domingo, 1 de julho de 2018

O sótão que habita meu Relicário de Afetos!


Há muito tempo não tinha a oportunidade de voltar ao sótão da casa dos meus avós! Tantos anos depois, o cheiro é o mesmo, a luz que entra pelas janelas idem, mas, obviamente, há uma nostalgia e saudade de presenças que são preenchidas através das lembranças.

Pra mim era importante "mostrar" meu Relicário de Afetos à esse lugar. Voltar ao sótão com o livro pode ter sido apenas um ritual, mas me proporcionou "conversar"  com minha própria história, e entender o valor em manter esses afetos até hoje comigo!  Abaixo transcrevo alguns trechos de um capítulo que foi totalmente inspirado nesse lugar! 

 
Sinimbú, cidade de 10 mil habitantes, localizada do interior do Rio Grande do Sul. Na rua principal, antes da curva, em uma casa de esquina, habitam minhas mais preciosas memórias. Nela existe um sótão, cenário de meu onírico mundo. Adentrar naquele espaço de infinitas viagens era um ritual. ...
 Ao abrir a porta que dava acesso à escada, havia um pequeno e estreito quartinho e uma cama milimetricamente encaixada no vão debaixo da escada. Alguns degraus acima, chegávamos a uma ampla peça com duas janelas, sempre fechadas. O cheiro a mofo fazia daquele mundo um lugar ainda mais misterioso. 
A peça era parcialmente iluminada por um “bico de luz” - lâmpada presa a um longo fio. Aquele mundo povoado de memórias recebia os objetos desnecessários da casa: malas, berço, revistas, jornais amarelados, roupas, além de tudo o que restou da aposentada alfaiataria do meu avô.

 
 Hoje subo as escadas sem arrastar os pés. Os donos da casa se mudaram para o andar de cima, e é no sótão que me conecto com tudo que deixaram: o amor e as histórias de uma casa de avós com netos, barulho e bagunça. A maioria dos móveis e objetos não estão mais lá. Mas os ácaros ainda dividem espaço com aquele universo invisível que sempre vai povoar minhas melhores recordações.  
 
Seguidamente me flagro entre referências dessas lembranças e me pergunto: por que não misturar a tradicional estampa risca-de-giz aos moderninhos padrões têxteis? Por que não contrapor a sobriedade dos tons de cinza/azul/preto com a leveza das cores? Seria viável essa mistura de tempos e de estilos? (fiz essa manta contrapondo esse exato olhar, queria misturar as referências dos tecidos que meu avô usava em sua alfaiataria, com as estampas que utilizo em tempos atuais, por isso, ao visitar o sótão recentemente, fiz questão de levá-la para "apresentá-la" ao ambiente que me inspirou!). 
 
 


Quase quatro décadas depois senti vontade de saudar essas memórias à minha maneira, com mistura de tecidos e diferentes padrões. Quando isso acontece, como nos tempos de infância, me vejo subindo pé por pé na escada de madeira e desvendando ideias, sopradas por algumas saudades que me acompanham e norteiam.
 
Voltar ao sótão sempre me traz a sensação de um aconchegante abraço!
 O livro Relicário de Afetos está disponível para compra AQUI!
 






quinta-feira, 31 de maio de 2018

8 anos & muito AMOR!

Talvez você lembre desse POST, talvez tenhamos nos encontrado algum tempo depois. Pra mim isso realmente não importa, o que é especial demais é saber que há algo que nos conecta, independente do tempo. Oito anos parecem pouco tempo, né? Pois não são; computa-se aqui quase 3000 dias com diferentes possibilidades, oportunidades, conquistas, batalhas, tentativas, tombos e, sobretudo, imensa dedicação, feitos com AMOR, AFETO e, sobretudo, PERSEVERANÇA!

Em 9 de junho de 2010 eu abri formalmente minha empresa. De CNPJ nas mãos e uma infinita responsabilidade (que desconhecia como artesã), tinha consciência de que empreender não seria tarefa fácil. Olhando para trás, aceito o fato de que foram 8 anos em constante sensação de estar numa montanha-russa, num subir e descer de emoções, sentimentos e reflexões. Talvez pelo meu perfil, talvez por situações alheias, nesse tempo pratiquei várias e importantes mudanças no meu negócio - o pequeno sobradinho deu lugar à Casa Rosa, aumentei a atuação varejista, reduzindo-a mais tarde por entender que o varejo não era o foco do meu trabalho; contei com auxílio de colaboradores, de funcionários e de parceiros, em diferentes ordem e intensidade. De tudo, absolutamente tudo, trago excelentes conclusões e aprendizados, inclusive de que a vida dá voltas! E, exatamente por isso, pelas voltas que a vida dá, hoje não atuo mais com varejo, não possuo ponto comercial e foco minhas atividades em ações que aliem o meu amor ao fazer a mão, o profissionalismo e qualidade de vida profissional/pessoal/familiar. Hoje não tenho um espaço físico aberto ao público, mas por trás de todas as ações, palestras, oficinas e atuação lugastal, há formalidades que acontecem por meio de uma empresa formal.

O que trago de mais importante em toda essa experiência é de que há um AMOR muito grande no meu trabalho, no que entrego diariamente a cada um de vocês. Proporcionar sensações de acolhimento através de experiências manuais e afetivas é algo um tanto intangível, vc concorda?! Sim, eu também concordo, mas é exatamente esse o meu PROPÓSITO e por ele que acordo diariamente.

