segunda-feira, 29 de agosto de 2011

os projetos

Sempre que possível curto passear por blogs que divulgam imagens alheias; acho super prático encontrar num só post o que há de melhor em imagens de determinados temas, postadas originalmente pelos quatro cantos do mundo. Eventualmente utilizo fotos de outros blogs, mais precisamente as uso quando quero divulgar algo interessante que vi, ou li; sempre que possível carrego a câmera e fotografo detalhes que me pareçam interessantes, para dividir aqui, em data futura e incerta. Por vezes, guardo fotos por muito tempo, e gosto de tê-las "na manga". Tenho as fotos desse post há alguns meses, e quando vi essas imagens, tive este exato pensamento:  escrever sobre projetos!

Está na wikipédia:
projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo.


De um despretencioso passeio num shopping à uma simples passadinha nos corredores de um supermercado (que aqui no sul chamamos de super!!!!), há detalhes que certamente foram pensados e preparados por alguém. Podem até passar despercebidos por muitos de nós, mas tenho a certeza de que em cada item, vitrine, prateleira, exposição, etc, há um projeto inicial, talvez um plano de negócios. Como noutras situações corriqueiras de nossas vidas, como um curso universitário,  casamento,  nascimento de um filho; mesmo que a gente não perceba claramente, há sempre uma ação, um "esforço temporário".

Pensei nisso quando, recentemente, me deparei com um carrossel - sem dúvida alguma, o mais belo que meus olhos tiveram o privilégio de ver. Naquele exato momento, lembrei das tardes no parque Tupy, quando esporadicamente passava por Cachoeira do Sul; no Nicolândia - Parque da Cidade, em Brasília, que eu costumava frequentar com minhas filhas. Lembrei de outro carrossel bem lindo, no parque Rodô, em Montevidéo. Mas voltando à esse carrossel que está nas fotos; naquele cenário tão lúdico que me remeteu aos pensamentos mais saudosos, que tipo de projeto haveria, senão um cálculo perfeito de engenharia, aliado a um design de bom gosto? Teria sido ele criado para entreter crianças, ou para fisgar de um adulto o brilho em seu olhar?  Ambos, pensei!


Num dia em que o tempo era todinho meu, pedi uma casquinha de sorvete italiano (misto) e sentei defronte o carrossel, observando atentamente o giro lento e o entra e sai da criançada (enquanto os pais fotografavam sorridentes durante a espera). Não lembro de quantos e quantos giros acompanhei até conseguir guardar essa imagem, do carrosel "todinho meu", mas aqui está a foto!

Então faço o convite, que tal um exercício inverso às imagens finais? Se tivéssemos o hábito dessa reflexão nas imagens mais casuais do dia a dia, certamente nosso coração seria mais doce. Quem imagina o trabalho de um artesão (sim, esse é verdadeiramente um trabalho artesanal), que imaginou, rabiscou, e esculpiu, lasca por lasca um grande bloco de madeira, certo de que dali nasceria um cavalo? Melhor do que isso, não apenas um cavalo, mas sim uma das peças principais do imaginário infantil, o astro principal de um carrossel!


Sabe-se lá quantos dias foram empregados nesse projeto; quanta paciência e energia foram dispensadas, quantos minutos, quantas bolhas nas mãos, quantas dificuldades. Não seria muito mais cômodo olharmos o cavalo a rodar sem pressa no carrossel, sem nos questionarmos esses detalhes?


A partir de um determinado momento, por algum motivo, um bloco de madeira, totalmente inerte, foi ganhando forma, e consequentemente, vida. De repente, quando tudo já parece belo, chegam as cores... ah, as cores sempre nos alegram!


 Talvez esse tenha sido o momento mais "artista" do artesão (me questiono, será que ele pôde brincar com as cores a seu critério, ou seguiu algum projeto inicial que não poderia ser alterado? - prefiro pensar na primeira hipótese, a da pintura a seu livre arbítrio e sentimento).


