quarta-feira, 28 de julho de 2010

laura 12

Hoje é o dia dela! Minha mimosa, parceira e companheira de, literalmente, todas as horas! Pode estar em casa de pijama, se eu pedir prá me acompanhar na padaria, no frio de rachar, ela não hesita... pode até fazer uma carinha de cansada, mas não diz "não"!

Adora uma estrada... aventuras em si, e faz cupcakes como poucos!
Nesses momentos a nostalgia cai com tudo! Há exatos 12 anos atrás, eu dava à luz (paria, como diriam os gaúchos) minha primeira filha. Foi uma época bem difícil; a gravidez foi complicada e intermináveis 6 meses me deixaram reclusa na pequena e aconchegante casa que tínhamos em Pelotas. Sempre afirmo que Laurinha é fruto de muito amor: uma união de esforços familiares, competência do médico que foi incansável, e uma dose mínima de sorte. De um 31 de janeiro, no auge do verão, até 28 de julho, auge do inverno úmido e frio. Lá ficava eu, olhando o mundo da janela do nosso aconchegante sobradinho (não podia descer escadas, então vivia assim, tipo rapunzel - mas com cabelos curtinhos!). O "programa" era, uma vez por quinzena, vestir uma roupa e ir ao médico, fazer exames de rotina e ultrassonografia. Era aquele momento que me dava uma força inexplicável para seguir adiante com otimismo. Nunca, em momento algum, pensei que ela "fugiria de mim", embora todas as forças indicavam que aconteceria. No meio do percurso, uma cirurgia de urgência, quando nosso pequeno bebê poderia não resistir à anestesia... e lá voltamos prá casa dois dias depois, com Laurinha firme e forte, na barriga.
Era época de Copa do Mundo, e meu maior medo é que entrasse em trabalho de parto em pleno jogo do Brasil. Tinha certeza de que, se acontecesse, o marido relutaria para me levar ao hospital. Cansada de pensar nisso e sofrer por algo que sequer tinha acontecido, resolvi o assunto de forma bem prática e simples: liguei para o seu Folha, motorista de táxi que me atendia no escritório de advocacia onde eu trabalhava, e ele, prontamente, disse que me levaria com alegria para a maternidade, independente do horário!
Mas a Copa do Mundo acabou, o Brasil entregou o jogo prá França, e Laurinha seguiu na barriga, acho que gostou do ambiente e resolveu curtir até o fim... àquelas alturas, meu médico já tinha me liberado uma vez para sair e comprar algumas roupinhas. O restante do enxoval foi presente, pois eu não saía de casa nem prá ir na esquina. Em casa, bordei muito, mas muito ponto cruz, enquanto assistia as tardes inteiras o programa da Ana Maria Braga, não lembro em qual emissora, e nesse mesmo período concluí a monografia de uma pós graduação.
Bem, era noite de 27 de julho e a jornalista do jornal da noite, Lilian Wite Fib, noticiou que Xuxa se dirigia à maternidade para dar à luz à Sacha. Aquilo só me irritou! heheheheheh! Apareceu Xuxa, linda  e loira, sorrindo para os fãs em direção ao hospital, enquanto ali estava eu, gorda, feia e ansiosa para ver minha filha. Pois Laurinha estava a caminho, e chegou naquela mesma madrugada, num amanhecer de geada e frio.
O dia seguinte foi diferente, o corpo doía e aos poucos a gente ia se acostumando, uma com a outra. Nossa primeira noite juntas, depois que todas as visitas se foram, foi bem agitada... ela tentando mamar, eu tentando me acostumar. E o jornal nacional nos massacrando com intermináveis não sei quanto minutos contando as primeiras atividades da Sasha. Coisa impressionante! heheheheh! como se eu estivesse interessada naquela ladainha toda!
Bem, fomos prá casa  no dia seguinte... eu com os mesmos vinte quilos a mais, e feliz da vida com nossa Laurinha nos braços. (acho que a rainha dos baixinhos ainda ficou uma semana numa clínica, e já saiu linda e magra... coisas de estrela!!!!).
Lembranças... são boas e divertidas!
Nossa querida cresceu, com a cara de seu pai! Tem suas vontades próprias, desejos, ansiedades, e um sorriso como poucos! A ela meu post de hoje, repleto de amor!