Pelas páginas do blog, pelas redes sociais, de perto e de longe muitas emoções já vivemos juntos. Recentemente, ao publicar o livro Relicário de Afetos, entendi que meu trabalho não se tratava apenas de fazer a mão, de criatividade! Entendi que há um misto de tudo isso, e o livro trata exatamente dessa mistura com memórias afetivas, experiências, histórias, fotografias, recordações, projetos handmade, e sentimentos que orbitam exatamente ao redor do AMOR!

Mas porque estou te falando sobre o livro?!?!  Porque na semana de aniversário da minha empresa, chego ao milésimo livro entregue, ou seja, 1000 exemplares do meu Relicário de Afetos já foram distribuídos não apenas no Brasil; já chegaram em Portugal, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Qatar, Nova Zelândia, Argentina. MIL LIVROS em menos de 6 meses, isso pra mim é incrível! MUITO OBRIGADA!

Recebo com frequência mensagens com feedbacks sobre o que o leitor sentiu ao ler o Relicário de Afetos. Tantos relatos bacanas, emocionantes, que me dão a certeza de que realmente olhar para sua história é algo que apenas VOCÊ pode escolher - e o livro faz exatamente esse convite a quem o recebe! 

Durante os primeiros meses de venda do livro,  preparei diversas promoções para meus leitores: costurei marcadores de páginas, enviei cards com ilustrações do livro (assinadas por AnaCardia Ateliê), bordei fotografias (assinadas por Danibat). Minha ideia era de sempre surpreender o leitor com algum mimo além das páginas do livro!

E na semana de aniversário lugastal eu quero dividir com vocês um pouco de todo esse sentimento, por isso preparei uma campanha super especial com PROMOÇÃO IMPERDÍVEL! PROMOÇÃO ENCERRADA!
 
Sabe o que pensei antes de preparar essa promoção? Que eu tenho muito a comemorar! Num país onde, segundo pesquisa do Sebrae, 77% das empresas fecham suas portas nos dois primeiros anos, sobreviver é realmente  uma conquista,  ainda mais se tratando do mercado criativo artesanal, ainda tão desconhecido por tantos segmentos! E é exatamente por isso que eu quero comemorar essa data com vocês, e também porque o livro RELICÁRIO DE AFETOS significa uma importante "página da história lugastal".
 
Mas essa promoção não será o mês inteiro! Separei uma quantidade limitada de 50 livros, e apenas os primeiros 50 pedidos receberão os presentes acima descritos sem custo extra algum!
A promoção já está disponível na loja virtual, clique AQUI e garanta o seu livro com presentes especiais! PROMOÇÃO ENCERRADA!


(livro Relicário de Afetos, card com ilustração, marcador de livro e coração em tricotin)


Mas pra você que faz parte da lista dos 1000 leitores que já têm o seu livro, eu preparei uma novidade muito bacana! Inclusive a pedido de algumas pessoas, que me escrevem dizendo que gostariam dos brindes mas já compraram seu livro: um KIT DE AFETOS!

Esse kit contém:
- 4 cards ilustrados (um deles com dedicatória especial)
- 1 foto bordada
- 1 coração em tricotin
- frete grátis
Tudo isso ao preço de apenas R$55,00, porque é mês de aniversário, e porque eu quero distribuir esse carinho com quem confiou no meu trabalho e se entregou à leitura do meu livro! Os cartões podem decorar seu ateliê, a foto idem, o coração em tricotin idem. e todos são presentes bem sugestivos para que, ao vê-los, você se conecte com os seus próprios afetos! 


Mas como já disse anteriormente, essa promoção não vai durar o mês inteiro! Também preparei uma quantidade limitada de KITS DE AFETO, e assim que acabar o estoque aparecerá na descrição do e-commercePROMOÇÃO ENCERRADA!
Pra garantir o seu KIT AFETO, clique AQUI e aguarde a visita do Sr. Carteiro!


MUITO MUITO OBRIGADA a cada um que faz parte dessa história! Sem vocês nada disso aconteceria!!!
E aguarde porque logo, logo, novidades bacanas chegarão aí na sua casa!

beijos da Lu!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Peace, love & patchwork

foto Pinterest
  
A notícia não é das mais recentes; a função toda aconteceu em fevereiro, ali em Paris... mas eu, que estava sumidinha daqui, não posso deixar de escrever a respeito. (pras  pessoas que comentam que os blogs faleceram sem aviso, eu reitero: eu escrevo aqui e adoro! Se atualmente poucos os lêem, não tem importância, eu escrevo pra mim também, e adoro ter esses registros de diferentes momentos!
 
LUZ NA PASSARELA! porque o patchwork foi total sucesso nos looks descolados desde que reinou absoluto na semana de moda da capital francesa, quando Dior apresentou uma colcha de retalhos, cores e homenagens ao feminismo e  mudanças sociais.  
 
Com foco  nos protestos estudantis que abalaram Paris em 1968 e revolucionaram movimentos de lutas social  e feministas, Dior apresentou a  coleção fall 2018/19 entre cartazes de protestos, e a  moda foi uma grande bandeira de empoderamento.
 
Pra quem ainda acha que patchwork é coisa da sua avó. #ficaadica: reveja seus conceitos! Ah... e ACEITE, o mundo fashion simplesmente suspirou, sim!!! 
 
#lugastalcurtiu

foto Pinterest
 

fotos Pinterest
 


 

domingo, 4 de março de 2018

Inspirações - projetos lugastal do livro Relicário de Afetos

Se você já passeou pelas páginas do livro Relicário de Afetos, com certeza encontrou várias inspirações para produzir peças semelhantes. Importante salientar: assim como as histórias do livro foram escritas para que você reencontre os seus afetos, os projetos handmade servem como referência para suas futuras criações. Lembrando que, ao você colocar o seu estilo, cores, materiais, etc... as peças ficarão ainda mais ricas e com sua total assinatura.
 
