domingo, 29 de agosto de 2010

craft news!

Os últimos dias foram intensos de sorrisos e colorido na loja! Apesar da chuva que não deu trégua (de novo...), a semana começou e encerrou com visitas especiais e bom astral!

A pequena Luisa (filha do meu primo Gus) andou por lá e me fez lembrar o quanto é gostoso pegar um bebê fofo no colo!


A vitrine está de cara nova, numa "craft composição", com novas craft boxes, bonecas e a novidade da semana: fat quarters de tecidos importados (além dos tecidos nacionais, que, por sinal, andam com excelente qualidade em cores e estampas)! Atenção blogueiras, seguidoras e crafteiras: ainda temos fats com tecidos de cupcakes!!!!! 

          

Por falar em craft, tecidos e vitrine nova... terça-feira, dia 31, no final da tarde, o sorteio de um KIT CRAFT para as clientes que passarem pela loja até a data!

Recebemos a visita da Monice, do blog Alma Terra, que relatou de forma muito carinhosa o que viu por lá. Transcrevo aqui algumas de suas palavras, pois achei que ela descreveu com simplicidade e perspicácia um pouquinho do nosso ambiente: "Adorei o espaço físico, tanto quanto adoro o espaço virtual, nestas horas vejo com meu olhar de Designer de Interiores e fiquei impressionada com o trabalho dela. A Lu Gastal transformou um limitado espaço físico em uma deliciosa lojinha pra quem curte peças e materiais especiais. A minha felicidade foi maior porque finalmente encontrei uma loja na capital da Província de São Pedro que vende fita pompom!".
Também recebemos  Karla Knorr e Sirlei, da loja vizinha que leva o seu nome, dando boas vindas, num gesto de extrema delicadeza e simpatia!

E aproveito prá contar que nesses últimos dias me senti muito, mas muito querida! Recebi a visita de amigas muito especiais que vieram de Brasília para matar a saudade! Debaixo de muita chuva, umidade e um pouquinho de frio, foram dois dias intensos de aventuras pelas ruas de Porto Alegre!
Minha amiga Ervanda chegou e trouxe flores do cerrado para serem revestidas com mini retalhos. Não tiramos foto, mas ela fez uns fuxicos lindos lá no ateliê. Depois foi a vez de Claudia (Casa Quilt), também com flores do cerrado na lista de encomendas; Etiane e Carol, filha da Eti. E, no último vôo, foi a vez de Hyasmine e Trícia desembarcarem na capital gaúcha.  Foram momentos de muita risada, gastronomia e "patch garimpos"! Já se foram, e deixaram saudade!


 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

hoje é dia de alinhavos...

Uma as maiores dificuldades em relação à "vida empreendedora", na minha humilde opinião, é estipular o preço de venda dos produtos.
Por diversas vezes, ainda em Brasília, participei de cursos sobre preços, gestão financeira, fluxo de caixa... em busca de um maior conhecimento e equilíbrio nessa árdua tarefa. Ainda era apenas uma artesã em busca de maioresetalhes financeiros, pois durante vários anos participei de feiras e eventos, onde vendia meus produtos. Na maioria deles, o custo do espaço era alto, então não podia brincar, trocando seis por 1/2 dúzia.
Finalmente no ano passado, num curso de gerenciamento financeiro do Sebrae, consegui visualizar com mais facilidade de que forma atribuir um preço justa aos produtos artesanais. Tarefa não muito fácil, já que precisamos agregar ao valor o custo total do produto (matéria prima detalhadíssima) ao tempo de produção.  Eis a dúvida: como chegar no valor do "meu tempo de produção"?
Primeiramente determinei um preço X mensal, referente a quanto eu pensava que seria um "salário" mensal. Assim, dividi o valor à quantidade de horas semanais trabalhadas, de forma a chegar um preço pela minha hora de trabalho (aqui, não adianta achar que nossa hora de trabalho vale muiiiito, senão os preços ficam altíssimos e impraticáveis)!
Ao abrir a loja, já com uma certa experiência em relação aos preços das minhas peças artesanais, me deparei com outra dificuldade; havia outros produtos, esses industrializados, como tecidos, linhas, botões e outros aviamentos, úteis para as clientes e crafteiras na produção de suas artes.
Ao receber a primeira encomenda com uma extensa nota fiscal, repleta de preços distintos, foi o momento de parar, respirar fundo, para então, numa hora de tranquilidade e silêncio, pensar o que fazer em relação àquela diversidade de valores. E fui o que eu fiz!