domingo, 25 de julho de 2010

     Em meados desse ano, depois de uma reviravolta na vida pessoal/familiar, me deparei com a pergunta que assoprava meus ouvidos há muito tempo: "onde chegar", ou "o que ser quando crescer". O retorno ao sul ainda era recente; não havia me habituado ao trânsito, e anotava sem parar números em placas de rua, com  telefones de lugares bacanas ou úteis numa agendinha, prá que pudessem me ser úteis num momento futuro. Crianças na nova escola, marido no novo trabalho, família com o lar organizado. Aos poucos, a rotina porto alegrense se firmava em nossa vida.

     Sempre acho que em momentos de reflexão o melhor que tenho a fazer é caminhar... ou correr! Estava em boa forma física e a corrida fazia parte dos meus dias (ultimamente, a preguiça tem me dominado!!!). E foi isso que fiz, ao chegar minha hora de adaptação na capital gaúcha! Assim, fui conhecendo aos poucos as ruas da redondeza, o bairro em que moro, e que, por muitas vezes, me remete às cidades do interior em que vivi quando era criança (Cachoeira e Santa Cruz). O acesso às calçadas inicialmente me fascinou, e ainda me vejo feliz ao me deslocar "a pé" de um lugar a outro, para simples tarefas do dia-a-dia, como ir à padaria, ao banco, ou simplemente caminhar sem rumo. Essa era uma atividade rara em Brasília, onde as distâncias são extensas e as calçadas escassas.  Mas não vou me perder o assunto, acabei linkando esse post ao ato de caminhar, quando, na verdade, quero falar sobre aonde chegar!


     Naquele meu momento "estou perdida e não sei prá que lado correr", me vi procurando anúncios em classificados, para cargos jurídicos em empresas ou escritórios de advocacia, quando meu desejo era, verdadeiramente, o de empreender, e solidificar minha marca, que nasceu ao longo dos últimos anos, despretenciosamente. Aquele foi o momento em que me senti parada numa esquina; momento de escolher prá qual lado obrar.
    Meu marido, talvez aflito com minhas lamúrias diárias, finalmente sacudiu meu pensamento, sinalizando que aquele era o momento de pensar em minha marca pessoal: ou ela seria trabalhada, ou ela acabaria. No início, relutei um pouco nessa conversa, mas visualizava que meu trabalho assumira, há algum tempo, uma "identidade". Algumas pessoas com quem convivo também insistiam na ideia de que eu deveria empreender e seguir um caminho diferente, mas a coragem era sempre insuficiente.
     Nos últimos anos, mesmo desenvolvendo trabalhos jurídicos, sempre que podia participava de cursos e treinamentos nessa área do empreendedorismo. Do conhecidíssimo empretec (sebrae), a outros também práticos e sempre úteis. Mas a coragem de dobrar a esquina sempre era insuficiente(até acho que insegurança é uma palavra que combina com esse post, mas ela não pode dominar a vida da gente).
     Voltando dois parágrafos acima... no dia seguinte o marido me presenteou com o  livro Personal Branding, do gaúcho Arthur Bender. Confesso que nada entendi do título, mas a  capa  era sugestiva: vários guarda-chuvas pretos, e apenas um amarelo. Era exatamente isso que eu buscava, a coragem em tentar deixar meu guarda-chuva colorido.
              
     De início, a leitura me segurou profundamente, e logo fez alusão à uma passagem do livro Alice no País das Maravilhas, de Levis Carrol (que, por sinal, eu tinha ganho de presente no natal passado, da minha filha Laurinha).
"— Gato Cherise – começou Alice, timidamente – poderia me dizer, por favor, que caminho eu devo seguir para sair daqui?
Isso vai depender muito de onde você quer chegar – respondeu o gato.
Não me importa muito onde... – disse Alice.
Então, não importa que caminho você tome – respondeu o gato."

