quarta-feira, 29 de junho de 2016

Eles estão em toda parte!

Atenção criativos - o pompom chegou pra ficar!

fotos lindas: Danibat (no estúdio lugastal)

Você deve lembrar da avó, tia ou vizinha enrolando pacientemente lã numa circunferência de papelão... pois aquelas bolinhas de lã colorida que faziam pra colocar nos gorros de inverno saíram das nossas lembranças de infância para assumir um super destaque em produções criativas. O mundo artesanal se rendeu à eles, utilizados nas mais variadas opções - de acessórios de moda a decorações bacanas. Pompom é cor, é tendência, e são perfeitos para incrementar projetos craft!

Adeptos de projetos faça você mesmo: na revista Casa&Cia tem post lugastal ensinando a fazer pompons - clica AQUI  - e no perfil do instagram GARIMPOSDALUGASTAL têm várias opções pra vc se inspirar!!!


(projeto lugastal - passo a passo disponível na loja  virtual)


#ficaadica: USE SEM MODERAÇÃO!

terça-feira, 21 de junho de 2016

ARTESANATO COM DESIGN, SIM SENHOR!

Recentemente visitei um bazar do meu bairro, daqueles que reúnem na calçada vários negócios criativos. Conversando com alguns amigos participantes, surgiu a ideia de levar o conceito lugastal para o bazar, e dias depois fiz contato com o telefone informado. Ao relatar meu interesse em participar, 3 perguntinhas básicas e inconsistentes foram feitas: "vc tem página? vc tem perfil no facebook? vc tem fotos do seu trabalho" Afirmei que tinha, e enviaria em seguida por email. Confesso que, com surpresa, uma hora depois recebi a  seguinte resposta da secretária-da-curadoria-do-bazar :  "infelizmente seu produto não se encaixa na proposta da feira: que é design". (que produto?? sequer questionaram o que eu apresentaria!) 

(foto Carlos Sillero)

Salvo eventual motivo pessoal nessa "criteriosa avaliação" e rápida resposta, concluí rapidamente ter me equivocado ao procurar a produtora que organiza o mesmo. Em sua página, entendi que promovem ações que valorizam a criatividade. (????).  Entendo e respeito escolhas e opções, afinal,  vivemos num espaço democrático; mas eu seria injusta com meus princípios e crenças se não expusesse minha opinião (o que fiz), e, como esperado, não houve resposta.  
O blog lugastal é um espaço real e por aqui sempre expus opiniões, erros e acertos do meu handmade business. Por isso julguei importante dividir o fato. Eis parte do email que enviei, apenas retirei a parte inicial, onde me refiro à empresa produtora. 

"(...) Lamentavelmente há um grande engano no pré julgamento de que quem trabalha com artesanato produz peças comuns e desinteressantes. Justamente foi nesse contexto que minha marca tornou-se referência no mercado artesanal nacional,  por fugir sempre do convencional, e  pelo fato de que o planejamento, desenvolvimento e execução de todas as coleções  e ações lugastal são permeadas com inovação e design, numa proposta diferenciada, porém feita a mão (produto artesanal não significa produto com escassez de bom gosto).

Quando participo de eventos ou entrevistas, muitas vezes me qualificam como designer, empresária, crafter,  criativa, bla bla bla. E, apesar de ter um perfil profissional bem diverso e que se encaixa em qq uma dessas descrições, faço questão de dizer que sou artesã.  Trabalho com artesanato, e para a valorização do mesmo, o que já ocorre naturalmente em países onde a cultura se sobrepõe a valores comerciais. 

Há diversos e distintos “braços” ligados à marca lugastal: o  estúdio em Porto Alegre com oficinas de costura criativa, produtos diversos para público final (executados conforme o perfil do público), cursos e oficinas ministrados em várias capitais, palestras e participação como expositora e palestrante/blogueira (acho feias ambas as  palavras - palestrante expõe suas experiências, e blogueira vende suas opniões) e em diversas feiras e eventos, como  Craft Design,  SP Patchwork Design (ambas em SP), Salon Créations & Savoir-faire (promovido pela revista francesa Marie Claire Idées) e outros eventos direcionados à futuros empreendedores criativos, promovidos pelo Sebrae, Elo7, e empresa com ensino criativo à distância Eduk. Tenho canais diretos com artesãos e orgulho em proporcionar um olhar mais atento de cada um deles ao produto que quer apresentar ao mercado. Além dessas experiências rapidamente citadas, cito algumas referências que considero bem bacanas;
- anualmente assino coleções de tecidos de tecidos para o segmento artesanal e têxtil –comercializadas nas melhores lojas de tecidos do país; tecidos usados inclusive em coleções de estilistas e decoradores descolados  (em desenvolvimento de produtos para o segmento criativo há design)
- campanhas lugastal de produtos criativos para a webstore Westwing – design e estilo para casas contemporâneas
- matérias lugastal em diversas revistas do segmento artesanal, três delas em capa de edições da revista Make – arte e design para o bem viver (revista direcionada ao público do mercado criativo artesanal), e outras como Burda, Caderno Donna, revista Casa&Cia.

