domingo, 18 de novembro de 2012

Eu, meu silêncio e minha saudade!


Solidão e silêncio – existe equação melhor? Sometimes... mas não sempre!
Têm momentos em que estar sozinha é muito bom... salutar, eu diria! Ouvir o silêncio, reorganizar ideias, recolocar planos em seus devidos lugares, pensar projetos profissionais futuros. A perfeita equação conta, ainda, com telefone silencioso e tempo disponível. Vivo uma fase bastante reflexiva, ou, talvez melhor dizendo, pensativa. Nada de julgamentos, decisões importantes ou qualquer outro ato drástico de vida... apenas a absoluta e simples vontade de parar, fazer nada, pensar... em tudo, ou em nada – com aquela certeza tudo de bom de que há muito amor me esperando em determinado lugar – mais precisamente, aonde estão quem me apoia e me ama incondicionalmente – atire a primeira pedra quem não gosta de se sentir amado!!! Querer estar sozinha não significa reclamar de situações existentes, tampouco manifestar-se contra algo... é apenas um pedido do corpo e da mente, e por quê não obedecer?

Aproveito para linkar o assunto ao post do blog Elo7 da última semana, quando comentei que, às vezes, precisamos nos permitir um tempo em determinados momentos, sem cobranças, sem horário, sem apertos; respeitar os momentos de lacuna na criação, ou, por quê não afirmar, de produção. 

Mas... voltando ao tema do post! Estaria eu em busca de minutos sabáticos??? sem família – que eu tanto amo, o trabalho (idem) ou outros compromissos importantes me chamando?  Pode ser que sim, pode ser que não... pode ser apenas que precisava me cuidar, me permitir. Pois bem, a família viajou e cá fiquei – depois de muitos dias longe do trabalho não poderia me permitir um feriadão prolongado. A casa vazia se tornou estranha, porém sempre aconchegante; a ausência dos barulhos se apresentou de forma diferente aos ouvidos, mas bem que acalentou a alma em busca de um sossego, mesmo que temporário. Bem... mas situações adversas à minha vontade atrapalharam o meu “momento só meu”; o coração disparou, a sensação de desproteção se intensificou, a tão esperada solidão se transformou numa lacuna imensa; a saudade de quem faz parte do meu dia-a-dia tomou uma proporção gigante. Nessas horas, não tem como ser mãe/mulher moderna, no estilo "eu me basto" -  bom mesmo é correr pra perto de quem nos faz bem! Mas nada de dramas ou desesperos – para quase tudo há solução, e não seria diferente no meu caso. Nada que um “pé na estrada” não resolva, e em menos de duas horas depois não tenha se solucionado - viajar em boa companhia, música gostosa e mate quente é sempre um programa bacana!




Amor, carinho, abraços sem nada pedir em troca, sorrisos sem motivo... são, sem dúvida, perfeitos para renovar sentimentos e recomeçar a semana com intensidade!




4 comentários:

Atelie Ana Sapeka disse...

Nossa Lu vc me emocionou, familia é algo surpreendente, prende a gente sem usar correntes, cordas. Mais prende de tal forma que fica impossível viver sem. Sempre acompanhei seu blog e te acho uma mulher MARAVILHA com super poderes,de conciliar sua loja, sua família e as viagens. Confesso que as vezes esqueço de dá mais atenção aos meu filhos, devido a correria do trabalho, qdo paro pra pensar me sinto tão culpada, que já tive vontade de jogar tudo pro alto. Mais não posso meu trabalho é quem me ajuda nas despesas. Boa noite fique com Deus, te admiro muito.

Solange Honorato disse...

Lu, muito legal seu post! Tudo haver!!! Por mais que estejamos precisando de um descaso, quando enfim conseguimos, ainda não estamos cem por cento satisfeitas. Que loucura!rsrss Beijão!

Sílvia Rosa disse...

vivemos momentos semelhantes neste feriado/fim de semana... bom saber que não estava sozinha nessa e que a fragilidade faz parte...
Linda semana prá você.
Beijinhos

Soninha disse...

Luuuuu, amei. Estou me sentindo assim meio que faltando um pedaço. Exatamente nesse dia 19, minha filha foi morar sozinha. Vida boa, independência, sei de tudo isso, mas não posso dizer que não estou sentindo um vazio, quase igual a quando ela nasceu, e dia 25 ela faz aniversario. Mas vai ser bom pra ela,pra todos, vai sim. Beijo no seu coração Lu. Te adoro. Sonia Ventura de São Paulo.