Ao final do livro há um recado: INSPIRAÇÕES:
"divido com vocês alguns rabiscos criativos, para que use sem moderação". Na sequência, há desenhos lindamente aquarelados pela artista Anacardia, , com medidas que servirão de referência na execução dos seus projetos. Seguem aqui referências que facilitarão suas produções. Lembrando que a proposta do livro não é apresentar projetos e seus respectivos passos, é inspirar o leitor a criar, ousar e experimentar!
 
ALMOFADA PATCHWORK & BORDADOS
grau de dificuldade: fácil
Material:
- 20cm tecido liso para a lâmina central (se quiser poderá ser bordada)
- 20 cm para as barras menores laterais (no desenho do livro estão coloridas de rosa)
- 30 cm para as barras maiores laterais (no desenho do livro estão coloridas de azul com bolinhas)
- 40cm de tecido para a lâmina traseira.
 
Como fazer: para produção dessa peça, você escolherá uma lâmina de tecido principal para bordar. O desenho é bem explícito, para costurar a parte frontal da almofada você unirá primeiro as lâminas acima e abaixo da principal, depois as barras laterais e, por último, as barras laterais maiores.
Ao finalizar essa lâmina frontal, tire a medida final e corte uma lâmina da mesma medida em tecido liso para a parte de trás. Una ambas as lâminas, deixando um espaço para encher com plumante (fibra siliconizada)
 
ALMOFADA BERGAMOTA
grau de dificuldade: médio
Material necessário para uma almofada de 40cm:
- 50 cm de tecido (ou 25cm de 2 diferentes estampas);
- 60cm manta acrílica;
- grelô - fio de pompons (opcional)
- 2 botões grandes
- 500gr plumante (fibra siliconizada)
- linha de crochê

Como fazer:
- cortar 16 partes iguais do molde (gomo), no livro ilustrado em Chevron
- costurar de 2 em 2 partes ( se estiver trabalhando com dois tecidos diferentes, costurar sempre o mesmo tecido em cima), passar virando todas as costuras para o mesmo lado;
- novamente costurar de 2 em 2 partes( cuidando a ordem dos tecidos caso eles sejam diferentes), passar as costuras para o mesmo lado. Emendar no meio.
- repetir o mesmo processo para o outro lado da almofada.
-  cortar uma faixa de tecido de 14 cm X 1,40 cm.
- cortar a manta para os círculos e para a tira lateral, fixe-as..
- se for colocar o grelô ou sianinha, fixe ao redor do círculo (bem na ponta, só para firmar (facilita o trabalho).
- costure a faixa lateral no primeiro círculo (marque um ponto para a fixação de ambos os círculos) deixando uma pequena parte sem costurar, 10cm para fazer a emenda lateral, feche a emenda e costure o que faltou. Conforme a  figura abaixo.
- costure do outro lado(círculo), deixando uma pequena abertura.
- pregue o botão de um lado: coloque um fio duplo de uma linha de crochê (mais encorpada + ou – 1 metro)na agulha. Deixe uma ponta (+ ou – 30 cm) sobrando, e dê umas três voltas no botão(costurando) e amarre bem apertado (Dê alguns nós) naquele fio de 30 cm) e sem arrebentar a linha passe para o botão do outro lado e repita o processo. (O espaço que você quiser de profundidade.
- encha a almofada aos poucos, para não ficar sulcos, feche com pontos invisíveis.


ALMOFADA KOMBI
grau de dificuldade: médio/avançado

 Material:
--25 cm p/1,40 mt  tecido branco
- 15 cm p/1,40mt tecido colorido
- 40 cm manta acrílica R1
- 1 retalho tecido preto +- 20 x 40 cm
- 1 retalho de preferência estampado para pranchinha de surf
- Papel colante para o tecido preto
- 2 botões médios para faróis; 1 botão colorido para marca (frente central)
- 4 botões grandes brancos para rodas
- Plumante para encher almofada; Linha preta; 50 cm de cordão.

