quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009



Identidade

Todo mundo tem. A carteira de identidade é nossa referência na vida todinha. Objeto de primeiríssima necessidade, tipo escova de dentes.
Há alguns meses venho pensando em mudar minha identidade visual, mais precisamente do ateliê. Tarefa difícil e complicada!!!!!
Fazendo um retrocesso: entrei no mundo craft não lembro quando. Acho que lá pelos 9 anos fiz umas pulseirinhas com fio de bordar, vendia e comprava uns picolés. Depois, roupinhas de Susi (essas para consumo próprio - ninguém se arriscaria a adquirir!). Na época do colégio, não lembro de grandes habilidades manuais, tampouco me achava criativa. Aliás, adorava copiar minha irmã mais velha, como sempre o ícone de toda irmã chata menor!
Já adulta, eu e ela resolvemos fazer uns panos de prato natalinos, prá vender. Acho que já contei essa história. Bordamos ponto de cruz por vários meses, e os paninhos ficaram lindos! Com a minha parte das vendas, comprei um aparelho de ar condicionado, e foi um fim de ano bem feliz, onde eu e Claudio ficávamos dia e noite no quarto geladinho, em pleno verão escaldante pelotense.
Bem, voltando ao craft... Grávida de Laurinha bordei muito também. E aí surgiram as primeiras festinhas de aniversário. Sempre diferentes e criativas, era meu momento de abusar das cores e das idéias.
Lulu também chegou, os sobrinhos, e as manualidades foram aumentando.
Já em Brasília, descobri que realmente eu "levava jeito prá alguma coisa craft". Testei várias coisas: da tinta à costura. Primeiro fiz enfeites de Natal, depois de Páscoa, depois datas comemorativas, até que, em 2006, fiquei desempregada e resolvi pôr a mão na massa (nos tecidos, prá falar melhor). Meu desejo era ter um produto que fosse "a minha cara", que tivesse minha identidade.
E surgiram as frutas e os legumes. Os primeiros meio feiosos, foram aos poucos sendo aperfeiçoados e padronizados. Foi quando tive a alegria e oportunidade de mostrá-los ao Brasil todo, através de uma matéria publicada na extinta revista da ed. Abril, Faça&Venda, à época produzida pela Rita Paiva (hoje editora da revista Make).
As frutas e legumes são feitas por muita gente, cada um com seu estilo. Mas as minhas viraram a minha marca.
Precisando de uma logo, pedi à Suzana Rossi que fizesse uma logo, com maçã ou abóbora. Na época, optamos pela maçã, e essa logo usei nos últimos 3 anos. Embora ainda ame as maçãs, e mesmo não sendo Branca de Neve, entrei num surto por uma logo nova, dessa vez no estilo gata borralheira, pois adoro as abóboras, morangas & afins, e não aguento fazer nada decente depois da meia noite!
Depois de alguns contratempos chatos e que deixaram marcas, pedi à Ana Sinhana que pensasse em algo prá mim. Com abóboras. Juntas, num encontro em Campinas, conversamos e "rabiscamos" a idéia... e uns dois meses depois a logo foi finalizada.
Agora, num momento profissional extremamente difícil e delicado, apresento a nova identidade do ateliê.
Criada pela minha amiga Sinhana, o material gráfico foi executado pela Mariana, da SetDesing (www.set.etc.br).

Já tinha apresentado a logo, deixo agora os primeiros rabiscos da nova identidade do ateliê Lu Gastal!
Que surjam muitas abobrinhas a partir dessa idéia!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

tempos de carnaval...


