Li na coluna do Moacyr Scliar - ZH do último domingo, um texto que me pediu a atenção. Com o título REINVENTAR-SE, o autor gaúcho afirma que "num mundo em que a invenção é um processo contínuo, mexer um pouco com nós mesmos pode ser um grande começo de ano, um grande recomeço de vida".
Questionando o que é reinventar-se, a reflexão toma rumos à diferenciação do que é inventar e o que é descobrir.
"Descobrir é achar uma coisa que já estava ali, aparentemente coberta ou oculta. Colombo descobriu a América, mas a América já existia, ainda que não com esse nome. Inventar é outra coisa. É criar algo que não existia. Exige conhecimento, exige criatividade, exige imaginação; ...Já reinventar é um termo que tem conotação irônica, debochada; quando dizemos que Fulano reinventou a roda estamos fazendo uma gozação. Reinventar-se significa deixar para trás o nosso passado, significa transformar nossa vida (nem que seja em pequenos detalhes) e isso pode ser um antídoto decisivo contra o marasmo, contra o desânimo, contra a apatia. De repente, somos outra pessoa.Eis um bom lema para o ano que se aproxima. Reiventar-se como profissional, como cônjuge, como pai ou mãe ou filho ou filha, reinventar-se como aigo, como cidadão ou cidadã, reinventar-se como outra pessoa. "
Após ler e refletir, me remeti às palavras que escrevi, ainda em outubro, para a publicidade de dezembro da marca LuGastal, que foi veiculada na revista Make e Jornal do Artesanato. Talvez a reinvenção englobe ousadia, tentativa, criação, cores, técnicas, divulgação, imaginação. Talvez não. Mas o que importa é a tentativa; é nos permitirmos mudar aquilo que não nos faz feliz!
Feliz ano novo!








































