quinta-feira, 17 de maio de 2018

Peace, love & patchwork

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A notícia não é das mais recentes; a função toda aconteceu em fevereiro, ali em Paris... mas eu, que estava sumidinha daqui, não posso deixar de escrever a respeito. (pras  pessoas que comentam que os blogs faleceram sem aviso, eu reitero: eu escrevo aqui e adoro! Se atualmente poucos os lêem, não tem importância, eu escrevo pra mim também, e adoro ter esses registros de diferentes momentos!
 
LUZ NA PASSARELA! porque o patchwork foi total sucesso nos looks descolados desde que reinou absoluto na semana de moda da capital francesa, quando Dior apresentou uma colcha de retalhos, cores e homenagens ao feminismo e  mudanças sociais.  
 
Com foco  nos protestos estudantis que abalaram Paris em 1968 e revolucionaram movimentos de lutas social  e feministas, Dior apresentou a  coleção fall 2018/19 entre cartazes de protestos, e a  moda foi uma grande bandeira de empoderamento.
 
Pra quem ainda acha que patchwork é coisa da sua avó. #ficaadica: reveja seus conceitos! Ah... e ACEITE, o mundo fashion simplesmente suspirou, sim!!! 
 
#lugastalcurtiu

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domingo, 4 de março de 2018

Inspirações - projetos lugastal do livro Relicário de Afetos

Se você já passeou pelas páginas do livro Relicário de Afetos, com certeza encontrou várias inspirações para produzir peças semelhantes. Importante salientar: assim como as histórias do livro foram escritas para que você reencontre os seus afetos, os projetos handmade servem como referência para suas futuras criações. Lembrando que, ao você colocar o seu estilo, cores, materiais, etc... as peças ficarão ainda mais ricas e com sua total assinatura.
 
Ao final do livro há um recado: INSPIRAÇÕES:
"divido com vocês alguns rabiscos criativos, para que use sem moderação". Na sequência, há desenhos lindamente aquarelados pela artista Anacardia, , com medidas que servirão de referência na execução dos seus projetos. Seguem aqui referências que facilitarão suas produções. Lembrando que a proposta do livro não é apresentar projetos e seus respectivos passos, é inspirar o leitor a criar, ousar e experimentar!
 
ALMOFADA PATCHWORK & BORDADOS
grau de dificuldade: fácil
Material:
- 20cm tecido liso para a lâmina central (se quiser poderá ser bordada)
- 20 cm para as barras menores laterais (no desenho do livro estão coloridas de rosa)
- 30 cm para as barras maiores laterais (no desenho do livro estão coloridas de azul com bolinhas)
- 40cm de tecido para a lâmina traseira.
 
Como fazer: para produção dessa peça, você escolherá uma lâmina de tecido principal para bordar. O desenho é bem explícito, para costurar a parte frontal da almofada você unirá primeiro as lâminas acima e abaixo da principal, depois as barras laterais e, por último, as barras laterais maiores.
Ao finalizar essa lâmina frontal, tire a medida final e corte uma lâmina da mesma medida em tecido liso para a parte de trás. Una ambas as lâminas, deixando um espaço para encher com plumante (fibra siliconizada)
 
ALMOFADA BERGAMOTA
grau de dificuldade: médio
Material necessário para uma almofada de 40cm:
- 50 cm de tecido (ou 25cm de 2 diferentes estampas);
- 60cm manta acrílica;
- grelô - fio de pompons (opcional)
- 2 botões grandes
- 500gr plumante (fibra siliconizada)
- linha de crochê

Como fazer:
- cortar 16 partes iguais do molde (gomo), no livro ilustrado em Chevron
- costurar de 2 em 2 partes ( se estiver trabalhando com dois tecidos diferentes, costurar sempre o mesmo tecido em cima), passar virando todas as costuras para o mesmo lado;
- novamente costurar de 2 em 2 partes( cuidando a ordem dos tecidos caso eles sejam diferentes), passar as costuras para o mesmo lado. Emendar no meio.
- repetir o mesmo processo para o outro lado da almofada.
-  cortar uma faixa de tecido de 14 cm X 1,40 cm.
- cortar a manta para os círculos e para a tira lateral, fixe-as..
- se for colocar o grelô ou sianinha, fixe ao redor do círculo (bem na ponta, só para firmar (facilita o trabalho).
- costure a faixa lateral no primeiro círculo (marque um ponto para a fixação de ambos os círculos) deixando uma pequena parte sem costurar, 10cm para fazer a emenda lateral, feche a emenda e costure o que faltou. Conforme a  figura abaixo.
- costure do outro lado(círculo), deixando uma pequena abertura.
- pregue o botão de um lado: coloque um fio duplo de uma linha de crochê (mais encorpada + ou – 1 metro)na agulha. Deixe uma ponta (+ ou – 30 cm) sobrando, e dê umas três voltas no botão(costurando) e amarre bem apertado (Dê alguns nós) naquele fio de 30 cm) e sem arrebentar a linha passe para o botão do outro lado e repita o processo. (O espaço que você quiser de profundidade.
- encha a almofada aos poucos, para não ficar sulcos, feche com pontos invisíveis.


