domingo, 30 de maio de 2010

Como transformar um banheiro feio num banheiro fofo...

Não sou boa se enumerar lições de limpeza, mas confesso que quando entrei no banheiro da minha futura loja, quase caí dura! O piso muito sujo, a janela com a madeira apodrecida, o vaso sanitário nojento, e uma coisa marrom, parecendo um caixote forrado com carpete, com tampa e tudo, avisando que ali havia uma banheira. Como sou ariana, e toda ariana é curiosa... ao levantar a tampa, me deparei com uma família de baratas, composta pela árvore genealógica de, no mínimo , 6 gerações! Verdadeiramente, um momento inesquecível!

                                 
Providências imediatas:
1. arrancar o carpete da banheira, e lavar os azulejos com solvente (e viva a manicure!!!!!!)
2. arrumar as janelas, e trocar os vidros transparentes por vidros martelados, afinal sempre há um vizinho na janela alheia...
Depois... aos poucos, outros detalhes foram se compondo ao ambiente, tornando-o fofo e aconchegante:
3. Limpeza da sujeira "grossa", prá deixá-lo usável;
4. Pintura das paredes e do teto;
5. Colocação do lustre, que, juntamente com a banheira, comporá as estrelas do pedaço! Mas o assunto "lustre" será tema de outro post!
6. Garimpo de uma tampa para o vaso sanitário, que é antigo. (resultado positivo, achei a tampa perfeita, que já ganhou um "vestido");
7. Limpeza (uma faxina braba) do piso, com muita escova e tira manchas de piso. Ali, nasceram alguns ladrilhos hidráulicos bacanérrimos, que estavam escondidos debaixo da sujeira.
9. Pintura de detalhes nas janelas e cano da caixa d'água;
E, prá finalizar...
8. Limpeza total, geral, mega, hiper, super caprichada, feita com mãozinhas de fada, digo, de Luisa.
(não se trata de trabalho infantil, mas a família está tão animada que não resiste ao mutirão de deixar a casa mimosa!!!!)

                                                

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dia da Bruninha!



O 28 de maio do ano passado chegou com surpresas boas! Minha amiga querida Lu Casoti ficou mamãe pela segunda vez, e a melhor parte da história é que eu fui passar o dia com ela, antes que sua mãe chegasse de Vitória. Assim, coube a mim a deliciosa tarefa de zelar por sua pequenina Bruna, que quietinha dormia no bercinho, recém chegada ao mundo!
É claro que as lembrancinhas foram preparadas com antecedência, e estavam prontinhas para a ocasião! No quarto, o cheirinho gostoso avisava que seria um dia tranquilo e gostoso! Diante daquela tranquilidade, momentos especiais fizeram parte do cenário, em especial a chegada do mano Paulinho... que atentamente fitou a recém chegada Bruna,  e o que passou por seus pensamentos só ele saberá nos contar!

PS.: e por falar em manos, hoje também é o dia da minha queridona Lilian!





quinta-feira, 27 de maio de 2010

Em breve!

Mais um detalhe pensado com carinho para abertura da loja: o logo.

O ateliê tem uma logo prá lá de bacana, feita pela queridíssima Ana Sinhana. Discutimos cores, pensamos juntas, e ela criou a marca das "criações Lu Gastal". Essa é a identidade dos produtos!


Agora, novo momento, hora de pensar no logotipo da loja. É tão bom concretizar essa idéia; os detalhes (intermináveis), e ver o projeto nascer pouco a pouco! Dessa vez, a criação ficou sob responsabiliade da também queridíssima Helen Piva, que pincelou com suavidade a idéia de uma identidade para a pequena casa da Eudoro Berlink, onde será o endereço da loja.


Em breve, muito breve!
Portas abertas no dia 9 de junho (anota aí!)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O velho novo II

Depois da tábua de passar roupa, foi a vez de brincar com um abajour antiguinho, que arrematei num bric na Assis Brasil.


Amor à primeira vista, logo imaginei um tecido bem... cute-romântico. Afinal, o mês dos namorados está aí... e essa deve ser a primeira vitrine da loja!
Tecido escolhido, foi passado e cortado enviezado, prá "vestir" com harmonia a lateral do abajour.


Colado parte a parte, fui arrematando as laterais com prendedores de roupa, prá ficar firme e ajudar a colagem enquanto secava.


