terça-feira, 3 de agosto de 2010

A escolha do ponto!

Na Wikipédia, ponto comercial é o "local onde está estabelecido o comerciante, ou onde realiza habitualmente sua prática comercial". E é sobre isso que escrevo hoje, dando início à coluna ALINHAVOS & GESTÃO, conforme falei na última semana.
Em meados de março, minha idéia era alugar um imóvel onde eu pudesse montar meu ateliê. A solução chegaria, inicialmente, para "desafogar" nosso novo lar, já que o ateliê ocupava uma sala inteira. Naquele domingo, peguei os classificados da Zero Hora, marquei vários anúncios, e pedi prá minha irmã Lisi (que trabalha na loja) me indicar quais daqueles eram lugares de fácil acesso, localização, etc. Logo ela cortou a maioria deles, pela distância, e já na próxima segunda-feira comecei a busca pelo imóvel.
Um dos primeiros imóveis que encontrei foi uma sala comercial numa galeria da Av. Goethe, defronte o Parcão. A sala que fui olhar era bem legal, mas com pouca possibilidade de luz natural (o que, na minha opinião, era um quesito imprescindível);  ao lado havia outra, recém desocupada,  onde por vários anos existiu uma alfaiataria: o ambiente tinha luz natural, tinha uma sobreloja (ideal para guardar caixinhas e caixotes), um belo armário de madeira escura (que combinaria com o balcão da alfaiataria do meu avô),  split instalado, "pronta para minha entrada"! Gostei bastante; preço bom, não demandaria grande reforma. Dei uma caminhada pelas lojas vizinhas, prá sondar informações sobre a galeria, e todos foram unânimes em dizer que o espaço era seguro, porém a reclamação geral era de que no local há carência de estacionamento. Imóvel riscado da minha lista! Não há como abrir um negócio onde as pessoas não têm onde estacionar os carros!
Segui a busca naquela semana; andava de carro sempre atenta a todas as placas a anúncios! Vi outros dois imóveis bacanas, pertinho da rua 24 de outubro, mas aluguéis no bairro Moinhos estavam acima do que eu pretendia pagar. Olhei mais alguns imóveis ali próximos, mas nenhum tocou meu coração, quando então achei uma sala 100% comercial, com jeito de ser o local perfeito: toda branquinha, bem iluminada, localizada num centro comercial bem localizado, porém não tinha mezanino, o que demandaria um gasto extra na reforma. O que mais gostei é que era super próximo à escola das meninas... o que facilitaria meu dia-a-dia. Fui até lá de carro, noutro dia caminhando, e procurei o escritório responsável pela locação. Fiz proposta, recebi outra, fiz contra proposta, e parecia que tudo estava escolhido!
Dias depois chegou meu aniversário; saí logo cedo prá correr e, num breve momento, pensei como seria bom se eu achasse um lugar ideal. Algo do tipo "me presente de niver". Corri para um lado do bairro, voltei e troquei de rumo. Àquelas alturas minhas pernas já estavam cansadas, mas segui caminhando. E foi naquela manhã que encontrei a casa n. 434, que tinha sido indicada por uma leitora do blog. Só a conheci por fora; amarela, com pixações, no maior estilo de pouco cuidado. Novamente conversei pela vizinhança, e gostei do que encontrei: bom ponto, fluxo de carros, próxima à Tok&Stok (uma excelente referência). Depois de ligar na imobiliária, fui almoçar com a Lisi (ela de novo). Comemos e bebemos muito bem (afinal, só um dia por ano fazemos aniversário) e depois de assoprar uma velinha em cima da sobremesa, fomos buscar as chaves da casa. 


A primeira impressão é de que estava abandonada: as chaves não giravam com facilidade, e a escuridão era total! Subi as escadas meio "no tato do corrimão", até que consegui abrir as janelas prá olhar melhor. 


A chegada ao banheiro foi meio "assustadora", quando nos deparamos com a banheira toda forrada com carpete, e as famílias de baratas que ali habitavam, mas sobre isso também já contei por aqui!
Olhamos tudo em detalhes, devolvemos as chaves na imobiliária, e os próximos dias foram de decisão: a razão pedia a loja branquinha, iluminada e zero quilômetro, a emoção pedia a casa velha, descuidada mas num estilo único!
Venceu a emoção... e como o apoio total da família, parti em busca dos trâmites de locação, tarefa nada fácil prá quem não possui renda comprovada. Precisei ajuda do marido, que assinou a locação, e do meu pai, afinal, quem além de pai se propõe a assinar um contrato como fiador?????
Negociações feitas; o contrato redigido andou de um lado a outro, quando, juntamente com tantos e tantos outros papéis e comprovantes, finalmente foi assinado em meados de abril.
A casa pedia carinho, reforma, cuidados... e o próximo passo a ser cuidado foi esse! E o imóvel receberia, com tranquilidade, além do meu ateliê, outro espaço onde decidi montar uma loja!
Quando recebi em mão as chaves do imóvel, estipulei o dia 8 de junho como inauguração do espaço, que depois foi alterado para o dia 9. A meta havia sido traçada, sem isso eu não conseguiria cumprir meus próprios prazos.
Imóvel locado, era momento de visualizar o que seria "o meu negócio".  Mas sobre isso escreverei na próxima semana!



2 comentários:

Cris Nagawa disse...

Lu...

Adoro seu blog, a maneira como escreve,tenho a sensação, que estou vendo toda a cena que narra...Parabéns !!!!
bjs

jnahas disse...

Lu, adorei como escreveu. Para quem ainda não foi ver o resultado, vale a pena visitar e conhecer a nova casa "LU GASTAL".
Muitas vezes vale mais a pena deixarmos a emoção nos conduzir do que sermos levado pela razão, pois a emoção vem do coração e é ela que nos fortalece e dá coragem no início de um novo negócio. Não que a razão seja menos importante, mas saber unir emoção com razão e gestão essa é a chave do sucesso. Parabéns Lú!!!!!!!