navegantes existe desde 1871 e é reconhecida como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial de Porto Alegre. Com o passar dos anos, a devoção católica misturou-se com as religiões afrobrasileiras, criando um "sincronismo religioso" entre Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá Iemanjá.