     Naquele momento, como eu não sabia para onde estava indo, possivelmente minha satisfação profissional dependeria de sorte ou acaso. Só que isso  não era suficiente!
    Nos próximos dias, carreguei meu livro na bolsa, pois cada minuto livre era o momento ideal para devorar algumas páginas. Era a semana em que a saúde de minha avó tinha piorado, e lá me vi, no pequeno quarto do hospital, ao seu lado, escutando o silêncio, aproveitando nossos últimos momentos, e de mãos dadas com aquela pessoa tão querida, tentando ferozmente finalizar minha leitura. A cena até ficou divertida, pois a cada vez que minha irmã, que dividia aquele momento comigo, saía do hospital, falava "agora vê se termina esse livro!"... mas sempre chegava uma visita e eu não finalizava. Entre algumas orações e canções que ainda pude dedicar à minha querida Norminha, no final daquela sexta-feira finalmente acabei a leitura. Satisfeita, reflexiva, inquieta. Eu sabia que, quando aquele momento de despedida acabasse, seria a hora de escolher prá qual lado da esquina dobrar.
   Norminha partiu no sábado, e quatro dias depois eu voltava a Porto Alegre, para retomar a reforma da loja, que seria inaugurada em poucas semanas. Com o coração partido, porém com reflexões positivas, depois daqueles dias de imersão no silêncio e  na leitura. Já havia olhado para todos os lados, então aquela era a hora de escolher o caminho!

   A partir de hoje, escreverei uma vez por semana sobre as experiências e dificuldades dessa nova trajetória. Várias pessoas escrevem e-mails pedindo que divida informações sobre o dia-a-dia do trabalho, administração do negócio em geral (talvez por saberem que minha formação é noutra área), e essa ideia também partiu do meu marido (aliás, um dia escreverei sobre "o marido", pois ele já comentou que já escrevi sobre amigos, sobre a obra da loja, sobre a loja, produção, filhos, blá blá blá, mas nunca escrevi sobre ele!!!!).
    Não serão posts para explicar onde encontro o fornecedor X ou Y, ou de que forma são produzidas as peças; os temas versarão sobre as buscas, os erros, acertos e um pouquinho dessa experiência de cuidar da minha marca pessoal.


   E por falar em Alice no País das Maravilhas, amanhã será o dia de contar um pouquinho da minha viagem a Brasília, nos últimos dois dias, quando comemoramos o primeiro ano da Casa Quilt.

terça-feira, 20 de julho de 2010

amigos para sempre!

Adoro o 20 de julho! Lembro desde a época da adolescência, quando a data era lembrada sempre num dia gelado das férias de inverno. O tempo passou, alguns amigos vieram, outros se foram. É engraçado, mas a vida com suas mudanças malucas muitas vezes afastam ou aproximam as pessoas, independente das distâncias. Muitas pessoas culpam a distância pelo fato de perder seus queridos pelo caminho, mas é mentira... só perdemos quem queremos, da mesma forma como conquistamos quem queremos; é uma questão de dedicação mútua. Confesso que as redes sociais ajudam muito o reencontro de pessoas que perdemos pelo caminho, mas cabe apenas à elas a opção de escolher ou não restaurar uma amizade antiga.
Tenho uma amiga que não vejo há mais de 20 anos. Nesse período tão grande, trocamos alguns mails, mas nunca mais falamos. Outro dia soube que ela voltou para o Brasil, mais precisamente Cachoeira do Sul... e tenho certeza que será muito bacana o dia do nosso reencontro! Tenho amigas que não moram aqui, mas sempre trocamos sms ou mails no 20 de julho... tipo aniversário de casamento. Uma delícia!
E amigo homem, é possível ou não? SIM! Um ombro masculino amigo tem um valor; eles têm uma visão menos romântica e mais realista, o que ás vezes é bom!
É a gente que elege os nossos amigos; os "verdadeiros", os "mais ou menos", os "do peito" (na alegria e na tristeza), os de "comer pizza e tomar chopp", os "da faculdade", "do colégio", e por aí pode ir uma interminável lista. Muitas vezes são totalmente diferentes, de tribos e estilos distintos, mas nem por isso deixam de ocupar um espaço especial no nosso coração. Divergências de estilo, política, de futebol, musical, etc etc etc; não importa, o que vale é a fidelidade.


Aos meus, deixo meu grande beijo e abraço bem apertado! Vocês me são muito especiais!