Como fazer:
Parte 1: -cortar tecido branco  1 X molde 1; cortar tecido colorido espelhado (dobrado)   2 X molde 2; cortar 1 lâmina de tecido branco 14cm X 41 cm e colar manta acrílica – Teto da Kombi; cortar 1 lâmina de tecido colorido 14 cm x 41 cm e colar manta acrílica – Fundo da Kombi; cortar uma tira de 6 cm de tecido preto, dobre ao meio e dobre as pontas para dentro. Passe uma costura de cada lado para fazer as tiras que serão usadas como rack. (acessório para fixação prancha de surf). Colar retalho tecido preto no papel colante , marcar e cortar 4  rodinhas.
Parte 2: Costurar as lâminas coloridas (molde 2) na lâmina branca (molde 1) a partir do centro do branco (frente da Kombi). Como mostra a figura 1. Passar com ferro de passar roupas com as costuras viradas para o lado colorido.  Aparar as laterais externas para deixar reto. Colar esta lâmina na manta acrílica. Pespontar em preto as marcações laterais da Kombi. Pespontar o  centro (será bem ao meio e terá 12 cm de largura).Será nesta costura que se fará um pequeno pique na hora de costurar as laterais da Kombi. Distribuir as quatro rodinhas, colar e costurar de preferência com zig-zag fechado.À lápis, marcar as janelinhas (devem ficar com aproximadamente ½ cm entre uma e outra).Passar costuras em preto para marcar as janelas. (Não esqueça os limpadores).Pregar os botões frontais (faróis e marca).Anexar a parte inferior da Kombi ( Lamina colorida) no centro. Fixar com alfinetes costurando apenas os 12 cm centrais da frente (assim ficará 1 cm para cada lado para costurar as laterais). Fazer um “pique” (pequeno corte de menos de 1 cm ao lado, bem rente,  àquela costura frontal.Agora dobre a lateral e encaixe no fundo da Kombi (o “pique” facilita esta operação), costure deixando 1 cm sem costura no final  para poder dobrar depois.Faça o mesmo do outro lado. Pregue os botões das rodinhas. Fixe duas tiras pretas em cima da lâmina branca do teto – à 10 cm do começo e a outra 10 cm depois. Não se esqueça  que não pode ser bem no meio porquê a traseira também está junto na medida do teto. Anexar a parte superior da Kombi (lâmina branca). Fixar com alfinetes costurando apenas os 12 cm centrais da frente (sobrará 1 cm para cada lado para costurar laterais). Faça novamente os “piques”e repita a operação do fundo.Para a traseira, “os piques” deverão ser feitos na parte do teto e do fundo, usar como guia a costura lateral, dobre e faça o “pique” ( Não se esqueça, menos que 1 cm).Acerte os tecidos para que as cores se encontrem corretamente. Apare, se for necessário e alfinete (esta costura será feita com pontos invisíveis à mão). Feche as laterais.Desvire, arrume os cantos com uma agulha. Encha com plumante e feche com pontos invisíveis. Passe o molde da pranchinha para o tecido estampado. Costure na linha deixando uma abertura. Desvire, coloque um pouco de plumante, feche com costura invisível. Amarre a  pranchinha em cima do rack.

 
ALMOFADA CORUJA DOROTHÉA
grau de dificuldade: fácil
 
Modo de fazer: Corte 2x o  molde do corpo, e 4 X o molde das patas. Para os demais moldes, aplique tecidos de seu gosto ao papel cola, e risque cada peça a ser cortada; com o papel cola já adesivado ao tecido, corte 2X os olhos (interno e externo), pupilas; e depois corte 1X os moldes da barriga, coração e nariz de sua Dorothéa; com ferro quente, aplique as partes da coruja, uma a uma, em um dos moldes já cortados do corpo, nesta ordem: barriga, nariz, parte branca dos olhos, parte colorida dos olhos, pupilas e coração. A ordem será importante, pois detalhes do nariz são escondidos pelos olhos. 

Depois de todas as partes já aplicadas, faça os detalhes das mesmas. Todas as partes aplicadas serão “pespontadas” em ponto reto, com fio de linha preto. Nos moldes de aplicação já existentes  no mercado, é nesse momento que são feitos os detalhes em caseado, o que também poderá ser feito na coruja. Mas, buscando a inovação e criação de uma coruja mais contemporânea, sugiro que o ponto seja reto, não precisando ser perfeitamente alinhado... passe de 2 a 3 X a costura em cada parte da coruja, como aparece nas fotos.
Una as duas partes do corpo, avesso com avesso, e alfinete todas as laterais. Após, costure-a na linha pontilhada (deixe apenas um pé de máquina). Depois de costurada, dê piques de 5 em 5 cm, vire a peça com auxílio de um palito de sushi e passe o ferro.
Agora é só encher sua coruja com plumante (não economize... quanto mais plumante mais firme sua peça ficará), lembrando para colocar pequenas “bolas” de plumante nas orelhas, para depois encher o restante do corpo. Depois de cheia, arremate o buraco por onde foi colocado o plumante, com ponto invisível, e linha da mesma cor
Costure as duas patas, dê piques, vire, passe a ferro e encha com plumante. Arremate o buraco da costura a mão, preferencialmente em ponto invisível. As patinhas poderão der costuradas com a aplicação de um botão debaixo de cada uma, o que dará um charme à sua Dorothéa!
Use e abuse da criatividade nos detalhes e cores – vale aplicar um laço na cabeça, botões ou outros aviamentos de sua preferência!!!!
 
 
 BONECA LINDA
grau de dificuldade: fácil/médio
Como fazer o corpo da boneca:
Recorte o molde do papel, exatamente nos riscos - linhas contínuas;  no tecido (tricoline 100% algodão) dobrado ao meio, risque os moldes com lápis 6B; antes de riscar os braços e corpo, estude de em que posição o tecido será melhor aproveitado. A cor do corpo será de acordo com sua escolha. Feitos os riscos,  costure exatamente em cima, não deixando margem. Somente depois de costurados corpo e braços é que você cortará a boneca, deixando margem de, aproximadamente 0,5cm entre a costura e o corte (as pernas dessa menina linda já estão juntas ao tronco). Deixe pequenos espaços para desvirar a peça (as linhas pontilhadas no molde são apenas sugestão). Você pode optar por recortar a boneca com tesoura de picote; eu prefiro tesoura normal, e, após recortada, dar piques nas partes curvas, o que deixará sua costura perfeita após virado o corpo e braços da boneca. Com auxílio de um palito de comida japonesa (hashi), desvire corpo e braços, e passe com ferro quente para alisar o tecido. Depois, encha lentamente com fibra siliconizada (plumante), enchendo bastante principalmente a parte superior do tronco (pescoço e cabeça). Após a boneca estar completamente cheia de plumante, costure a máquina na divisão das pernas e tronco, para dar movimento às pernas (linha pontilhada do molde). Feche as aberturas por onde vc encheu com plumante, e costure os braços junto ao tronco (com linha de bordado e agulha grande, faça pontos que atravessem o corpo da boneca de braço a braço, unindo os dois braços ao mesmo tempo. Dessa forma os braços ficarão articulados, ou seja, com movimento. Repita essa costura de forma a deixá-los bem firmes.
Para roupinha, costure a blusa na sequencia e medidas sugeridas no desenho. Esse é o molde utilizado na blusa da boneca modelo Frida Kahlo. Para a saia, corte um retângulo na altura de sua preferência, se quiser tapar os pés faça mais comprida. com um franzido, prenda a saia à cintura.
Para fazer o cabelo, utilize lãs coloridas.