 Prá finalizar... uns arremates internos, e uma mini sianinha para um acamento bacana!


PS.: A base do abajour ficará original... e é a estrela da peça!

domingo, 23 de maio de 2010

O velho novo!

Adoro garimpar! 
Em Porto Alegre, preciso dirigir com o dobro de cuidado, pois seguidamente vejo um bric pelo caminho, e aí é difícil passar direto! Assim, se não posso parar no momento, anoto o endereço e volto noutro dia! Eu gosto de velharias, aqueles objetos que ninguém mais quer, feios e largados. Com uma dose de criatividade sempre dá prá deixá-los lindos outra vez!
A peça da semana foi uma tábua de passar, que arrematei num bric por R$ 17,00. Cheguei no ateliê faceira, com minha tábua debaixo do braço (olhares curiosos são comuns na família, quando chego com as "relíquias"!), e a deixei guardadinha atrás da porta, até um momento especial prá fazê-la virar nova outra vez!


Escolhido o tecido (devidamente passado), fixei com rocama, dando umas marteladas prá firmar melhor os grampos. Pouco a pouco, prá ficar bem esticadinho (prá não deixar nenhuma ruga). Depois de alguns minutos grampeando, ajeitando, puxando e grampeando mais um pouquinho... minha peça ficou "semi nova"... confesso que adorei, e minha idéia inicial de pintar os pés da tábua foi deixada de lado, pois optei por mantê-la com a tinta cinza, pelo menos por enquanto!




quinta-feira, 20 de maio de 2010

Seguindo projetos...


Hoje é quinta-feira... o sol não chegou em Porto Alegre, o frio e a umidade continuam. De volta ao lar, a vida também continua... e a loja está prontinha prá ser arrumada!
Época de detalhes sem fim!

Quando encontrei a loja, era amarela, toda pichada. Foi amor à primeira vista, presente de aniversário (era meu birthday quando passei por ela!). Mas, como toda casa antiga... pedia carinho e cuidado!
Depois de contrato fechado, era hora de pensar as cores! Trouxe uns tecidos de São Paulo (os mesmos que forrei as letras), e neles busquei inspiração para a pintura. Inicialmente, portas, janelas, paredes externas e aberturas. Mas como tudo foi ficando lindo, um toque de capricho nas paredes internas, forro e um super cuidado com o piso (isso contarei depois).
Depois de tudo pronto escreverei um post com o "antes" e o "depois", só assim serão nítidos os detalhes!
Mas hoje deixo por aqui as cores externa e interna da loja!

terça-feira, 18 de maio de 2010

O céu está em festa!!!

Aquela foi minha despedida com a amada Norminha... Ali estávamos só nós duas! O borbulhar do tubo de oxigênio, a respiração difícil, o tímido sol que entrava pela janela naquela tarde fria de sexta-feira.  Nas raras horas em que acordava, me fitava com os ternos olhos azuis, apenas respondendo afirmativamente quando perguntávamos se estava bem.
Para quebrar aquele silêncio que era só nosso, o som de valsinhas de violino... músicas tocadas pelo meu avô, quando ainda habitava a terra! Gravações feitas numa fita K7, que viraram um CD cheio de boas energias!!!! (viva a tecnologia!)
Fim de vida, mas nunca fim de história! Guardarei sempre comigo tants lembranças gostosas da minha vó! Os doces maravilhosos, as partidas de carta (nos ensinou ainda pequenas como fazer uma canastra "limpa"), a pequena torta de bolacha que me deixou montar num pires, quanto eu tinha uns 8 anos, enquanto ela fazia uma torta grandona prá ser devorada pelos netos no dia seguinte...Norminha adorava doces, e era super confeiteira! A família agradecia, e se deliciava!
Os bolos dos nossos aniversários eram preparados por ela! Naquela época, nada de "tema para festa", mas um bolo lindo, com algum desenho ou motivo, nunca faltava! Bordou com lantejoulas furtacor meu vestido de debutante; acolhia as netas na sua gostosa casa durante muitas e muítas férias escolares, e realizava, sempre que fosse possível, os desejos malucos que seguidamente inventávamos! Ah, fazia um cafuné como ninguém!
Muitos anos depois, foi a hora dela curtir os bisnetos, que foram chegando aos pouquinhos, e enchendo a estante da sala de tv com fotografias e cores! E a bisa continuava mimosa e sorridente!
Norminha sempre foi faceira! Terna, de voz doce e mansa, alegre e religiosa. Ela era responsável pelas orações da família... e nos momentos de aperto era à ela que recorríamos, pedindo um "plus" nas rezas! Vaidosa, mantinha a pele com um cuidado de dar inveja! Nós, as netas, adorávamos implicar com seus cremes anti rugas... e nossa vozinha chegou aos 8.7 com uma pele super cuidada! Mulher de poucos luxos, mas não abria mão de seus "crems" depois do banho!
Momento de lembranças... nostalgia pura!

