quinta-feira, 20 de outubro de 2011

arroz de leite

Aos 17 anos de idade, fui "coroada" rainha do arroz. Sim, acreditem, é verdade! Atire a primeira pedra quem não tem uma breve história no estilo "meu-passado-me-condena" pra contar aos filhos! Pois eu tenho  várias!! De 4 em 4 anos, Cachoeira do Sul elegia a sua rainha e princesas, que representariam a cidade até a próxima edição. Havia dois bailes, um da escolha das "soberanas" (ai que termo mais antigo), e dali 6 meses, o baile de coroação. Festas divertidas e glamourosas, frequentadas por filhos, pais, avós, e  quem já tinha ido embora da cidade para estudar fora sempre dava um jeitinho voltar para prestigiar - diversão garantida. Naquele período viajamos muito, em todos os lugares por onde passamos sempre fomos recebidas com muito carinho, desde famílias mais simples nas cidades que visitamos, até locais e eventos mais formais. Mas há uma peculiaridade que trago na memória: a sobremesa oferecida era sempre arroz de leite (ou arroz doce, como chamam em vários estados brasileiros).

A química resultante do arroz fervido no leite, servido com canela em pó, me era verdadeiramente gostosa desde a infância, mas com o passar do tempo ficou enjoativa (talvez até entenda o motivo!!!).

Algum tempo atrás li uma receita de arroz doce no blog Quitandoca, e, rindo sozinha, contei à Glau o espisódio da adolescência. Ela, além de dar risadas,  pediu pra ver fotos. É claro que  não mostrei (em comum com aquele tempo só o cabelo curto, pois a pele de menina também já é passado), mas mesmo assim ganhei um presente especial num de nossos encontros: um potinho com arroz de leite! Estávamos num dia de trabalho, quando lá pelas tantas fugi uns minutos para apreciar meu presente!!!! 


Os anos passam e precisamos entender as mudanças que nos são impostas! Os concursos de modelo tomaram o glamour dos demais; o cabelo pede tinta, os olhos pedem creme anti-rugas; além do resgate de lembranças que nos foram importantes. Hoje voltei a gostar de arroz de leite, e confesso que curti meu presente bem quietinha, pra não precisar dividir com ninguém! risos... (além dos amigos queridos que trago daquela época, tenho vestido exposto no museu municipal da cidade, para risadas e  diversão geral das minhas filhas, quando por lá passam!!!)

(saudade da Renata, Cerê, Silvana e Magda - minhas parceiras naquela aventura!)

 

p.s: hoje li novamente uma receitinha de arroz doce lá no Quitandoca, e lembrei dessas fotos que, junto com a sobremesa, ganhei da Glau! (dispensados comentários sobre efeitos da ação do tempo!!!!)


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

flores, pássaros e (muito) amor!

Nessa época do ano, no maior sinal de que chegou a primavera, o sabiá começa a cantar antes mesmo do amanhecer, enquanto fico naquele dorme-acorda-dorme de novo até que o despertador finalmente toque! 





terça-feira, 18 de outubro de 2011

café, blogueiras & dois bebês - um post escrito a várias mãos!

Para as seis, aquele seria um despretensioso fim de tarde na capital federal. Para mim, um momento esperado há muito tempo, regado a nostalgia e a expectativa do reencontro. Não sabia exatamente quem iria; assim, bem antes do horário marcado fui para o Labbeca Café, onde seria o batencontro (ops... um blogencontro). Meu coração já estava apertado, o dia seguinte seria hora de partir, e senti uma vontade intensa de “só mais um pouquinho”; ainda queria passar mais algumas vezes pela ponte JK, pela Esplanada dos Ministérios, beijar, conversar  e abraçar mais um pouquinho quem me faz falta, tomar mais (muitos mais) cafés. Nem a chuvinha que caiu em Brasília poderia me incomodar!

Pouco a pouco elas foram chegando... Vivi, trazendo Alice na barriga; Ruby, Trícia, Glau, Helena, e, por último, Hyasmine, acompanhada da pequena Helena, que chegará nos próximos dias.
Lu



Mineiro é um pouco (muito) desconfiado! Confesso que, 10 minutos antes de sair de casa para nosso encontrinho delícia, verifiquei meu e-mail para ver se ainda estava de pé!... hihihi! E estava, como estava... O endereço escolhido no lago sul me deixou bastante animada e ansiosa. Animada, pois adoro o Lago Sul e ansiosa, porque iria encontrar com pessoas que admiro demais. As horas passaram rápido e o papo não tinha fim, muitos assuntos em comum e algumas histórias para contar. Dizer que gostei do nosso final de tarde é pouco... ameiiii mesmo e torço para repertirmos a dose muitas e muitas vezes.
Beijos da Ruby