ALMOFADA KOMBI
grau de dificuldade: médio/avançado

 Material:
--25 cm p/1,40 mt  tecido branco
- 15 cm p/1,40mt tecido colorido
- 40 cm manta acrílica R1
- 1 retalho tecido preto +- 20 x 40 cm
- 1 retalho de preferência estampado para pranchinha de surf
- Papel colante para o tecido preto
- 2 botões médios para faróis; 1 botão colorido para marca (frente central)
- 4 botões grandes brancos para rodas
- Plumante para encher almofada; Linha preta; 50 cm de cordão.

Como fazer:
Parte 1: -cortar tecido branco  1 X molde 1; cortar tecido colorido espelhado (dobrado)   2 X molde 2; cortar 1 lâmina de tecido branco 14cm X 41 cm e colar manta acrílica – Teto da Kombi; cortar 1 lâmina de tecido colorido 14 cm x 41 cm e colar manta acrílica – Fundo da Kombi; cortar uma tira de 6 cm de tecido preto, dobre ao meio e dobre as pontas para dentro. Passe uma costura de cada lado para fazer as tiras que serão usadas como rack. (acessório para fixação prancha de surf). Colar retalho tecido preto no papel colante , marcar e cortar 4  rodinhas.
Parte 2: Costurar as lâminas coloridas (molde 2) na lâmina branca (molde 1) a partir do centro do branco (frente da Kombi). Como mostra a figura 1. Passar com ferro de passar roupas com as costuras viradas para o lado colorido.  Aparar as laterais externas para deixar reto. Colar esta lâmina na manta acrílica. Pespontar em preto as marcações laterais da Kombi. Pespontar o  centro (será bem ao meio e terá 12 cm de largura).Será nesta costura que se fará um pequeno pique na hora de costurar as laterais da Kombi. Distribuir as quatro rodinhas, colar e costurar de preferência com zig-zag fechado.À lápis, marcar as janelinhas (devem ficar com aproximadamente ½ cm entre uma e outra).Passar costuras em preto para marcar as janelas. (Não esqueça os limpadores).Pregar os botões frontais (faróis e marca).Anexar a parte inferior da Kombi ( Lamina colorida) no centro. Fixar com alfinetes costurando apenas os 12 cm centrais da frente (assim ficará 1 cm para cada lado para costurar as laterais). Fazer um “pique” (pequeno corte de menos de 1 cm ao lado, bem rente,  àquela costura frontal.Agora dobre a lateral e encaixe no fundo da Kombi (o “pique” facilita esta operação), costure deixando 1 cm sem costura no final  para poder dobrar depois.Faça o mesmo do outro lado. Pregue os botões das rodinhas. Fixe duas tiras pretas em cima da lâmina branca do teto – à 10 cm do começo e a outra 10 cm depois. Não se esqueça  que não pode ser bem no meio porquê a traseira também está junto na medida do teto. Anexar a parte superior da Kombi (lâmina branca). Fixar com alfinetes costurando apenas os 12 cm centrais da frente (sobrará 1 cm para cada lado para costurar laterais). Faça novamente os “piques”e repita a operação do fundo.Para a traseira, “os piques” deverão ser feitos na parte do teto e do fundo, usar como guia a costura lateral, dobre e faça o “pique” ( Não se esqueça, menos que 1 cm).Acerte os tecidos para que as cores se encontrem corretamente. Apare, se for necessário e alfinete (esta costura será feita com pontos invisíveis à mão). Feche as laterais.Desvire, arrume os cantos com uma agulha. Encha com plumante e feche com pontos invisíveis. Passe o molde da pranchinha para o tecido estampado. Costure na linha deixando uma abertura. Desvire, coloque um pouco de plumante, feche com costura invisível. Amarre a  pranchinha em cima do rack.

 
ALMOFADA CORUJA DOROTHÉA
grau de dificuldade: fácil
 
Modo de fazer: Corte 2x o  molde do corpo, e 4 X o molde das patas. Para os demais moldes, aplique tecidos de seu gosto ao papel cola, e risque cada peça a ser cortada; com o papel cola já adesivado ao tecido, corte 2X os olhos (interno e externo), pupilas; e depois corte 1X os moldes da barriga, coração e nariz de sua Dorothéa; com ferro quente, aplique as partes da coruja, uma a uma, em um dos moldes já cortados do corpo, nesta ordem: barriga, nariz, parte branca dos olhos, parte colorida dos olhos, pupilas e coração. A ordem será importante, pois detalhes do nariz são escondidos pelos olhos. 

Depois de todas as partes já aplicadas, faça os detalhes das mesmas. Todas as partes aplicadas serão “pespontadas” em ponto reto, com fio de linha preto. Nos moldes de aplicação já existentes  no mercado, é nesse momento que são feitos os detalhes em caseado, o que também poderá ser feito na coruja. Mas, buscando a inovação e criação de uma coruja mais contemporânea, sugiro que o ponto seja reto, não precisando ser perfeitamente alinhado... passe de 2 a 3 X a costura em cada parte da coruja, como aparece nas fotos.
Una as duas partes do corpo, avesso com avesso, e alfinete todas as laterais. Após, costure-a na linha pontilhada (deixe apenas um pé de máquina). Depois de costurada, dê piques de 5 em 5 cm, vire a peça com auxílio de um palito de sushi e passe o ferro.
Agora é só encher sua coruja com plumante (não economize... quanto mais plumante mais firme sua peça ficará), lembrando para colocar pequenas “bolas” de plumante nas orelhas, para depois encher o restante do corpo. Depois de cheia, arremate o buraco por onde foi colocado o plumante, com ponto invisível, e linha da mesma cor
Costure as duas patas, dê piques, vire, passe a ferro e encha com plumante. Arremate o buraco da costura a mão, preferencialmente em ponto invisível. As patinhas poderão der costuradas com a aplicação de um botão debaixo de cada uma, o que dará um charme à sua Dorothéa!
Use e abuse da criatividade nos detalhes e cores – vale aplicar um laço na cabeça, botões ou outros aviamentos de sua preferência!!!!
 
