quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Colocando os pingos nos "IS"!

Se você tem alguma referência de pessoa prendada na sua vida ou infância, provavelmente essa técnica lhe seja familiar. Trata-se de uma espécie de tear, antigamente feito em um grande carretel de madeira com auxílio de pregos e agulha de crochê...

Tem post na coluna lugastal do Casa&Cia - CLIQUE AQUI!




(fotos sempre lindas Danibat)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

reflexões & despedida

Não lembro exatamente quando nos conhecemos, talvez no início do século; empatia imediata, sua companhia me fazia sentir mais livre. Na mudança familiar de 2003, lá estava meu parceiro de todas as horas, dando aquela força enquanto eu desvendava a planejada capital federal e sua diversidade cultural Na terra em que o sol brilha intensamente quase todo o ano, éramos companheiros fiéis; amigos de verdade, no maior estilo "na alegria e na tristeza, no sol e na chuva, na saúde e na doença".



Às vezes os ossos do ofício (digo, do trabalho) não nos permitiam andar juntos, mas às sextas-feiras a gente sempre se encontrava, causando no mínimo olhares curiosos. Lembro da gente conhecer a charmosa Pirenópolis, no interior de Goiás, algumas estradas na terra do tio Sam; e juntos voltamos aos pampas nas férias das crianças. Numa tarde de verão tórrido na capital americana rolou uma briga feia, do tipo “ficamos de mal”, e depois de uma pausa num parque público optamos por nos separar alguns dias, para o bem da nossa amizade.  Era um parceiro galanteador... me elogiava quando eu vestia jeans e casaco de lã, sorria quando me via com short ou vestido; mas adorava mesmo as sextas-feiras, também conhecidas como casual day.  Quando preterido, tinha lá suas crises de ciúmes - havia outros companheiros parecidos, porém nunca iguais a ele! Eis que um dia ele conheceu uma amiga querida, e inclusive se mudou para o apartamento da loira também gaúcha. Obviamente senti um pouco de ciúmes, como quase todos os nascidos no zodíaco de Áries... mas segurei no peito (talvez tenhamos nos separado uns 2 ou 3 anos). Eis que, depois de uns  8 anos de aventuras pelo cerrado,  chegou a hora e oportunidade de voltar pro sul, e no mais puro ato de amizade, ele se apresentou pra me acompanhar em mais uma difícil tarefa de mudar/adaptar/recomeçar numa cidade diferente (retornos sempre pedem paciência e amor).

Lembro do dia em que fomos desbravar terras alemãs, e juntando o pouco-quase-nada que cada um entendia da língua, conseguimos chegar aos destinos planejados. Parceiros e companheiros, como sempre – juntos pegamos trem (sem a certeza de que seguíamos no rumo certo), tomamos chopp, conhecemos as cores e estilo do patchwork europeu, e pisamos rapidamente na Holanda (com planos de voltar). Voltamos noutra oportunidade, novamente pra Alemanha, e a visita à Holanda foi, de novo, rápida. Novos planos futuros de amigos com mais tempo disponível na terra das bicicletas e dos tamancos coloridos.

Não demorou pra disputarmos a amizade com minha filha  mais velha, que adolesceu e também curtia aquela companhia querida, básica e divertida. Novamente senti ciúmes quando eles viajaram e eu não podia acompanhá-los..mas c'est la vieHá poucas semanas passearam pelo escaldante verão português, e a mim ele deve essa viagem, pois foi convidado aos 45’do segundo tempo! E no imediato retorno, ao nos olhamos com aquela conexão de quem já dividiu tantos momentos de alegria, saudade, nostalgia, descobertas e decidimos em puro consenso: era hora de se separar. Logo eu, que odeio despedidas, embora saiba que são necessárias para digerir as partidas. Mas dessa fez foi um "até breve" leve; cada um seguirá seu caminho, cada um levará nossas histórias!

o all star vermelho seguirá comigo na estrada, o de couro branco é amizade compartilhada com a filha mais velha...
(meu amigo de tantas horas foi deixado na frente de casa, e provavelmente levado para alegrar outro par de pés n.38...)