Como sou uma mulher de poucos dotes tecnológicos, achei mais fácil fazer minhas planilhas de forma arcaica, no velho caderno, com ajuda de lápis e calculadora (eu sei, vocês devem dizer... e o excel????? e eu concordo, ele é bárbaro, mas eu e ele não somos amigos íntimos!). Busco melhorar essa relação dia-a-dia, e aos poucos vou me familiarizando com as planilhas eletrônicas!
Mas voltando aos cálculos... comecei somando o valor total do frete da nota em questão, e dividi pela quantidade de peças compradas. Ao valor unitário das peças, acrescentei o valor do frete. E, por último, de acordo com meus custos fixos (aluguel, água, luz, telefone, contador, alarme, salários, comissões, impostos) estipulei uma porcentagem de lucro que fosse razoável. Aqui é o momento de ter bom senso, pois de nada adianta colocar um preço ao produto, se ele não for competitivo no mercado, e justo com as clientes. Certamente ficará encalhado na prateleira.
Para isso, faço o seguinte exercício: será que eu pagaria o preço X pelo produto Y? Muitas vezes, preciso reduzir a margem de lucro, mas isso também garante vendas em quantidade maior, apesar do lucro menor.
Para comparar preços, costumo participar de feiras e eventos especializados, onde podemos caminhar e verificar, sem ofensas, os preços praticados no mercado. Para quem curte crafts, patchwork e scrapbook, há uma variedade deles espalhados pelo Brasil.

domingo, 22 de agosto de 2010

love blythes

Quem acompanha meu blog e flickr sabe que sou uma marmanja que brinco de bonecas! Confesso que ultimamente pouco tempo tenho dispensado às minhas Blythes, mas em relação à isso não sinto a menor culpa! Sempre que posso, carrego minhas "cabeçudas" prá uma fotinho especial, inclusive em minhas andanças, o que às vezes gera curiosidade de quem passa e nada entende...
Cada uma tem seu estilo...Laila foi minha primeira, que me presentei quando fiz 36 anos.., depois outras chegaram de mansinho: Lucineyde, uma verdadeira gourmet; a super elegante (quase miss) Cla, a delicada Channel, EmilySarah, Anita, Danny, Olívia (que foi morar com minha amiga Morgania). Algumas sofreram, com o passar do tempo, alterações no look, como Laila, que teve seus cabelos radicalmente cortados!
No começo, minha família nada entendia, achando ser uma pseudo loucura (e tinham razão), mas aos poucos foram se acostumando! Como diz a música: cada um no seu quadrado! Algum tempo depois, ajudavam nos cliques e cenários, e domingos de manhã eram momentos de brincarmos juntas.
Quando viajo, me divirto carregando uma na bolsa, e sempre que posso, levo uma das "meninas" para algum evento bacana.
Posso afirmar que colecionar Blythes me aproximou de pessoas muito queridas (outras nem tanto, inclusive uma maluca que anda twitando por aí, na maior cara dura, e que surrupiou duas bonecas da minha coleção, ao pedí-las emprestadas para uma exposição que organizava  no Capital Fashion Week, em Brasília). Mas penso sempre nas pessoas legais, que  não são poucas! Minha querida amiga Cássia, de SP, customiza as blythes como poucos... sem falar a Ana, a carioca mais bonequeira do pedaço; Larissa, a criadora das peças mais originais para as dolls que conheço; Dani, responsável por cliques muito criativos; Trícia, Mara... e por aí segue a lista!
Já fui chamada de louca, e acho que quem falou tinha razão... pois já cometi pequenas insanidades em busca de uma foto bacana!
Em alguns momentos me aventurei a fazer roupinhas prás Blythes, e era uma curtição ver outras bonecas vestindo minhas criações, por mais modestas que fossem minhas invenções ...mas hoje em dia não consigo mais tempo prá peças tão minunciosas (minha primeira lembrança craft da vida foi de fazer modelitos para  Susi, ou pelo menos pensar que fazia as roupinhas das minhas bonecas).
As bonequeiras compõem uma comunidade por todo o mundo, e aqui no Brasil vários concursos e brincadeiras acontecem a toda hora! Notícias na imprensa são comuns, essa aqui saiu na Folha de SP. Todas amam suas dolls, e a diversão vai além de trocar as roupinhas, é preciso também produzir fotos bem legais. Coisa, realmente, prá ser feita com tempo e afeto!
Há um site super fofo prá quem curte o assunto, o blythe.com. Nele, dicas, brincadeiras e outros assuntos prá bonequeiras de plantão.