 
 BONECA LINDA
grau de dificuldade: fácil/médio
Como fazer o corpo da boneca:
Recorte o molde do papel, exatamente nos riscos - linhas contínuas;  no tecido (tricoline 100% algodão) dobrado ao meio, risque os moldes com lápis 6B; antes de riscar os braços e corpo, estude de em que posição o tecido será melhor aproveitado. A cor do corpo será de acordo com sua escolha. Feitos os riscos,  costure exatamente em cima, não deixando margem. Somente depois de costurados corpo e braços é que você cortará a boneca, deixando margem de, aproximadamente 0,5cm entre a costura e o corte (as pernas dessa menina linda já estão juntas ao tronco). Deixe pequenos espaços para desvirar a peça (as linhas pontilhadas no molde são apenas sugestão). Você pode optar por recortar a boneca com tesoura de picote; eu prefiro tesoura normal, e, após recortada, dar piques nas partes curvas, o que deixará sua costura perfeita após virado o corpo e braços da boneca. Com auxílio de um palito de comida japonesa (hashi), desvire corpo e braços, e passe com ferro quente para alisar o tecido. Depois, encha lentamente com fibra siliconizada (plumante), enchendo bastante principalmente a parte superior do tronco (pescoço e cabeça). Após a boneca estar completamente cheia de plumante, costure a máquina na divisão das pernas e tronco, para dar movimento às pernas (linha pontilhada do molde). Feche as aberturas por onde vc encheu com plumante, e costure os braços junto ao tronco (com linha de bordado e agulha grande, faça pontos que atravessem o corpo da boneca de braço a braço, unindo os dois braços ao mesmo tempo. Dessa forma os braços ficarão articulados, ou seja, com movimento. Repita essa costura de forma a deixá-los bem firmes.
Para roupinha, costure a blusa na sequencia e medidas sugeridas no desenho. Esse é o molde utilizado na blusa da boneca modelo Frida Kahlo. Para a saia, corte um retângulo na altura de sua preferência, se quiser tapar os pés faça mais comprida. com um franzido, prenda a saia à cintura.
Para fazer o cabelo, utilize lãs coloridas.

 

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Lançamento do meu livro em Brasilia

Emocionada com a noite de lançamento do meu livro em Brasília! Havia todos os ingredientes para uma gostosa e intensa celebração: as pessoas e a entrega a um momento leve em pleno agito da semana. O sentimento da noite foi da mais pura simplicidade e resgate ao que de melhor a vida nos presenteia: um afetuoso encontro!
 
Nenhuma história regada a carinho é escrita sozinha, e tenho muito a agradecer! À Soraia Lima e Raquel "Potira", que tão lindamente transformaram o restaurante Sabor&Cia em páginas do livro Relicário de Afetos, com auxílio e apoio de outras criativas e queridas que prontamente se dispuseram a participar desse desafio, e a todos que aceitaram o convite para uma "noite de bingo"!
 
Foi um encontro de total conexão; dos simples resgates aos quais o leitor é convidado, às plataformas digitais, que nos permitiram compartilhar os momentos com quem não esteve presente, mas acompanhou a distância. Uma noite linda; teve bingo, biscoitos de mel e palha italiana. Abraços e sorrisos também não faltaram, e acredito que naquela madrugada todos os presentes devam ter deitado em suas respectivas camas com o coração mais leve!
 
O olhar da fotógrafa Daniela Dytz pode contar um pouco do que aconteceu por lá, e no facebook.com/lugastal têm mais clicks! Pra conferir, clica AQUI!
 
 







  
  

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O lado B do meu Relicário de Afetos

Se vc gosta, vive, valoriza ou admira processos criativos, esse post será interessante; caso contrário, nem perca o tempo da leitura! Atualmente o tempo é tão precioso que devemos gastá-lo da melhor maneira, não é verdade?
Sabe quando dizem que toda pessoa deve ter três experiências na vida; plantar uma árvore, ter um filho, escrever um livro? Há um elo bem forte nessa frase, um vínculo entre as três ações: a espera, a paciência, a resiliência. O fato é que estamos sempre tão acostumados ao ritmo do "agora" que na maioria das vezes sequer paramos pra pensar: como será que as coisas acontecem? Por diversas vezes tive vontade de contar as emoções que se escondiam atrás das páginas do meu livro, muito antes dele ser impresso. E aqui estão 13 delas:

1. Antes de começar a rascunhar o livro, visitei o sótão da casa dos meus avós - era o start desse projeto!

2. Em abril iniciei a escrita dos textos; numa viagem que fiz com minha mãe, mais precisamente, navegando em alto mar, entre visitas a lugares totalmente desconhecidos. Num ambiente de música alta, alegria plena e comida abundante, por tardes a fio coloquei  fones nos ouvidos e me mantive "peixe fora d'água"  diante de vizinhos desconhecidos que ansiavam em falar ou apenas serem escutados. Foram quase 25 dias com mínima conexão wifi e muitas conexões pessoais!