Após trocarmos alguns emails ficou decidido o local do encontro. Confesso que achei meio longe... Apesar de morar em Brasília há décadas ainda não me acostumei com as distâncias. E eu teria que "andar" quase 30 km até o destino final. Mas eu não perderia esse encontro, jamais! E lá fui eu toda feliz pra rever pessoas tão queridas... O papo foi bem animado e as horas passaram muito rápido, quase fomos convidadas a deixar o local, as garçonetes queriam fechar o bistrô e nós ainda trocávamos figurinhas. Depois de tudo ficou a lição: Não há distância  capaz de separar uma amizade sincera! 
Tricia



Faltando apenas 3 semanas, no máximo, para o nascimento da minha primeira filha, recebo uma mensagem da Lu, que não achava mais ser possível antes da tão esperada hora: “Querida amiga… segunda estarei ai. Passa teu telefone, te ligo‼ Obaaaaa‼!” Apesar da dificuldade que tive para comparecer ao local marcado, reencontrar  e encontrar pessoas queridas faz tudo parecer tão fácil. O abraço gostoso de quem não vemos há muito tempo, as palavras de experiência de quem já passou pelo que estamos prestes a passar e a conversa gostosa e interessante daquela tarde me relaxaram e me deram a energia que precisava para diminuir a minha ansiedade de finalmente ser mãe. Obrigada meninas, adorei o nosso fim de tarde!
Hyasmine



Quando estava indo pro Labecca lembrei de 2 anos e meio atrás, quando me mudei pra Brasília.. eu conhecia pouquíssimas pessoas na cidade nova e aos poucos fui me inserindo em grupos de discussão de artesanato até que conheci um grupinho de arteiras que dividem a mesma paixão: linhas, tecidos e agulhas (eu sou a única que fica perdidinha nestes assuntos! Não entendo nada de costura). Passados alguns anos, já não me sentia insegura de ir num encontro e o friozinho na barriga era de alegria de rever aquelas arteiras que se tornaram grandes amigas. 
glau


quitandoca fotografia 
 
Os sucos, sanduíches e doces do café eram verdadeiramente um capricho. A apresentação do lugar, os detalhes (que eu tanto adoro) me fizeram sair com vontade de voltar. As meninas seguiram por lá mais tempo, infelizmente pra mim era hora de partir. Naquele misto de "vontade de ficar um pouquinho mais" com "já está chegando a hora de ir", segui de carro, em silêncio, atenta na lua que brilhava no lago Paranoá.
 

sábado, 15 de outubro de 2011

aos meus!!!


Até os 11 anos, fui uma aluna exemplar; tirava "ótimo" nos boletins e ganhava um livrinho de presente no colégio, todo final de ano. Porém, lembro de uma reclamação de professoras, desde a 1ª série até o 3º ano do 2º grau (sim, fiz parte do sistema antigo de educação, em que nem se falava em ensino médio e  fundamental!) = eu conversava demais, obviamente atrapalhando os colegas.

Na adolescência  a situação mudou, passei a ser uma aluna, digamos... mediana; estudava o necessário. Tropeços no caminho, puxões de orelha em casa, e na universidade consegui retomar a seriedade dos estudos, embora também nunca tenha sido uma aluna nota 10 nas disciplinas.

Nesse longo caminho, entre todo o aprendizado, meu legado principal foram os relacionamentos - e até hoje tenho contato com pessoas que me foram importantes nas diferentes fases de vida escolar e universitária. Trago comigo a lembrança de alguns professores que fizeram parte de minha formação, embora nunca mais os tenha visto, e faço questão de manter contato com aqueles que ainda tenho por perto, principalmente em tempos virtuais!

Lembro com carinho da professora de português, que "caiu de paraquedas" no colégio, e sofreu um super resistência por parte da gurizada (e nem se falava em bulling), incusive de mim - dias depois passei a curtir demais os momentos em sua companhia; lembro das profes de violão e biologia, que insistiam em dizer "tu nem parece irmã da ... - minha irmã que era exímia aluna" - e eu odiava as comparações! Lembro de já "moça", estudante de direito, ser surpreendida chorando compulsivamente agachada num corredor da universidade católica pelo professor de direito tributário, depois de ter ido mal numa prova - sem imaginar que com ele dividiria os próximos 10 anos  de trabalho no seu escritório de advocacia. (outro dia ainda mandei uma revista com publicação do meu trabalho para ele, com dedicatória "querido mestre, talvez assim eu consiga explicar qual minha atividade profissional de  hoje!").

E é pra todos eles que escrevo esse post de hoje! Sei que presentear professores com uma maçã bem vermelhinha já é totalmente OUT, mas não sou "costurada"  a modismos, e essa espontainedade faz parte de mim!

p.s: lá em casa temos muito carinho e respeito pelos professores das nossas filhas, com quem dividimos a educação e formação de caráter do que temos de mais precioso.
À vocês, meus queridos, um grande e apertado abraço!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

Lucy's & pompons!

