quinta-feira, 26 de março de 2009

my birthday




O dia amanheceu diferente. Não apenas por estar fora de casa e longe de toda a cansativa e gostosa rotina. Os dias têm sido frios e muito ensolarados, mas a quinta-feira chegou gelada, cinzenta e chuvosa. Logo cedo, uma nostalgia bateu forte. Saudade de ouvir as crianças, de ganhar o abraço do meu pai e da minha mãe. Nenhum telefonema atendido (cada "alô" é uma pequena fortuna!), e várias mensagens chegando no celular. Muito carinho chegou pelo flickr também, e essas são as coisas boas que fazem a tecnologia valer a pena!

Um dia de muito trabalho para o marido, o que fez meu almoço ser só meu e de mais ninguém. Mesmo assim, muito curtido. Uma deliciosa refeição, olhando o frio e a paisagem tão diferente pela janela! Momentos antes, assisti uma palestra com Bill Gates, que apesar de toda fama e riqueza, é gente como nós. E, por falar nele, um  "viva" à internet, à tecnologia, que fazem a gente não se sentir só! O carinho recebido hoje via net fez meu dia ficar bem feliz, apesar do sol não ter vindo me abraçar! Depois de uma breve viagem, volto à Washington DC, onde o trânsito avisa que é fim de tarde, e em qualquer lugar fim de tarde é momento de cansaço e buzinas. 

Olho agora para uma esquina cheia de motoristas nervosos, enquanto a chuva não dá trégua!Há pouco fui até a Starbucks, ao ladinho do hotel. Pedi um cookie com m'm, hot chocolate, ascendi velinhas e mentalmente cantei meu parabéns, com direito a "é big é big é hora é hora". Nâo mentalizei a parte do "com quem será", até pq já casei e o felizardo dorme, exausto, depois de dias de trabalho intensos!AINDA não me cantei o parabéns gaúcho (risos... coisa dos pampas, e quem me conhece sabe que eu adoro), mas ainda é fim de tarde e à noite sairemos para comemorar e brindar.Bem, é isso! Meu niver day... fiquei mais velha (nem parece, me acho ainda uma guria...) e logo chegarei nos quarenta! Lembro que quando minha mãe fez 40 eu achava ela uma coroa! affff maria, quanta injustiça! hoje acho que ela é uma menina!Bem, então é isso! Fiquei mais velha, me sinto feliz, tenho saúde, minha família que eu amo, meus problemas e paranóias como todas as pessoas do mundo!

Tenho várias celulites que não tinha há tempos atrás, em compensação aprendi muitas coisas legais que há tempos atrás não sabia! Ainda busco saber o que "quero ser quando crescer", e enquanto isso vou tentando diversas experiências profissionais! Aos 37 anos me presenteei com uma boneca, que, por sinal, foi minha única companhia no meu dia de hoje! Nesse exato momento sou feliz pq não estou lá fora, por onde vejo pela janela as pessoas encasacadas com guarda-chuvas enormes, e muitos carro e trânsito engarrafado. Tô num quarto quentinho, com os pés prá cima escrevendo essas minhas bobagens!

Viva o meu dia! Obrigada, meu Deus, por tudo!

terça-feira, 3 de março de 2009

lãs, cores & frio


A foto das lãs me dá nostalgia. Lembrei de quando aprendi a tricotar. Tinha 13 anos e a tia Giselda, mãe de um namorado da minha irmã, teve a santa paciência e me ensinou... Fiz polainas e um cachecol, verde limão com cor de laranja (aaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiii áureos tempos).
Depois daquelas peças cheias de pontos desencontrados, fui aperfeiçoando, caprichando, e por anos fiz muitos blusões lindos, a gente tricotava coisas diferentes, numa época onde havia poucas opções legais prá se usar (a preços razoáveis).
Até prá namorado fiz blusões de lã, até uma bela noite, depois de não namorar mais o cidadão, ver o ex bofe abraçadinho noutra, com o blusão que eu tinha feito... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Lembrei de quantos pontos tive de pôr na agulha, e achei que tinha sido perda de tempo! Decisão momentânea: a gente só tricota para a gente e para os "nossos" - leia-se pai, mãe, irmãos, filhos, amigos!
Em Pelotas, eu e minha irmã conhecemos uma família super querida, que tinha uma malharia (tricotrama). A também dupla de irmãos Méri e Alemão fazia peças super coloridas (que eu adoro, de longo tempo), com preços legais, e a dupla Lilian e Luciana ficou preguiçosa e começou a comprar ao invés de tricotar.
Eu ainda desfilava para a loja, então o cachê era... modelitos. Fiz editoriais de moda e durante alguns anos a tricotrama alegrou nossa vida.
Em brasília, lã é uma palavra que a gente nem lembra. Em julho os brazilienses se animam, a temperatura cai uns míseros graus e o povo já se enche de blusão e cachecol. Confesso, da maior saudade que tenho do sul, além da minha família e amigos, sinto muita saudade do frio!
Bem, isso tudo é prá contar que esse ano nenhuma Blythe passará frio. As cores de LuGastal chegarão com tudo!