 

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Lançamento do meu livro em Brasilia

Emocionada com a noite de lançamento do meu livro em Brasília! Havia todos os ingredientes para uma gostosa e intensa celebração: as pessoas e a entrega a um momento leve em pleno agito da semana. O sentimento da noite foi da mais pura simplicidade e resgate ao que de melhor a vida nos presenteia: um afetuoso encontro!
 
Nenhuma história regada a carinho é escrita sozinha, e tenho muito a agradecer! À Soraia Lima e Raquel "Potira", que tão lindamente transformaram o restaurante Sabor&Cia em páginas do livro Relicário de Afetos, com auxílio e apoio de outras criativas e queridas que prontamente se dispuseram a participar desse desafio, e a todos que aceitaram o convite para uma "noite de bingo"!
 
Foi um encontro de total conexão; dos simples resgates aos quais o leitor é convidado, às plataformas digitais, que nos permitiram compartilhar os momentos com quem não esteve presente, mas acompanhou a distância. Uma noite linda; teve bingo, biscoitos de mel e palha italiana. Abraços e sorrisos também não faltaram, e acredito que naquela madrugada todos os presentes devam ter deitado em suas respectivas camas com o coração mais leve!
 
O olhar da fotógrafa Daniela Dytz pode contar um pouco do que aconteceu por lá, e no facebook.com/lugastal têm mais clicks! Pra conferir, clica AQUI!
 
 







  
  

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O lado B do meu Relicário de Afetos

Se vc gosta, vive, valoriza ou admira processos criativos, esse post será interessante; caso contrário, nem perca o tempo da leitura! Atualmente o tempo é tão precioso que devemos gastá-lo da melhor maneira, não é verdade?
Sabe quando dizem que toda pessoa deve ter três experiências na vida; plantar uma árvore, ter um filho, escrever um livro? Há um elo bem forte nessa frase, um vínculo entre as três ações: a espera, a paciência, a resiliência. O fato é que estamos sempre tão acostumados ao ritmo do "agora" que na maioria das vezes sequer paramos pra pensar: como será que as coisas acontecem? Por diversas vezes tive vontade de contar as emoções que se escondiam atrás das páginas do meu livro, muito antes dele ser impresso. E aqui estão 13 delas:

1. Antes de começar a rascunhar o livro, visitei o sótão da casa dos meus avós - era o start desse projeto!

2. Em abril iniciei a escrita dos textos; numa viagem que fiz com minha mãe, mais precisamente, navegando em alto mar, entre visitas a lugares totalmente desconhecidos. Num ambiente de música alta, alegria plena e comida abundante, por tardes a fio coloquei  fones nos ouvidos e me mantive "peixe fora d'água"  diante de vizinhos desconhecidos que ansiavam em falar ou apenas serem escutados. Foram quase 25 dias com mínima conexão wifi e muitas conexões pessoais!

Pelo caminho, soube que existia uma cidade das cores. Fiz trocas e abdiquei de visitar outros lugares, mas cheguei lá!

 (cheguei no lugar mais colorido da vida!! Burano - Itália)
 
3. Criei uma playlist no spotify e sempre que precisava me conectar ao meu relicário ela me ajudava.  É aberta e vc pode escutar se quiser! Mas cuidado, tem uma mistura total de tempos!!!#relicário de afetos lu gastal

4. Feitos os planejamentos iniciais e paralelo à produção dos textos, as peças iam nascendo.  À medida em que eram finalizadas, eu as escondia num armário. Minha vontade de mostrar o que de tão especial estava produzindo era imensa, e minha ansiedade em compartilhar era maior ainda. Muitas pessoas que me encontravam perguntavam: e aí, esse ano não estás produzindo muito né?! A Luciana emoção queria abrir a porta do armário, a Luciana razão a manteve fechada.
 
5. Em julho achava que ainda havia muitas peças a produzir, eis que ao abrir o armário vi que havia material pra fotografar dois livros!! (por que sempre pensamos que não estamos prontos para os desafios?!?)

6. Pra finalizar os textos tirei uma semana sabática no interior do interior, na casa dos meus pais. Sem internet, zona rural. Passei a semana tricotando meias e organizando os textos, e quanto mais tentava acomodar as ideias nesse processo criativo (tricô + escrita + silêncio), mais distante me parecia ter um livro pronto em mãos. Sabe aquela vontade de sair correndo e deixar tudo pra trás?!? Senti!
(as meias de lã no SPOILER não estão ali por acaso)

7. Em agosto aconteceram as sessões de fotos. Antes de viajar, como um quebra cabeças, acomodei todo material por todos os espaços disponíveis do carro. Não cabia mais nenhuma pulga. Após cada dia de fotos, os objetos "inflavam", simplesmente não conseguia acomodá-los no mesmo espaço que que viajaram.
 
A chegada nas locações era um tanto constrangedoras. Primeiramente descíamos eu e minha bolsa, então avisava que  na sequência alguns objetos seriam descarregador por lá!
 