Teria alguma mistura de cores não combinado entre si, de forma a fazê-lo novamente cobrir a peça de branco para uma nova tentativa? Quantos mais detalhes ocorreram nesse processo criativo? Quantas pessoas depositaram ali seu trabalho? Aonde teriam trabalhado;em conjunto, separadamente, num lugar amplo ou num pequeno ateliê?


Essa variação de "quantos, como, onde, de que forma", e o que mais nossa imaginação permitir, não nos serão  respondidas; os detalhes desse projeto certamente serão exclusivos de quem idealizou e executou esse carrossel. Cabe à nós imaginá-los, cada um de sua forma, intensidade ou vontade. Particulamente, visualizei pessoas executando um trabalho extremamente prazeiroso, o da criação, para posterior encantamento alheio. Se foi esse o desejo de quem cuidou do projeto, posso afirmar, ele teve êxito!
(será que sorrisos escaparam involuntariamente de suas faces, enquanto desenvolviam esse trabalho?)
 

Naquele parque voltei durante sete dias, e por alguns minutos sentei para namorar mais algum pedacinho que me escapara anteriormente. Trarei na lembrança, e com carinho divido aqui!


Nos primeiros dias de setembro, acontecerá em Gramado o Festival Brasileiro de Quilt e Patchwork. Essa será minha terceira participação no evento, e acho importante dividir pedacinhos do projeto lugastal, trabalhado especial e modestamente para encantar quem por lá passar. Impossível não comparar ao carrossel, pois coloco em cada um de meus projetos (mesmo que temporários), todo o meu amor e dedicação! O festival iniciará dia 7, e falaremos mais sobre ele por aqui!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

cada macaco no seu galho

Sou adepta dessa expressão, parece ridícula mas tem o seu quê de verdade! Uma expressão mais antiguinha ao "cada um no seu quadrado", talvez assim explicando! E como vivi ultimamente uma fase muito "eu com meus botões" (literalmente), foi nessa frase a inspiração para  a vitrine de agosto, porém, mudei um pouco o enfoque da história, e usei "cada galinha no seu poleiro"!

Sempre que é hora de trocar vitrine sinto a mesma coisa; aquela vontade imensa de mudar tudo, mas não o faço enquanto não tiver todos os elementos ok! Assim a história mais uma vez se repetiu, a colcha de patchwork que decorava a vitrine de julho já estava vendida, e eu louca pra trocar tudo, o julho fôra um mês intenso, queria virar a página, digo, o mês! Mas ainda faltava algum detalhe, e eu não sabia qual. Num fim de tarde chuvoso (e gélido), corri para uma ferragem em busca de ferramentas úteis (ou simplesmente, decorativas). Ao ver uma grande peneira, questionei ao atendente a utilidade, e ele prontamente disse que era para peneirar areia (óbvio, estava numa casa com materiais de construção). Sem hesitar, pedi um ancinho, alguns metros de tela (sim, de galinheiro) e a tal peneira grandona. O senhorzinho não se aguentou, e tascou aquele comentário digno de um fim de tarde à uma cliente loira com capa de chuva amarela "mas moça, o que a senhora vai fazer com a peneira se há 5 minutos atrás  nem sabia sua serventia??". Prontamente o respondi, sorrindo "vá me visitar amanhã, na rua ao lado, n. 434, e o senhor saberá!).

Não sei se ele passou na vitrine, o que sei  é que acomodei por ali alguns caixotes de ceasa, dois pacotes de milho, ovos naturais delicadamente colocados numa bacia de alumínio (que garimpei na feira livre em Pelotas);  a tela fez as vezes de fundo do galinheiro, e no ancinho estão penduradas as galinhas puxa-sacos (atire a primeira pedra quem disser que não utiliza nenhuma sacolinha plástica, mesmo em tempos de mundo mais verde).

Para compor o cenário, sr. galo se concentrou na leitura, enquanto d.galinha não perdeu tempo e carregou para a vitrine sua máquina de costura (empréstimo da sogra, que carrega a relíquia da infância)!