Em tempo: pra não rolar nenhum rancor, esclareço que, na nossa briga séria de Whashington, o que ele fez comigo foi sacanagem pura: num calor escaldante, me obrigou a seguir o dia de vestido de pimentinhas com um tênis esportivo comprado no comércio local - o safado fritou meus pés numa falta de amizade nunca vista! Foi muito triste... mas acabei perdoando!!!!

sábado, 6 de agosto de 2016

Carinho em modo intenso!

Parafraseando o ditado "antes tarde do que nunca", não posso deixar de postar alguns momentos bacanas da feir Mega Artesanal, que aconteceu no mês passado. Eu sei que tu deves estar pensando "mas Lu, hoje em dia tudo acontece e é mostrado em tempo real!!!", e eu respondo: entendo perfeitamente, mas respeito meu tempo e acredito que bons momentos cabem a qq hora, dia e mês, e, neste caso, aqui estão!

Participar de um evento desse porte não é nada tranquilo - trabalha-se muito antes, durante e depois da feira - pura adrenalina, com direito a cansaço, emoção, euforia, fome, desânimo e emoção. Diariamente, durante o evento, repostei no facebook.com/lugastal várias fotos que encontrei pelas redes sociais com as hasthtags #lugastal e #lugastalnamega; mas gosto de ter esses momentos também por aqui! E por isso hoje é dia de dividir com vocês algumas imagens (peço desculpas à quem postou e aqui não está - é verdadeiramente impossível encontrar todas, e fiz o máximo para responder àquelas em que identifiquei as marcações).

Tem post sobre a feira no portal ClickRBS - clica aqui pra ler!


À todos que prestigiaram, visitaram, me presentearam com seus abraços, beijos, carinho, àqueles que não puderam visitar a feira, mas de casa mandaram boas energias - deixo minha imensa gratidão!!!! Todo e qualquer esforço e cansaço vale cada momento quando se colhe tamanha vibração!!!!

#gratidão








segunda-feira, 11 de julho de 2016

Pulseira lugastal - você vai querer uma pra chamar de sua!

(foto Carlos Sillero)

Quem me acompanha sabe que desde o  fim de 2015 e  inicio de 2016 entrei em "obras". Muitos perguntaram diretamente, o que aconteceria? Pra mim uma grande mudança: a reestruturação do estúdio Lu Gastal; um novo formato (com o mesmo carinho).  Mas qual seria o objetivo? Tempo... o precioso tempo. Mas tempo para que? Para um mergulho, para a construção de um novo olhar, para olhar pro lado, pra me olhar no espelho, para enxergar o que vinha passando despercebido. Tempo para agradecer. E as perguntas seguiam... Não se tratava apenas de mudanças físicas - trocar móveis e objetos de lugar me é muito fácil e prazeroso; era a hora da minha mudança - a dedicação ao pensar, a busca de novas inspirações, a construção de um novo trabalho que inspire EMOÇÃO e seja sólido nestes tempos de relações tão líquidas; produtos com identidade impressa, construção e desconstrução de conceitos, um gostoso e doloroso processo caminhando ao mesmo tempo. E várias ações (e reações) deram andamento a esse processo criativo. 

Entre os valores agregados a esse novo conceito, busquei aliar minha paixão por tecidos com sustentabilidade, gerando um consumo consciente. É exatamente isso que representa a coleção de pulseiras lugastal, além de outros produtos que têm sido apresentados nos eventos em que participo - o aproveitamento total de tecidos, até o último centímetro!

Há mais de um ano venho ensaiando várias pulseiras em formatos diversos; as sugestões de várias clientes que já experimentaram as primeiras peças têm uma baita importância! Mas sabe que faz essas pulseiras serem únicas? Foram produzidas com tecidos que garimpei nos últimos anos; tantos pedacinhos guardados com carinho para "o momento certo". Têm florais, geométricos, neutros, com motivos de costura, importados, nacionais; têm estampas com assinaturas de Círculo S/A, Fernando Maluhy, Renata Blanco, Ana Morelli, Sereníssima Ateliê, Robert Kaufman, Amy Buttler e outros tantos tão lindos e especiais. Entre todos esses pedacinhos de tecido há uma única relação, despertaram brilho no olhar, dos diversos formatos à "composição descombinada".  

Um produto que tem a nossa cara!-  capaz de carregar memórias de viagens e andanças impressas nas estampas dos tecidos que garimpamos pelo caminho. Um acessório capaz de fazer brilhar até mesmo o estilo básico mais excessivo. A coleção de pulseiras lugastal traz a essência da nossa marca: design & criatividade em tecidos. São peças produzidas artesanalmente que levarão as cores e o amor  pela costura para os seus variados e diversos looks. 