Enganou-se quem pensou que a vitrine lugastal para crianças se limitaria aos palhaços lindos - há também uma linha de bonecas super charmosas, as Lucy's!

Criadas pela mãe das Anitas (vocês lembram delas aqui, né?!!!!) - AP Cavalari, tenho a impressão que chegaram para colorir ainda mais nossos dias!

E para receber essa galerinha, a vitrine ficou repleta de pompons e fitas coloridas, além da minhas mini máquinas de costura!







Falando em Lucys,  deu saudade de ouvir Beatles!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

hoje tem marmelada???

Tá bom, gente... todo mundo sabe que outubro é o mês das crianças (as professoras que me desculpem, mas a gurizada sempre é lembrada em primeiro lugar!!!). É sabido também que criança gosta de brinquedo, mas pra aquelas que já passaram a fase dos mimos plásticos, a gente preparou uma linha de presentinhos 100% artesanais. 





Já dizia o pensador Augusto Cury, "Todos têm uma criança alegre dentro de si, mas poucos a deixam viver."


Pra quem se permitir uma brincadeira, preparamos um sorteio muito fofo às clientes de outubro!
Compras acima de R$ 100,00 concorrerão ao palhacinho - presente lugastal & ap cavalari!!
(promoção válida para compras feitas na loja e por mail)



Gostou? Quem quiser um palhacinho pra chamar de seu, escreva para lugastal@lugastal.com.br!

domingo, 2 de outubro de 2011

artesanato X craft

O assunto é discutido em muitos grupos e segmentos dos quatro cantos desse Brasil; ser artesão passou a ter outra conotação ou o craft é apenas uma palavra "americanizada" para designar trabalhos manuais?  A terminologia tem dado o que falar, e as interpretações são as mais variadas possíveis!

Afinal, o que difere o trabalho do crafter e do artesão? Existe, na verdade, alguma diferença perceptível, ou seria apenas uma nova denominação no mercado artesanal? Não será o craft um artesanato contemporâneo, que tem a seu favor ferramentas tecnológicas que proliferam-se com facilidade, como blogs, flickrs, lojinhas virtuais? Lembrei de um texto muito bacana escrito pelas "superzipers" Claudia e Andrea: "O artesanato invadiu a web? Sim, invadiu. E dizemos mais. Invadiu a web e mudou de nome. Virou…..craft!". O texto é bem interessante e vale a pena!

 
Na minha opinião, o que move todos aqueles que desenvolvem atividades manuais, é, sem dúvida, o amor ao que fazem, e isso independe de nomenclaturas ou apelidos pré determimados - processos criativos decorrem, necessariamente, de inspiração. Se o produto será comercializado ou não, ou de que forma será vendido - numa lojinha on line, numa feira de bairro, num estabelecimento comercial ou mesmo no famoso "boca a boca"; não importa; o que vale é que o mercado nos apresenta, cada vez mais,  peças oriundas de processos inventivos e com resultados únicos

Nada pode (ou deve) tirar o valor do produto, se este, é claro, for desenvolvido com preocupações básicas como qualidade, preço competitivo e, sobretudo, criatividade (se for sustentável, então.. perfeito!!). Nada pode (ou deve) tirar o glamour do trabalho, seja feito por uma crafter, ou por uma artesã.

O limite entre ambas palavras é muito mais conceitual do que palpável. Foi-se o tempo em que o artesanato (ou craft, como quiser chamar...) era desenvolvido apenas por mulheres como passatempo ou complemento na renda familiar. Homens descolados e criativos têm apresentado, sim, produtos muito bacanas no mercado cada vez mais intolerante à peças made in China, e sedento por novidades produzidas da maneiras mais sustentáveis e ligadas ao futuro do planeta.  O mercado pede criações diferentes, que fujam do que encontramos nas vitrines de todos os shoppings do país; um detalhe, um acessório único, um objeto, conferem exclusividade e estilo à quem acredita que a simplicidade não neutraliza a beleza.


 Momento "cá com meus botões": o que, afinal, eu sou? Há alguns anos, para poder comercializar meus produtos com segurança, fiz a carteira de artesã. Ainda hoje eu invento, crio, produzo, comercializo (hoje como empreendedora), fotografo, divulgo, partilho. Sou artesã ou crafter? Ou, ainda, ambas as denominações? Não importa! Eu me orgulho em trabalhar com artesanato, e denominações à parte, o que vale é a energia que deposito nos meus projetos! E você???


Então, vamos deixar esse post interativo?!
Escrevam e opinem, quem sabe, juntos,  a gente consiga chegar num denominador comum...