Bem vindos à minha lojinha, ou poleiro, ou como quiserem chamar! O que importa é ser feliz!









Sessão cultura (útil???): por que as galinhas não caem do poleiro enquanto dormem?

Bem acomodadas sobre seus poleiros, as galinhas não caem enquanto dormem. Mas você sabe por que isso acontece?
De acordo com a veterinária Rubia Burnier, as galinhas não caem enquanto dormem porque possuem pés bastante flexíveis e unhas fortes que grudam no poleiro feito garras, proporcionando a estabilidade durante o sono. "Geralmente, as galinhas escolhem locais altos para dormir porque além de ser mais seguro, favorece alçar vôo caso seja preciso. Galinhas mais fortes e dominantes têm privilégio sobre as demais e escolhem os locais mais altos", explica a especialista em comportamento animal.
Rubia diz ainda que as aves têm audição e olfato pouco desenvolvidos, e o seu sentido mais apurado é o tato. Esses animais são extremamente habilidosos para perceber vibrações através da pele e dos pés e reagem prontamente ao menor estímulo percebido. "Elas precisam de luz para enxergar, são completamente cegas durante a noite, e têm nos pés mais do que um apoio - os pés são seus olhos e a sua maior defesa", afirma a veterinária.    

FONTE http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI3698297-EI8410,00.

EM TEMPO: têm galinhas super fashion na escada da loja, acho que ficarão com ciúmes se não aparecerem por aqui também. Amanhã as fotografo e anexo, ok? 

domingo, 21 de agosto de 2011

tem lugastal na Casa Claudia desse mês!

Há produtos lugastal em diversas lojas e espaços bacanas de todo país, e as xícaras - que fazem o maior sucesso em cafés e restaurantes, aparecem com destaque na matéria COMER E BEBER COM BOM GOSTO - revista Casa Cláudia - ed. Porto Alegre.





sábado, 20 de agosto de 2011

espelho espelho meu:

... existem peixinhos mais fofos do que os meus?


Desde fevereiro, temos o prazer de dividir os dias com esse simpático trio de peixinhos. Quando chegaram para habitar a casa, rolou uma brincadeira aqui no blog e o desafio era acertar seus nomes. Tudo bem, eu me rendo; ZigZag, Pesponto e Caseado não são só meus, mas também da Lisi (que cuida da limpeza do lar - digo, da banheira) e da Maíra (que os alimenta), mas quando se questiona  ao espelho se há peixinhos mais fofos do  que os nossos,  a resposta é  rápida e enfática: NÃO!

Clientes e visitantes sempre saem sorridentes do banheiro; não há como passar despercebido por aquelas minúsculas coisinhas fofas que nos acompanham sem nada pedir em troca (só uma comidinha, é claro!).

 Pois ontem a família aumentou, e duas mimosas peixinhas vieram acompanhar os "meninos", garantindo um clima de romance no ar, digo... na água! E dessa vez,  vocês é que batizarão nossas pequeninas recém chegadas!


Mandem  sugestões de dois nomes femininos; no próximo sábado todos os nomes serão enumerados aqui para que vcs escolham os mais criativos!

Qualquer pessoa pode sugerir e participar da brincadeira, mande sua sugestão através de comentário nesse post, ou, se não conseguir comentar,  escreva para lugastal@lugastal.com.br, com o assunto "peixinhas".

Não precisa ser seguidor do blog,  o que vale é participar e curtir a brincadeira com criatividade!

Para o autor(a) da sugestão mais votada,  será enviado um espelho igual a esse (que decora a loja lugastal), além de um kit com 1,50mt de tecidos importados (6 estampas).


tá valendo!!!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

páre por apenas 7 minutos!