Use e misture sem moderação!!!

 
a cada coleção,  novas e coloridas possibilidades !
(dificilmente uma peça imprimirá a mesma mistura de elementos-estampas-detalhes)

Quem quiser uma pulseira lugastal pra chamar de sua, 
escolha AQUI.
(as coleções são limitadas!)



quarta-feira, 29 de junho de 2016

Eles estão em toda parte!

Atenção criativos - o pompom chegou pra ficar!

fotos lindas: Danibat (no estúdio lugastal)

Você deve lembrar da avó, tia ou vizinha enrolando pacientemente lã numa circunferência de papelão... pois aquelas bolinhas de lã colorida que faziam pra colocar nos gorros de inverno saíram das nossas lembranças de infância para assumir um super destaque em produções criativas. O mundo artesanal se rendeu à eles, utilizados nas mais variadas opções - de acessórios de moda a decorações bacanas. Pompom é cor, é tendência, e são perfeitos para incrementar projetos craft!

Adeptos de projetos faça você mesmo: na revista Casa&Cia tem post lugastal ensinando a fazer pompons - clica AQUI  - e no perfil do instagram GARIMPOSDALUGASTAL têm várias opções pra vc se inspirar!!!


(projeto lugastal - passo a passo disponível na loja  virtual)


#ficaadica: USE SEM MODERAÇÃO!

terça-feira, 21 de junho de 2016

ARTESANATO COM DESIGN, SIM SENHOR!

Recentemente visitei um bazar do meu bairro, daqueles que reúnem na calçada vários negócios criativos. Conversando com alguns amigos participantes, surgiu a ideia de levar o conceito lugastal para o bazar, e dias depois fiz contato com o telefone informado. Ao relatar meu interesse em participar, 3 perguntinhas básicas e inconsistentes foram feitas: "vc tem página? vc tem perfil no facebook? vc tem fotos do seu trabalho" Afirmei que tinha, e enviaria em seguida por email. Confesso que, com surpresa, uma hora depois recebi a  seguinte resposta da secretária-da-curadoria-do-bazar :  "infelizmente seu produto não se encaixa na proposta da feira: que é design". (que produto?? sequer questionaram o que eu apresentaria!) 

(foto Carlos Sillero)

Salvo eventual motivo pessoal nessa "criteriosa avaliação" e rápida resposta, concluí rapidamente ter me equivocado ao procurar a produtora que organiza o mesmo. Em sua página, entendi que promovem ações que valorizam a criatividade. (????).  Entendo e respeito escolhas e opções, afinal,  vivemos num espaço democrático; mas eu seria injusta com meus princípios e crenças se não expusesse minha opinião (o que fiz), e, como esperado, não houve resposta.  
O blog lugastal é um espaço real e por aqui sempre expus opiniões, erros e acertos do meu handmade business. Por isso julguei importante dividir o fato. Eis parte do email que enviei, apenas retirei a parte inicial, onde me refiro à empresa produtora. 

"(...) Lamentavelmente há um grande engano no pré julgamento de que quem trabalha com artesanato produz peças comuns e desinteressantes. Justamente foi nesse contexto que minha marca tornou-se referência no mercado artesanal nacional,  por fugir sempre do convencional, e  pelo fato de que o planejamento, desenvolvimento e execução de todas as coleções  e ações lugastal são permeadas com inovação e design, numa proposta diferenciada, porém feita a mão (produto artesanal não significa produto com escassez de bom gosto).

Quando participo de eventos ou entrevistas, muitas vezes me qualificam como designer, empresária, crafter,  criativa, bla bla bla. E, apesar de ter um perfil profissional bem diverso e que se encaixa em qq uma dessas descrições, faço questão de dizer que sou artesã.  Trabalho com artesanato, e para a valorização do mesmo, o que já ocorre naturalmente em países onde a cultura se sobrepõe a valores comerciais. 