E por falar em bonequeiras, nesse sábado a loja recebeu uma divertida surpresa!  Com alegria e muitas risadas, em poucos minutos havia uma profusão de cores e estilos de dolls, enquanto a mulherada se esbaldou nos cliques! Obrigada Mara e meninas, adorei a visita! Vocês e as Blythes, com certeza, encheram a loja de altíssimo astral!







p.s: é claro que tenho minhas bonecas de verdade, de quem sempre adorei cuidar e arrumar, mas ultimamente elas não têm aceito minhas sugestões e palpites...

sábado, 21 de agosto de 2010

e por falar em ZH...

Escrevi a coluna alinhavos na quinta à noite, e nela citei que ler a Zero Hora faz parte da minha rotina. Nos anos em que  morei em Brasília, adorava garimpar uma Zero no aeroporto, o único lugar onde encontrava a "fonte de notícias gaúchas", e sempre que vinha pro sul, minha tia avó me entregava todos os encartes do Casa&Cia, com publicações de crafts, design e decoração. Até porque, na minha opinião, ler jornal é manuseá-lo; só recorro à internet se não tiver acesso ao impresso!

Pois sexta, quando sentei prá tomar um mate e  ler minha "Zero", me "encontrei" por lá!


Semana passada o marido marcou um almoço no Press Café, um lugar super gostoso do bairro Moinhos. Naquele dia, estava por lá a equipe do caderno ZH Moinhos, um encarte semanal que informa as coisas bacanas e descoladas que acontecem nos bairros. Aproveitei prá levar um material da loja, afinal, faço parte da "comunidade Moinhos de Vento/Auxiliadora".
Momento de prestigiar, bater um papo e trocar idéias. Conheci a Miréia Borges, blogueira super alto astral, responsável pelo blog "nos passos da maturidade", além das jornalistas que fazem parte da produção do encarte.
O papo foi gostoso, e o almoço, como sempre, uma delícia!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

hoje é dia de ALINHAVOS & GESTÃO!

Semana passada, num daqueles vôos que vc garimpa no decolar.com, com preço excelente e escalas em excesso, depois de dormir, acordar, tentar (em vão) cruzar minhas pernas (pernalongas não conseguem tal façanha sentadas atrás de uma poltrona reclinada), ascendi a luz e tentei ler. Inquieta para chegar em casa, vi A aeromoça lá no início do corredor, vindo com o carrinho, e por instantes senti a boca salivar, desejando algo salgado.  O dia tinha sido corrido e não almocei, apenas me alimentei com doces gostosos (não contem prá minha mãe!!!!!!!!!!). Mas o sonho em comer um salgado se desfez em poucos segundos, quando ganhei um biscoito muito seco com goiaba e um copo de guaraná (nem suco artificial de laranja tinha...). Palidamente aceitei, mentalizando que aquele lanche seria bom, prá tentar enganar meu cérebro. Mas essa nova "vida empreendedora" é assim mesmo; as posses são escassas e nesses momentos uma promoção aérea parece um verdadeiro achado.
Como sou observadora de carteirinha, enquanto comia a goiabinha-industrializada-sem-gosto-de-nada que a companhia aérea me presenteou, observava o vai e vém de algumas crianças no corredor; os pais cochichando uns sons de "shhhhhhhhhh" e alguns bebês choramingando (final de julho = férias escolares = o melhor lugar do mundo é a casa da gente!).
De repente, uma cena inusitada me atraiu o olhar: um passageiro ofereceu ao outro uma latinha de pringles. Sem conseguir disfarçar a vontade, pude sentir o sabor do sal, enquanto ouvia o vizinho mastigar a batatinha crocante. Mas como ele não me conhecia, não era meu amigo nem meu parente, obviamente não me ofereceu nenhuma.
Vocês podem me questionar, o que uma lata de batata fritas tem a ver com crafts, gestão ou afins? TUDO! Esse é um verdadeiro exemplo de que quem inova chama a atenção (mesmo que da vizinha despreparada e faminta).
As pessoas pedem novidades, ideias diferentes e criatividade! Não é preciso nenhum "achado" em especial, mas é importante a busca de novos horizontes, com simplicidade e criatividade. E essa é uma proposta da loja, o cuidado em ter sempre produtos diferentes, com tecidos bacanas; firmando parcerias com outras crafters, buscando novidades pelo mundo afora. A inovação faz parte do meu negócio, desde que idealizei a loja minha  maior preocupação é oferecer coisas que fujam do comum, seja num produto, presente ou tecido (por falar em tecidos, chegaram novidades lindas essa semana!).

