sábado, 8 de janeiro de 2011

alma feminina, verão & minha vó Léps

                  Têm dias que recebo mail de alguma leitora/seguidora, questionando por onde ando e se estou doente... Risos! isso mesmo! Não gosto necessariamente de contar exatamente onde vou, até porque minha vida é absolutamente normal à de tantas outras pessoas, mas, como os post aqui no blog são freqüentes, quando eles não chegam algumas pessoas estranham. Isso é bom, me faz sentir querida (em absoluta consciência de que, às vezes, sou uma baita chata), e isso me conforta que nunca estou só.

                      Por falar em ficar só, quinta-feira fiz uma viagem no estilo "eu e meu cão". O veraneio acabou de forma rápida, pois minha avó  paterna, que estava doente, havia piorado. Arrumei a pequena mala, peguei o Pitoco (nosso cão salsicha e barrigudo) e rumei aos pampas ( como é época de férias, as crianças ficaram na praia). Fim de férias. A viagem começou as 22 hs e algumas horas depois, eu já estava na minha cama ( com a ajuda da BR101, que está praticamente duplicada e muito bem sinalizada). Pode parecer loucura, mas foram as melhores horas dos últimos tempos; há muito, mas muito tempo não viajava sozinha ouvindo música, e parece que as programações das rádios na madrugada são perfeitas para uma sessão nostalgia. Nas lembranças, é claro que estavam presentes os momentos com a vó Léps (o apelido é diferente de todos os que já conheci); passeio no zôo de sapucaia, piqueniques na Gruta dos Índios (em Santa Cruz), os veraneios em floripa na adolescência, inclusive as reclamações que ela fazia quando eu me passava na chatice (talvez a paciência com crianças não fosse o quesito mais forte de sua personalidade). Aí surgiu uma recordação bem bacana; quando eu tinha uns 9 ou 10 anos, estava na casa dela passando uns dias e brincava de fazer roupas de Susi, quando a vó chegou na salinha com uma caixa de camisa cheia de sianinhas, fitas, rendinhas e afins, avisando que, se eu quisesse usar algum, as roupas de boneca ficariam mais bonitinhas. O resultado nem preciso contar; detonei, não sei como, aquele montão de aviamentos, e as roupas das Susi ganharam uma overdose de acabamentos, o que me fez achar que eu era A COSTUREIRA! Não lembro como costurava, se usava agulha, se amarrava, realmente não sei, acho até que eu dava alguns pontos grandes que quebravam o galho; o que recordo é que minhas duas Susis tinham variadade de modelitos, e que a vó quase desmaiou quando viu que eu havia gasto sem parcimônia as preciosidades da caixa!!!!E esse foi um revival de minha primeira experiência craft!

                Horas depois, vó Léps foi encontrar meu avô, que já seguiu sua viagem há quase 30 anos, e lá me fui de novo prá estrada. Assim, a  tórrida sexta-feira foi de encontros (da família e dos parentes que pouco vemos), e de despedida da vó. O escaldante fim de tarde em Santa Cruz preparou um entardecer belíssimo, que, entre o silêncio e tantas flores bonitas,  tornou aquele momento difícil típico de uma homenagem.

                Mas por falar em verão, calor e praia... essa semana teve participação LuGastal no blog "Nos Passos da Maturidade". Passa lá e deixa um recadinho prá Miréia!


                 E essa gravura, impressa num tecido, eu deixo aqui em homenagem à vó Léps, que tinha olhos azuis, cabelos ruivos e me ensinou a esticar o corpo prá boiar no mar (um dos programas prediletos dela nos veraneios), além de ceder suas preciosas fitinhas e rendinhas para minha primeira produção artesanal!!!!


14 comentários:

Lia disse...

Lu, querida, sinto por sua avó...
E obrigada por compartilhar conosco suas memórias tão lindas. :-)

Beijo grande, fiquem bem!!

Laély disse...

Que recordação gostosa ela deixou, dentre tantas, não é?
Abraço!

Laurina disse...

a vida é feita disso, né? bom é guaradr os momentos felizes no
coração...

Helck Souza disse...

Se dependesse da minha vontade, meus avós viveriam eternamente. Pra mim eles sempre foram sinônimo de porto seguro. Agora, muito bem guardados na memória.
Sinto por sua avó, mas é dessa forma que a vida encerra seu ciclo e recomeça... mas as recordações, essas sim, serão eternas.
Meus sentimentos,
Helck
arteandprosa.blogspot.com

bela silveira disse...

Lu querida, essas coisas fazem parte da nossa vida, para as quais, infelizmente, não somos preparados. O vovô deve estar mto feliz com sua chegada!!!
Nesse momento o que nos acalenta são as boas recordações...
Um ótimo final de domingo garota e um abençoado retorno às atividades!!!
Bjo!

Carina disse...

Enquanto lia o post, me vi com um esboço de sorriso de 'eu tb já vivi isso' misturado a um nó na garganta...
Bjo no coração!

silvia ferreira disse...

Sinta-se beijada e muito abraçada por mim!
Falar da sua avó me lembrou da minha, que era queridíssima e que é minha musa, pois foi quem me ensinou a amar o artesanato!

Marina Pimentel disse...

Que gostoso essas recordações de vó, primeiras costuras....quando fui lendo também relembrei de coisas parecidas de minha infância na casa da vovó Nisia!
Hoje é niver da minha mãe, postei em meu blog uma boneca que fiz de presente a ela! Dê uma espiada!
Beijo e que tudo siga bem!

Marcia disse...

Que linda recordação...

Eu te admiro tanto...nem sonhava que tu tinha um pé aqui em Santa Cruz,minha cidade...

Anônimo disse...

Amiga,a vida é feita de lembranças e momentos inesquecíveis,de abraços e também de despedidas, mas tenho certeza que sabes viver todos os momentos com força e alegria!Bjss
Dani Terra

Beatriz disse...

Lu, vou te visitar esta semana e te dar um abraço!
Beijos!

Beatriz disse...

Oi Lu!
Te visitarei esta semana para te dar um abraço!
Beatriz

Keila Rocha disse...

Amiga, sinto muito...achei lindo seu jeito carinhoso e cheio de saudades para falar de sua avó...
Bjo no coração minha querida!!!

Lu Gastal disse...

muito muito obrigada por tanto carinho!