Muita gente por aqui sabe que na semana passada fiquei mais velha, ou renasci, para os que adotam a teoria de que a vida começa aos 40! Na verdade, sinceramente pensando, acho que essa afirmação não é nada mais do que um blá blá blá inventado por algum quarentão desanimado com a nova idade... mas não é meu caso!
O birthday se estendeu por quase 4 dias, e como diriam meus conterrâneos de descendência alemã, foi um verdadeiro kerb em lugares diferentes! Começou em Porto Alegre, se estendeu em Pelotas e prolongou-se até Cachoeira do Sul... quase 1000 km rodados em 3 dias (eu a-do-rei)!
Não escrevo hoje prá mostrar os presentes mimosos que recebi, embora tenha vontade de fotografar, um a um, mas farei em tempo! Cada surpresa, cada pacotinho que chegou em mãos ou pelos correios, cada mensagem no celular, blog, facebook, twitter, cada sorriso, beijo ou abraço apertado me foi muito importante nessa data querida. Todos os gestos chegaram muito bem, simplesmente porque esse ano faltaram dois telefonemas que me eram religiosamente feitos nas manhãs dos dias 26 de março - das minhas avós! Uma delas estava sempre 50 anos à minha frente, então sempre comentávamos que ela nunca esquecia minha idade (e esse ano, poucos dias antes de comemorarmos seus 90, ela foi embora). A outra vó era uma das poucas pessoas que conheci que curtiam tanto o seu aniver... aquele seu dia era esperado por muito tempo - era um dia para celebrar com as amigas e comer muitos doces (o que, inclusive, fizemos no ano passado, quando foi seu primeiro aniversário longe de nós).
Lembrei de 3 anos atrás; eu havia viajado a trabalho para a chuvosa Manaus, e passar aniversário num lugar onde não se conhece ninguém é, digamos, um tanto vazio! Depois dos meus compromissos de trabalho, troquei de roupa e fui "comemorar" à minha moda, passeando pelos estreitos corredores do mercado público da capital do Amazonas, olhando os costumes e as tradições dos vizinhos tão distantes. Eis que meu celular toca; era a Norminha... e, naquele papo de neta e vó, no maior estilo "está chovendo aí???", ela, sem pestanejar, perguntou quantos anos eu fazia, e quando respondi 37; e ela, sem titubear, retrucou "nossa, querida, tá ficando velha!!!!!". Prometi naquele exato momento que o mesmo comentário seria feito a ela em sua próxima comemoração! (risos... ela achou a maior graça a sua super sinceridade daquele momento!).
Pois então, minhas avós não moram mais aqui, e foi elas que eu dediquei meus 40 anos! Entre as lembranças queridas, uma me ensinou a segurar a agulha e costurar roupinhas de boneca Susi, enquanto o legado da outra foi que de o aniversário da gente é, sim, uma data a ser comemorada, principalmente quando temos saúde, amigos, e sobretudo, um bom e gostoso doce à mesa!

E para dias de festa, nada melhor do que usarmos nossa melhor louça... e foi exatamente o que fiz! Só tenho uma peça de cada (as demais foram divididas com as irmãs e os primos), mas trazer um pouquinho dessa história me deixou feliz, principalmente para decorar a mesa com os doces (trazidos de Pelotas), além dos brigadeiros com diversos e deliciosos sabores- presente super especial do Ateliêr de Brigadeiro (quem esteve na loja pôde provar a bisnaguinha de negrinho!!!!).


(e aqui um toque feito à 4 mãos de fada, digo, de filhas!!!)






