Há diversos e distintos “braços” ligados à marca lugastal: o  estúdio em Porto Alegre com oficinas de costura criativa, produtos diversos para público final (executados conforme o perfil do público), cursos e oficinas ministrados em várias capitais, palestras e participação como expositora e palestrante/blogueira (acho feias ambas as  palavras - palestrante expõe suas experiências, e blogueira vende suas opniões) e em diversas feiras e eventos, como  Craft Design,  SP Patchwork Design (ambas em SP), Salon Créations & Savoir-faire (promovido pela revista francesa Marie Claire Idées) e outros eventos direcionados à futuros empreendedores criativos, promovidos pelo Sebrae, Elo7, e empresa com ensino criativo à distância Eduk. Tenho canais diretos com artesãos e orgulho em proporcionar um olhar mais atento de cada um deles ao produto que quer apresentar ao mercado. Além dessas experiências rapidamente citadas, cito algumas referências que considero bem bacanas;
- anualmente assino coleções de tecidos de tecidos para o segmento artesanal e têxtil –comercializadas nas melhores lojas de tecidos do país; tecidos usados inclusive em coleções de estilistas e decoradores descolados  (em desenvolvimento de produtos para o segmento criativo há design)
- campanhas lugastal de produtos criativos para a webstore Westwing – design e estilo para casas contemporâneas
- matérias lugastal em diversas revistas do segmento artesanal, três delas em capa de edições da revista Make – arte e design para o bem viver (revista direcionada ao público do mercado criativo artesanal), e outras como Burda, Caderno Donna, revista Casa&Cia.

Tenho o hábito de produzir peças e deixá-las guardadas para o momento exato – o que facilita bastante minha agenda de viagens e eventos. Por isso pensei em participar do Open, pois preparei uma linha de peças bordadas a mão e outras numa técnica que é super tendência nessa temporada pré inverno; Infelizmente bati na porta errada.  De qq forma  agradeço novamente pelo tempo e paciência em “avaliarem” minha  marca, apesar de não enquadrá-la na proposta da feira. "


O tema foi postado nas redes sociais onde participo (facebook e instagram), gerando consequentes opiniões. Embora concorde com algumas e discorde de outras, o que considero importante é a reflexão e o diálogo entre criativos do segmento artesanal. E é a isso que me proponho, valorizar o mercado, produto e segmento criativo e evitar que outros profissionais recebam respostas inconsistentes e preconceituosas como essa.

“o luxo do século 21 é ter um artigo feito à mão, carregado de amor e carinho”

Suzy Menkes -  VOGUE



p.s: o título deste post é uma paródia ao livro "criativo e empreendedor, sim senhor!", autora Rafaela Cappai. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

6 anos e muitos motivos para confraternizar!

9 de junho de 2010 - naquela gelada noite, apertei o botão INICIAR do meu negócio criativo. Entusiasta, tentava convencer a família de que aquilo não era nenhum ato insano. Não nascia apenas um novo espaço; embora eu quisesse (e muito tentasse, em vão)  traduzir, não era apenas um comércio, não era um ateliê de costura. Por muitas vezes busquei a nomenclatura perfeita para o estúdio lugastal, até entender que, para quem frequenta, visita ou acompanha essa história a distância, palavras são dispensáveis - o que vale é a energia, as cores e tudo de bacana que já aconteceu por lá!

Muitos já vieram de longe, outros de perto. Muitos por desejo, outros por curiosidade (alguns apenas por observação). Tenho certeza que vários visitantes levaram consigo o conceito implícito ao negócio lugastal  - a criatividade por trás de cada detalhe, a simplicidade expressa em objetos básicos do dia a dia. Talvez outros não tenham curtido a energia, por motivos que nem procuro saber -  energia e empatia não se discute e ponto final!

A história lugastal sempre foi partilhada aqui no blog, traduzida com sinceridade e emoção, com dores e dificuldades, com alegrias e conquistas. Não sei se seis anos são uma longa história, mas pra mim há uma intensidade muito grande de lembranças e acontecimentos; confiança, conquistas, tombos, encontros, erros, decepções, surpresas gostosas, gente que se foi, gente que veio pra somar, amizades, novas oportunidades, viagens, risadas, formou-se a família lugastal. A casa mudou de número, (ficamos na mesma rua), e entre constantes mudanças, ajustes e decorações, as cores, a criatividade e o perfume seguem presentes e intensos. 

