domingo, 22 de agosto de 2010

love blythes

Quem acompanha meu blog e flickr sabe que sou uma marmanja que brinco de bonecas! Confesso que ultimamente pouco tempo tenho dispensado às minhas Blythes, mas em relação à isso não sinto a menor culpa! Sempre que posso, carrego minhas "cabeçudas" prá uma fotinho especial, inclusive em minhas andanças, o que às vezes gera curiosidade de quem passa e nada entende...
Cada uma tem seu estilo...Laila foi minha primeira, que me presentei quando fiz 36 anos.., depois outras chegaram de mansinho: Lucineyde, uma verdadeira gourmet; a super elegante (quase miss) Cla, a delicada Channel, EmilySarah, Anita, Danny, Olívia (que foi morar com minha amiga Morgania). Algumas sofreram, com o passar do tempo, alterações no look, como Laila, que teve seus cabelos radicalmente cortados!
No começo, minha família nada entendia, achando ser uma pseudo loucura (e tinham razão), mas aos poucos foram se acostumando! Como diz a música: cada um no seu quadrado! Algum tempo depois, ajudavam nos cliques e cenários, e domingos de manhã eram momentos de brincarmos juntas.
Quando viajo, me divirto carregando uma na bolsa, e sempre que posso, levo uma das "meninas" para algum evento bacana.
Posso afirmar que colecionar Blythes me aproximou de pessoas muito queridas (outras nem tanto, inclusive uma maluca que anda twitando por aí, na maior cara dura, e que surrupiou duas bonecas da minha coleção, ao pedí-las emprestadas para uma exposição que organizava  no Capital Fashion Week, em Brasília). Mas penso sempre nas pessoas legais, que  não são poucas! Minha querida amiga Cássia, de SP, customiza as blythes como poucos... sem falar a Ana, a carioca mais bonequeira do pedaço; Larissa, a criadora das peças mais originais para as dolls que conheço; Dani, responsável por cliques muito criativos; Trícia, Mara... e por aí segue a lista!
Já fui chamada de louca, e acho que quem falou tinha razão... pois já cometi pequenas insanidades em busca de uma foto bacana!
Em alguns momentos me aventurei a fazer roupinhas prás Blythes, e era uma curtição ver outras bonecas vestindo minhas criações, por mais modestas que fossem minhas invenções ...mas hoje em dia não consigo mais tempo prá peças tão minunciosas (minha primeira lembrança craft da vida foi de fazer modelitos para  Susi, ou pelo menos pensar que fazia as roupinhas das minhas bonecas).
As bonequeiras compõem uma comunidade por todo o mundo, e aqui no Brasil vários concursos e brincadeiras acontecem a toda hora! Notícias na imprensa são comuns, essa aqui saiu na Folha de SP. Todas amam suas dolls, e a diversão vai além de trocar as roupinhas, é preciso também produzir fotos bem legais. Coisa, realmente, prá ser feita com tempo e afeto!
Há um site super fofo prá quem curte o assunto, o blythe.com. Nele, dicas, brincadeiras e outros assuntos prá bonequeiras de plantão.

E por falar em bonequeiras, nesse sábado a loja recebeu uma divertida surpresa!  Com alegria e muitas risadas, em poucos minutos havia uma profusão de cores e estilos de dolls, enquanto a mulherada se esbaldou nos cliques!



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

hoje é dia de ALINHAVOS & GESTÃO!