Hoje não escreverei sobre viagem, tecidos, loja, gestão, tendências! Ando numa fase bastante reflexiva, e nesses momentos “eu e meus botões”, todas as conclusões e avaliações podem ser precipitadas (risos...), porém, necessárias. Talvez um “balanço geral”, hora de contabilizar tudo o que há no estoque e o que precisa ser adquirido para completar a prateleira dos sentimentos e atitudes. Tinha total razão o poeta Fernando Pessoa – “navegar é preciso, viver não é preciso!”.

Ok... não se trata de nenhuma crise de identidade, como falei, é uma verdadeira contagem do que há dentro de mim! Repensar sempre é bom, reavaliar idem; o tempo não perdoa e passa com pressa. Agosto  anda rapidamente, e como diz uma prima, “quando ele chega os sinos começam a rebimbar”! Pura verdade, logo será natal, férias escolares, recomeço de ano, blá blá blá, tudo de novo, seguimos o ciclo de nossa vida, cada um no seu caminho. Esse caminho é escolhido por nós, somente nós; ninguém pode ou deve interferir nossas escolhas, elas são nossa propriedade - embora não estejam listadas em nenhum formulário de imposto de renda, nem (aleluia), nos incorra qualquer taxa ou imposto. Mas, como tudo na vida, as escolhas também têm seus ônus e bônus, e devem sempre serem vistas dessa maneira, como débito e crédito na nossa contagem de estoque. Às vezes fazemos as escolhas certas, noutras não temos o mesmo êxito; o que importa é essa avaliação.

Viajei né... também acho! Quero aproveitar pra dizer  que o blog hoje é um canal com as pessoas com quem tenho afinidade ou, por outro motivo, me lêem diariamente. Há infinitos blogs, editoriais, textos legais, mas por algum motivo minhas divagações são lidas por vocês. Thank you!!!! Gosto de acompanhar as estatística; quem me lê, aonde moram, o que procuram. Mesmo falhas, essas informações me situam e mostram um caminho a seguir.

Ainda ontem li um comentário bem curioso da atriz Fernanda Paes Leme, comentando que não entende por quê tanta gente a segue no twitter, e afirmando que não faz sorteios nem premia quem a seguir; sem o glamour dos atores, ela relata ser a atriz mais “seguida” com certa diversão. Outro dia, nesse mesmo sentido, a queridíssima Martha Medeiros (que ainda não tive o privilégio de conhecer pessoalmente, mas de quem sou íntima, pois há muitos anos acompanho semanalmente) escreveu uma crônica bem bacana sobre o assunto, quem quiser ler tem lá no blog  Martheando.Tá todo mundo nessa neura de conjugar o verbo seguir “eu te sigo, tu me segues”. A velha e boa perguntinha “quantos seguidores tu tens” começa a soar de forma meio inconsistente – como se precisássemos ter um milhão de seguidores para alcançarmos a felicidade ou o reconhecimento do nosso trabalho. Que tal deixarmos essa cifra para o querido rei Roberto??? Este, sim,  talvez seja o único mortal que tenha verdadeiramente 1.000.000 de amigos (sou um deles).

É claro que já vibrei a cada dezena extra de seguidores no blog, mas o tempo e a maturidade vão mostrando que de nada vale ter um milhão de amigos se os relacionamentos forem vazios! Assim, abro meu coração: sou feliz em tê-los por perto, seguindo meu blog ou não; o que realmente me importa é a energia que chega pelos e-mails, telefonemas, recados, comentários, e, por quê não dizer,  visualizações diárias – muito muito obrigada, vcs não imaginam o quanto esse carinho faz bem! (diariamente também visito vários blogs, sem sequer deixar rastreio, e nem por isso deixo de estar conectada à quem li e prestigiei).

Bem, é tarde e amanhã o galo cantará cedo! Assisti esse vídeo em 2003, num evento sobre motivação, e sempre que “fecho para balanço” o assisto para redobrar as energias. Momento ideal para reflexões e agradecimento pelo que somos, por quem temos conosco, e pelo que buscamos! Dizem que foi um discurso de formatura, não sei se é verdade, o que sei é que a música, as imagens, os sentimentos e o texto tocam o fundo do meu coração!