Se vc já nos visitou e voltar algum tempo depois, tenha uma certeza: encontrará sempre alguma mudança, um detalhe diferente! O patchwork tradicional não se adaptou ao nosso conceito e às nossas oficinas; a costura ultrapassou limites tradicionais e sabemos que nosso público busca a tendência. Nossa regra é que, no processo criativo artesanal não há regras! Nossos produtos não se encaixam no tradicional, no esperado - fogem da mesmice mas têm a nossa identidade. E todos são sempre bem vindos, independente do estilo e preferências, até quem quer perder o medo de sentar pela primeira vez diante de uma máquina de costura é bem vindo nessa casa!


6 anos de história, sorrisos e muitos motivos pra confraternizar! 

Nesta quinta-feira, dia 9 de junho, a casa rosa com porta azul  da Eudoro Berlink estará aberta das 14 às 19h pra te receber! Será um dia de criação livre, venha a qq horário e traga o que quiser - um tecido pra fazer algum projeto rápido, um tricô, um crochê, uma receita de bolo, um molde de bolsa pra trocar - ninguém será professora, cada um fará o que quiser! Traga o que quiser, se quiser,  mas venha uma roupa gostosa, tempo pra conversar e se divertir! (a previsão do tempo avisa que fará muito frio durante a semana, portanto, pode vir de pantufas!)

(chá quentinho, as flores na janela e amor nos detalhes sempre têm na casa!)




#ficadica: quem nunca veio pode vir à primeira vez, quem mora perto, quem mora meio distante, venham todos! Tá feito o convite, convida aquela amiga que é envergonhada e não gosta de sair de casa, a sogra ou a vizinha... pode chegar, a cada é sua! 


fotos Danibat


quarta-feira, 25 de maio de 2016

FELIZ TODOS OS DIAS, COSTUREIRAS!



Nós somos costureiras, criativas. Adoramos inventar, reformar, customizar. Independente do seu estilo, da sua técnica preferida... hoje é O DIA e aqui está a homenagem do estúdio lugastal!!!!! (embora nosso dia poderia ser comemorado todos os dias do ano, né?!) 

domingo, 8 de maio de 2016

sweet home


Dia desses mexi numas caixas que estavam fechadas desde a mudança de Brasília. Fazia ideia do que teria lá, embora vagamente. O que procurava não encontrei, mas resgatei algo que simbolizou o início da minha família - um retângulo de etamine emoldurado e amarelado, que bordei não lembro exatamente quando, mas faz tempo!

Devo tê-lo bordado na época que casamos, lembro dele em cima da porta do nosso primeiro home sweet home. Senti saudade!  era uma casa "diferentona" e deliciosa. Metade em madeira, a outra em alvenaria, tinha grandes janelas onde o sol entrava sem pedir licença. O sobradinho, como chamávamos, era composto por apenas duas peças e vários ambientes - numa parte ficava a cozinha, escritório, closet e banheiro, na outra sala, quarto e varanda (o banheiro era minúsculo, e foi muito bom viver lá!).  Na verdade eram duas peças que dividimos como achávamos que seria bacana - (e era, muito)! Cada móvel daquele doce lar tinha uma história - alguns herdamos da família do marido, outros levei do meu apartamento de estudante. Juntos,comporiam a partir de então a nossa história familiar!  Mas essa descrição toda só por lembrar que o quadrinho de ponto cruz decorava a entrada do sobradinho?! Sim e não - o que me trouxe foi a ideia de um começo, e lá se vão 20 e poucos anos! Naquela casa nasceu nossa primeira filha, e depois muitas vezes trocamos de lar. A família aumentou, outra guriazinha chegou, mudamos de cidade e o sweet home seguia com nossa história e identidade.

Quantas vezes quando nos deparamos com o desconhecido a gente não se questiona "será que estou preparada pra isso"? Às vezes, nessa pausa reflexiva, desistimos de tentar; noutras, seguimos em frente. Sou feliz por persistir e acreditar nas minhas histórias e apostas - a família, a maternidade, as buscas profissionais. E esse quadrinho que bordei em ponto cruz simboliza um pouquinho dessas crenças e apostas que fiz, e das quais cuido dia a dia, ano a ano. Viver num home sweet home não significa que a casa é maravilhosa, perfeita e decorada como nas revistas - é  muito mais! - traduz que dentro desse lar existem pessoas unidas em todos os momentos, com respeito e muito amor!

