quinta-feira, 23 de junho de 2011

para as amigas!

Ontem logo que acordei recebi a notícia de que o pai de uma amiga muito querida falecera de infarto. Na verdade, não era apenas o pai da minha amiga, era o pai da família que me "adotou" há  20 anos atrás, quando cheguei prá estudar em Pelotas. Nos fins-de-semana, ia de mala e cuia pra Charqueada São João, onde moravam.  Como minha amiga já escreveu em seu blog, uma "casa que mais parecia um museu. Foi construída em 1810, tinha 33 cômodos, paredes espessas e salas que exalavam uma mistura de mofo com história".  Era uma imersão ao passado, desde o piso ainda original, aos objetos pendurados nas paredes. Minha lembrança mais bacana de tudo é, sem dúvida, o banheiro, com uma banheira posicionada exatamente no meio do cômodo, com cortina plástica.

Certamente a Charqueada abrigou muitos amigos além de mim, e posso garantir que sempre fui tratada com muito carinho lá. Aos sábados, sentavam na longa mesa de refeições o pai da amiga (na cabeceira), ao lado a avó - matriarca, e toda a galera que por lá estivesse (filhas, sobrinhos, amigos). Não lembro exatamente quantos lugares havia à mesa, mas tenho a memória nítida de  que os bancos eram muito longos, e éramos muitos sentados lado a lado. Naquele ambiente histórico foram gravadas as cenas da série A casa das 7 mulheres, e minha amiga Gabi fotografou muitos momentos bacanas com minha  primeira máquina "profi" - uma Nikon, numa época em que nem se pensava em câmeras digitais. Quem assistiu a série ou leu o livro da gaúcha  Letícia Wierzchowski poderá entender um pouco dessa minha nostalgia pelo local.

Há exatos 22 anos, por sermos (muito) altas e secas,  a família nos apelidou de "girafas", nome que até hoje sou chamada quando com eles estou. A vida deu voltas; eu casei, tive minhas girafinhas, e fui morar em Brasília. Minha amiga Gabi ainda mora às margens do arroio Pelotas, também casou, e é mãe da Sofia, uma guriazinha (digo, girafinha) muito mimosa. O tempo mudou muitas coisas; ela continua com uma sensibilidade extrema, ainda não gosta de amarelo e adora melancia! Tivemos muitas divergências de opinião e estilo, mas nunca deixamos de regar nossa afinidade e amizade; sempre estivemos perto, mesmo quando distante!

Depois de viajar quase 600 km para estar perto dela, hoje um dia de preguiça, reflexão e lembranças de momentos daquela época de estudante. Quem me chamava de girafa se foi;  minha amiga hj deve sentir a incapacidade  de entender as tais provações da vida, que de uma hora prá outra tiram do nosso convívio quem mais amamos, e eu aproveito a quinta-feira chuvosa prá pensar nisso tudo, e no quanto minhas amigas me são especiais, principalmente por me entenderem até no silêncio! Sei que elas  lêem o blog com freqüência,  e saberão o quanto são importantes na minha história! Esse post é prá todas vocês, minhas amigas queridas! As antigas, as recentes, não importa; vocês me fazem uma pessoa feliz!

p.s: hj cedo recebi esse poema, com o qual finalizo esse post, e a foto é de um presente que recentemente foi habitar meu ateliê, chamada Catarina. Ambos (o poema e o presente), vindos de amigas muito queridas!

"Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso. E fui."
Clarice Lispector



terça-feira, 14 de junho de 2011

Pra quem ama o que faz!

Logo no início de junho, numa semana de arrumações intensas da loja, comentei aqui que nova vitrine seria uma homenagem à quem trabalha com o coração.  Minha intensão era linkar ao tema AMOR, pois junho é o mês em que mais se vê corações e ideias apaixonadas por todos os lados, e peço desculpas aos namorados, mas meu verdadeiro intuito foi de homenagear quem ama o que faz.
 