Todos nós sabemos que, se conselhos fossem bons, seriam vendidos... mas vale a pena curtir o vídeo e a energia que ele nos dá! (são apenas 7 minutinhos, mas nos deixam com vontade de abraçar, sorrir, chorar, beijar, caminhar sob a chuva, refletir, se permitir, ou, simplesmente, viver!!! (por que não dizer, um excelente momento pra dar "bom dia" a um desconhecido logo de manhã, ligar para alguém querido e dizer um simples "como gosto de você" ou apenas sorrir para si mesmo!). Vamos tentar?




 Que tal completarmos a semana partilhando emoção?
Mande uma foto que lhe seja especial para luciana.gastal@terra.com.br

colômbia crafts


Depois de agradecimentos de quem viajou à Colômbia comigo (vendo as fotos aqui no blog), hoje tem mais um pouquinho do que vi de bonito por lá.

O artesanato é muito rico - há  variedade de detalhes, estilos e matéria prima.
 Das feirinhas populares aos requinte dos bairros; uma riqueza de cores e bom gosto!




















segunda-feira, 15 de agosto de 2011

nem tudo o que reluz é ouro

Ao escrever a célebre frase, William Shakespeare não imaginaria caminhar pelas salas do museu mais conhecido de Bogotá! Lá tudo reluz, e sim... é ouro!

O Museo del Oro é considerado um dos maiores museus do ouro do mundo, e um dos principais. Seu acervo é constituído de trabalhos pré-colombianos que utilizam como matéria-prima fundamental o ouro da região, necessariamente ligados à rotina e ao cotidiano de seu povo, exposto em salas no segundo e no terceiro andar.

O ouro (do latim aurum, "brilhante") é um elemento químico de número atómico 79 (79 prótons e 79 elétrons) que está situado no grupo onze (IB) da tabela periódica, e de massa atómica 197 u. O seu símbolo é Au (do latim aurum). Nós, mulheres, adoramos um adorno desse precioso elemento junto ao corpo - mais precisamente orelhas, pescoço e dedos!!.














domingo, 14 de agosto de 2011

Juan Valdez - modelo de gestão na colômbia

Juan Valdez é o colombiano mais famoso de lá; mais do que Gabriel Garcia Marquez e Pablo Escobar. O homem de bigode, chapéu e sua fiel mula Conchita, tem a função de promover o café 100% colombiano ao mundo. Tecnicamente, um porta-voz do Juan Valdez Café.  Foi projetado para dar ao consumidor de café uma garantia de qualidade.

Conheci a marca em 2009, quando o marido lá esteve e trouxe pra casa uns pacotes de café em grão, além de xícaras coloridas. Café de gosto robusto, forte, considerado premium no mercado internacional. Mas o que eu não sabia é que Juan Valdez é um personagem, criado em 1959 como uma estratégia de publicidade. Naquele ano a Federação de Cafeicultores da Colômbia iniciou uma campanha para colocar o café colombiando perante o mercado mundial, e criativamente, foi criado o personagem, que representa as centenas de  produtores de café. A campanha foi um sucesso, ganhou vários prêmios e conseguiu instalar em vários países o desejo de consumir o café colombiano.

Em 2002 inaugurou-se a primeira loja Juan Valdez, que vende diretamente ao público. Uma espécie de Starbucks colombiana (que em nada perde para a rede americana, do café aos produtos extras comercializados). Nelas, o café é um produto gourmet: há cafés quentes e frios, com ou sem rum, literalmente para todos os gostos. Pode-se apenas comprar um pacote com  pó de café, ou com café em grãos, doces gostosos,  além de bonés, camisetas, moedores (trouxe um pra minha casa) e uma linha gourmet especialmente criada para os apreciadores da marca.  Hoje há 11 lojas de café Juan Valdez distribuídos pelo país, e no meu passeio em Bogotá, eram sempre destacadas nos mapas e guias como integrantes dos pontos turísticos locais. Washington, Nova Iorque, Seatle e Madrid também têm o privilégio de uma cafeteria da marca.