Bem... aquela tarde acabou, e chegou a noite fria! Norminha partiu na outra madrugada, calma e tranquila, como sempre foi! Amada, querida, inesquecível!


O último domingo foi dia de festa no céu!

(gravura de Hélio Faria)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tudo bem... eu "me rendo"!

Não sou adepta de discursos femininos (pelo contrário), mas sempre tento fazer o que preciso sem a ajuda dos homens. Meu marido que me perdoe, mas minha paciência e ansiedade ariana não aguenta esperar até que os representantes do sexo masculino se dispõem prá atender algum anseio cor de rosa. Assim, sempre que preciso, tento eu mesma realizar as maluquices necessárias , com exceção de qq problema tecnológico, pois sou zero nesse quesito. Mas sei manejar como poucas um martelo, e as paredes se assustam quando me aproximo com a furadeira na mão!
Sempre digo que, quando mudamos de cidade, a vida só fica completa quando arrumo meu time "de homens". Assim, ter na geladeira os telefones de um bom e confiável eletrecista, marceneiro e pintor já é sinônimo de segurança garantida! Entre erros, acertos e várias dores de cabeça, o momento em que o time é formado me deixa mais tranquila e feliz.

Mas o post de hoje, na continuidade dos preparativos da loja, é prá dizer que a semana foi 100% masculina. Não adianta, há momentos em que precisamos, somos obrigadas a nos render à eles!!!!! Passo os dias ligando, combinando, e encontrando meus "homens". Calma, gente... não sou adepta de bigamia, nem de gostos similares do estilo! O que acontece é que, prá realizar o desejo de abrir minha "craft-cute-store", dependo, sim, da mão-de-obra do sexo oposto.
É o Jorge, pintor, que precisa de mais tinta, lixa, etc... O Adilson e o Alessir, eletrecistas, prá avisar que o "homem da Ceee - companhia de energia elétrica" (o modelo da foto desse post),  exigiu a troca da caixa de disjuntores;


o "homem do telefone", que não sei o nome, que foi na casa e também não sei como, ligou o número na casa do vizinho. Aí chegou o Marcelo, o homem do alarme, avisando que sem telefone não tem monitoramento... E lá me vou, de novo, atrás do homem do telefone... prá que ele desfaça o engano de ligar meu futuro número num apto há 4 quadras do endereço correto. Ah, tem também o Eduardo, que entende de marcenaria... e o Paulo, que está no standby, esperando a obra ser finalizada e a chuva parar aqui pelos pampas, prá fazer a mudança. E, finalizando (assim espero), Claudio, que foi chamado no último minuto do segundo tempo, prá salvar o piso e deixá-lo com uma cara melhor! Aí te o contador, o Adelino, que está me auxiliando no plano de negócios, e o outro Claudio (esse é o meu marido), que me empresta os ouvidos e a preciosa paciência todas as noites, prá ouvir a lista de acontecimentos do meu futuro empreendimento!
Já me convenci de que ainda terei muitos homens à minha volta pelos próximos dias... pois o Paulo já avisou que prá tirar o balcão do meu ateliê (pela janela do apartamento, obviamente), será necessária a ajuda de mais 4 representantes do sexo masculino! SOCORRO!
Sinceramente... não vejo a hora... porque eu gosto mesmo é de puxar, empurrar, furar parede, inventar, divagar com a Didi, minha parceira de todas as horas e dias. Mas sou uma pessoa grata à quem me ajuda, e confesso que "meus "homens" têm sido incansáveis e extremamente úteis!!!!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Detalhes!

Há mais ou menos um mês, quando comecei os preparativos prá loja, tenho fotografado alguns momentos e detalhes na criação/organização.Hoje falarei sobre as letras forradas.
No ano passado, viajei com meu marido e decidimos passar o fim-de-semana em NY. Minha imaginação sempre se exercitava em vão ao tentar prever o que encontraria por lá. Enfim, aquele foi o momento em que, em apenas dois dias, vi e senti tantas coisas diferentes, em estilo, cores, culturas. Uma diversidade louca!