 
Gostei da ideia do vizinho, e juro que copiarei na minha próxima viagem de webjet. Carregarei na bolsa, além da tradicional garrafinha de H2O, um salgadinho ou algo bom para esse momento de desespero.
O vizinho inovou, foi criativo e solucionou seu desejo da forma mais simples possível! Eu, atenta, admirei (até invejei)...
APOSTE NA CRIATIVIDADE, E REIVENTE!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

eu costuro... tu costuras... nós costuramos!!!!

Há uns 11 anos atrás, depois de pensar que eu queria uma máquina de costura, não sosseguei até tê-la no lar. Como quase sempre acontece, pensei compulsivamente no fato de comprá-la, mesmo sem saber sequer onde ligaria o botão (confesso que às vezes até consigo controlar essa tal impulsividade!!!!!). Mas prá isso existem os tais manuais de utilização (que eu detesto ler), e como essa história se passou há algum bom tempo atrás, a máquina veio acompanhada de uma... fita de VHS! kkkkkkkkkkkkkkk! Verdadeiramente, coisas de outra época nem tão distante!
Assim, comecei as aventuras no mundo craft; os anos foram passando, outras máquinas pousaram na minha vida, e hoje posso afirmar que adoro tê-las, mesmo sem usar todas ao mesmo tempo. Da série "heranças", recebi a máquina de costura da minha bisa, e recentemente, peguei uma antigona no sótão da casa dos meus avós, num momento "só meu", em que fui buscar algum cheiro (de ácaro), lembrança visual ou simplesmente uma lembrança que me remetesse à presença deles.
 As máquinas atualmente são mais poderosas; as brother que temos no ateliê até costuram sem pedal (u-hu, um luxo costurar com as pernas cruzadas debaixo da mesa!!!!), embora, confesso, não têm o charme das antigas. Mas não dá prá ser tão exigente com tudo, não é...
Enquanto isso, clientes e alunas têm realizado aquele desejo de ter uma máquina para chamar de sua! Do mesmo jeito que eu, lá em meados de .... (melhor não dizer a data); tipo assim... até sem saber costurar! Porque costurar a gente ensina lá na loja, e prá quem quiser fazer um test drive, o ateliê está cheio de oficinas e cursos bacanas!

P.s: costurar acalma a ansiedade, logo, faz bem prá mente e prá pele!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Estamos na MAKE!

Já escrevi várias vezes que sou fã do trabalho de Rita Paiva. Além de ser uma das primeiras pessoas que creditou confiança ao meu trabalho, Rita tem um bom gosto indescritível em suas produções.
A convite dela, já fiz publicações bacanas dos meus trabalhos nas revistas Faça&Venda e Make, e já participei de duas edições da feira Mega Artesanal, em 2008 e 2009, produzindo uma ecobag para as assinantes da revista.
Depois de ter vários trabalhos publicados em suas edições, inclusive na edição de aniversáriodo ano passado, em fevereiro desse ano Rita me presenteou com a matéria de Páscoa da Make, que divulguei com o peito cheio de orgulho. Rita sempre divulgou minha arte com bom gosto e simplicidade, e posso dizer que já fui presenteada com a admiração de uma pessoa com um olhar tão especial.
Quando a loja foi inaugurada, recebi um mail dela parabenizando, e mandei algumas fotos mostrando o quanto foi legal e gostosa aquela noite. Achei que ela fosse publicar alguma notinha, até porque as fotos enviadas estavam em resolução baixa, mas ontem quando recebi minha Make pelo correio, abri um largo sorriso com a "nota" sobre a abertura do espaço Lu Gastal em Porto Alegre!