Tenho o hábito de produzir peças e deixá-las guardadas para o momento exato – o que facilita bastante minha agenda de viagens e eventos. Por isso pensei em participar do Open, pois preparei uma linha de peças bordadas a mão e outras numa técnica que é super tendência nessa temporada pré inverno; Infelizmente bati na porta errada.  De qq forma  agradeço novamente pelo tempo e paciência em “avaliarem” minha  marca, apesar de não enquadrá-la na proposta da feira. "


O tema foi postado nas redes sociais onde participo (facebook e instagram), gerando consequentes opiniões. Embora concorde com algumas e discorde de outras, o que considero importante é a reflexão e o diálogo entre criativos do segmento artesanal. E é a isso que me proponho, valorizar o mercado, produto e segmento criativo e evitar que outros profissionais recebam respostas inconsistentes e preconceituosas como essa.

“o luxo do século 21 é ter um artigo feito à mão, carregado de amor e carinho”

Suzy Menkes -  VOGUE



p.s: o título deste post é uma paródia ao livro "criativo e empreendedor, sim senhor!", autora Rafaela Cappai. 

terça-feira, 14 de junho de 2016

no varal da lu gastal


Não é novidade: adoro trabalhar com tecidos, manusear tecidos, dobrar tecidos, cortar tecidos, observar, testar, refletir, compor! Na real... SIM, EU SOU LOUCA POR TECIDOS! E nesse contexto de puro namoro que rola no processo criativo, uma das etapas que mais gosto é observar as cores, estampas e possibilidades de composição. E, sem falsa modéstia, as clientes lugastal curtem minhas composições, o que me faz pensar que vale a pena cada minuto usado em qualquer planejamento de produto.

Seguidamente atendo clientes no estúdio que buscam indicações, sugestões, e esse cuidado infelizmente não consigo ter com as clientes da loja virtual. Diariamente, ao manusear as peças do estoque virtual, vejo cada possibilidade bacana e fico louca pra montar kits. Por isso, a partir de hoje postarei no facebook.com/lugastal sugestões de composições no maior estilo lugastal - com pitadas de ousadia na mistura de estampas e tendências. Solução prática para uma demanda recorrente do meu  negócio criativo - espero que gostes!

Procure pela #novaraldalugastal e descubra todas as indicações. 
p.s: os tecidos pendurados no varal da lugastal são apenas indicações, mas todos são vendidos separadamente - cada cliente pode escolher o(s) que quiser!

Acesse a loja virtual e passeie por lá - clique AQUI!

... todos os tecidos sugeridos nas postagens #novaraldalugastal estarão disponíveis na loja virtual - se por acaso vc não os encontrar é porque foram vendidos.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

6 anos e muitos motivos para confraternizar!

9 de junho de 2010 - naquela gelada noite, apertei o botão INICIAR do meu negócio criativo. Entusiasta, tentava convencer a família de que aquilo não era nenhum ato insano. Não nascia apenas um novo espaço; embora eu quisesse (e muito tentasse, em vão)  traduzir, não era apenas um comércio, não era um ateliê de costura. Por muitas vezes busquei a nomenclatura perfeita para o estúdio lugastal, até entender que, para quem frequenta, visita ou acompanha essa história a distância, palavras são dispensáveis - o que vale é a energia, as cores e tudo de bacana que já aconteceu por lá!

Muitos já vieram de longe, outros de perto. Muitos por desejo, outros por curiosidade (alguns apenas por observação). Tenho certeza que vários visitantes levaram consigo o conceito implícito ao negócio lugastal  - a criatividade por trás de cada detalhe, a simplicidade expressa em objetos básicos do dia a dia. Talvez outros não tenham curtido a energia, por motivos que nem procuro saber -  energia e empatia não se discute e ponto final!