Semana passada, num daqueles vôos que vc garimpa no decolar.com, com preço excelente e escalas em excesso, depois de dormir, acordar, tentar (em vão) cruzar minhas pernas (pernalongas não conseguem tal façanha sentadas atrás de uma poltrona reclinada), ascendi a luz e tentei ler. Inquieta para chegar em casa, vi A aeromoça lá no início do corredor, vindo com o carrinho, e por instantes senti a boca salivar, desejando algo salgado.  O dia tinha sido corrido e não almocei, apenas me alimentei com doces gostosos (não contem prá minha mãe!!!!!!!!!!). Mas o sonho em comer um salgado se desfez em poucos segundos, quando ganhei um biscoito muito seco com goiaba e um copo de guaraná (nem suco artificial de laranja tinha...). Palidamente aceitei, mentalizando que aquele lanche seria bom, prá tentar enganar meu cérebro. Mas essa nova "vida empreendedora" é assim mesmo; as posses são escassas e nesses momentos uma promoção aérea parece um verdadeiro achado.
Como sou observadora de carteirinha, enquanto comia a goiabinha-industrializada-sem-gosto-de-nada que a companhia aérea me presenteou, observava o vai e vém de algumas crianças no corredor; os pais cochichando uns sons de "shhhhhhhhhh" e alguns bebês choramingando (final de julho = férias escolares = o melhor lugar do mundo é a casa da gente!).
De repente, uma cena inusitada me atraiu o olhar: um passageiro ofereceu ao outro uma latinha de pringles. Sem conseguir disfarçar a vontade, pude sentir o sabor do sal, enquanto ouvia o vizinho mastigar a batatinha crocante. Mas como ele não me conhecia, não era meu amigo nem meu parente, obviamente não me ofereceu nenhuma.
Vocês podem me questionar, o que uma lata de batata fritas tem a ver com crafts, gestão ou afins? TUDO! Esse é um verdadeiro exemplo de que quem inova chama a atenção (mesmo que da vizinha despreparada e faminta).
As pessoas pedem novidades, ideias diferentes e criatividade! Não é preciso nenhum "achado" em especial, mas é importante a busca de novos horizontes, com simplicidade e criatividade. E essa é uma proposta da loja, o cuidado em ter sempre produtos diferentes, com tecidos bacanas; firmando parcerias com outras crafters, buscando novidades pelo mundo afora. A inovação faz parte do meu negócio, desde que idealizei a loja minha  maior preocupação é oferecer coisas que fujam do comum, seja num produto, presente ou tecido (por falar em tecidos, chegaram novidades lindas essa semana!).

Gostei da ideia do vizinho, e juro que copiarei na minha próxima viagem de webjet. Carregarei na bolsa, além da tradicional garrafinha de H2O, um salgadinho ou algo bom para esse momento de desespero.
O vizinho inovou, foi criativo e solucionou seu desejo da forma mais simples possível! Eu, atenta, admirei (até invejei)...
APOSTE NA CRIATIVIDADE, E REIVENTE!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A escolha do ponto!

