segunda-feira, 22 de novembro de 2010

planejamentos...

               
                 Alinhavos & Gestão seguirá hoje a sugestão da queridíssima Eglair, a crafteira "mãe" de  Madame Trapo. Conheci o trabalho da Glá em 2008, quando, inclusive, me presenteei no Natal com uma boneca  tatuada no braço, como eu!

                 Quando pedimos às leitoras e blogueiras que sugerissem temas prá coluna,  Glá deu a seguinte dica: como planejar a passagem do processo de produção individual para uma equipe de costureiras. Como guardei todos os mails e seguidamente vivencio alguma situação sugerida, esse foi o momento certo prá falar sobre essa "passagem".

                 (Help me, Tia Linha, tens alguma dica de como podemos fazer a transição desse processo?)

                 Vivo hoje exatamente esse dilema. A clientela aumenta, vendas a distância também, e minha produção está ainda limitada. Como posso aumentar a produção? Contratando costureiras, terceirizando a confecção de peças, ou de outra forma?  Hoje tenho, no ateliê, a ajuda da Gigi em algumas costuras, principalmente na produção das Oficinas Craft, e da Neca, que me auxilia nas costuras feitas a mão (além de fazer um cafezinho delicioso!). Além delas, minha fiel ajudante Didi, que costura no maior capricho, porém somente em horas vagas, e outras duas pessoas muito queridas e especiais a quem entrego as peças já cortadas e quiltadas, para finalização.  Tenho dificuldade em coordenar essa produção paralela, pois são várias ideias e projetos ao mesmo tempo, a bagunça nos retalhos e moldes é constante e não consigo me organizar da forma como gostaria, até porque não consigo produzir ou costurar por horas ininterruptas, pois o telefone toca, há encomendas a serem entregues, e o atendimento na loja, do qual não abro mão. 

                 Várias pessoas chegam na loja  e perguntam: "mas tudo o que está aqui é feito por vc?" É claro que não, nem que  os dias tivessem 48 horas...  garimpo entre artesãs de diversos lugares o que acho de mais bacana, e que combine com o estilo das minhas peças, da loja, e gosto de ter disponíveis artigos de diferentes materiais e propostas. Mas procuro priorizar a produção própria, até porque essa foi minha proposta inicial.

                 Mas voltando à criação e produção; sou leitora dos mais diversos tipos de revistas, e vou guardando as mais especiais, com post it marcando alguma sugestão legal. Adoro bisbilhotar as Marie Claires Idées, antigas ou atuais, que sempre são uma fonte de inspiração. Depois de estipular o que será feito, tiro o molde, e faço os cortes de todas as etapas (manta acrílica, parte interna, externa e outros detalhes); adoro juntar retalhos, pois guardo pedacinhos preciosos que sozinhos não valem nada, mas junto de tantos outros ganham vida e assumem o posto de peça única. Às vezes fico semanas trabalhando as mesmas peças, até que finalmente fiquem prontas. E já pensando nas próximas produções, para estarem prontas quando as anteriores forem vendidas.

                Minha maior dificuldade nesse momento é conseguir mão-de-obra qualificada. Aqui no sul há uma quantidade grande de mulheres "prendadas", mas ainda não consegui descobrir uma costureira de mão cheia para trabalhar comigo no ateliê, em horário integral. Já fiz várias tentativas, mas sempre há algum trabalho extra, uma distância maior para deslocamento ou outro impecilho que trava essa minha vontade. Tenho pensado em colocar um anúncio no jornal, mas tenho certeza que, como já aconteceu em Brasília, o telefone tocará dias a fio e não tenho esse tempo para recrutar a pessoa certa nesse momento, véspera de final do ano. Tenho o grupo de pessoas com quem divido as costuras; cada uma é responsável por fazer uma parte do processo, enquanto minhas tarefas são, geralmente, a produção inicial e final (das quais façõ questão). Penso que essa escolha de tecidos, montagem das peças e finalização das mesmas têm de seguir minha intuição! 

                Mas como sou brasileira e não desisto nunca, seguirei a produção, enquanto busco alguém para compor a equipe de costura do ateliê.

 Atenção leitoras de plantão em Porto Alegre:
quem souber de uma amiga, vizinha ou parente que maneje bem a máquina de costura, com capricho, dedicação, e, sobretudo, compromisso, ligue no meu celular!
              
Tia Linha agradece...
(Tia Linha é uma criação de Hyali Barros para LuGastal)



obs:
Daqui 5 dias faremos o sorteio das almofadas LOVE para quem participar. Vc trabalha com o coração?
Escreva para contato@lugastal.com.br e participe! Uma palavra, uma linha, uma fotografia... o que vale é a emoção!