Como a vida da gente muda...há (muiiiitos) anos atrás, eu esperava ansiosamente pelos dias de folia. Em cidade do interior não tem nada melhor do que pular 5 noites de baile, daqueles em que "toda cidade" participava, no clube.
Prá recuperar as energias depois de horas de sono, minhã mãe deixava em cima do fogão uma panela com comidinha boa, e quem acordasse aquecia a sua, cada irmã no seu tempo.
A folia começava na sexta, num "pré baile" que chamávamos de pré carnaval. Acabava a meia noite. No ´sábado, baile da meia-noite às sete da manhã. Domingo, segunda e terça-feira, ídem. E, o detalhe, dançávamos em ´círculo no salão a noite todinha... Era muito bom e divertido. E antes dos bailes tinham os "aquecimentos" na casa de algum amigo animado, geralmente em casa onde os pais viajavam (e a bagunça era grande).
Como se não bastasse, fazíamos marcação de presença (aos frangalhos da exaustão) nos bailes infantis, no domingo e terça à tarde. Totalizando, eram 7 bailes. Depois de tanta festa, era momento de um regime de engorde, pois perdíamos calorias de tanto pular e dançar.
Veeeeelhos tempos... mas, a o cenário muda; a idade, os interesses.
Hoje perder quilos dançando já não é nada fácil. Ainda gosto de carnaval, mais precisamente sou adepta do "bloco do pijama". Adoro colocar um pijama bem velho e assistir um pouquinho dos desfiles das escolas do rio... e depois dormir "exausta" com a folia alheia.
Hoje gosto de ficar em casa, curtir as crianças, e me permito a, no máximo, participar do bailinho da escola delas, que sempre rola no sábado seguinte ao feriado, com direito a bandinha e músicas das antigas.
Esse ano, pensei que meu carnaval se resumisse a um momento "over colors", quando preparei para minha queridíssima Ana uma fantasia (to Craudinha), numa tentativa de honrar minha promessa de que em 2009 farei roupinhas de boneca bem legais. Quem mexe com craft deve entender esse sentimento: depois que fazemos algo ficamos admirando e rindo sozinha diante da peça pronta. E tem também a alegria de enviar um pedacinho de carinho pelos correios, prá alegrar o dia de alguém a quem queremos muitíssimo bem.

Mas o carnaval não se resumiu à fantasia de Craudinha (que Donna não resistiu e, mortinha de inveja, vestiu também...). Como moradoras de Brasília, e pelo fato de, mais animado do que aqui, só o carnaval do Vaticano, marcamos um encontro de marmanjas com suas blythes aqui em casa. Pouca gente, é claro! Comidinhas boas e a tranquilidade do lar. Nada de axé, samba tampouco marchinhas! Embora sem música alguma, vozes femininas em excesso se encarregam de preencher o momento!

A brincadeira era que cada participante tivesse uma doll vestida de "mini me". Na véspera, arrumei algumas dolls pensando na personalidade das "mamães". Prá Laurinha encontrei uma cartola de papelão rosa (e aí a tarefa árdua de reproduzir uma pequena prá doll), Lulu usou uma fantasia de bailarina (heranças das apresentações de ballet), Didi seria uma anjinha (sim, pq prá aguentar a grande família tem de ter uma paciência angelical)...
Como aqui em casa sempre têm as amigas das crianças... descolamos uma branca de neve, uma princesa... e a duas horas antes do encontro queimei neurônios prá pensar quem seria eu... fui palhaça, obviamente.
Bem, as "convidadas" também se puxaram na criatividade!

A tarde transcorreu na mais gostosa paz, distante daqueles carnavais lá dos tempos de Cachoeira...
Além das bonequeiras, uma mãe de bonequeira (que não entendia nada...), marido e um amigo (que riram muito, mas adoraram as comidinhas, e uma "amiga normal" que se encarregou em registrar os momentos, e, é claro, riu muito também!

Os anos se passam e continuo animada. Não tenho mais aquela disposição de bailar toda madrugada, mas curto as cores e estar com quem gosto!

Para alegrar a chuvosa e fria terça-feira de carnaval, recebo o presente de ver Claudinha vestida de tia Lu!
http://www.flickr.com/photos/acpmonteiro/3306077377/


e mais fotos no flickr!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

juntando retalhos e experiências...



















Eu uso o artesanato como oportunidades. Adoro as experiências que ele proporciona: idéias, aprendizados, encontros e alguns relacionamentos que se tornam especiais.
Entrei no 2009 com a vontade de aprender algo novo. Agregar técnicas, e, é claro, cores, ao meu trabalho de juntar retalhos.
O patchwork tem sido aperfeiçoado com a ajuda da minha "profe".  E meu presente do ano foi conhecer outra querida, a Ivone, que tem me ensinado a bordar. Além disso, aprendo com elas a arte da simplicidade, o gosto dos bons (e só nossos) momentos e levo prá casa a certeza de que boas risadas são fundamentais na vida da gente.
E a certeza de que, definitivamente, precisamos nos permitir. A ousar, a aprender, a criar, a trocar idéias e experiências.
Lembrei agora daquele filme antiguinho... "colcha de retalhos". Vale a pena assistir!