quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Afinal: existe ou não existe?


Sexta-feira, num momento raro e gostoso, caminhava com Laurinha no shopping, no meio daquela muvuca pré natalina, e olhávamos vitrines.
No ano passado ela questionou "afinal, mamãe, Papai Noel existe ou não existe?"... respondi que existe para quem acredita. E nunca mais se falou no assunto.
Naquela dúvida se minha menina quase mocinha ainda acredita que Noel existe, perguntei a ela: "aí, filha, já escreveu sua cartinha pro Papai Noel?".
Esperando uma xingada ou resposta do tipo "ai que mico, mãe...", ela prontamente respondeu:
"não ainda, mas amanhã escreverei"

Logo, existe para quem acredita...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Papai Noel



Querido Noel,

Encontrei essa foto que tiramos no ano passado, lá no shopping Iguatemi, assim que desembarquei em Porto Alegre.
Não tinha nem encontrado minhas filhas, mas do aeroporto fui direto te encontrar, pq era necessário um agradecimento ao ano. Pela saúde, pela vida. O ano não havia sido fácil (nunca é...)mas era momento de gratidão.
E lembro bem, me parei na fila (no meio de um monte de crianças) e atrás de mim um casal brigando pq a mulher queria que o marido tirasse uma foto dela contigo. E o cara falou "larga de bobagem, não tá vendo que nessa fila só têm crianças?". Olhei prá trás e, é claro, não consegui permanecer calada - "não se preocupe, em tenho 36 e estou na fila".
O cara ficou calado e deve ter me achado uma ridícula.

Bem, Noel, outro ano chegando ao fim... também não foi fácil. Aliás, a vida não é fácil, quem fala que é tá mentindo. E escrevo prá te avisar que irei de novo te encontrar, prá gente bater aquele papo rápido (enquanto a galera inteira fica na fila querendo tirar uma fotinho contigo, entregar a mamadeira, ganhar balinhas ou deixar cartinhas).
Agradecerei de novo. Pelo ano, pelo trabalho (mesmo que excessivo), pela saúde de todos, pelas amizades que hoje em dia são raras, por reaprender que brincar de boneca é delicioso, pela condição que temos de cair e levantar com mais força.
Pedirei algo, mas não é caro e só depende de mim. Quero que tu me ajudes a ser uma pessoa melhor, a corrigir os erros e lacunas que posso ter deixado, porque eu quero que 2009 seja um ano muito gostoso. Minhs filhas estão grandes, e isso me deixa extremamente feliz. Quero ter o misto de firmeza e doçura que as mães precisam. Quero ser profissional, me qualificar e crescer. E quero, é claro, costurar... muito!
Depois a gente conversa pessoalmente!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008



















Depois de um ano lotado de datas, o susto: 2008 está acabando. Foi-se carnaval, páscoa, halloween, aniversários, dia do amigo, dia da criança, dia do pai, dia da mãe, da vovó, dias dias dias e suas comemorações.
Então, é a vez do Natal! Confesso que as festas me são bastante nostálgicas, mas é sempre um excelente momento para estar pertinho de quem gosto muito.
Acho essa época de natal uma verdadeira delícia. Também, só esse clima de papai noel prá salvar o humor dos mortais que estão enroladíssimos em finalizações de trabalhos pendentes, etc etc etc e toda aquela correria que todo fim de ano tem. Não tem quem escape.
Eu, particularmente, trabalho o dobro em novembro e dezembro. Não estou reclamando, já é praxe. Essa é a época de maior sucesso dos meus crafts. Pinheirinhos, corações, botas, panôs, noelzinhos, estrelas, presépios, anjinhos, etc etc etc. Mas o cheirinho de natal vem da cozinha, quando chego do trabalho e encontro fornadas de biscoitos de mel, feitos carinhosamente pela Didi, aguardando minha total disponibilidade para confeitá-los nas próximas horas.
Adoro essas tradições natalinas. Biscoito lembra infância, infância lembra os natais na casa das vós... eram duas festas na mesma noite.
Na vó Léps, depois do jantar tudo de bom, as mulheres iram prá cozinha lavar a louça enquanto a gurizada era despistada para que o papai noel colocasse os presentes debaixo do pinheiro. Cantávamos "noite feliz" (ai que deprê...sempre sinto vontade de chorar) e depois as emoções de abrir os presentes. Seguindo a noite, alguns quilômetros depois, chegávamos na vó Norma. O pinheiro era natural; se encostasse o dedo com um pouco de força nas bolinhas elas se espatifavam no chão... algumas luzinhas que piscavam e uns clips metálicos que firmavam pequenas velas, que eram acesas na noite de natal. Já chegávamos na hora da sobremesa... e o natal seguia no dia seguinte, com churrasco e primos.

as avós continuam firmes, mas hoje curtem o natal preparado por nós... enquanto ficam zonzinhas com a barulheira das crianças... os rodolfos já se foram ... fica a saudade e a lembrança!
e a vida continua!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

retalhos


Mês passado me aventurei a frequentar aulas de patchwork. Tinha o sonho de aprender a juntar retalhos de forma harmoniosa, sem aquele improviso que confiro em meus trabalhos.
Primeira tarefa, uma colcha de solteiro. Dezoito blocos diferentes foram feitos, cada um com seu charme único. Os retalhinhos foram cuidadosamente guardados para outro momento.
Porém, antes mesmo de acabar minha primeira colcha, o "outro momento" chegou e juntei muitos, muitos retalhinhos que sobraram daqueles cortes milimétricos e precisos.
O resultado dessa união foram algumas necessáires, todas diferentes, cada uma com seu charme.
Necessáire, aquilo que toda mulher adora!
Necessáire, ítem indispensável numa bolsa!!! Para guardar um batonzinho, um blushzinho, um remedinho, e por aí vai.
As aulas continuam e a colcha logo sairá. Mas os retalhinhos não puderam esperar!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