9 comentários:

Carol Viégas Artes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carol Viégas Artes disse...

Oi Lu, é muito bom mesmo fazermos essa finalização. Acho que tem coisas que só agente consegue ver. Menina eu tenho o mesmo problema, só que na parte da pintura. As vezes penso que me acho muita coisa, em pensar que se eu passar para alguém uma tarefa, essa não ficará como eu gosto. Será que preciso de terapia para resolver mais isso?rsrsrs Mas o seu caso é bem diferente, vc quer alguém mas não encontra. É que eu faço minhas peças com tanto amor, me dedico tanto, que acabo achando que outra pessoa não faria assim. Uma pena para mim.
Bom, espero que você encontre alguém.
Um grande beijo.

Joana Joaninha disse...

Oi Lu !
Eu vivo um pouco disso tudo ! Mas divido tudo com minha equipe, da parte de cortes à quilt , minha irmã me ajuda nosso quilt que é bem parecido! Mas ainda preciso melhorar para conseguir atender todos , sem perder a minha identidade!
Você vai conseguir uma costureira mega prendada , para fazer mais belezuras!

Beijos e amo tudo que você faz!

Hellen

bela silveira disse...

Bom dia!!! Uma ótima terça-feira!!!
A Tia Linha já entrou no clima...e está fazendo direitinho o seu papel!!!
Recadinho: Um dia conversaremos sobre manejar a máquina de costura com carinho, dedicação e compromisso... que acho que resulta em capricho!!!
Bjo garota!

Arte da Luluzinha disse...

Oi Lu imagino como deve ser querer fazer tudo e não ter como. O melhor mesmo é ter alguém ao seu lado, pois assim mesmo sendo outra pessoa costurando, você consegue manter que a peça continue sendo a "sua cara". Vejo isso quando costuro com minha irmã, pois quando ela faz sozinha, mesmo sendo o mesmo molde o resultado é mais o gosto dela e quando estou junto já deixo tudo separadinho e vou dando um "olhinho".
Beijinhos e que em breve apareça essa sua parceira!
obs.Pena que eu moro tão longeeee!!! (risos)

Madame Trapo disse...

Que legal que escolheu minha sugestão. ;D
Eu já tentei uma costureira, mas a experiência acabou não sendo muito boa.

Eu ensinei, ajudei e ela acabou me deixando na mão. Eu dei pra ela meu toy mais fácil de costurar e montar na época e ela me entregou metado do combinado ainda sem finalizar.

Acho super complicado mesmo essa transição, pois o trabalho artesanal tem muito de pessoal impresso nele.

Gosto de conversar sobre esse assunto, pois ajuda a gente a pensar em outras possibilidades.

beijão
Glá

Priscila disse...

ola.

Passe por o meu blog, tem um miminho para si.

Kisses
(ideiascomamor)

Evelize disse...

Lu,
creio que esse seja um ponto crucial para quem trabalha com artesanato ou qualquer tipo de arte.
Talvez seja interessante você buscar alguma costureira sem muita experiência, mas cheia de vontade de aprender e assim, você pode "moldá-la" da forma que mais te interessa. Acho que costureira é uma profissão em extinção!
Também pode ser interessante você procurar oficinas de costura. Normalmente elas fazem trabalhos para confeccções e, quem sabem, poderiam produzir algumas coisas para a sua loja.
Um beijo.

Patricia Cardoso disse...

"mas ainda não consegui descobrir uma costureira de mão cheia para trabalhar comigo no ateliê,"

DOIS MEMBROS!

Lu, meu problema aqui eh mão de obra. E por falta dela, tenho trabalho demais, dores demais, preocupações demais... Ja tive problemas com várias costureiras que não levam "capricho" no sobrenome e acabei tendo que refazer o trabaho e perder mta materia prima. E claro, eu paguei, ne? pois pra ela estava bom.

Meu sonho de consumo era achar uma pessoa de bom coração (hahaha) pra trabalhar 6 horas e que estivesse afim de aprender o que eu faço, pois a maioria vem de oficinas gigantes onde fecham 1000 camisetas por dia, ng quer esse trabalho manual, cuidadoso. FODA!

eu acho que morro dia 20/12 hahaahaha

beijo e boa sorte. E se alguém tiver uma costureira pra indicar na ZO (moro em Pinheiros, SP) pode me procurar, eu preciso!

beijo

Pat