8. Em nenhuma foto em que apareço tive tempo de ir ao cabeleireiro. O cabelo rebelde recebia altas doses de sprays e grampos.
 
Vida real: temos!

9.  Ao fim do intenso segundo dia de fotos, finalizada a sessão com o fusca vermelho,  sorrimos felizes e aliviadas. Missão cumprida. SQN. O freio do fusca falhou e o besourinho vermelho desceu ladeira abaixo. Só não caiu no penhasco porque trancou a roda traseira numa pedra. Havia cinco mulheres a beira de um ataque de nervos - socorridas por um anjo-policial-militar-chamado- Caio-em-dia-de-folga e um caminhão guincho. Ambos os heróis salvaram nosso galã vermelho - peça de colecionador.



10. Viajei 3024 km de ônibus durante o processo de editoração. Disse inúmeros "nãos" para os convites da família, dos amigos; chorei de cansada, gastei madrugadas olhando para o computador sem acrescentar sequer uma palavra;  me senti uma chata de galochas. No finalzinho do prazo para envio do material à gráfica adoeci, não tinha mais fôlego. Sabe aquela vontade de sair correndo e não voltar? Senti, várias vezes! Sabe aquela alegria com a proximidade do projeto finalizado? Senti várias vezes também!

11.  Quase aos 45 minutos do segundo tempo, textos prontos, fotos produzidas, material ainda em fase de editoração, decidi pedir ajuda ao público com uma campanha de pré venda do livro. Recebi uma chuva de carinho, muitos apoios e umas mensagens anônimas escritas por pessoas com escassez de energia e luz. O post teve mais de 7000 acessos e a campanha contou com  preciosos 260 apoios,  que foram fundamentais para a realização desse projeto!

(Com apoio e com afeto - uma das notas que saiu na imprensa e me encheu de alegria)
12. Esse trabalho foi feito a várias mãos, e a cada um destes profissionais dedico minha gratidão! Em ambas as fotos estamos muito cansados, mas os sorrisos traduzem os momentos!

Gabi Mazza - editora e coordenadora geral - Satolep Press
Emerson Ferreira - Nativu Design


Li Puente - produção de fotos
DaniBat - fotografias
Anaí Monteiro - produção de peças e apoio emocional


As ilustrações foram lindamente feitas por Ana Carolina de Paula, e os textos revisados pelo casal Mari Heineck e Duda Keiber.

13. O livro Relicário de Afetos foi inteiramente produzido no Rio Grande do Sul!
 
 
Para comprar seu exemplar, clique AQUI!
O frete é gratuito;  os Correios têm demorado quase 15 dd para entrega, mas ao receber o livro vc entenderá o convite para uma vida mais tranquila e de esperas sem ansiedade.
O livro acompanha a dedicatória, meu beijo e um mimo surpresa!



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

tem uma árvore na minha sala!

(foto do perfil instagram @adorexmas)

Desde que casei, e lá se vão 22 anos, meu sonho era montar a árvore de Natal na nossa casa. Éramos só nós dois, na sequência chegou o Simba, o primeiro "filho cão", mas não tínhamos nenhum pinheiro. Enrolava um festão na chaminé da lareira, com luzinhas e uns enfeites, achava bonito e ficava feliz! Em 98, grávidos da Laura, compramos nosso pinheiro artificial, bem comprido e magro, pra caber na nossa casa que era pequena. Naquele ano já no feriado de finados montei a decoração natalina - exagero, eu sei, mas queria aproveitar muito aquele pinheiro com luzinhas e toda a mensagem que uma árvore de Natal traduz numa família. Na decoração usei os ursinhos que foram suas lembrancinhas de nascimento, luzinhas e bolas, não lembro de que cor. 

Nos anos sequentes, novos enfeites se agruparam aos ursinhos, e logo chegou a Lulu pra família ficar completa! Quando as meninas já entendiam que época de Natal era época de enfeitar a casa, a cada ano eu montava uma decoração diferente; num ano usei as barbies que elas brincavam, noutro usei utensílios de cozinha, cortadores de biscoitos com fotos da família. Lembro de montar uma árvore com frutas em tecido e uma com pássaros em tecido, mas essas para exposições de artesanato. As luzinhas pisca pisca e algumas bolas nunca faltaram na decoração. 

O tempo passou, as meninas cresceram, e a árvore foi ficando de lado. Aquele pinheirinho magro e comprido sofreu a ação do tempo, foi perdendo seus verdes pelos natais afora, aí chegou um mais encorpado, que passou a ser a árvore da família. Há uns 3 anos estávamos em reforma em casa e a levei pro estúdio, e desde então ela não voltou mais pra casa. Voltei a decorar o doce lar com detalhes distribuídos cuidadosamente, mas senti saudade da árvore "plantada" na sala! É na sala da nossa casa que a vida acontece, é por ela que entramos, saímos, é nela que jantamos, assistimos tv, brigamos, fazemos as pazes, tomamos café. A vida familiar acontece nela, deu pra entender né!?!?!

Pois esse ano eu montei o pinheiro em casa novamente! Precisava desse momento e desse ritual! Muito mais do que simbolizar a vida (o pinheiro é das poucas árvores que se mantêm verde, mesmo durante o inverno), queria muito reencontrar a árvore de Natal na sala de casa. E lá está!

As bolas coloridas que pendurei são de outros carnavais... digo, natais! O pisca pisca também, e nesse ano usei (e abusei) de pompons brancos. Cada uma dessas bolinhas de lã têm um significado, um desejo, um agradecimento. Cada um de nós tem os rituais, as crenças, os valores. 