Entre tantas coisas bacanérrimas, encontrei uma loja com dois ambientes que me apaixonei: um composto por artigos de jardinagem, com um alfabeto em alumínio; o outro com artigos de cozinha, e um alfabeto em tecido. Confesso que quase surtei, principalmente porque a bateria da minha câmera estava acabando e quase (por um fio) não consegui fotografar aquele momento. Mas como eu sou brasileira e não desisto nunca, liguei e desliguei a bichinha várias vezes... até que consegui registrar os dois ambientes.


A  época, prá mim, era de descobertas. Achados e/ou perdidos. Saía de uma demissão no trabalho dos últimos anos, e um pé na bunda, apesar de atirar a gente prá frente, sempre carrega um luto. Então, aquele era meu momento de pensar, refletir e buscar qual projeto seria seguido a partir de então. Mas não posso perder o foco, vim aqui hoje contar sobre as letras!

Bem, na hora que vi aquele alfabeto, entrei em pré surto! É claro que naquele exato momento tive uma vontade louca (verdadeiramente!) de comprar as letras do meu ateliê... a idéia era abrir, no futuro, um espaço bem legal e esse nome arremataria qualquer cantinho com criatividade. Mas é claro que 8 letras grandes ocupariam parte do meu precioso espaço na bagagem... e decidi "deixá-las pelo caminho", trazendo a imagem na lembrança.


Como nesse ano finalmente conseguirei abrir meu "espaço", achei que era o  momento de ter minhas letras. Já vi algumas em revistas francesas de decoração; pensava em cortá-las em madeira e forrar com tecido. Mas garimpando novidades em São Paulo, no mês passado, vi numa loja de scrapbook três letras, numa prateleira. Eram A B C. Brancas, grandes e lindas, logo me remeti àquela tarde fria em Nova Iorque, e no meu desejo de ter meu "LUGASTAL" bem bonito. Perguntei, despretenciosamente, se havia alguma outra letra disponível, quando a atendente, muito simpática, disse que sim, pois ela tinha todo o abecedário! Sorriso imediato, encomendei meu nome, deixei pago e prometi voltar no dia seguinte, para receber a encomenda.
Dessa vez, as letras vieram carinhosamente carregadas numa bagagem de mão, prá não amassarem na mala.
E agora, finalmente, parei prá decorá-las!


Os tecidos foram escolhidos conforme as cores iniciais que eu imaginei na loja, assim que consegui a casa. Pensava numa mistura de rosa antigo com verde. E nesse sentido forrei as letras.


Recortei, ajeitei, colei... e o trabalho foi finalizado na mesma tarde. Ficaram LINDAS, e foram a inspiração prá eu pensar nas cores da loja. Logo, deixo a dica das cores que utilizei. A casa está em fase de reforma, mas as letras estão prontinhas para ocuparem seu espaço!
Mostrarei em breve!

domingo, 9 de maio de 2010

Um cantinho prá "chamar de meu" II

Há mais ou menos dois meses atrás, depois de chegar  com a família, mala e cuia na capital gaúcha, recebi da minha amiga mineira Júnia Chaves uma foto, ao ser lembrada por ela num passeio a Tiradentes. A época era de mudança total, e a vontade de ter um espaço "prá chamar de meu" se intensificava a cada momento. Mas "chegadas" não são fáceis... há muitas adaptações antes de podermos pensar na gente: casa, filhas, escola, organizações, etc etc. De qq forma, como estava no auge de um período bem difícil da vida, o post retratou minha vontade de, finalmente, empreender.
Há alguns anos venho ensaiando ter meu espaço; desde a época em que trabalhava com a advocacia, produzia minhas peças e participava de feiras nacionais, e essa foi a forma com que nasceu o ateliê LuGastal. Em São Paulo, participei da Paralela Gift, Mega Artesanal, Semana de Patchwork do Senac e Brazil Patchwork Show. Em Gramado, do Festival de Quilt e Patchwork. E, em Brasília, de feiras e bazares bacanas, dos mais diversos estilos e públicos. Faiz cursos no Sebrae, participei de rodadas de negócios, e fui aprendendo um pouquinho desse mundo do empreendedorismo. Aos poucos, no decorrer desses seis anos, a marca foi se solidificando. Em 2009, recebi com alegria o convite de Claudia e Roberta Werberich, prá fazer parte da loja Casa Quilt" - uma loja de patchwork cheia de charme em Brasília. 
Aí veio a mudança para o Rio Grande do Sul, as adaptações com a distância, e felizmente conseguimos equacionar o casamento do ateliê com a Casa Quilt, dando continuidade à proposta e à parceria. Ontem cheguei de Brasília, e estar na loja sempre é gostoso e dá prazer (aguardem, Casa Quilt fará um ano em julho!!!!).