A história lugastal sempre foi partilhada aqui no blog, traduzida com sinceridade e emoção, com dores e dificuldades, com alegrias e conquistas. Não sei se seis anos são uma longa história, mas pra mim há uma intensidade muito grande de lembranças e acontecimentos; confiança, conquistas, tombos, encontros, erros, decepções, surpresas gostosas, gente que se foi, gente que veio pra somar, amizades, novas oportunidades, viagens, risadas, formou-se a família lugastal. A casa mudou de número, (ficamos na mesma rua), e entre constantes mudanças, ajustes e decorações, as cores, a criatividade e o perfume seguem presentes e intensos. 

Se vc já nos visitou e voltar algum tempo depois, tenha uma certeza: encontrará sempre alguma mudança, um detalhe diferente! O patchwork tradicional não se adaptou ao nosso conceito e às nossas oficinas; a costura ultrapassou limites tradicionais e sabemos que nosso público busca a tendência. Nossa regra é que, no processo criativo artesanal não há regras! Nossos produtos não se encaixam no tradicional, no esperado - fogem da mesmice mas têm a nossa identidade. E todos são sempre bem vindos, independente do estilo e preferências, até quem quer perder o medo de sentar pela primeira vez diante de uma máquina de costura é bem vindo nessa casa!


6 anos de história, sorrisos e muitos motivos pra confraternizar! 

Nesta quinta-feira, dia 9 de junho, a casa rosa com porta azul  da Eudoro Berlink estará aberta das 14 às 19h pra te receber! Será um dia de criação livre, venha a qq horário e traga o que quiser - um tecido pra fazer algum projeto rápido, um tricô, um crochê, uma receita de bolo, um molde de bolsa pra trocar - ninguém será professora, cada um fará o que quiser! Traga o que quiser, se quiser,  mas venha uma roupa gostosa, tempo pra conversar e se divertir! (a previsão do tempo avisa que fará muito frio durante a semana, portanto, pode vir de pantufas!)

(chá quentinho, as flores na janela e amor nos detalhes sempre têm na casa!)




#ficadica: quem nunca veio pode vir à primeira vez, quem mora perto, quem mora meio distante, venham todos! Tá feito o convite, convida aquela amiga que é envergonhada e não gosta de sair de casa, a sogra ou a vizinha... pode chegar, a cada é sua! 


fotos Danibat


quarta-feira, 25 de maio de 2016

FELIZ TODOS OS DIAS, COSTUREIRAS!



Nós somos costureiras, criativas. Adoramos inventar, reformar, customizar. Independente do seu estilo, da sua técnica preferida... hoje é O DIA e aqui está a homenagem do estúdio lugastal!!!!! (embora nosso dia poderia ser comemorado todos os dias do ano, né?!) 

terça-feira, 10 de maio de 2016

OFICINA CRAFT lugastal em Brasília!


Quando, em 2010, formalizei meu negócio criativo, busquei nomear as ações e atividades de maneira com que as palavras traduzissem as ações. O que isso significa? que o trabalho ao qual me propunha fazer trazia consigo personalidade própria, através de misturas de materiais, cores, estilos, técnicas. À época pouco se ouvia falar na palavra CRAFT,  e eu relutava um pouco para usar uma palavra em inglês, porém, não encontrava algo similar, que fosse contemporâneo, com toque moderninho, e que englobasse (e aceitasse) esse mix. E assim surgiu a "oficina craft lugastal".

Não poucas vezes escutei a pergunta: "mas o que significa craft?". Pra mim, o CRAFT traduz o artesanato moderninho, conectado por diversas referências do segumento DIY (do it yourself - faça você mesmo) entre pessoas e comunidades do mundo inteiro que seguem processos manuais, originais, que fogem ferozmente das cartilhas de cada técnica específica (que, aliás, não seguem técnica alguma!). Algo tipo "artesanato sem regras produzido de forma afetiva'. Se  não me fiz clara, dá um google aí e vais encontrar várias outras descrições...  ou acesse o blog Superziper que é um espaço super craft!)

Baseada nos processos que sigo para minhas criações, costumo descrever meu "craft produto" como oriundo de design, criatividade e patchwork. (aí entram os "rotuladores de plantão" - nas velhas e intermináveis discussões que versam sobre o que é o patchwork.  Esqueça tudo! Se, pra ti, o patchwork significa um trabalho com tecidos, com cores, com estampas, isso é o que vale. Em qualquer técnica, em qualquer profissão existem os seguidores de vanguarda e os de retaguarda... mas isso é assunto para outros posts).