Nesse segundo domingo de maio, dia das mães, esse quadrinho bordado em ponto cruz, trouxe a lembrança do início da nossa família. Há alguns anos eu me questionei se estaria preparada pra ser mãe. Concluí que não, ainda era muito jovem e havia outras experiências a serem vividas antes da maternidade. Que bom que "me desobedeci", assumi o risco e tentei! Nosso lar é doce, às vezes salgado... mas nele há sempre um baita amor!


domingo, 17 de abril de 2016

ensaios de uma dança colorida

Quem, nessa semana, visitou a décima edição da feira Brazil Patchwork Show em SP, ou nos acompanhou nas redes sociais, conferiu o resultado da exposição "A DANÇA DAS CORES" no espaço lugastal. O projeto surgiu para homenagear a edição festiva do evento, e às coleções das empresas parceiras Fernando Maluhy  (tecidos "50 tons") e  Círculo S/A (lãs Mollet "78 cores) - e dele nasceram muitas bailarinas (bonecas de pano) produzidas do mesmo molde e com diferentes personalidades. 

Pra concretizar esse projeto, muitas horas de trabalho se passaram, e 6 mãos habilidosas trabalharam em conjunto, na mais perfeita sintonia! O trabalho iniciou há quase 40 dias atrás - feitos os moldes de ambas as bonecas (em tamanho normal e mini), foi hora de escolher as cores do collant, para, depois, compor com as cores do tutu. Como em Porto Alegre não há grande variedade de tule, um bom e demorado "garimpo" debaixo de temporal pelas lojas da rua 25 de março foi necessário (esqueça o glamour e facilidade sempre que buscares a realização de algo especial!!!). E os próximos dias se resumiram a costuras, muitas costuras - a máquina, a mão. Aos poucos as bailarinas foram tomando forma, cada uma do seu jeito... 

Não consigo escolher etapa preferida, mas tenho uma queda pelo início e final do processo - o planejamento e os detalhes finais. Quando todas estavam costuradas, era o momento especial - escolher a cor do cabelo que comporia com cada uma delas, bem como os acessórios (coroa, sapatilha, flores, mini pompons, maquiagem). Se lhe parecer fácil, esqueça - esse é o momento que demanda bastante atenção! Meu olhar é exigente, e até que ele verdadeiramente se apaixone por cada detalhe, não deixará minhas mãos finalizarem cada boneca.


Algumas etapas eram feitas em série: as sapatilhas feitas em biscuit eram coladas, pé por pé, trançadas e amarradas em todas as pernas finas.  


Bailarinas devidamente costuradas, com cabelo costurado, sapatilhas coladas... cada uma ganhou sua "sessão make up"! 


Depois disso, cada boneca ganhou o tutu da cor do collant, e os detalhes (coroa, flores ou pompons). Depois, etiqueta lugastal e estavam prontas para bailar!


Sabe quando o trabalho parece não ter fim? Foi exatamente isso que senti. Mas teve fim... e na medida em que cada uma delas era finalizada, fui colando na janela do ateliê, que rapidamente coloriu a tarde nublada daquele sábado.


Depois que as "meninas" viajaram de avião (na minha mala de mão, é claro), finalmente chegaram ao seu destino - e distribuí-las harmoniosamente também foi um gostoso desafio! Algumas horas para a montagem... as bailarinas foram suspensas em fitas de cetim e fios de naylon; algumas dançavam entre um bambolê, outras em diferentes posições. Colírio para meus olhos -  vê-las todas em diferentes movimentos e cores fez valer cada etapa do trabalho!




E como falei no início do post, nenhum projeto lugastal acontece sozinho - agradeço aos parceiros Fernando Maluhy tecidos, Círculo S/A, à equipe WR eventos, à equipe lugastal  e a cada uma das pessoas que reservou um minuto pra prestigiar nosso trabalho!

Para conferir mais fotos da exposição, clique: facebook/lugastal, instagram lugastal ou coloque as hatshtags: #lugastal #brazilpatchworkshow #adancadascores

Pra quem deseja fazer sua bailarina, deixo abaixo as referências:
 MOLDES:  disponíveis na loja virtual
- tamanho normal (clique AQUI)
- tamanho mini (clique AQUI)
- sapatilha (clique AQUI)
- mini coroa (clique AQUI)
- mini pompons (clique AQUI)