Assim, com os arquivos de fotos clicadas por Eva Caroline - La Pomme, preparei as impressões que comporiam nosso "ateliê apaixonado". Talvez quem passe pela frente da loja veja os corações, mas não entenda exatamente do que se trata... mas quem lê o blog com certeza saberá o quanto me é importante fazer o que se ama!


Diversos corações feitos em arame, folhas de louro e marcela - uma erva muito tradicional aqui dos pampas, também usada para chá, com efeitos imediatos contra dores de barriga (segundo a opinião de  99 entre 100 mães gaúchas)!!!!

Outros itens incrementaram nosso "cantinho de boas vindas", dando um colorido especial à quem na loja entra. E, prá quem não pode chegar aqui pessoalmente,  aqui seguem algumas fotos da nossa vitrine desse mês! Ainda preparei uma colcha com retalhos de flanela, com tons bem "invernosos" e estampados com corações... mas essa peça não aparece na foto (infelizmente, esqueci de fotografá-la!).
  

Ainda, pensando nos que trabalham com o coração, deixo aqui o texto publicado no blog do Arthur Bender, que fala justamente sobre PAIXÃO PELO QUE SE FAZ. Quem ainda não visitou o blog, sugiro que reserve muitos  minutos para essa leitura, pois têm temas muito legais por lá!


Cada vez mais tenho acreditado que pessoas apaixonadas pelo que fazem são o grande ponto de desequilíbrio para o sucesso das organizações. Penso muito sobre isso e estou continuamente me perguntado se estou certo ou não acerca dessa crença na força da paixão como principal fator de sucesso nas organizações.

Talvez nem eu nem você nunca tenha certeza porque este assunto é complexo e depende de uma série de fatores que envolvem não só o universo profissional, a época que vivemos, o ambiente empresarial, o grau de competitividade do setor, a cultura do lugar, mas, essencialmente porque envolve pessoas por trás dos crachás. Pessoas por trás dos profissionais. E esta acaba sendo uma variável incontrolável: pessoas.

Por força da profissão, leio tudo o que consigo descobrir sobre novas técnicas de gestão, sobre a busca da excelência através de novas tecnologias, sobre a busca de métodos e ferramentas de inovação para as empresas. Mas também por força da área que atuo, convivo com muitos profissionais na minha empresa e nos meus clientes, em palestras e seminários em diferentes setores e continuo acreditando que seres humanos apaixonados pelo que fazem continuam sendo imbatíveis como fator de sucesso para as organizações. Você não acredita? Eu acredito muito nisso.

Acredito mais. Acredito que um grupo apaixonado é capaz de levar “no braço” organizações inteiras, mesmo que desprovidas de modernos métodos e ferramentas de gestão. Acredito que gente que ama o que faz produz muito mais que a media. Acredito que gente que é apaixonada pelo que faz produz não só mais, mas produz também com melhor qualidade. Entrega mais. Gera mais valor para as organizações e para eles mesmos.

Como acredito também que gente apaixonada pelo que faz, reunida numa organização, é capaz de encontrar o rumo certo mesmo onde aparentemente ninguém sabe ao certo se as coisas terão um rumo. Gente apaixonada encontra mais cedo ou mais tarde um rumo e acerta as coisas.
Mas a maior diferença, acredito eu, venha da enorme capacidade que os apaixonados pelo que fazem têm de acreditar que o que realizam diariamente – não importando o quê ou o tamanho da tarefa – DÁ SENTIDO ÀS SUAS VIDAS. E desse sentido de realização, desse “encaixe”, vem o brilho nos olhos, vem a energia, vem a resiliência, vem o inconformismo e a vontade em transformar.

