domingo, 24 de julho de 2011

três dias de arte, bonecas Tilda e encontros

Os salões da Sogipa certamente viveram momentos diferentes dos bailes e festas que geralmente acontecem por  lá. Não havia conjunto musical ou pessoas dançando, mas um conjunto de lojistas e artesãos mostrando tendências e novidades do mercado artesanal ao público que certamente se divertia, como num baile de clube. O fotógrafo contratado também deu lugar às centenas de máquinas digitais, que garantiam à suas proprietárias o registro de momentos a serem lembrados.

O evento gaúcho de médio porte consolida-se à agenda de encontros de patchwork nacionais, trazendo não só conterrâneas como visitantes, mas um significativo público vindo de outros estados, inclusive do distante Pará (público essencialmente feminino, com exceção de pacientes maridos e amigos que também arriscavam uma passadinha pelos estandes)! Além do patchwork, paralelo ao evento aconteceu o encontro de tendências artesanais, e a exposição do pelotense e criativo Madu Lopes, que vocês já conhecem aqui no blog - sou super admiradora do seu criativo trabalho, que mescla cores e bom gosto em peças de porongo e telas que nos levam ao mundo feminino dos sonhos e da costura.

Foram três dias de muita arte, encontros, abraços, buscas e descobertas de peças e lançamentos dos mais variados estilos e técnicas. Pra mim, foram mais de 20 dias de trabalho intenso, e hoje escrevo com a maior alegria pra contar que senti a maior sensação de missão cumprida, mas explico melhor: ao decidir participar do evento, pensava incessantemente em apresentar algo diferente do que costumo levar aos eventos, um cenário talvez... não tinha muita ideia.  Num certo momento de pensamentos em meio ao frio dos pampas, as ideias viajaram aos livros  da norueguesa Tonne Finnanger, criadora da linha de bonecas e acessórios Tilda - queridinhos entre 99 de 100 crafters em todo o mundo, e esse "mundo Tilda" foi minha inspiração.








terça-feira, 19 de julho de 2011

aos meus amigos!

Adoro o 20 de julho! Lembro desde a época da adolescência, quando a data era lembrada sempre num dia gelado das férias de inverno. O tempo passou, alguns amigos vieram, outros se foram. É engraçado, mas a vida com suas mudanças malucas muitas vezes afastam ou aproximam as pessoas, independente das distâncias. Muitas pessoas culpam a distância pelo fato de perder seus queridos pelo caminho, mas é mentira... só perdemos quem queremos, da mesma forma como conquistamos quem queremos; é uma questão de dedicação mútua. Confesso que as redes sociais ajudam muito o reencontro de pessoas que perdemos pelo caminho, mas cabe apenas à elas a opção de escolher ou não restaurar uma amizade antiga.

Esse é um trecho do post que escrevi há extamente um ano atrás, e que hoje resolvi resgatar, pela contemporaneidade do texto aos meus atuais sentimentos. Hoje só acrescento que as redes sociais ajudam, sim, o reencontro das pessoas, mas as afastam se não souberem o limite do "partilhar" a vida entre os amigos da web. Vivo as amizades à moda antiga;  meus amigos me são muito especiais, e como qq relacionamento tem seus problemas, sigo a ideia de que pequenos desajustes devem ser discutidos olho no olho.

Coisa boa é quando a pessoa entende o teu silêncio, sem encher o saco pra questionar qual o motivo, ou quando liga só prá dar um oi e saber notícias; assim, sem  interesse, apenas baseado no princípio mais salutar de uma verdadeira amizade: a reciprocidade. Pra mim um relacionamento é como um contrato, tem de ser vantajoso e valioso para ambas as partes - não há nenhuma assinatura expressa, nem rubrica nas primeiras páginas, mas as cláusulas de confiança estão lá, em letras de tamanho legível para o entendimento de cada um, e em caso de qq deslize, não há necessidade de se eleger um "foro para dirimir quaisquer divergências provenientes desta convenção", uma boa e sincera conversa resolve qualquer pendência (se for acompanhada de um chopp com batatinha frita, melhor ainda)!. Simples assim, quase que uma "manutenção diária pós conquista".

E finalizo novamente "roubando" do 20 de julho do ano passado:  é a gente que elege os nossos amigos; os "verdadeiros", os "mais ou menos", os "do peito" (na alegria e na tristeza), os de "comer pizza e tomar chopp", os "da faculdade", "do colégio", e por aí pode ir uma interminável lista. Muitas vezes são totalmente diferentes, de tribos e estilos distintos, mas nem por isso deixam de ocupar um espaço especial no nosso coração. Divergências de estilo, política, de futebol, musical, etc etc etc; não importa, o que vale é a fidelidade!!


Aos meus, deixo meu grande beijo e abraço bem apertado! Vocês me são muito especiais!!!!!