Obrigada, Rita Paiva, produção e leitoras!




terça-feira, 3 de agosto de 2010

Semana passada, eu e a Lisi estávamos com a loja literalmente de pernas pro ar, trocando móveis e todo o resto de lugar (adoro fazer essa "dança das cadeiras"). Sabia que minha amiga querida Rosana Becker chegaria aos pampas, e meu desejo era deixar a loja linda e cheirosa para esperá-la. Quando estávamos no auge da bagunça, nem bem terminei de pensar "tomara que a Rosana não chegue nesse momento", dei de cara com ela tocando a campainha! E não dizem que o pensamento tem força???!!!!!
É claro que ela não encontrou a loja como eu gostaria, mas mesmo assim eu adorei a surpresa! 
Ontem ela voltou, e dessa vez encontrou tudo direitinho, nos seus devidos lugares! O frio estava de rachar, mas deu prá gente matar a saudade e dar umas boas risadas! Déda também apareceu por aqui!

Hoje cedo foi a vez da Aninha, filha da Rosana, aparecer por aqui! Esse encontro estava marcadíssimo, o encontro das filhas! Lindas e mimosas!
Esse encontro era prometidíssimo; Rosana foi a incentivadora dos cupcakes da Laurinha, quando há bastante tempo atrás mandou do Quatar uma caixa cheia de forminhas e afins!
A distância entre nossas famílias é enorme, mas nesses momentos a gente se sente tão perto! Uma prova de que as amizades crescem, e até se perpetuam, se a gente quiser!

A escolha do ponto!

Na Wikipédia, ponto comercial é o "local onde está estabelecido o comerciante, ou onde realiza habitualmente sua prática comercial". E é sobre isso que escrevo hoje, dando início à coluna ALINHAVOS & GESTÃO, conforme falei na última semana.
Em meados de março, minha idéia era alugar um imóvel onde eu pudesse montar meu ateliê. A solução chegaria, inicialmente, para "desafogar" nosso novo lar, já que o ateliê ocupava uma sala inteira. Naquele domingo, peguei os classificados da Zero Hora, marquei vários anúncios, e pedi prá minha irmã Lisi (que trabalha na loja) me indicar quais daqueles eram lugares de fácil acesso, localização, etc. Logo ela cortou a maioria deles, pela distância, e já na próxima segunda-feira comecei a busca pelo imóvel.
Um dos primeiros imóveis que encontrei foi uma sala comercial numa galeria da Av. Goethe, defronte o Parcão. A sala que fui olhar era bem legal, mas com pouca possibilidade de luz natural (o que, na minha opinião, era um quesito imprescindível);  ao lado havia outra, recém desocupada,  onde por vários anos existiu uma alfaiataria: o ambiente tinha luz natural, tinha uma sobreloja (ideal para guardar caixinhas e caixotes), um belo armário de madeira escura (que combinaria com o balcão da alfaiataria do meu avô),  split instalado, "pronta para minha entrada"! Gostei bastante; preço bom, não demandaria grande reforma. Dei uma caminhada pelas lojas vizinhas, prá sondar informações sobre a galeria, e todos foram unânimes em dizer que o espaço era seguro, porém a reclamação geral era de que no local há carência de estacionamento. Imóvel riscado da minha lista! Não há como abrir um negócio onde as pessoas não têm onde estacionar os carros!
Segui a busca naquela semana; andava de carro sempre atenta a todas as placas a anúncios! Vi outros dois imóveis bacanas, pertinho da rua 24 de outubro, mas aluguéis no bairro Moinhos estavam acima do que eu pretendia pagar. Olhei mais alguns imóveis ali próximos, mas nenhum tocou meu coração, quando então achei uma sala 100% comercial, com jeito de ser o local perfeito: toda branquinha, bem iluminada, localizada num centro comercial bem localizado, porém não tinha mezanino, o que demandaria um gasto extra na reforma. O que mais gostei é que era super próximo à escola das meninas... o que facilitaria meu dia-a-dia. Fui até lá de carro, noutro dia caminhando, e procurei o escritório responsável pela locação. Fiz proposta, recebi outra, fiz contra proposta, e parecia que tudo estava escolhido!
Dias depois chegou meu aniversário; saí logo cedo prá correr e, num breve momento, pensei como seria bom se eu achasse um lugar ideal. Algo do tipo "me presente de niver". Corri para um lado do bairro, voltei e troquei de rumo. Àquelas alturas minhas pernas já estavam cansadas, mas segui caminhando. E foi naquela manhã que encontrei a casa n. 434, que tinha sido indicada por uma leitora do blog. Só a conheci por fora; amarela, com pixações, no maior estilo de pouco cuidado. Novamente conversei pela vizinhança, e gostei do que encontrei: bom ponto, fluxo de carros, próxima à Tok&Stok (uma excelente referência). Depois de ligar na imobiliária, fui almoçar com a Lisi (ela de novo). Comemos e bebemos muito bem (afinal, só um dia por ano fazemos aniversário) e depois de assoprar uma velinha em cima da sobremesa, fomos buscar as chaves da casa. 