Pelo caminho, soube que existia uma cidade das cores. Fiz trocas e abdiquei de visitar outros lugares, mas cheguei lá!

 (cheguei no lugar mais colorido da vida!! Burano - Itália)
 
3. Criei uma playlist no spotify e sempre que precisava me conectar ao meu relicário ela me ajudava.  É aberta e vc pode escutar se quiser! Mas cuidado, tem uma mistura total de tempos!!!#relicário de afetos lu gastal

4. Feitos os planejamentos iniciais e paralelo à produção dos textos, as peças iam nascendo.  À medida em que eram finalizadas, eu as escondia num armário. Minha vontade de mostrar o que de tão especial estava produzindo era imensa, e minha ansiedade em compartilhar era maior ainda. Muitas pessoas que me encontravam perguntavam: e aí, esse ano não estás produzindo muito né?! A Luciana emoção queria abrir a porta do armário, a Luciana razão a manteve fechada.
 
5. Em julho achava que ainda havia muitas peças a produzir, eis que ao abrir o armário vi que havia material pra fotografar dois livros!! (por que sempre pensamos que não estamos prontos para os desafios?!?)

6. Pra finalizar os textos tirei uma semana sabática no interior do interior, na casa dos meus pais. Sem internet, zona rural. Passei a semana tricotando meias e organizando os textos, e quanto mais tentava acomodar as ideias nesse processo criativo (tricô + escrita + silêncio), mais distante me parecia ter um livro pronto em mãos. Sabe aquela vontade de sair correndo e deixar tudo pra trás?!? Senti!
(as meias de lã no SPOILER não estão ali por acaso)

7. Em agosto aconteceram as sessões de fotos. Antes de viajar, como um quebra cabeças, acomodei todo material por todos os espaços disponíveis do carro. Não cabia mais nenhuma pulga. Após cada dia de fotos, os objetos "inflavam", simplesmente não conseguia acomodá-los no mesmo espaço que que viajaram.
 
A chegada nas locações era um tanto constrangedoras. Primeiramente descíamos eu e minha bolsa, então avisava que  na sequência alguns objetos seriam descarregador por lá!
 



8. Em nenhuma foto em que apareço tive tempo de ir ao cabeleireiro. O cabelo rebelde recebia altas doses de sprays e grampos.
 
Vida real: temos!

9.  Ao fim do intenso segundo dia de fotos, finalizada a sessão com o fusca vermelho,  sorrimos felizes e aliviadas. Missão cumprida. SQN. O freio do fusca falhou e o besourinho vermelho desceu ladeira abaixo. Só não caiu no penhasco porque trancou a roda traseira numa pedra. Havia cinco mulheres a beira de um ataque de nervos - socorridas por um anjo-policial-militar-chamado- Caio-em-dia-de-folga e um caminhão guincho. Ambos os heróis salvaram nosso galã vermelho - peça de colecionador.



10. Viajei 3024 km de ônibus durante o processo de editoração. Disse inúmeros "nãos" para os convites da família, dos amigos; chorei de cansada, gastei madrugadas olhando para o computador sem acrescentar sequer uma palavra;  me senti uma chata de galochas. No finalzinho do prazo para envio do material à gráfica adoeci, não tinha mais fôlego. Sabe aquela vontade de sair correndo e não voltar? Senti, várias vezes! Sabe aquela alegria com a proximidade do projeto finalizado? Senti várias vezes também!

11.  Quase aos 45 minutos do segundo tempo, textos prontos, fotos produzidas, material ainda em fase de editoração, decidi pedir ajuda ao público com uma campanha de pré venda do livro. Recebi uma chuva de carinho, muitos apoios e umas mensagens anônimas escritas por pessoas com escassez de energia e luz. O post teve mais de 7000 acessos e a campanha contou com  preciosos 260 apoios,  que foram fundamentais para a realização desse projeto!

(Com apoio e com afeto - uma das notas que saiu na imprensa e me encheu de alegria)
12. Esse trabalho foi feito a várias mãos, e a cada um destes profissionais dedico minha gratidão! Em ambas as fotos estamos muito cansados, mas os sorrisos traduzem os momentos!

Gabi Mazza - editora e coordenadora geral - Satolep Press
Emerson Ferreira - Nativu Design


Li Puente - produção de fotos
DaniBat - fotografias
Anaí Monteiro - produção de peças e apoio emocional


As ilustrações foram lindamente feitas por Ana Carolina de Paula, e os textos revisados pelo casal Mari Heineck e Duda Keiber.

13. O livro Relicário de Afetos foi inteiramente produzido no Rio Grande do Sul!
 
 
Para comprar seu exemplar, clique AQUI!
O frete é gratuito;  os Correios têm demorado quase 15 dd para entrega, mas ao receber o livro vc entenderá o convite para uma vida mais tranquila e de esperas sem ansiedade.
O livro acompanha a dedicatória, meu beijo e um mimo surpresa!



