terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Olha a feira, freguesa!

               Janeiro é época de recomeços; tudo o que ficou na lista do ano passado, pode ser realizado a partir de agora. Assim, não há desculpas prá dizer "no ano que vem eu faço"!  Xô procrastinação!!!!!!!

               Ah... têm também oficinas (inconfundivelmente marca registrada LuGastal) todas as tardes da semana, e sábado - manhã e tarde, prá quem quiser aproveitar o mês mais tranquilo e produzir suas peças com estilo único!

             Na Eudoro Berlink, 434.  É só chegar, frequesa!








p.s: não escondo minha paixão por garimpos... essa balança estava no topo da minha whishlist, e ganhei da minha amigona-irmã  Gabi Mazza, direto de um bric pertinho do mercado público de Pelotas. As bacias de alumínio foram "adquiridas" também em Pelotas, na feira livre defronte ao cemitério do bairro Fragata, depois de muito papo prá convencer o feirante a se desfazer desses "mimos". E, prá complementar, as caixas-de-madeira-que-eu-adoro (e que acompanham minhas decorações há anos), que busquei na Ceasa da capital gaúcha!

            

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ACHADOS DE CHARME

               A gauchada antenada adora  as colunas cheias de estilo da Fernanda Zaffari, além do programa na TV Com. E na coluna  Estilo Próprio da ZH desse domingo, Fernanda deu dicas dos Achados de charme:

"Então Porto Alegre fica menos povoada durante o verão. Mas nada como antigamente, quando a Capital parava e os pobres moradores que não estavam em férias não tinham o que fazer. A realidade é melhor. Estilo Próprio fez uma seleção de lugares de charme, propostas novíssimas, outras nem tanto, mas que ganham público. Percorra, visite, desvende e até revisite. A proposta é garimpar em sua cidade!".



Adoramos a indicação; eu, particularmente, quando lia meu jornal sábado à noite,
fiquei com o sorrisão largo!

sábado, 8 de janeiro de 2011

alma feminina, verão & minha vó Léps

                  Têm dias que recebo mail de alguma leitora/seguidora, questionando por onde ando e se estou doente... Risos! isso mesmo! Não gosto necessariamente de contar exatamente onde vou, até porque minha vida é absolutamente normal à de tantas outras pessoas, mas, como os post aqui no blog são freqüentes, quando eles não chegam algumas pessoas estranham. Isso é bom, me faz sentir querida (em absoluta consciência de que, às vezes, sou uma baita chata), e isso me conforta que nunca estou só.

                      Por falar em ficar só, quinta-feira fiz uma viagem no estilo "eu e meu cão". O veraneio acabou de forma rápida, pois minha avó  paterna, que estava doente, havia piorado. Arrumei a pequena mala, peguei o Pitoco (nosso cão salsicha e barrigudo) e rumei aos pampas ( como é época de férias, as crianças ficaram na praia). Fim de férias. A viagem começou as 22 hs e algumas horas depois, eu já estava na minha cama ( com a ajuda da BR101, que está praticamente duplicada e muito bem sinalizada). Pode parecer loucura, mas foram as melhores horas dos últimos tempos; há muito, mas muito tempo não viajava sozinha ouvindo música, e parece que as programações das rádios na madrugada são perfeitas para uma sessão nostalgia. Nas lembranças, é claro que estavam presentes os momentos com a vó Léps (o apelido é diferente de todos os que já conheci); passeio no zôo de sapucaia, piqueniques na Gruta dos Índios (em Santa Cruz), os veraneios em floripa na adolescência, inclusive as reclamações que ela fazia quando eu me passava na chatice (talvez a paciência com crianças não fosse o quesito mais forte de sua personalidade). Aí surgiu uma recordação bem bacana; quando eu tinha uns 9 ou 10 anos, estava na casa dela passando uns dias e brincava de fazer roupas de Susi, quando a vó chegou na salinha com uma caixa de camisa cheia de sianinhas, fitas, rendinhas e afins, avisando que, se eu quisesse usar algum, as roupas de boneca ficariam mais bonitinhas. O resultado nem preciso contar; detonei, não sei como, aquele montão de aviamentos, e as roupas das Susi ganharam uma overdose de acabamentos, o que me fez achar que eu era A COSTUREIRA! Não lembro como costurava, se usava agulha, se amarrava, realmente não sei, acho até que eu dava alguns pontos grandes que quebravam o galho; o que recordo é que minhas duas Susis tinham variadade de modelitos, e que a vó quase desmaiou quando viu que eu havia gasto sem parcimônia as preciosidades da caixa!!!!E esse foi um revival de minha primeira experiência craft!

                Horas depois, vó Léps foi encontrar meu avô, que já seguiu sua viagem há quase 30 anos, e lá me fui de novo prá estrada. Assim, a  tórrida sexta-feira foi de encontros (da família e dos parentes que pouco vemos), e de despedida da vó. O escaldante fim de tarde em Santa Cruz preparou um entardecer belíssimo, que, entre o silêncio e tantas flores bonitas,  tornou aquele momento difícil típico de uma homenagem.