Nesse sentido, convido à todos os crafterscriativos, inquietos e artesãos de Brasília: durante a feira Scrap&Patch acontecerão OFICINAS CRAFT lugastal! Mais do que um projeto craft, durante a oficina conversaremos sobre a mistura de cores, de estampas,de  materiais, e cada um de vocês, certamente, produzirá uma peça única (porque ninguém pensa igual, não é?!?!). Que tal pensar fora da caixa e buscar alternativas com a sua própria identidade?!

Esta foi a guirlanda que preparei como referência.. mas tenho certeza que todas as que serão produzidas terão seus próprios detalhes!




Quer saber mais sobre o evento???
informações completas - clique AQUI.


domingo, 8 de maio de 2016

sweet home


Dia desses mexi numas caixas que estavam fechadas desde a mudança de Brasília. Fazia ideia do que teria lá, embora vagamente. O que procurava não encontrei, mas resgatei algo que simbolizou o início da minha família - um retângulo de etamine emoldurado e amarelado, que bordei não lembro exatamente quando, mas faz tempo!

Devo tê-lo bordado na época que casamos, lembro dele em cima da porta do nosso primeiro home sweet home. Senti saudade!  era uma casa "diferentona" e deliciosa. Metade em madeira, a outra em alvenaria, tinha grandes janelas onde o sol entrava sem pedir licença. O sobradinho, como chamávamos, era composto por apenas duas peças e vários ambientes - numa parte ficava a cozinha, escritório, closet e banheiro, na outra sala, quarto e varanda (o banheiro era minúsculo, e foi muito bom viver lá!).  Na verdade eram duas peças que dividimos como achávamos que seria bacana - (e era, muito)! Cada móvel daquele doce lar tinha uma história - alguns herdamos da família do marido, outros levei do meu apartamento de estudante. Juntos,comporiam a partir de então a nossa história familiar!  Mas essa descrição toda só por lembrar que o quadrinho de ponto cruz decorava a entrada do sobradinho?! Sim e não - o que me trouxe foi a ideia de um começo, e lá se vão 20 e poucos anos! Naquela casa nasceu nossa primeira filha, e depois muitas vezes trocamos de lar. A família aumentou, outra guriazinha chegou, mudamos de cidade e o sweet home seguia com nossa história e identidade.

Quantas vezes quando nos deparamos com o desconhecido a gente não se questiona "será que estou preparada pra isso"? Às vezes, nessa pausa reflexiva, desistimos de tentar; noutras, seguimos em frente. Sou feliz por persistir e acreditar nas minhas histórias e apostas - a família, a maternidade, as buscas profissionais. E esse quadrinho que bordei em ponto cruz simboliza um pouquinho dessas crenças e apostas que fiz, e das quais cuido dia a dia, ano a ano. Viver num home sweet home não significa que a casa é maravilhosa, perfeita e decorada como nas revistas - é  muito mais! - traduz que dentro desse lar existem pessoas unidas em todos os momentos, com respeito e muito amor!

Nesse segundo domingo de maio, dia das mães, esse quadrinho bordado em ponto cruz, trouxe a lembrança do início da nossa família. Há alguns anos eu me questionei se estaria preparada pra ser mãe. Concluí que não, ainda era muito jovem e havia outras experiências a serem vividas antes da maternidade. Que bom que "me desobedeci", assumi o risco e tentei! Nosso lar é doce, às vezes salgado... mas nele há sempre um baita amor!


domingo, 17 de abril de 2016

ensaios de uma dança colorida

Quem, nessa semana, visitou a décima edição da feira Brazil Patchwork Show em SP, ou nos acompanhou nas redes sociais, conferiu o resultado da exposição "A DANÇA DAS CORES" no espaço lugastal. O projeto surgiu para homenagear a edição festiva do evento, e às coleções das empresas parceiras Fernando Maluhy  (tecidos "50 tons") e  Círculo S/A (lãs Mollet "78 cores) - e dele nasceram muitas bailarinas (bonecas de pano) produzidas do mesmo molde e com diferentes personalidades. 