momentos únicos


Trago na lembrança aquela cena de pré aniversário lá em casa. Minha avó materna sempre vinha nos visitar, ela era a responsável pelo bolo. Além dele, sanduichinhos, canudinhos com carne moída e maionese, negrinho (brigadeiro) e branquinho, refrigerante e cachorro quente. Ah, alguns balões pendurados na cortina da sala ou na garagem - locais sempre eleitos para os festejos da gurizada.
Tava feita a festa. Além disso, correria sem fim, gritos e muito agito! Nada de recreação, cama elástica ou togogã. E era super divertido!
Esse ano, optei por comemorar um aniver lá em casa da forma mais econômica possível. Prá aliviar a seca, marcamos um banho de piscina.
E, prá recordar os aniversários do nosso tempo, tudo foi preparado em casa, do chapeuzinho ao bolo.
O domingo amanheceu com cheirinho bom na cozinha. Cinco "mulheres" nos preparativos! Uma bate a massa da empada, outra lava a louça, outra abre as forminhas de papel. Tudo isso regado a muita risada e chimarrão, pq afinal, em casa de gaúchos esse é um ítem básico.
Cuca alemã, musses, branquinho, potinhos de gelatina coloridos, bolo de brigadeiro com palitos de chocolate, sanduichinhos, cachorrinho quente e empada rápida.
E a tarde... ah, o sol era o convidado principal mas furou.. não apareceu! Porém, todas as convidadas foram e levaram muita, muita energia... e apetite!
A diversão rolou solta até o fim do dia. Sem cama elástica nem tobogã!!!!
Pós festa, um banho quente com AS infantil!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

cores


Sou básica. Adoro roupas lisas, jeans acompanhado de algo clean. É claro que curto uma estampa, uma bata, um vestido, dependendo da ocasião. Mas no dia a dia, não ouso além de um lenço colorido amarrado no pescoço. Um sapato colorido também rola, às vezes.

Porém, no ateliê, eu amo as cores. Até em excesso, na minha opinião!!!!! Mas como elas me fazem feliz!
Vejo e admiro trabalhos alheios: combinações lindas, tons terrosos; fico babando. Porém, nas minhas exposições, é sempre aquela profusão de cores!
Outro dia, em São Paulo, tentei explicar a uma pessoa onde estava localizado meu estande, e ela logo tascou “ah, é aquele tooooooodo colorido?!?!”.
A pulguinha ficou atrás da minha orelha e me fez questionar: teria aquela pessoa dito que as cores eram excessivas???? Estaria cafona, brega ou “out” meu pequeno espaço????
Não sei exatamente o que pensou aquela desconhecida. Mas tenho certeza que o cantinho era realmente muito colorido... talvez “Out”. Meus espaços costumam ser alegres, e me sinto bem neles!
São minha marca, esse é meu jeito.
Agora, como explicar uma pessoa tão básica, que adora um pretinho prá não perder tempo em pensar no quê vestir; usar, abusar e costurar tantas cores ao mesmo tempo????
Quem não se importar, deixe que minhas cores alegrem o seu dia!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

o que faz você feliz???


Parafraseando a pergunta do comercial de uma conhecida rede de supermercados, me vêm à cabeça várias coisas...
"O que faz você feliz?"
Acordar cedo num fim-de-semana, prá curtir o tempo;
ver minhas filhas dormindo;
chegar em casa e vestir uma roupa velha e gostosa;
comer pipoca numa tarde de chuva;
receber um e-mail de alguém que está longe;
um telefonema querido;
meus artesanatos;
levantar da cama sabendo que o dia será cheio;
me olhar no espelho e agradecer pela ajudinha de uma make-up básica;
visitar a cabelereira quando me sinto horrorosa;
tomar chimarrão e ler jornal sem pressa;
saber que sou amada e querida pelas pessoas que também amo;
mimos que chegam de surpresa...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

bolo de chocolate


























Parece que foi há pouco tempo atrás. Depois de 6 loooongos e tensos meses sem sair de casa, "chocando" minha cria, lá fomos nós para a Beneficencia Portuguesa, em Pelotas. A ansiedade tomava conta de mim, afinal, acabava a gravidez tão problemática, ou emblemática... risos! Todos nós aguardávamos ansiosamente pela chegada da Laurinha.
Pouco antes de amanhecer aquele gelado dia 28 de julho, ela chegou! Quando a vi pela segunda vez, já estava fofa, cheirosa e tinha brincos nas orelhas. Nossos primeiros momentos não foram lá muito "glamourosos", há o período de adaptação entre mãe/bebê/amamentação/novidades mil.
Há 10 anos!
Foi o resultado do esforço de uma "equipe multidisciplinar". Cada um fazia a sua parte: eu "chocava", e muitas vezes chorava; família e amigos rezavam, acompanhavam, ajudavam, e faziam o enxoval;  Claudinho e Didi sempre presentes, cuidavam do dia a dia. Todos acreditamos que valia a pena tentar apesar dos percalços da história. Mas o herói dessa história tem nome, e se chama José Augusto.
A ele devemos a alegria de celebrar esse dia. A ele seremos eternamente gratos.
Pela postura, pela firmeza, e, sobretudo, pela sinceridade. Por sempre ter mostrado que o impossível podia ser alcançado.
Ao meu médico, dedico, todos os anos, o aniversário da nossa querida!