Vida real, feliz estou em ter (re)plantado essa árvore na sala de casa!


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

É hora de escrever um novo capítulo, e já estou com o lápis na mão!!!


Sabe quando a vida nos sinaliza que um ciclo está se encerrando?  Há 2 opções: aceitar o fato e renovar nossas buscas, desafios, projetos OU se manter parado, no mesmo lugar, vendo as transformações ao redor sem nada fazer ou contribuir.
Às vezes essas informações nos passam despercebidas, noutras insistentemente avisam que é  momento de mudança, e que o encerramento de um ciclo implica em futuras e novas possibilidades. Gosto disso!

Há nomentos em que me sinto motivada a realizar mudanças, seja em busca de renovar ações e relações, seja porque a situação não corresponde mais às minhas  expectativas. Para mudar é preciso compreender, aceitar e  realizar as modificações necessárias. Para encerrar um ciclo não dá pra escutar a emoção, é preciso dialogar lucidamente com razão.

E aqui transcrevo tão adequadas palavras escritas por Fernando Pessoa :

 "Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram."...

É comum sentirmos medo e mantermos postura resistente a mudanças. A questão é; enfrentar o término de um ciclo e seu consequente desapego é trabalhoso; não saber quais as consequências é um desafio dos bons!!

Orbitando ao nosso redor há um simples e real fato: o tempo, os recursos e a energia são finitos! Manter pedaços do ciclo anterior e construir um novo torna-se uma tarefa Hercúlea. As escolhas se fazem necessárias, por mais incertas e doloridas que sejam. Às vezes é preciso parafrasear o poeta;  encerrar o ciclo, fechar a porta, terminar o capítulo ... e seguir em frente com nossas próprias ações!!!  E somente a partir daí será possível usufruir das novas oportunidades. Simples assim! 

A Casa Rosa encerrará suas atividades em breve. Antes que vc diga ou pense:  "não acredito, mas é um lugar tão especial", respondo: sim, um lugar lindo, sempre habitado por energia das melhores, mas esse ciclo se encerra para dar espaço ao próximo!
Essa ilustração da Anacardia retrata bem todo esse período, o amor que foi plantado, que floresceu, que transformou, que criou raízes. Tudo envolto num circular e infinito abraço! (repare nos bordados feitos a mão presentes nos troncos das árvores)!!!
Nesses  quase 8 anos de loja/estudio lugastal , muitas mudanças ocorreram, e muito me orgulho disso. Observei o mercado, cuidei do público com todo o meu carinho, cuidei de quem aqui esteve, e de quem por aqui nunca esteve mas sempre se sentiu bem vindo, mesmo à distância.  Sinto imensa alegria em inspirar novos craft busines,  em encantar meu público, e quando olho para trás vejo um álbum repleto de cenas bacanas, ações diversas, encontros, inovação e empreendedorismo.
Tantos aprendizados e descobertas que toda essa experiência me proporcionou!!! A lojinha inicial, o estúdio de costura criativa, os espaços lindamente decorados nos eventos artesanais, o Clube do Pano, o blog, as andanças Brasil afora com o Patch Encontro, a Casa Rosa.
Em breve entregarei a vcs um dos mais especiais projetos, o livro Relicário de Afetos; e nele haverá frações de todo esse período. 
É hora de escrever um novo capitulo, e já estou com o lápis na mão!!! Tenha uma certeza, estarei cada vez mais perto de cada um de vcs!!!!
A partir do dia 16/11/2017 haverá uma grande promoção de produtos. Serão preços arrasadores: móveis, produtos, tecidos e peças do meu acerto pessoal.  Acompanhe nossos horários de atendimento pelo facebook Casa Rosa Porto Alegre! Se vc lembrar de alguma peça que tenha vontade de adquirir, chame inbox no instagram @garimposdalugastal ou pelo whasapp (51)99648 77 12
E na loja virtual tem  muito estoque com 40% de desconto! clique AQUI!

P.S: Muitas ações bacanas estão chegando nesse período. No próximo dia 28 vai rolar Oficina Criativa lugastal, 100% online e gratuita. Pra participar é só clicar neste link e se inscrever: Quero participar da Oficina Gratuita Lu Gastal


terça-feira, 3 de outubro de 2017

convite a compartir esse sonho!

Talvez soe estranho; mas hoje, além de dividir com vocês um dos projetos mais especiais que já me dediquei, vim pedir ajuda! Confesso, pedir ajuda não é um ato dos mais fáceis, e há dias (semanas, pra ser mais sincera) ensaio esse pedido, sem saber exatamente como fazê-lo. 

Desde o início desse ano me dedico a um projeto que estava na minha lista de desejos - escrever um livro! Lá em meados de 2012 fiz alguns ensaios, entre textos, produção de peças artesanais e fotos, mas o dia-a-dia da vida empreendedora me tirou o foco. Este, aliás, foi um dos motivos pelos quais parei para (re)pensar o que eu queria comunicar ao meu público, à minha família e, sobretudo, à mim mesma; não aguentava mais parecer aquela profissional criativa, sorridente, que parecia viver feliz e plena num estúdio colorido e repleto de tecidos; havia problemas, dificuldades, desilusões, dúvidas. Se você me acompanha nas redes sociais, principalmente no instagram, já deve ter lido algum post que se inicia com a frase "senta que vem textão!", dê uma hashtag #colchadememoriaslugastal e encontrarás alguns!