Como desse sentido de realização vem a vontade constante de superação, vem a busca de aprender mais, de se mobilizar e de buscar mais e de fazer um pouquinho mais. Vem a vontade de fazer diferença. E desta última, a fonte de mais paixão que transforma lugares, organizações e outras pessoas à volta.
Assim, acredito que gente que ama o que faz, ama, porque encontrou este sentido maior – este sentido de construção de legado. Esse sentido que transforma trabalho em missão, que transforma emprego em realização, que transforma empreendimentos em ideais.
Por isso, creio que a transformação das organizações não está no esforço da motivação coletiva, no esforço de fazer todos “vestirem a camiseta da empresa”, mas no esforço de tentar fazer com que cada um encontre o seu próprio sentido, a sua “própria camisa para vestir”. Ou seja, o esforço deve ser o de fazer com que cada um busque o seu encaixe perfeito, o seu “sentido maior”. Que cada um descubra qual é a sua paixão.

Meu conselho: mantenha e alimente a chama da paixão dos apaixonados e ajude os sem paixão a encontrarem a sua. Seja lá onde ela estiver. Mesmo que isso seja fora da sua empresa.


 
 

  

domingo, 12 de junho de 2011

Alinhavos & Gestão: eu sou flickeira, e tu????





Faz tempo que não escrevo a Alinhavos & Gestão... estava com saudade! O post de hoje é sobre redes sociais, mais precisamente o flickr, um "blog de fotos". Há tempos quero contar sobre como nasceu a marca LuGastal, e desde que coloquei os olhos na revista Make desse mês, ao ler a coluna das superzipers Andrea e Claudia, tive certeza de que esse seria um ótimo link para comentar!


Virei "flickeira" em 2006, quando pouco (ou nada) se ouvia falar nessa palavra esquisita. Na época, criei a conta com dificuldade; os textos eram todos em inglês, e eu me travei um pouco. No intuito de ver umas fotos da minha sobrinha Carolina, que tinham sido clicadas numa apresentação de ballet, descobri aquela página cheia de pequenas fotos, e foi o início de um mundo fotográfico sem limites!

Em janeiro de 2007, passei a partilhar fotos dos meu trabalhos manuais, dos lugares por onde viajava, e, em pouco tempo, havia muitos contatos e algumas amigas por lá. O bacana disso tudo era a descoberta pelo mundo novo, no meu caso, o craft. Em viagens, sempre que possível marcava um encontro com alguma flickeira, e a "rede" foi crescendo, antes mesmo de ouvirmos o termo "rede social".

O flickr trouxe algumas pessoas que passaram a fazer parte da minha vida, amizades (raras, mas verdadeiras) passaram a freqüentar meu dia-a-dia, até em casos de um desabafo para momentos de dificuldade. Participei de alguns grupos; fazíamos troquinhas, e a expectativa de receber a caixinha cheia de presentes feitos a mão era sempre grande!

Num certo momento a postagem de fotos no flickr virou rotina (prá não dizer vício) e as mesmas passaram a receber um cuidado especial nos detalhes. Em poucos meses os acessos cresciam em ritmo acelerado, e, numa ocasião, enquanto caminhava numa feira de patchwork, em São Paulo, era abordada por algumas pessoas que comentavam "oi lu gastal, sou seu contato no flick" ou "oi lu gastal, adoro suas fotos do flickr", ou, ainda "lu gastal, você por aqui!". É claro que alguns fatores auxiliavam na identificação física, como minha altura excessiva, e meus nada discretos óculos vermelhos, mas o que acontecia é que as pessoas me conheciam pelo flickr. Isso tudo era novo prá mim, e, já em casa, contei pro marido o fato de ser "reconhecida" pelas fotos que postava no flickr. Foi quando ele sinalizou o que eu ainda não tinha entendido: que o flickr havia auxiliado na criação de minha marca pessoal, e que eu precisaria trocar o nome do meu ateliê, de Folkbazaar para Lu Gastal. Na época em que meus interesses não iam além de audiências, petições e despachos nos tribunais do DF, e, em casa, algumas modestas costurinhas e um conhecer desse novo mundo artesanal, eu sequer poderia imaginar o que seria uma marca pessoal.  Achei engraçado aquele comentário, e ainda, ignorantemente,  pensei "prá que eu quero uma marca pessoal se trabalho com advocacia?". Não entendia que uma marca pessoal tem, sim, total vínculo com a atividade profissional,  independente de qual seja!