Pra concretizar esse projeto, muitas horas de trabalho se passaram, e 6 mãos habilidosas trabalharam em conjunto, na mais perfeita sintonia! O trabalho iniciou há quase 40 dias atrás - feitos os moldes de ambas as bonecas (em tamanho normal e mini), foi hora de escolher as cores do collant, para, depois, compor com as cores do tutu. Como em Porto Alegre não há grande variedade de tule, um bom e demorado "garimpo" debaixo de temporal pelas lojas da rua 25 de março foi necessário (esqueça o glamour e facilidade sempre que buscares a realização de algo especial!!!). E os próximos dias se resumiram a costuras, muitas costuras - a máquina, a mão. Aos poucos as bailarinas foram tomando forma, cada uma do seu jeito... 

Não consigo escolher etapa preferida, mas tenho uma queda pelo início e final do processo - o planejamento e os detalhes finais. Quando todas estavam costuradas, era o momento especial - escolher a cor do cabelo que comporia com cada uma delas, bem como os acessórios (coroa, sapatilha, flores, mini pompons, maquiagem). Se lhe parecer fácil, esqueça - esse é o momento que demanda bastante atenção! Meu olhar é exigente, e até que ele verdadeiramente se apaixone por cada detalhe, não deixará minhas mãos finalizarem cada boneca.


Algumas etapas eram feitas em série: as sapatilhas feitas em biscuit eram coladas, pé por pé, trançadas e amarradas em todas as pernas finas.  


Bailarinas devidamente costuradas, com cabelo costurado, sapatilhas coladas... cada uma ganhou sua "sessão make up"! 


Depois disso, cada boneca ganhou o tutu da cor do collant, e os detalhes (coroa, flores ou pompons). Depois, etiqueta lugastal e estavam prontas para bailar!


Sabe quando o trabalho parece não ter fim? Foi exatamente isso que senti. Mas teve fim... e na medida em que cada uma delas era finalizada, fui colando na janela do ateliê, que rapidamente coloriu a tarde nublada daquele sábado.


Depois que as "meninas" viajaram de avião (na minha mala de mão, é claro), finalmente chegaram ao seu destino - e distribuí-las harmoniosamente também foi um gostoso desafio! Algumas horas para a montagem... as bailarinas foram suspensas em fitas de cetim e fios de naylon; algumas dançavam entre um bambolê, outras em diferentes posições. Colírio para meus olhos -  vê-las todas em diferentes movimentos e cores fez valer cada etapa do trabalho!




E como falei no início do post, nenhum projeto lugastal acontece sozinho - agradeço aos parceiros Fernando Maluhy tecidos, Círculo S/A, à equipe WR eventos, à equipe lugastal  e a cada uma das pessoas que reservou um minuto pra prestigiar nosso trabalho!

Para conferir mais fotos da exposição, clique: facebook/lugastal, instagram lugastal ou coloque as hatshtags: #lugastal #brazilpatchworkshow #adancadascores

Pra quem deseja fazer sua bailarina, deixo abaixo as referências:
 MOLDES:  disponíveis na loja virtual
- tamanho normal (clique AQUI)
- tamanho mini (clique AQUI)
- sapatilha (clique AQUI)
- mini coroa (clique AQUI)
- mini pompons (clique AQUI)

terça-feira, 12 de abril de 2016

10 anos de Brazil Patch Show!

Comemorar datas, na minha opinião, é puro resultado de conquistas - e aí entra saúde, trabalho, perseverança etc. Quando soube que a BRAZIL PATCH SHOW faria 10 anos em 2016, rapidamente me vieram breves cenas  de edições passadas. 

A feira nasceu na mesma época em que eu ensaiava os primeiros passos como artesã, e na sua terceira edição, a advogada Luciana tirou férias no trabalho em Brasília pra poder viver a experiência de ser expositora em São Paulo. Tempos de pura aventura!!!! Dividi o espaço com um ateliê do sul, e me fui de malas (várias) e cuia pra terra da garoa! É claro que nada é tão fácil quanto parece... mas isso a gente esquece - em 2008 a artesã Lu Gastal participava com um baita orgulho da maior feira do segmento patchwork/artesanato de SP! 

Era época do flickr, a primeira rede social que conheci em tempos em que nada se falava no assunto, e a galera com gostos afins já se encontrava pela página de fotos. Por lá aconteceram muitos encontros, trocas, e algumas amizades perduram no tempo, por lá deixei várias recordações daquela participação na feira. (fotos AQUI).

No ano seguinte não tiver oportunidade de visitar... mas no outro, em 2010, caminhei muito, curti cada estande do evento e encontrei um montão de gente querida que  não via há bastante tempo - post AQUI.

(Rita Paiva)

Em 2011 já tinha aberto meu negócio criativo, portanto,  prestigiar o evento e conferir as tendências era programação certa! - post AQUI.