A primeira impressão é de que estava abandonada: as chaves não giravam com facilidade, e a escuridão era total! Subi as escadas meio "no tato do corrimão", até que consegui abrir as janelas prá olhar melhor. 


A chegada ao banheiro foi meio "assustadora", quando nos deparamos com a banheira toda forrada com carpete, e as famílias de baratas que ali habitavam, mas sobre isso também já contei por aqui!
Olhamos tudo em detalhes, devolvemos as chaves na imobiliária, e os próximos dias foram de decisão: a razão pedia a loja branquinha, iluminada e zero quilômetro, a emoção pedia a casa velha, descuidada mas num estilo único!
Venceu a emoção... e como o apoio total da família, parti em busca dos trâmites de locação, tarefa nada fácil prá quem não possui renda comprovada. Precisei ajuda do marido, que assinou a locação, e do meu pai, afinal, quem além de pai se propõe a assinar um contrato como fiador?????
Negociações feitas; o contrato redigido andou de um lado a outro, quando, juntamente com tantos e tantos outros papéis e comprovantes, finalmente foi assinado em meados de abril.
A casa pedia carinho, reforma, cuidados... e o próximo passo a ser cuidado foi esse! E o imóvel receberia, com tranquilidade, além do meu ateliê, outro espaço onde decidi montar uma loja!
Quando recebi em mão as chaves do imóvel, estipulei o dia 8 de junho como inauguração do espaço, que depois foi alterado para o dia 9. A meta havia sido traçada, sem isso eu não conseguiria cumprir meus próprios prazos.
Imóvel locado, era momento de visualizar o que seria "o meu negócio".  Mas sobre isso escreverei na próxima semana!



domingo, 1 de agosto de 2010

Oficina Craft, produtos Laurina & LuGastal e muita gente bacana!

Já é fato:  os sábados em Porto Alegre adoram ser chuvosos!!!!!


Mas se São Pedro faz questão desse tempo frio e úmido, não serei eu que vou querer discutir o assunto; há muito o que se fazer em dia de chuva, além de ficar de pijama em frente à tv comendo bolinhos fritos com chimarrão! E ontem foi um típico dia chuvoso, porém, animado, lá na loja!




A primeira edição do sábado com Oficina Craft foi um sucesso! A mulherada saiu faceira com seus aventais de costura. Outras meninas fizeram aventais bem bacanas, mas infelizmente não fotografamos!
Bem, mas enquanto a oficina acontecia no ateliê, na loja a mulherada chegava sem parar. A turma das "gaúchas crafteiras" compareceu em sua quase totalidade, garantindo muita risada e animação por lá!


Sem falar no lançamento dos produtos "Laurina&LuGastal", uma parceria criada por Laura e Lu, numa criação de necessaires e lanche bags com identidade e cores característicos da loja.


Prá quem não conhece, Laura desenvolve um trabalho artesanal há alguns anos, e certamente foi uma das pioneiras na produção de "necessaires calcinhas", uma gracinha publicada há alguns anos num site japonês. Atualmente muitas crafteiras costuram suas calcinhas, mas as da marca Laurina, depois de sofrerem umas adaptações de molde, desde 2008 têm se destacado pelo excelente acabamento. E todo esse cuidado, aliado aos tecidos da loja, resultaram uma linha super especial, lançada nesse sábado, juntamente com sachês e aromas muito gostosos que compõem as peças. Porque patchwork pede tecido, tecido pede bom gosto, e bom gosto pede cheiro bom!


Tudo isso, a partir de agora, na loja da Eudoro Berlink!