                Mas por falar em verão, calor e praia... essa semana teve participação LuGastal no blog "Nos Passos da Maturidade". Passa lá e deixa um recadinho prá Miréia!


                 E essa gravura, impressa num tecido, eu deixo aqui em homenagem à vó Léps, que tinha olhos azuis, cabelos ruivos e me ensinou a esticar o corpo prá boiar no mar (um dos programas prediletos dela nos veraneios), além de ceder suas preciosas fitinhas e rendinhas para minha primeira produção artesanal!!!!


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

não há distâncias!

            Das coisas mais bacanas dessa vida blogueira, sem dúvida, é receber quantidade de mails carinhosos dos mais diversos cantos, literalmente, do mundo. Quando se fala em redes sociais, não há distâncias, não há limites! Há, sim, caminhos e uma união de pessoas que, em circunstâncias normais, jamais se encontrariam!

            Em meados de dezembro, recebi um mail de uma seguidora brasilieira que mora na Alemanha. Esse contato não se limitou ao "muito prazer, sou sua fã", e seguimos numa troca de ideias, experiências e começou uma amizade bem legal. Ciane morou em Colônia, onde há a mais famosa catedral alemã (DOM), considerada a segunda capital cultural alemã.  
             

              Recentemente, a família comprou uma antiga igreja, em Wermelskirchen (38 km de lá) que estão reformando. O salão virou um loft; moram na parte superior e seu ateliê fica no térreo, decorado no maior estilo Escandinávio (quem conhece as criações da norueguesa Tonne Finnager (Tilda), sabe a que me refiro)!
Aqui algumas fotos enviadas por ela:

(ateliê)


(vista da janela da cozinha)


                 Essa história toda aguçou minha curiosidade em acompanhar quem lê o blog LuGastal, e aí entrou o quesito surpresa: numa ferramenta disponibilizada pelo próprio blogger, há como acompanhar a estatística dos acessos, por semana, mês, e geral; de forma simples e rápida, sem rodeios!


                Bacanérrimo!!!!!!  Adorei saber que meu trabalho e meus posts inspiram crafteiras em tantos lugares diferentes e ultrapassam fronteiras (Eua, Alemanha, Japão, Chile, Portugal, Alemanha, Itália, Argentina, Reino Unido, Canadá).

                Mas por falar em Ciane, pedi que enviasse um breve relato sobre essa história toda, pois esse post não poderia ser escrito apenas por mim. Dessa forma, foi escrito a quatro mãos, com alguns (muitos) quilômetros de distância.

"Tudo comecou no Flickr… Quando comecei a entrar no mundo da arte com tecido, passava horas da noite na Net procurando trabalhos brasileiros. Queria comparar os estilos da Escandiávia, europeu e brasileiro. Assim também me tornaria mais pertinho das minhas raízes, dentro do momento que estava a se iniciar na minha vida: o mundo da costura.
Primeiro veio o Elo 7, onde nao me conformei apenas em olhar ou comprar trabalhos divinos, mas queria um contato, participar desse mundo das artesas quase “live”. Aí achei o Flickr. Nao parei de acompanhar dezenas de mulheres lindas, competentes, criativas e carinhosas. É incrível quando exponho novas fotos, a participacao das “amigas online”. É tao gratificante, que às vezes me pego feliz da vida pois alguma fez um comentário, mesmo que curto, nas minhas fotos. Daí veio a Lu Gastal.
Primeiro achei-a em outra lista de contato e pedi pra ser amiga no Flickr também. Encontrei o Blog que acompanho sempre. Percebi que havia uma sintonia no que ela fazia e essa idéia de reunir em um só lugar trabalhos de outras artesas, reforcou, ainda mais, a vontade que tinha de abrir um atelier.

Pensava muito em oferecer algo para as pessoas, mas como conseguiria tempo suficiente pra suprir minha producao para o meu atelier. Novamente a Lu Gastal me inspirou!

Me deparei com artesas brasileiras que moram na Alemanha e comecei a organizar feiras e convidá-las. Daí perguntei se elas gostariam de me apoiar, e assim divulgar os trabalhos delas no meu projeto que estava se iniciando.

Nao sou aquela que manda muitos recados nos Blogs e tento conservar meus contatos no Flickr sempre que posso. Sempre que lia o Blog da Lu, pensava, que aquele era o momento de escrever algo pra ela, mas nao escrevia. Até um dia resolvi mandar um e-mail.

Confessando minha admiracao pelo seu trabalho. Ela me respondeu com uma frase: “Tenha certeza que o flickr, os blogs e sobretudo, a internet, aproximam diversos lugares do mundo, e com eles podemos trocar experiências muito legais”. Novamente ela confirmou a minha intensao de viajar nesse mundo internauta. Depois descobrimos novos pontos em comum: Ela é descendente de alemao, tem 2 filhas, algumas fotinhas (lembra do fogao Lu?).

Tenho que confessar, com essa distância de algumas centenas de km do Brasil, fica menos saudosa quando abro meu computador e permito que pessoas especiais entrem na minha vida.

A Lu Gastal faz parte da minha lista dessas pessoas!" 