Hoje uso o flickr com menos freqüência, mas sempre que posso linko fotos com as postagens do blog (prá mim redes sociais são altamente interligadas, e temos de fazer uso desse "fio" que as une). Não consigo mais participar dos grupos, por absoluta falta de tempo, mas, sempre que posso, visito as páginas de fotógrafos e crafters prá apreciar o que de mais bacana tem sido feito pelo mundo! 

Em feiras de patchwork e outras manualidades, as "flickeiras" combinam de usar na roupa algo que as identifique como tal, e essa atitude gera encontros bem divertidos pelos corredores dos eventos!




Há algumas regrinhas básicas a serem seguidas; o flickr  não é uma ferramenta para comercialização de produtos, e sim para divulgação! Depois de 200 fotos postadas, adquiri uma conta PRO, da qual jamais me arrependi, foi um investimento bem legal, que há renovei duas vezes.

Sem dúvida, o fotoblog aproximou mundos, diminuiu distâncias e é hoje um dos canais mais bacanas para a divulgação de trabalhos artesanais. Hoje tenho um álbum com quase 3000 fotos, que  jamais conseguiria ter acesso de forma tão fácil, senão através dessa ferramenta. Traduz minha trajetória craft, e possui, hoje, em torno de 590.000 visualizações  (quem disser que não é uma ferramenta que abre portas estará mentindo!!!!


 
Prá quem quiser curtir - partilhar - mostrar - garimpar novidades, é só passar por lá! 
O flickr, sem dúvida alguma, teve um papel importantíssimo no nascimento da marca lugastal!

Quem ainda não conhece, vale a pena conferir... e prá quem quiser saber mais sobre a ferramenta de fotos, vale a pena a leitura da coluna "quem quer ser flickeira", na revista Make.

sábado, 4 de junho de 2011

blond for 19 hours


Ouvi dizer que àquelas pessoas que mudam muito o cabelo chegarão aos 60 anos com cara de 80. Em caso afirmativo, tenho certeza que farei parte da lista, mas, sinceramente, não acredito! Talvez seja reflexo da impulsividade ariana (ou absolutamente nada a ver com isso); talvez seja pura inquietação; mas já mudei tantas vezes o estilo do cabelo que não poderia aqui listar.

Quando menina, minha mãe não deixava a gente ter cabelo comprido, acho que por comodidade ou praticidade. Eu e minhas irmãs parecíamos uns guris -  horror total. Mas o tempo passa (uhu!) e a gente vai criando gostos e preferências.  Digamos que meu cabelo nunca foi exemplar do tipo comercial de shampoo, nem liso, nem cacheado, nunca pude defini-lo - até pelas reiteradas e constantes mudanças! O que lembro é que pelos 13 anos pretendia tê-los longos, mas a espera sempre era vencida. Debutei no salão do clube Rio Branco, em Cachoeira do Sul, com cabelos curtíssimos (obviamente destoando de todas as demais meninas). Mas me senti bem assim, e não fui nem mais nem menos feliz por tê-los curtíssimos. Assim tentei deixá-lo crescer novamente (de novo, em vão); aos 17 anos, fui coroada rainha da Fenarroz (gente, abri o livro do passado!!!!), e lá eu estava de novo, a única das candidatas com cabelo curtíssimo. Não bastava ser curto, tinha de ser muito curto! 

Nos próximos anos, finalmente me permiti outras tentativas; tive cabelos longos, cacheados, e se mostrasse fotos ninguém acreditaria! Numa impulsiva crise de identidade, lá me fui novamente para o cabeleireiro, e tosá-los não seria suficiente, tonalizei em tom vermelho. Olhando para trás, um verdadeiro horror, mas eu me sentia bem faceira com as mudanças. Foi quando conheci meu marido, e ele pediu que eu deixasse o cabelo crescer, que achava bonito, blá blá blá... e é claro que atendi ao pedido - o que não se faz por amor? Em menos de dois anos, me vesti de noiva, e, pasmem vcs... eu tinha cabelo longo (rsrsrsrs... em compensação, nada de vestido tradicional, apenas uma saia reta e corselet em tafetá, com um longo véu). Meses depois, cortei o cabelão! 