Na Wikipédia, ponto comercial é o "local onde está estabelecido o comerciante, ou onde realiza habitualmente sua prática comercial". E é sobre isso que escrevo hoje, dando início à coluna ALINHAVOS & GESTÃO, conforme falei na última semana.
Em meados de março, minha idéia era alugar um imóvel onde eu pudesse montar meu ateliê. A solução chegaria, inicialmente, para "desafogar" nosso novo lar, já que o ateliê ocupava uma sala inteira. Naquele domingo, peguei os classificados da Zero Hora, marquei vários anúncios, e pedi prá minha irmã Lisi (que trabalha na loja) me indicar quais daqueles eram lugares de fácil acesso, localização, etc. Logo ela cortou a maioria deles, pela distância, e já na próxima segunda-feira comecei a busca pelo imóvel.
Um dos primeiros imóveis que encontrei foi uma sala comercial numa galeria da Av. Goethe, defronte o Parcão. A sala que fui olhar era bem legal, mas com pouca possibilidade de luz natural (o que, na minha opinião, era um quesito imprescindível);  ao lado havia outra, recém desocupada,  onde por vários anos existiu uma alfaiataria: o ambiente tinha luz natural, tinha uma sobreloja (ideal para guardar caixinhas e caixotes), um belo armário de madeira escura (que combinaria com o balcão da alfaiataria do meu avô),  split instalado, "pronta para minha entrada"! Gostei bastante; preço bom, não demandaria grande reforma. Dei uma caminhada pelas lojas vizinhas, prá sondar informações sobre a galeria, e todos foram unânimes em dizer que o espaço era seguro, porém a reclamação geral era de que no local há carência de estacionamento. Imóvel riscado da minha lista! Não há como abrir um negócio onde as pessoas não têm onde estacionar os carros!
Segui a busca naquela semana; andava de carro sempre atenta a todas as placas a anúncios! Vi outros dois imóveis bacanas, pertinho da rua 24 de outubro, mas aluguéis no bairro Moinhos estavam acima do que eu pretendia pagar. Olhei mais alguns imóveis ali próximos, mas nenhum tocou meu coração, quando então achei uma sala 100% comercial, com jeito de ser o local perfeito: toda branquinha, bem iluminada, localizada num centro comercial bem localizado, porém não tinha mezanino, o que demandaria um gasto extra na reforma. O que mais gostei é que era super próximo à escola das meninas... o que facilitaria meu dia-a-dia. Fui até lá de carro, noutro dia caminhando, e procurei o escritório responsável pela locação. Fiz proposta, recebi outra, fiz contra proposta, e parecia que tudo estava escolhido!
Dias depois chegou meu aniversário; saí logo cedo prá correr e, num breve momento, pensei como seria bom se eu achasse um lugar ideal. Algo do tipo "me presente de niver". Corri para um lado do bairro, voltei e troquei de rumo. Àquelas alturas minhas pernas já estavam cansadas, mas segui caminhando. E foi naquela manhã que encontrei a casa n. 434, que tinha sido indicada por uma leitora do blog. Só a conheci por fora; amarela, com pixações, no maior estilo de pouco cuidado. Novamente conversei pela vizinhança, e gostei do que encontrei: bom ponto, fluxo de carros, próxima à Tok&Stok (uma excelente referência). Depois de ligar na imobiliária, fui almoçar com a Lisi (ela de novo). Comemos e bebemos muito bem (afinal, só um dia por ano fazemos aniversário) e depois de assoprar uma velinha em cima da sobremesa, fomos buscar as chaves da casa. 


A primeira impressão é de que estava abandonada: as chaves não giravam com facilidade, e a escuridão era total! Subi as escadas meio "no tato do corrimão", até que consegui abrir as janelas prá olhar melhor. 


A chegada ao banheiro foi meio "assustadora", quando nos deparamos com a banheira toda forrada com carpete, e as famílias de baratas que ali habitavam, mas sobre isso também já contei por aqui!
Olhamos tudo em detalhes, devolvemos as chaves na imobiliária, e os próximos dias foram de decisão: a razão pedia a loja branquinha, iluminada e zero quilômetro, a emoção pedia a casa velha, descuidada mas num estilo único!
Venceu a emoção... e como o apoio total da família, parti em busca dos trâmites de locação, tarefa nada fácil prá quem não possui renda comprovada. Precisei ajuda do marido, que assinou a locação, e do meu pai, afinal, quem além de pai se propõe a assinar um contrato como fiador?????
Negociações feitas; o contrato redigido andou de um lado a outro, quando, juntamente com tantos e tantos outros papéis e comprovantes, finalmente foi assinado em meados de abril.
A casa pedia carinho, reforma, cuidados... e o próximo passo a ser cuidado foi esse! E o imóvel receberia, com tranquilidade, além do meu ateliê, outro espaço onde decidi montar uma loja!
Quando recebi em mão as chaves do imóvel, estipulei o dia 8 de junho como inauguração do espaço, que depois foi alterado para o dia 9. A meta havia sido traçada, sem isso eu não conseguiria cumprir meus próprios prazos.
Imóvel locado, era momento de visualizar o que seria "o meu negócio".  Mas sobre isso escreverei na próxima semana!