(Rogério Chiavarelli)



Em 2012, eu e Rita Paiva montamos um espaço de "boas vindas" aos visitantes da feira,  a PATCH DOCERIA! Pura paixão... post e fotos AQUI! Dentro da feira, o estande lugastal também recebeu clientes de todo país, com muitos beijos e abraços!





Em 2013 a feira deixou de acontecer no Colégio São Luiz. Apesar de ser um local de excelente localização, já não comportava tamanho público. Naquele ano, o shopping Frei Caneca recebeu o público do segmento artesanal; o espaço lugastal trouxe a proposta de reunir um só espaço tudo o que artesãos/designer precisam para criar livremente - mais fotos AQUI.




Como a edição de  2014  aconteceu antes da Páscoa (e eu adoro a época do coelhinho), preparei uma mesa alusiva à data. com sugestões de decor criativa.




Em 2015, novas mudanças - o evento se mudou para o Centro de Eventos Pro Magno. Muita gente reclamou (distância, bla bla bla), mas eu achei a estrutura excelente para o padrão da feira. (sobre reclamações falarei noutro post! rsrsrsrsr). E nesse ano quem estacionou por lá foi a KOMBI Rita Paiva & Lu Gastal, num cenário totalmente piquenique - muitas selfies e sorrisos saíram de lá!



Bem... aqui estamos em 2016 - 10 anos de feira - dos quais 7 tive o privilégio de participar! E pra comemorar essa história, preparei pra edição de aniversário a exposição A DANÇA DAS CORES! No site WR eventos  tem todas as informações.

Eu te espero no espaço lugastal- com cores, tecidos lindos, muitas bonecas e, é claro, criatividade!!!







sábado, 2 de abril de 2016

Parabéns pra nós!

Nos tantos finais de tarde dos tempos de Cachoeira, em que sentava com a amiga Joice na esquina entre as ruas Sete e Major Ouriques pra ver os vai e vém dos carros e das pessoas, os planos futuros eram muitos - tantos que nem recordo da maioria (aos 15 anos a mente viaja sem carimbar passaporte e o céu é o limite);  mas não pensava que viveria numa cidade grande! Eis que, perto dos 18,  migrei para Pelotas, que, pra mim, já era bem extensa e exigia atenção!  Mas a vida, digo, a estrada dá voltas - qdo me sentia quase uma pelotense nata, mudei de mala, cuia e família pra capital federal, e aquela cidade grande no meio do cerrado não tardou a me acolher, mostrando que nela era possível o cultivo de bons hábitos do interior. Cidade gostosa de morar, Brasília era pequena, mesmo sendo grande. 

Era final de 2009 e, por escolhas/oportunidades/destino, decidimos voltar aos pampas. Foi tudo muito rápido; decisão do casal feita, lágrimas e incertezas, encaixotamos a casa e em dois meses chegávamos de mala, cuia, família, gato, cachorro e papagaio na capital dos gaúchos.

Porto Alegre nos recebeu, digamos... em plena TPM... fazia um calor desgraçadamente intenso! E logo vi que ess era, sim, uma cidade grande!!! - meu conhecimento de ir e vir se resumia ao raio de 400 mts de casa, e o GPS fixado por uma ventosa no vidro do carro era quase a salvação diária. Tinha de me acostumar com tamanho calor e umidade; com nomes de ruas, entender que não havia lógica nos endereços. Diferente de Brasília, adaptar-se ao trânsito de Porto Alegre foi meu maior obstáculo. Quando o sinal abria, caso meu amigo-de-todas-as-horas GPS não me avisasse qual direção seguir, eu era literalmente coberta de buzinas, gritos e gestos que é melhor nem comentar (pensava que, por ser fevereiro, os motoristas aqui eram  "esquentadinhos".  Baita engano!)

Poucas semanas depois, entendi que conheceria melhor as redondezas se andasse a pé, pegasse táxi e lotação, e  pouco tempo depois já me sentia quase uma porto alegrense - até me deslocava sem depender da muleta tecnológica  (e como não demorei pra ter a experiência do carro arrombado, o tal GPS logo se foi no "combo" do furto).

Saber que Porto Alegre comemoraria seus 238 anos no mesmo dia em que eu faria 39 nos tornou mais próximas! E, desde então, todo 26 de março essas duas gurias se abraçam para agradecer por mais um ano de vida!


Parabéns pra nós! Que venham nossos próximos!