Bem, mas esse é um momento muito especial prá mim! Finalmente nascerá em Porto Alegre o espaço LuGastal, numa pequena e muito charmosa casa no bairro Auxliadora. Com a ajuda preciosa de várias pessoas queridas, a loja vem sendo pensada, lapidada e criada a várias mãos. São inúmeros e intermináveis detalhes, que em breve serão mostrados aqui. Tudo tem sido  carinhosamente "desenhado" prá criação de um espaço com criatividade, cores, design, no estilo LuGastal. Um espaço bacana prá quem quiser produzir sua arte, presentear com estilo ou tomar um cafezinho gostoso num lugar acolhedor.


PS.: depois de muito caminhar e procurar, o espaço escolhido prá loja foi indicação de Ana, uma senhora aqui de Porto Alegre, que leu o post no blog, e numa terça-feira à tarde tocou a campainha da minha casa dizendo que havia encontrado um imóvel com jeito de Lu. Nunca mais a encontrei, mas deixo aqui meu super agradecimento por seu olhar e carinho!!!


domingo, 2 de maio de 2010

Pé na estrada!

Início da fria e ensolarada tarde da última sexta. Busquei  Lulu na escola e pusemos os pés (digo, o carro) na estrada.
Sempre adorei viajar, principalmente esses "tiros curtos" que fazíamos quando morávamos no sul, do tipo visitar pai e mãe e sentar debaixo do pé de bergamota; visitar as avós e comer cuca alemã,  visitar as amigas e a sogra, e comer doces de Pelotas. Depois, em Brasília, as viagens de carro eram escassas, quase raras.
Mas, nesse retorno aos pampas, começo aos pouquinhos a curtir as fugidas rápidas!

Prá aproveitar o tempo, e adiantar o horário da chegada, levei uma "sacolinha de porcarias" a bordo, além de garrafinhas d'água e bebida Ades, a preferida da parceira de viagem. Leia-se sacolinha de porcarias como um apelido carinhoso que as crianças deram prá aquela comprinha de última hora, no intuito principal de tornar a viagem mais... digamos... gostosa! No kit porcaria não pode faltar tudo aquilo que não se come em casa todos os dias: bis, batata frita, biscoito recheado, e outras deliciosas inutilidades, que não alimentam e só engordam... mas dão um prazer inexplicável ao serem devoradas!
Bom, voltando à viagem; não demorou nem meia hora e a companheira já estava atirada no banco de trás, com travesseiro, dois ursinhos, enrolada num edredon verde limão e com a boquinha aberta, num soninho de dar inveja. Naquele momento, lembrei que não tinha pego cds, e a saída foi mesmo ouvir a boa e velha Itapema FM. Hora de acelerar, relembrar, e cantar bem alto (não dizem que quem canta seus males espanta????). Num certo momento da estrada, nenhuma rádio mais pegava sem chiados... aí garimpei uns cds antigos... e encontro um cd do Belchior! Hehehehehehehe, ai que coisa boa! A músicas eram antiguinhas, e cada uma trazia uma recordação gostosa de algum momento láaaaaaáááááá do passado distante! Lembrei até da época da faculdade; eu e minha irmã não perdíamos nenhum show do Belchior, que semestre sim, semestre também, cantava no lindo Theatro Guarany. Era sempre o mesmo repertório; era sempre bom!


Fomos na sexta, voltamos na tranquilidade da estrada de um domingão de manhã. Trezentos quilômetros que parecem não ter fim, mas têm. Bom também é chegar em casa... e como  hoje é dia de Grenal, final do gauchão, fico de olhos atentos à tv prá ver se encontro meu marido e minha Laurinha que foram conferir in loco a disputa, e mandaram essa fotinho pelo celular! (viva a tecnologia!)


Boa semana!