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

tem uma árvore na minha sala!

(foto do perfil instagram @adorexmas)

Desde que casei, e lá se vão 22 anos, meu sonho era montar a árvore de Natal na nossa casa. Éramos só nós dois, na sequência chegou o Simba, o primeiro "filho cão", mas não tínhamos nenhum pinheiro. Enrolava um festão na chaminé da lareira, com luzinhas e uns enfeites, achava bonito e ficava feliz! Em 98, grávidos da Laura, compramos nosso pinheiro artificial, bem comprido e magro, pra caber na nossa casa que era pequena. Naquele ano já no feriado de finados montei a decoração natalina - exagero, eu sei, mas queria aproveitar muito aquele pinheiro com luzinhas e toda a mensagem que uma árvore de Natal traduz numa família. Na decoração usei os ursinhos que foram suas lembrancinhas de nascimento, luzinhas e bolas, não lembro de que cor. 

Nos anos sequentes, novos enfeites se agruparam aos ursinhos, e logo chegou a Lulu pra família ficar completa! Quando as meninas já entendiam que época de Natal era época de enfeitar a casa, a cada ano eu montava uma decoração diferente; num ano usei as barbies que elas brincavam, noutro usei utensílios de cozinha, cortadores de biscoitos com fotos da família. Lembro de montar uma árvore com frutas em tecido e uma com pássaros em tecido, mas essas para exposições de artesanato. As luzinhas pisca pisca e algumas bolas nunca faltaram na decoração. 

O tempo passou, as meninas cresceram, e a árvore foi ficando de lado. Aquele pinheirinho magro e comprido sofreu a ação do tempo, foi perdendo seus verdes pelos natais afora, aí chegou um mais encorpado, que passou a ser a árvore da família. Há uns 3 anos estávamos em reforma em casa e a levei pro estúdio, e desde então ela não voltou mais pra casa. Voltei a decorar o doce lar com detalhes distribuídos cuidadosamente, mas senti saudade da árvore "plantada" na sala! É na sala da nossa casa que a vida acontece, é por ela que entramos, saímos, é nela que jantamos, assistimos tv, brigamos, fazemos as pazes, tomamos café. A vida familiar acontece nela, deu pra entender né!?!?!

Pois esse ano eu montei o pinheiro em casa novamente! Precisava desse momento e desse ritual! Muito mais do que simbolizar a vida (o pinheiro é das poucas árvores que se mantêm verde, mesmo durante o inverno), queria muito reencontrar a árvore de Natal na sala de casa. E lá está!

As bolas coloridas que pendurei são de outros carnavais... digo, natais! O pisca pisca também, e nesse ano usei (e abusei) de pompons brancos. Cada uma dessas bolinhas de lã têm um significado, um desejo, um agradecimento. Cada um de nós tem os rituais, as crenças, os valores. 

Vida real, feliz estou em ter (re)plantado essa árvore na sala de casa!


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

É hora de escrever um novo capítulo, e já estou com o lápis na mão!!!


Sabe quando a vida nos sinaliza que um ciclo está se encerrando?  Há 2 opções: aceitar o fato e renovar nossas buscas, desafios, projetos OU se manter parado, no mesmo lugar, vendo as transformações ao redor sem nada fazer ou contribuir.
Às vezes essas informações nos passam despercebidas, noutras insistentemente avisam que é  momento de mudança, e que o encerramento de um ciclo implica em futuras e novas possibilidades. Gosto disso!

Há nomentos em que me sinto motivada a realizar mudanças, seja em busca de renovar ações e relações, seja porque a situação não corresponde mais às minhas  expectativas. Para mudar é preciso compreender, aceitar e  realizar as modificações necessárias. Para encerrar um ciclo não dá pra escutar a emoção, é preciso dialogar lucidamente com razão.

E aqui transcrevo tão adequadas palavras escritas por Fernando Pessoa :

 "Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram."...

É comum sentirmos medo e mantermos postura resistente a mudanças. A questão é; enfrentar o término de um ciclo e seu consequente desapego é trabalhoso; não saber quais as consequências é um desafio dos bons!!

Orbitando ao nosso redor há um simples e real fato: o tempo, os recursos e a energia são finitos! Manter pedaços do ciclo anterior e construir um novo torna-se uma tarefa Hercúlea. As escolhas se fazem necessárias, por mais incertas e doloridas que sejam. Às vezes é preciso parafrasear o poeta;  encerrar o ciclo, fechar a porta, terminar o capítulo ... e seguir em frente com nossas próprias ações!!!  E somente a partir daí será possível usufruir das novas oportunidades. Simples assim! 