Os cafeicultores querem este logotipo em suas marcas, mas para obtenção da licença de utilização do logotipo, é necessário atender a rígidos padrões de qualidade. Juan Valdez só pode ser usado em grãos inteiros ou café torrado e moído sem intensificadores de sabor, é por isso que vc não encontrará Juan Valdez em um café com sabor de baunilha, por exemplo. Todas as marcas de café usadas nessa forte marca estão sujeitos à inspeções a cada 3 meses, e a licença pode ser revogada se o produtor não cumprir as normas da Federação de Cafeicultores da Colômbia.


Sua missão: fazer um modelo de negócio que gera uma experiência única e relevante em torno do café premium dos cafeicultores colombianos.


Sua visão: ser uma cadeia de lojas de café da Colômbia, e o maior gerador de valor para o café da marca de identidade prêmio dos cafeicultores colombianos.


Tia Linha ficou louca pra dividir com vcs esse modelo de gestão; no site há mais detalhes dessa bacana e empreendedora trajetória criada pela federação de cafeicultores - e não há como discordar, 
 "a união faz a força" -
na foto -  pesquisa de satisfação e a fotografia com parte dos cafeicultores colombianos.



# momento sou tiete: acompanhei o marido num jantar no palácio do governo colombiano. Nao costumo tietar tampouco pedir uma fotinho amiga,  mas esse é um símbolo de uma das ações empreendedoras mais fortes que conheci; o  3º Juan Valdez da história; desde 2006 o colombiano Carlos Castañeda representa a marca em ações promocionais, campanhas, propagandas e shows de televisão.



sábado, 13 de agosto de 2011

na terra de Botero, gula não é pecado!

Semana passada tive a oportunidade de conhecer Bogotá; andei, caminhei, olhei, passeei e fotografei muito ( há mais posts rascunhados). Conversando com a amiga fotógrafa-cozinheira-de-mão-cheia Glau, decidimos trocar posts... eu mandaria fotos das minhas andanças colombianas, e a contrapartida dela  será vista nos próximos dias! Passa lá no QUITANDOCA  pra conhecer um pouquinho mais sobre os hábitos culinários colombianos!

O título do nosso post foi dado em homenagem à Fernando Botero, pintor e escultor colombiano, que retrata figuras humanas gordinhas - verdadeiramente "a vida como ela é". No centro cultural colombiano, chamado Candelária, há o museu que leva seu nome, numa vasta casa tipicamente colonial que abriga, em seu acervo, peças de Miró, Picasso, Matisse, entre suas releituras e obras próprias (não há como percorrer os corredores sem sentir a alegria daquelas obras). Li um post muito bacana sobre ele: Botero, um artista vivo (vale a pena).

 
Em Bogotá, no único dia em que tive a companhia querida do marido (ok, ele foi trabalhar, e eu passear), o convidei para subir o Cerro de Monserrate, considerado o santuário dos colombianos. Programa perfeito se ele não tivesse aversão à altura, mas seu lado aventureiro falou mais alto e ele topou espontaneamente me acompanhar. A subida íngrime é feita por funicular ou teleférico - optamos pela segunda opção. O que eu esperava encontrar lá no alto do morro era, além de muito vento e do santuário, um visual completo da plana capital colombiana, que realmente superou minhas expectativas por tamanha beleza. Mas felizmente me enganei, havia muito mais do que essa paisagem fantástica!
   
