sábado, 30 de maio de 2009

bolsas de patchwork




Vi um molde dessa bolsa há alguns anos atrás, na extinta Revista Faça&Venda. Como adoro fazer, porque eu curto uma "tralha", guardei a página para um momento certo.
Um dia o momento certo chegou. Depois de várias tentativas, consegui chegar no molde que queria... e aí começaram a nascer minhas bolsas em patch.
Não consigo produzí-las em grande quantidade, são minunciosamente cortadas por mim, depois da escolha dos tecidos que combinem (ou descombinem... risos!), e costuradas pela Elza, que me ajuda nessa missão.
O que eu mais adoro é pensar nos enfeites, os detalhes, as cores. E esse é o charme das bolsas.
Muitas artesãs fazem o mesmo molde, e não importa! Cada uma coloca na bolsa as suas características!
But... eu adoro a minha!

Essa semana saíram algumas e já estão disponíveis para quem quiser desfilar com bolsas da Lu!


AQUI ALGUMAS FOTINHOS...
http://www.flickr.com/photos/lugastal/541405182/
http://www.flickr.com/photos/lugastal/541405150/
http://www.flickr.com/photos/lugastal/2027981802/
(e pelo flickr têm outras mais...)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

a paciência do processo



Em tudo o que fazemos, há um ritual a ser seguido. Com o artesanato não é diferente.

Em diversos momentos, tive vontade de explicar à pessoas que pegam uma peça e reclamam do preço, ou fazem cara de espanto. Lembrei de um fato ocorrido há alguns anos atrás... depois de um dia inteirinho de trabalho numa feira barulhenta, num estande nada confortável, deixando as meninas pequenas em casa com o pai, com dor de dente e já num momento de extremo cansaço, tomei a peça das mãos de uma senhora, e, num rompante de delicadeza zero, ao ouví-la reclamando que um papai noel de 10 cm custava R$ 15,00,imediatamente sugeri, sem rodeios, que a mesma buscasse coisinhas baratas na feirinha do paraguai (um mundo de 1,99 e produtos made in china que existe aqui em Brasília - ponto turístico inclusive). Ouvir aquela pessoa reclamando do valor me fez sentir uma falta de paciência anormal, e tirar meu lindo e pequeno noel da sua mão foi a atitude que mais me alegrou naquele dia.
Mal sabia ela quantas vezes aquele pequeno papai noel havia passado carinhosamente pelas minhas mãos, para ser adquirido por alguém que não valoriza uma peça artesanal. (confesso, não gosto de vender artesanato a quem não valoriza).

E sobre isso escrevo hoje, sobre o processo de fazer uma peça artesanal. Seja ela em cerâmica, tecido, cabaça, madeira, produto reciclado, etc etc etc, recebe minunciosamente o carinho e paciência de quem o faz. Num primeiro momento, o pensar, a idéia e visão do que será aquela peça quando pronta estiver. Como trabalho com tecido, é sobre ele que posso citar. Dou um exemplo do que foi feito essa semana.

Pensei em broches com flores, pois o dia das mães se aproxima, e sempre participo da Feira Botânica, no shopping CasaPark. Por isso as flores se encaixariam ao momento. Uma "segunda edição", pois a primeira já foi esgotada no início de março, quando aprendi a bordar.
Como agora farei mais unidades, tive o auxílio de minha professora de bordado. As mandalas foram minunciosamente bordadas por bordadeiras que moram nos quatro cantos da capital. O tecido foi previamente lavado, passado; a mandala riscada, para, então, ser bordada e ter vida com a mistura das cores.
Depois, cortei uma a uma. Espalhadas em minha mesa de trabalho, fiquei nada menos do que umas 9 horas misturando outras mandalas em algodão, em cores variadas que ficassem legais às utilizadas no bordado. Repetição de processo: lavar o tecido, passar, e cortá-lo em diferentes tamanhos de mandalas, para então fazer a união de cores e estilo. Xadrez, floral, liso, essa cor combina com aquela???
Depois achei que um círculo em jeans também ficaria legal, e lá saí atrás de retalhos de jeans (até minha velha e surrada calça ellus entrou na história, e as pernas que já não serviam viraram muiiiiiiiiiiitas mandalas, o que significa que cada mandala tem uma história, pq um jeans muito usado tem sempre o que contar!).
Cortados com cortador circular, aparados com tesoura, cada mandala é montada... e vai tomando forma. O próximo passo é costurar uma a uma. Separar as cores, as linhas, sentar com muita paciêcia e costurar sem parar. Já cortados os restos de linha, bordo novamente as mandalas, finalizando o trabalho de forma harmoniosa. Ainda não estão prontas! Falta aplicar o alfinete e torná-las broches! Para finalizar, uma embalagem dá o toque! Um saco de celofane e um tag. Pronto, já acabou! risos...

Não deverei vendê-la a um preço superior a R$ 13,00. Quem achar caro, por favor, NÃO ME FALE!!!! Apenas pense, mas não me fale! Senão vou brigar! kkkkkkkkkkkkkkk

Quem compra não imagina quanta paciência requer o processo de fazê-la, até estar linda e colorida, pronta para ser presenteada ou adquirida!
O que me alegra mesmo é ver alguém na rua usando uma das peças, na camisa, na bolsa, na jaqueta!
Quem faz qualquer coisa artesanal vai entender o que aqui escrevi. E só valoriza quem entende.
Prá quem não valoriza, um made in china também cai bem!