Bem... voltando ao livro! Após planejar o conteúdo e o que eu gostaria de escrever, deu-se início a dois processos concomitantes: a produção das peças e a escrita propriamente dita. Aos poucos, todo material já executado era guardado, com zelo e cuidado. Lembram que em meados de março saí para um "sabático"? Acompanhei minha  mãe numa viagem e dediquei o tempo longe do cotidiano para me conectar com as ideias e traduzi-las através de palavras. Os meses se passaram, e cada etapa do livro era alinhavada,  ponto a ponto, escrita, palavra por palavra. Chegou um momento em que não consegui mais guardar meu segredo, precisava compartilhar com vocês aonde, afinal, eu dedicava toda minha energia. Aos poucos pílulas dessa história foram partilhadas, algumas fotos que talvez tenham passadas despercebidas pelas redes lugastal já eram ensaios fotográficos do livro. Como é difícil guardar segredo de um material tão rico e bonito! 

No meio dessa jornada o vento mudou algumas vezes e me fez corrigir o rumo; se lá em fevereiro, no início desse trabalho, eu pretendia escrever sobre minha história com as manualidades, na metade do caminho entendi que não este não seria apenas um livro, mas um álbum de histórias, de memórias,  de mim, de ti, um álbum de nós! 

Após entrelaçar todo o material, chegou a hora em que não tenho mais fôlego financeiro para tocar o projeto adiante - é necessária a contratação de profissionais competentes para a produção/diagramação/revisão, além dos custos gráficos. E, para executar essa fase final, aqui estou pedindo a sua ajuda! Estudei e pesquisei as principais plataformas de crownfunding (financiamento coletivo), com suas taxas, recompensas e garantias, porém nesse processo os trâmites mínimos são de 3 meses de captação de recursos, e quero entregar o livro a vocês até dezembro. Pedi apoio à empresas do segmento artesanal, e, com exceção das duas parceiras com quem trabalho diretamente, as demais respostas foram desmotivadoras, o país está em crise. Entendo, o mercado funciona assim e, ao se apresentar um pedido, há apenas duas chances: receber um SIM ou um NÃO. 


Pensei várias alternativas, e diante das mensagens que recebo diariamente, entre instagram, facebook, whastapp, versando sobre entrega, carinho, motivação e outros sentimentos bons que as pessoas têm decorrentes do meu trabalho, tenho refletido sobre pedir ajuda a que, de alguma maneira, também ajudo. Tenho a certeza de que juntos somos mais fortes, e sei que não consigo abraçar o mundo e meus projetos sozinha; diante disso, da maneira mais honesta, sincera e vulnerável possível, vim pedir ajuda!


Dia desses cruzei com um livro de título curioso: A Arte de Pedir. Após dificuldades variadas, Amanda Palmer, artista e autora do livro, pediu ajuda ao seu público para gravar um novo disco (e essa história é contada no TED The art of asking). Algumas de suas  frases mais sinceras e precisas ficaram martelando na minha cabeça: "ao precisar ajuda, me joguei nas milhares de conexões que eu tinha feito", "quando realmente vemos uns aos outros, nós queremos nos ajudar", "se quiser experimentar o sentimento visceral de confiar em estranhos, confie neles".  O TED em questão já teve mais de 6 milhões de acesso, e sabe o que eu senti? Que ela falou diretamente para mim, sussurrou ao meu ouvido e por vezes até levantou a voz: "Por que não pedir ajuda a quem está contigo no dia-a-dia? Afinal, esse trabalho é inspiração para todos vocês!!!".


Pedir é difícil, um ato onde você se mostra extremamente vulnerável, sem maquiagem. Sei que serei criticada, mas tenho forte um sentimento de que, muito mais do que qualquer sentença dos "juízes das redes sociais", posso contar com o apoio de quem realmente se conecta com o meu propósito e cada uma dessas ações. Por isso decidi, depois de muito muito muito pensar, ponderar, refletir, avaliar, imaginar, me jogar nas tantas conexões que tenho feito


Aqui está um material para que você entenda a essência do livro (é claro que é apenas uma pitada de todos os ingredientes, senão perderá a surpresa, né?). 






Mas não vim aqui apenas pedir, quero entregar, oferecer o que tenho em troca, e para isso preparei várias recompensas às quais você poderá avaliar, dentro de suas possibilidades.

Como funcionará esse apoio:  trata-se de uma venda antecipada com apoios individuais; cada recompensa terá um valor, e o mesmo poderá ser pago diretamente no e-commerce lugastal, pois essa é uma maneira que facilitará os trâmites administrativos e contábeis de todo esse processo (nota fiscal, impostos, envio da recompensa, endereço correto etc). 

Se você leu esse post até aqui, muito obrigada! (sei que hoje abusei!)!  Cada processo de criação e produção deste livro tem sido feito com muito carinho, da execução de cada produto à paleta de cores, do desafio em misturar tudo o que habita no nosso universo feito a mão à escolha de cada parágrafo que "converse" com a foto, e o melhor... tudo feito a várias mãos!! A felicidade que sinto em trabalhar nesse projeto é imensa, porém, reitero, sem apoio não conseguirei concretizá-lo. Por isso, através desse post totalmente "vida real", peço sua ajuda, seu apoio, seu carinho e confiança. Confiança, aliás, é ingrediente necessário aqui, pois proponho a você a venda de um produto que ainda não saiu do forno... (e o que será de nós se não confiarmos uns nos outros, não é verdade?!). 




Pra finalizar, agradeço mais uma vez pela paciência de ler todo textão, parafraseando Cervantes "Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade".

Muito obrigada!!!



Lu Gastal