A Casa Rosa encerrará suas atividades em breve. Antes que vc diga ou pense:  "não acredito, mas é um lugar tão especial", respondo: sim, um lugar lindo, sempre habitado por energia das melhores, mas esse ciclo se encerra para dar espaço ao próximo!
Essa ilustração da Anacardia retrata bem todo esse período, o amor que foi plantado, que floresceu, que transformou, que criou raízes. Tudo envolto num circular e infinito abraço! (repare nos bordados feitos a mão presentes nos troncos das árvores)!!!
Nesses  quase 8 anos de loja/estudio lugastal , muitas mudanças ocorreram, e muito me orgulho disso. Observei o mercado, cuidei do público com todo o meu carinho, cuidei de quem aqui esteve, e de quem por aqui nunca esteve mas sempre se sentiu bem vindo, mesmo à distância.  Sinto imensa alegria em inspirar novos craft busines,  em encantar meu público, e quando olho para trás vejo um álbum repleto de cenas bacanas, ações diversas, encontros, inovação e empreendedorismo.
Tantos aprendizados e descobertas que toda essa experiência me proporcionou!!! A lojinha inicial, o estúdio de costura criativa, os espaços lindamente decorados nos eventos artesanais, o Clube do Pano, o blog, as andanças Brasil afora com o Patch Encontro, a Casa Rosa.
Em breve entregarei a vcs um dos mais especiais projetos, o livro Relicário de Afetos; e nele haverá frações de todo esse período. 
É hora de escrever um novo capitulo, e já estou com o lápis na mão!!! Tenha uma certeza, estarei cada vez mais perto de cada um de vcs!!!!
A partir do dia 16/11/2017 haverá uma grande promoção de produtos. Serão preços arrasadores: móveis, produtos, tecidos e peças do meu acerto pessoal.  Acompanhe nossos horários de atendimento pelo facebook Casa Rosa Porto Alegre! Se vc lembrar de alguma peça que tenha vontade de adquirir, chame inbox no instagram @garimposdalugastal ou pelo whasapp (51)99648 77 12
E na loja virtual tem  muito estoque com 40% de desconto! clique AQUI!

P.S: Muitas ações bacanas estão chegando nesse período. No próximo dia 28 vai rolar Oficina Criativa lugastal, 100% online e gratuita. Pra participar é só clicar neste link e se inscrever: Quero participar da Oficina Gratuita Lu Gastal


terça-feira, 3 de outubro de 2017

convite a compartir esse sonho!

Talvez soe estranho; mas hoje, além de dividir com vocês um dos projetos mais especiais que já me dediquei, vim pedir ajuda! Confesso, pedir ajuda não é um ato dos mais fáceis, e há dias (semanas, pra ser mais sincera) ensaio esse pedido, sem saber exatamente como fazê-lo. 

Desde o início desse ano me dedico a um projeto que estava na minha lista de desejos - escrever um livro! Lá em meados de 2012 fiz alguns ensaios, entre textos, produção de peças artesanais e fotos, mas o dia-a-dia da vida empreendedora me tirou o foco. Este, aliás, foi um dos motivos pelos quais parei para (re)pensar o que eu queria comunicar ao meu público, à minha família e, sobretudo, à mim mesma; não aguentava mais parecer aquela profissional criativa, sorridente, que parecia viver feliz e plena num estúdio colorido e repleto de tecidos; havia problemas, dificuldades, desilusões, dúvidas. Se você me acompanha nas redes sociais, principalmente no instagram, já deve ter lido algum post que se inicia com a frase "senta que vem textão!", dê uma hashtag #colchadememoriaslugastal e encontrarás alguns!




Bem... voltando ao livro! Após planejar o conteúdo e o que eu gostaria de escrever, deu-se início a dois processos concomitantes: a produção das peças e a escrita propriamente dita. Aos poucos, todo material já executado era guardado, com zelo e cuidado. Lembram que em meados de março saí para um "sabático"? Acompanhei minha  mãe numa viagem e dediquei o tempo longe do cotidiano para me conectar com as ideias e traduzi-las através de palavras. Os meses se passaram, e cada etapa do livro era alinhavada,  ponto a ponto, escrita, palavra por palavra. Chegou um momento em que não consegui mais guardar meu segredo, precisava compartilhar com vocês aonde, afinal, eu dedicava toda minha energia. Aos poucos pílulas dessa história foram partilhadas, algumas fotos que talvez tenham passadas despercebidas pelas redes lugastal já eram ensaios fotográficos do livro. Como é difícil guardar segredo de um material tão rico e bonito! 

No meio dessa jornada o vento mudou algumas vezes e me fez corrigir o rumo; se lá em fevereiro, no início desse trabalho, eu pretendia escrever sobre minha história com as manualidades, na metade do caminho entendi que não este não seria apenas um livro, mas um álbum de histórias, de memórias,  de mim, de ti, um álbum de nós! 

Após entrelaçar todo o material, chegou a hora em que não tenho mais fôlego financeiro para tocar o projeto adiante - é necessária a contratação de profissionais competentes para a produção/diagramação/revisão, além dos custos gráficos. E, para executar essa fase final, aqui estou pedindo a sua ajuda! Estudei e pesquisei as principais plataformas de crownfunding (financiamento coletivo), com suas taxas, recompensas e garantias, porém nesse processo os trâmites mínimos são de 3 meses de captação de recursos, e quero entregar o livro a vocês até dezembro. Pedi apoio à empresas do segmento artesanal, e, com exceção das duas parceiras com quem trabalho diretamente, as demais respostas foram desmotivadoras, o país está em crise. Entendo, o mercado funciona assim e, ao se apresentar um pedido, há apenas duas chances: receber um SIM ou um NÃO. 