Da mesma forma como cortava, deixava-o crescer com a maior facilidade. Recém mãe da Lulu, foi a última grande mudança de visual, cortei-os tão curtos que até admito - exagerei! Tive uma terapeuta que, embora tivesse 40 anos a mais do que eu, me ganhava no quesito modernidade - porém, sempre me questionava o por quê ousar tanto no comprimento do cabelo.

Pois foi em Brasília que usei cabelos longos por mais tempo da minha vida. Deixei crescer e aprendi a cuidá-lo como mereciam. Agora... confesso que cuidar de madeixas não é meu forte, e Deus não me deu o melhor cabelo do mundo. Somado às mechas e outras cositas mais que eu ia experimentando (e viva a escova progressiva - atire a primeira pedra quem nunca fez!), talvez com a inovação da cosmética consegui me manter com cabelão por mais tempo. Então, há uns dois anos atrás, resolvi dar um up no visual, cortei  num estilo "mais ou menos", detestei, é claro, e em menos de 24 lá estava eu na cadeira de outro cabeleireiro (sim, porque às vezes pedia para a minha radicalizar, e ela se negava, então eu partia para uma ...digamos, segunda opinião!!!!). Mas nessa vez não cortei-os tão curtos, era um "curto comprido", que mantive por bastante tempo.

Depois de vários anos sem cometer ousadias capilares, em 2011 voltei a usar visual "cabelinho". Cortei curto, gostei mais ou menos. Menos de 24 horas depois, voltei no salão e cortei mais (dessa vez curti!), mas não era o suficiente, afinal, eu nunca havia usado uma TINTURA! Devido ao avanço do tempo, alguns fios brancos já insistem em se instalar no couro cabeludo, mas isso faz parte da vida, do crescimento, e da maturidade (risos... ai... a tal maturidade!!!). Ao invés de seguir a risca o procedimento que sempre fiz e gostei - umas mechas claras no cabelo castanho claro (ou seria loiro escuro??), pedi à Clarisse, minha vizinha e cabeleireira cheia de estilo, que o descolorisse, afinal, eu ainda não havia sido blond nessa vida! Como das tantas outras vezes em que radicalizei, não senti a menor angústia durante o, digamos assim, processo de mudança. Mas dessa vez tive aquele nítido sentimento "o que é que eu fiz comigo mesma" quando me vi no espelho. So late...não poderia me permitir mais nem 10 minutos num salão de beleza (olhem que nome sugestivo!!!). Quando cheguei na loja, as gurias olharam e rolou aquele silêncio. Mais tarde, em casa, ídem. Laurinha até ousou um comentário do tipo "ai mãe, que ousado... eu gostei!!!!", mas sei que não foi sincero no fundo de seu coraçãozinho teenager! Lulu,  totalmente antenada no que tange à visual, se limitou ao silêncio. O marido, chegando de viagem, talvez tenha se compadecido com o que viu; mas em momento algum transpareceu o que sentiu! À essa altura (digo, idade) da vida, não posso pensar que uma mudança tão radical seria bem vinda! (definitivamente, o estilo blond girl é indicado para atrizes e modelos, não para mulheres comuns).

Ainda bem que sou brasileira e não desisto nunca!  Passadas 19 horas, lá estava de volta ao salão, e a Clarisse já me recebeu sorrindo (ela sabia que eu voltaria em breve - muito breve!). Discutimos rapidamente algumas estratégias, e, graças à santinha-das-mulheres-que-mexem-no-cabelo-sem- pensar, tudo se resolveu em pouco mais de 60 minutos! Respirei fundo, sorrindo por dentro! Da experiência ficou a promessa: os 40 anos não permitem mais tamanha ousadia visual, além do uso de muita máscara hidratante nas próximas semanas!



 "quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração... 
e quem irá dizer, que não existe razão"            legião urbana