Olhei para todos os lados possíveis, fotografei, e é claro entrei na igreja para agradecer àquele momento e pedir saúde aos meus. Depois, já pensando em me despedir do local turístico, o marido avista um corredor cheio de barraquinhas de artesanato - momento de êxtase para uma crafteira! Percorri sem pressa cada um daqueles pequenos espaços, e o que vi lá foi um belo artesanato, totalmente produzido na Colômbia - nada de mau gosto; nenhum produto chinês, e sim peças típicas e muito, muito coloridas. Eis que uma feirante me ofereceu uma pequena xícara de chá, envolta num copinho protetor do calor... sorri, era o famoso e quentinho chá de coca , que caiu com perfeição naquele finalzinho de manhã ventosa. E de repente, quando pensava que as barraquinhas estavam chegando ao fim, havia outras com comidas típicas; e o casal não resistiu... em pequenos ambientes muito simples e rústicos, é oferecido o que há de melhor na culinária colombiana, as fritangas - alimentos fritos ( banana, batata, embutidos e algumas vísceras). A banana leva um nome especial - Puerquitas, e é frita e recheada - eu provei com goiabada e queijo mas prefiro a brasileira banana à milanesa.

(chá preparado com folhas de coca e canelazo, que dá um gostinho doce)

 (têm mais fotos no quitandoca)!

Tive vontade de provar outras novidades, mas a coragem também não foi das maiores (ousadias e desconhecidas experiências gastronômicas me dão um certo receio!!!). O almoço foi sopa de legumes com batata e abacate (que provei e aprovei), e ainda me esbaldei numa espiga de milho assada -os grãos são graúdos e muito saborosos. (trouxe na mala um pacotinho de formigas salgadas, os nativos asseguram que é delícia pura – pretendo provar, não prometo!!!).



Na descida, pausa para uma foto com a lhama - ouvia dizer que elas cheiram mal e cospem na gente, mas essa tinha o pêlo bem macio e fino, sem cheiro, e se comportou super bem! Descubra quem é quem!


Aguardem... o café colombiano!

domingo, 7 de agosto de 2011

detalhes (nem tão pequenos) - parte III

Presentes, heranças, lembranças; na loja há vários pedacinhos da minha história,
e isso me faz feliz!

Finalizo hoje a publicação das fotos que estão na revista Make desse bimestre, mostrando um pouquinho do estilo lugastal, que mescla o retrô com uma proposta contemporânea de criações em tecido.
















E por falar em retrô, vale a pena dar uma olhadinha no caderno Donna (Zero desse domingo), onde Patrícia Roca linkou de maneira muito interessante esse resgate pela nostalgia:

" De todas as previsões de futurólogos para o século 21, algo impensável se cumpriu: o passado jamais esteve tão presente. Mas não na possibilidade de viajar no tempo, assim como quem vai à praia, como imaginaram alguns escritores de ficção científica. O passado é hoje cenário, moda e estilo de vida; está no meio da cozinha, na geladeira arredondada e colorida igual à da revista de decoração. Desfila nas ruas, em carros zero quilômetro feitos à imagem e semelhança de clássicos de outras épocas. Toma forma nas passarelas, onde diferentes décadas se cruzam na mesma estação. Faz-se ouvir nos discos de vinil tinindo de novos.
Eis a onda retrô... veio para ficar. Prova disso é que, bem além das peças originais disponíveis em antiquários e brechós, o passado ganha força como inspiração de uma infinidade de novos produtos. Até no que há de mais moderno o passado aparece: o que você acha de proteger seu iPhone com uma capa bordada em ponto-cruz?

Sua casa, sua história: eis a senha da decoração retrô: a possibilidade de conjugar humor, cores e formas marcantes com um bem-vindo toque pessoal, como sublima o arquiteto Rogério Pandolfo, conhecido pelos ambientes vintage para as mostras Casa Cor e Casa&Cia: a casa tem que ter informação, dizer algo de você e da sua história. Esta é a sacada do retrô: ser diferente e contar algo da gente, da nossa infância, e ainda dar um toque lúdico. "

detalhes (nem tao pequenos) - parte II

 Hoje é dia de mostrar o toque pessoal (obviamente, com cores  lugastal) de cada uma das artistas e costureiras que dividem conosco um pouquinho de suas criações e artes!