Pensei várias alternativas, e diante das mensagens que recebo diariamente, entre instagram, facebook, whastapp, versando sobre entrega, carinho, motivação e outros sentimentos bons que as pessoas têm decorrentes do meu trabalho, tenho refletido sobre pedir ajuda a que, de alguma maneira, também ajudo. Tenho a certeza de que juntos somos mais fortes, e sei que não consigo abraçar o mundo e meus projetos sozinha; diante disso, da maneira mais honesta, sincera e vulnerável possível, vim pedir ajuda!


Dia desses cruzei com um livro de título curioso: A Arte de Pedir. Após dificuldades variadas, Amanda Palmer, artista e autora do livro, pediu ajuda ao seu público para gravar um novo disco (e essa história é contada no TED The art of asking). Algumas de suas  frases mais sinceras e precisas ficaram martelando na minha cabeça: "ao precisar ajuda, me joguei nas milhares de conexões que eu tinha feito", "quando realmente vemos uns aos outros, nós queremos nos ajudar", "se quiser experimentar o sentimento visceral de confiar em estranhos, confie neles".  O TED em questão já teve mais de 6 milhões de acesso, e sabe o que eu senti? Que ela falou diretamente para mim, sussurrou ao meu ouvido e por vezes até levantou a voz: "Por que não pedir ajuda a quem está contigo no dia-a-dia? Afinal, esse trabalho é inspiração para todos vocês!!!".


Pedir é difícil, um ato onde você se mostra extremamente vulnerável, sem maquiagem. Sei que serei criticada, mas tenho forte um sentimento de que, muito mais do que qualquer sentença dos "juízes das redes sociais", posso contar com o apoio de quem realmente se conecta com o meu propósito e cada uma dessas ações. Por isso decidi, depois de muito muito muito pensar, ponderar, refletir, avaliar, imaginar, me jogar nas tantas conexões que tenho feito


Aqui está um material para que você entenda a essência do livro (é claro que é apenas uma pitada de todos os ingredientes, senão perderá a surpresa, né?). 






Mas não vim aqui apenas pedir, quero entregar, oferecer o que tenho em troca, e para isso preparei várias recompensas às quais você poderá avaliar, dentro de suas possibilidades.

Como funcionará esse apoio:  trata-se de uma venda antecipada com apoios individuais; cada recompensa terá um valor, e o mesmo poderá ser pago diretamente no e-commerce lugastal, pois essa é uma maneira que facilitará os trâmites administrativos e contábeis de todo esse processo (nota fiscal, impostos, envio da recompensa, endereço correto etc). 

Se você leu esse post até aqui, muito obrigada! (sei que hoje abusei!)!  Cada processo de criação e produção deste livro tem sido feito com muito carinho, da execução de cada produto à paleta de cores, do desafio em misturar tudo o que habita no nosso universo feito a mão à escolha de cada parágrafo que "converse" com a foto, e o melhor... tudo feito a várias mãos!! A felicidade que sinto em trabalhar nesse projeto é imensa, porém, reitero, sem apoio não conseguirei concretizá-lo. Por isso, através desse post totalmente "vida real", peço sua ajuda, seu apoio, seu carinho e confiança. Confiança, aliás, é ingrediente necessário aqui, pois proponho a você a venda de um produto que ainda não saiu do forno... (e o que será de nós se não confiarmos uns nos outros, não é verdade?!). 




Pra finalizar, agradeço mais uma vez pela paciência de ler todo textão, parafraseando Cervantes "Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade".

Muito obrigada!!!



Lu Gastal











quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O dia em que conheci os Estúdios Globo

A vontade deve ser geral: atire a primeira pedra quem nunca quis visitar os Estúdios Globo! Pois eu tinha muita vontade, e na última semana fui surpreendida com o convite para levar meu trabalho ao programa É de Casa. Não havia muito tempo para produzir material e pensar cada detalhe (para os desavisados que acreditam em sorte/azar, aviso: do céu só cai chuva!), mas asseguro que  foram intensas e deliciosas horas de trabalho!!.

No dia 8 de setembro por lá cheguei. Confesso, um tanto tímida, mas extremamente feliz! Logo fui levada até a área de alimentação, e por lá tentei ter fome, quando, na verdade, me alimentei pra segurar a ansiedade. Uns atores por perto, outros talvez eu não tenha identificado, e, de "café pra viagem" em mãos, saí pra caminhar, observar, sentir um pouco daquele lugar. Há verde por todos os lados, e um silêncio tipo cidade do interior. Carrinhos elétricos se cruzam, entre cenários, equipamentos, artistas e visitantes, como eu. 
Pra minha surpresa, a casa é muito mais linda do que parece, e é de verdade - a cozinha funciona, tem água na geladeira, tem café no aparador, tem vaso com florzinha num mini altar - tem energia!!! O jardim dispensa comentários, quem assiste ao programa pode conferir o tanto de verde e beleza daquele lugar. A equipe me recebeu com carinho, e desde o primeiro contato, me proporcionou sentir em casa. Alguns acertos e no dia seguinte eu lá de volta estaria, pouco depois do dia amanhecer. Se havia lugar para nervosismo e tensão, aos poucos esse espaço foi se reduzindo. 
Ok... demorei a dormir! A noite passou, o dia amanheceu; como sempre -  mas de um jeito diferente. Logo cedo lá estava eu, dividindo o camarim com as apresentadoras do programa e outros convidados. Algum tempo e umas voltas de carrinho elétrico depois, voltei à casa do É de Casa! O sábado seria de sol, havia música boa, e encontrei uma equipe totalmente afinada e concentrada. Havia cores, muitas flores, uma indescritível organização e gestão em cada detalhe. E respondendo a pergunta que mais escutei desde sábado, sim, me senti "em casa", equipe e apresentadores são exatamente como parecem - queridos e atenciosos com seus convidados. Baita experiência !!!! 