Vielen Dank für Ihre Freundlichkeit, Ciane!

(sou descendente de alemães; meus pais falam com fluência e eu estudei um pouquinho a língua no colégio, mas não falo - entendo alguma coisa. Ciane, inclusive, lembrou que meu sobrenome significa luta - Kaempf. Cultura sem fronteiras... risos!) 


 

domingo, 2 de janeiro de 2011

PEACE & LOVE!

Quando o final de 2010 se aproximava, o trânsito em Porto Alegre foi piorando a cada dia e estava implícito que a loucura pré festas já pairava pelo ar. A partir dali, me condicionei a não viver um fim de ano infernal, daqueles que tentamos resolver em 3 semanas tudo o que ficou pendente o ano todo; tentei deixar o carro na garagem sempre que possível, e não fiz aquela interminável listinha de pendências para serem resolvidas antes da virada - tirando as tradicionais apresentações e homenagens da escola, ballet, música, inglês, etc... nas quais tive 100% de presença, e enquanto minhas filhas curtirem qualquer programa desse estilo, eu lá estarei aplaudindo e torcendo, afinal, sou mãe coruja!

Tive o privilégio de um super apoio "familiar", e enquanto trabalhava e produzia as últimas peças prá loja, Didi e o marido tomaram conta de todos os preparativos que garantissem um delicioso feriado natalino. Mas, como há muito tempo não acontecia, não me preocupei em esperar Papai Noel com unhas perfeitas e mechas retocadas... longe disso, esse ano foi o mais rústico de todos em termos de cuidados pessoais! Não houve também preocupação com aeroporto, atraso de vôo, e meu lar estava há poucas quadras de distância. Simplesmente resolvi não me cobrar!!!!

Já na praia, curtindo os dias de pausa aos quais me propus, no maior estilo farofa/guarda-sol/cadeira/chimarrão que eu adoro, me presenteei com outro mimo - despertador desligado. O resultado não foi dos mais positivos: as meninas perderam o horário das aulas de surf (que há mais de 6 anos fazem parte da rotina no veraneio); pegamos praia mais tarde, e o filtro solar foi insuficiente para tamanha emoção. Mas nada que um hipoglós e um AS infantil não tenha resolvido. Ainda não fiz minhas corridas na praia de manhã cedo, e sigo meus dias-sem-horário, sem culpa e bem feliz!

Não sou a pessoa mais animada com virada de ano. Gosto de chegar na praia, pulo as ondinhas, vejo os fogos, brindo à saúde, ao ano que passou... tudo isso como uma pessoa normal, sem grandes emoções ou expectativas. Assim, enquanto toda turma se preparava para a ceia do reveillón, meu estômago avisou que algo não estava bem, confirmando que o traje da noite seria branco - um pijaminha velho e bom de usar! Se eu não fosse uma mulher precavida e na idade que estou, poderia desconfiar de uma possível gravidez, mas essa hipótese estava totalmente afastada. Assim, nada além do que ficar na cama, esperando o mau estar passar. A meia-noite chegou, e eu, sem forças prá dar boas vindas ao ano, fiquei quietinha, sem me mexer... e sem me culpar! Confesso, foi bem bom! A grande família curtiu, se divertiu, riu e a festa rolou até de manhã, quando me animei a levantar prá dar uma espiada e ver quem ainda encontraria acordado àquela hora, em que a chuva caí com muita energia. Assim, fraca e preguiçosa, da mesma forma com que levantei, tornei a deitar... e meu primeiro dia do ano foi de muito sono e recuperação, com direito à chá feito pela sogra, sopa do marido e mimos das crianças. Um dia  perfeito, eu diria!

Hoje foi um domingo chuvoso, ideal para devorar as novidades do jornal (prá não precisar dividir, transfiro minha assinatura prá praia). Entre tantas informações, flashes e detalhes da festa em Brasília,  a coluna da queridíssima Martha Medeiros (que sequer conheço, mas por momentos me sinto extremamente próxima!!!!)  falava justamente sobre o que tenho sentido: DEIXE-SE EM PAZ!

"Não se cobre por não ter realizado tudo o que pretendia, não se culpe por ter falhado em alguns momentos, não se torture por ter sido contraditório, não se puna por não ter sido perfeito. Vc fez o melhor que podia. ... Vá no seu ritmo, siga sendo quem é, não espere entrar numa cabine e sair de lá vestido de super-homem ou de super-mulher. Deixe de fantasias. Deixe-se em paz".

E assim estou, como 2011, novinha em folha, virose curada, e sem culpas. Retorno devagarinho ao trabalho e em alguns projetos do ano que chegou.
P.s: A loja será reaberta na próxima segunda-feira, dia 10, também com as energias renovadíssimas!


(Ilustro o post de hoje com esse panô muito bacana, exposto na última edição do Festival de Quilt e Patchwork de Gramado. Não é minha autoria, e infelizmente não identifiquei quem o costurou e quiltou, para deixar aqui os devidos créditos. De qualquer forma,  esse foi, sem dúvida, meu preferido em todos os quesitos!)