Minha imensa gratidão a todo carinho que recebi por esses dias - vindo por mensagens, inbox nas redes, whatsapp e pessoalmente. Energia boa que flui, alimenta e faz bem!

Pra assistir o programa, clique nesse LINK!

(fui ensinar como fazer i-cord, tricotin, rabo de rato, de gato ou como vc quiser chamar)

9 de setembro - o dia em que conheci os Estúdios Globo!

(algumas peças em rabo de rato que levei para o cenário)

(gamei nesse canto da cozinha!!! bastidores handmade e pratos fofos!)


(uma selfie nesse banheiro lindo  não poderia faltar né?!?!)

(café de verdade e delicinha!)

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Com café: um brinde ao dia em que me trabalho me levou para conhecer os Estúdios Globo!


momento: sim, eu sou tiete!

(salve simpatia!! Cissa Guimarães ganhou meu coração e um acessório lugastal)

(agradecer sempre é tão bom!)

(almofadas lindas me receberam nos sofá rosa!)

(um dos muitos prints que recebi nas redes! obrigada minha gente, quanto carinho!!!)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

um dia de boneca!

Já devo ter contado umas mil vezes aqui - quando fiz 36 me dei uma boneca de presente. Cabeçuda, esquisita, com várias possibilidades de diferentes olhares. Não lembro exatamente de que forma, mas chegaram pra ficar! No início a família não entendia - nem poderia mesmo - mas, queridos como sempre, aceitaram mais uma loucura da Luciana (nesse POST há um pouco de toda essa história, com várias fotos linkadas às palavras). O tempo foi passando, outra boneca chegou, depois mais outra, muitos passeios, viagens, aventuras, fotos, roupinhas, costuras, bordados, etc etc etc. De repente outras prioridades furaram a fila, tempo, grana, escolhas - e minhas dolls seguiram por perto, presentes e fiéis (quietinhas, às vezes ficaram mais de um ano com a mesma roupinha). Algumas partiram para aventuras noutros lares, outras comigo seguiram, cada uma no seu tempo, sem cobranças.  Não era uma coleção, era minha companhia, me trouxeram amigos preciosos. Mesmo me distanciando de intensos envolvimentos com o mundo bonequeiro, tive a alegria de apresentá-las a pessoas especiais, de contar sua peculiar história recheada de aventuras e mudanças de rumo (adooooro!). 

No último sábado revivi toda essa história. Havia um comentado/badalado/programado Blythecon no Rio de Janeiro; havia uma galera se organizando pra participar e até a véspera eu não sabia se lá estaria. Durante os meses que antecederam houve brincadeiras, desafios, e eu totalmente desconectada de tudo - mas com uma baita vontade de estar perto. Pois bem... agosto chegou, oportunidade de trabalho me levou à cidade maravilhosa e eu pude, depois de muiiiito tempo, reencontrar, apertar, beijar, abraçar algumas pessoas que esse mundo me trouxe. Foi intenso, foi encantador! Se vc procurar nas redes a #blytheconrio2017 verá frações dessa vibe.  

Coloquei meu vestido mais alegre (discreto, eu sei, com alguns pompons) e um sapatinho básico, afinal, era dia de brincadeiras. E mais feliz do que criança em dia de ir ao circo me transportei ao mundo das bonecas, ao lugar onde havia 300 adultos brincando e se divertindo sem limites,  sem julgamentos. 

Foi um dia intenso de surpresas, literalmente do início ao fim; teve lojinhas, teve exposição de dolls representando a diversidade brasileira, teve concurso de camisetas, teve desfile de minime (criadoras e criaturas), teve Carlos Drumond de Andrade, teve biscoito globo com chá mate, picolé, teve samba e Portela! Só não brincou quem não quis, até eu com meu "zero samba no pé" dancei como se não houvesse amanhã!

Uma chuva de pompons à equipe que organizou o evento, aos inúmeros colecionadores que doaram seu tempo, seu trabalho, e engrandeceram ainda mais esse mágico encontro. Não há palavras que descreva sequer uma parte do que por lá se viveu. Foi pura emoção, e tudo, absolutamente tudo, foi impecável!

(








New Blythe Old School - edição limitadíssima



Direto do túnel do tempo do flickr, eu e Ana, a organizadora do BlytheconRio, nos tempos em que os encontrinhos não tinham mais do que 30 maluquetes!

Meu amigo e parceiro de todos os momentos, Vagner. 
À você, Diva,  caprichei no visual e vesti esse look básico! 


p,s: Ao ir embora notei alguns olhares atônitos dos frequentadores do clube onde foi realizado o evento;  talvez tenham estranhado meu discreto modelito.  Mas do que vale a opinião alheia se eu estava com o coração transbordando alegria!?!?!?! 
26 de agosto de 2017 - o dia em que fui boneca de verdade!